No Meu Pégaso Branco

4 Um Sonho com os Deuses


Notas iniciais
Geeeeeeeeeeeeeeeeeeente eu sou boazinha de mais, mesmo baixando a coisa para 5 reviews e não tendo cinco reviews, eu não ia me aguentar até quarta... Agora, eu tenho 7 leitoras, isso significa que tem amiga que não tá deixando review, sério gente, não mata, não cai a mão, nao deixa cega, o computador não vai explodir e sabe, eu fico muuuuito feliz! Você vê, até a duda que já leu e já sabe deixa review, mesmo sem eu pedir! A propósito, a srta. com problema de autoestima (inexistente), o que acharam da personagem dela? Podem falar, então, finalmente vão saber de quem eu sou filha e o por que de ela ter simboloS, que a Eduardas2 percebeu, parabénsssss! Já devem estar de saco cheio dessa nota inicial gigante, então vejo vocês lá em baixo amores!

Então Quíron surgiu no meio das árvores.

– Salve Victoria, filha de Afrodite, protegida de Hades e abençoada por Poseidon! – Ele gritou, mas demorou até que batessem palmas, todos estavam chocados. Para melhorar mais minha situação, além de aparecer outro símbolo... – Esperem, abençoada por Poseidon e Hermes! – Senti algo me levantando, meus ferimentos se curando, meu cabelo se ajeitando, surgiu um lindo vestido branco com um decote um pouco grande demais para meu gosto, sapatos de salto delicados, uma trança lateral no meu cabelo enfeitada com uma rosa branca, meu rosto que estava sujo de terra, agora estava limpo e perfeitamente maquiado.

– Parabéns pequena, você está linda! – Nico falou me abraçando quando eu voltei para o chão.

– Nico, eu tenho mãe! – Gritei feliz.

Depois Travis, Connor, Zack, Eduarda e vários outros que eu não conhecia vieram me parabenizar, eu estava feliz, tantas pessoas batendo palmas, me abraçando, eu me senti tão especial... Nunca tinha me sentido assim, desde que aquilo aconteceu.

A noite passou incrivelmente rápido, dancei, me diverti, no final da festa fui buscar minhas coisas no chalé de Hermes.

– Vou sentir sua falta gatinha. – Travis falou me abraçando e me entregando uma mochila com minhas roupas, Coca-Cola e outras coisas do estoque. – Fique com isso, de presente. Mas se te perguntarem, não fui eu que te arranjei isso. – Ele falou passando a mão pela boca, como se fechasse um zíper.

– Pode deixar, vou sentir sua falta Travis. – Falei enquanto saía do chalé de Hermes.

Abracei Travis, depois Connor e fui caminhando sob o olhar de todos os campistas, já estava me acostumando a chamar atenção.

– Olá maninha! – Uma garota de olhos verdes, espera, cinza, espera castanho, parecia um caleidoscópio!! Ela veio de braços abertos e me abraçou, era mais velha, acho que Zack havia me falado sobre ela, Piper.

– Oi... Piper não é? – Perguntei para a garota, ela assentiu com a cabeça. – Prazer Piper, sou a Victoria.

– Muito prazer em te conhecer Victoria. – Ela falou enquanto se virava e caminhava até uma cama que estava vazia. – Pode ficar com essa cama. – Ela disse tirando a mochila da minha mão e colocando em cima da cama.

A maioria foi bem simpática comigo, algumas nem um pouco, não demorou muito fomos dormir, o dia amanhã seria agitado.

Se eu tive sonhos? Claro, uma visita na verdade, estava em uma sala branca, uma mulher linda, cabelos castanhos, olhos azuis, um vestido parecido com o que eu estava, um homem pálido de cabelo preto, sombrio, me lembrava Kay, um outro amorenado, cabelo castanho claro e olhos azuis e um outro com roupa de pescador e uma barba longa.

– Oooi Amore! – A mulher falou se aproximando de mim.

– Você é minha mãe não é? – Perguntei a observando.

– Sou sim queridinha! – Ela respondeu com um sorriso no rosto.

– E você é Hades, você Poseidon e você... Hermes. Acertei? – Perguntei esperando ter acertado.

– Sim, você acertou. – Hermes disse se levantando, esperando que alguém dissesse algo.

– Acho que você tem algumas perguntas que queira fazer não é? – Poseidon perguntou se levantando.

– Tenho sim, primeiro por que você me abençoou? – Perguntei, afinal receber a benção de um Deus que não é seu pai é raro.

– O dia que você nasceu foi realmente especial para mim, estava feliz, me identifiquei com você, seria uma ótima filha minha. – Ele falou, estranhei a resposta, mas quem sou eu pra contestar um Deus.

– E você, Hermes?

– Bom gatinha, acho que eu fui com a sua cara. – A resposta dele apesar de superficial, me pareceu sincera.

– E você Hades, por que decidiu que eu sou sua “protegida”? – Perguntei para o cara sombrio sentado mais afastado.

– Nico me pediu, quando soube o perigo que estava correndo me fez prometer que te protegeria. – Hades respondeu

– Perigo? Que perigo? – Perguntei, mas quando Hades abriu a boca para responder o sonho se dissolveu, logo eu estava de volta ao chalé de Afrodite. Quando acordei Piper olhou pra mim e espantada, me trouxe um espelho.

– Victoria, seus olhos estão azuis! – Ela gritou e me mostrou minha cara no espelho, realmente meus olhos estavam azuis! Sempre quis olhos azuis! Fiquei um tempo observando meus novos olhos e fui me arrumar.

Maquiagem, roupa, perfume, espelhos pra tudo que era lado, fui tomar um banho, relaxei, tentei colocar um short e a blusa do acampamento, mas a benção de Afrodite me deixou de novo com o vestido, o jeito era esperar passar, pelo menos ela deixou que eu colocasse meu prendedor, ajeitei ele na trança e saí para o café, no caminho passei no chalé de Hades para ir conversando com Nico.

– Bom dia pequena! Olhos bonitos! – Ele falou quando me viu na porta, estava vestindo uma blusa preta, calças jeans escuras e o cabelo bagunçado, como sempre.

– Bom dia Nico! – Falei o abraçando. – Nem deu tempo de conversarmos ontem, como vão as coisas no Mundo Inferior?

– O de sempre, meu pai de mau humor e Perséfone brigando comigo, como foram os dois dias sem mim por aqui?

– Bom, eu dei uma volta com o Zack, ele me apresentou para Travis e Connor, depois passei o resto do dia com o Travis, teve esgrima com o Percy, aí eu conheci a irmã do Percy na saída da esgrima, passei o resto do dia treinando e aí fui para o Caça Bandeira, adorei o jogo.

– É, você foi bem esperta no jogo, foi essa a garota que me deu a pedrada? – Eu assenti com a cabeça. – Ela é bem fortinha...

A essa altura já estávamos no meio do caminho para o pavilhão, os olhares curiosos de sempre observando cada um de nossos passos, passamos pelo chalé de Zack, ele estava saindo, dei um oi pra ele.

– E quantos já deram em cima de você? – Ele perguntou, se tem uma coisa que eu lembro muito bem, mesmo que falsamente, é que Nico é super protetor.

– Travis fez algumas brincadeiras, mas não era nada pra se levar a sério. Ele me lembra meu irmão...

– Irmão? Disso eu nunca soube.

– Não é um assunto que eu goste de comentar, ele está por aí, de vez em quando penso como eu estaria se ele não tivesse fugido naquele dia... – Não aguentei, aquela lembrança me faz chorar.

– Ei pequena, não chore. Se quiser desabafar, saiba que estou aqui pra isso. – Ele falou, sentamos ali no meio da grama e eu comecei a chorar copiosamente, quando parei, comecei a contar a ele sobre aquele dia.

“Era um dia chuvoso, a gente estava na nossa casa na Califórnia, eu tinha 4 anos e quis sair, pra comprar uma boneca... No caminho uma mulher começou a nos seguir, velha e asquerosa, tinha um olhar sombrio. Meu pai tentou falar com a esposa dele, que eu sempre soube que não era minha mãe, ela me odiava, mas ela não ligou, disse que era paranoia dele.

Fomos até a loja, compramos a boneca, meu irmão foi esbravejando o caminho todo da volta, mas meu pai gritou com ele e mandou que ficasse quieto, ele era 3 anos mais velho, cabelo castanho e olhos azuis, meio escuros. Ele não gostava de mim, sempre me chamava de bastarda e dizia que eu ia acabar com o casamento dos pais dele.

A mulher nos seguiu até a porta de casa, quando subimos para o apartamento, ela ficou do lado de fora do prédio, meu pai estava nervoso e isso desencadeou uma briga com a esposa dele. Então em uma brecha ele veio até mim, me deixou no fundo do armário junto com meu bichinho de pelúcia e espalhou vários perfumes diferentes pela casa. Quando a mulher chegou, ela se transformou no mesmo bicho que a cozinheira, uma fúria. Ela ficou enfurecida por causa dos perfumes que meu pai espalhou, destruiu a casa inteira atrás de mim, mas não me achou.

Algumas horas depois eu saí, meu pai e a mulher dele estavam mortos no chão, meu irmão chorava deitado sobre o corpo da mãe.

– A culpa é toda sua! Sua bastarda! – Ele gritou, depois pegou algumas coisas e foi para a porta.

– Pra onde você vai? – Perguntei chorosa, ele não gostava de mim, mas era o único que tinha restado.

– Pra casa da minha tia, não quero que o serviço social me leve pra um orfanato! – Ele gritou tentando sair da casa, mas eu segurei sua mão.

– Eu... Posso ir junto? – Ele se soltou de mim e foi embora batendo a porta, do corredor eu ouvi ele gritar que não, então eu sentei e chorei, chorei até os policiais chegarem e levarem o corpo do meu pai, até que o serviço social me levasse para o orfanato em Washington, daí em diante minhas lembranças são falsas.”

Quando acabei de contar tudo, já estava chorando de novo, Nico me abraçou, secou minhas lágrimas e me ajudou a levantar, fomos caminhando em silêncio até o café da manhã enquanto a benção retocava minha maquiagem.

Tomei café junto com as minhas irmãs, elas estavam muito animadas...

– Vocês não sabem! A Hollie de Deméter e o Phill de Apolo ficaram ontem durante o jogo! – Uma das minhas irmãs falou.

– Sério? Nossa sempre soube que eles seriam um casal lindo! – Outra retrucou.

– Acho que não é casal não, tá mais pra peguete por que durante a fogueira ele ficou com outras duas! – Uma outra falou.

– Então já acabamos a lista de ficantes de ontem? – Uma das minhas irmãs falou e as outas assentiram – Então vamos para os próximos itens, alguma de vocês tá de olho em algum?

– Ahh, eu estou gostando do Travis Stoll... – Uma das minhas irmãs falou, devia ter quatorze ou treze anos.

– Travis Stoll??? – Perguntei perplexa.

– É... – Ela falou meio tímida.

– Então a Tina está afim do Travis e você Victoria? – A irmã que estava checando os assuntos perguntou.

– Eu não gosto de ninguém. – Respondi.

– Mas e o Nico hein? – Outra irmã perguntou.

– Eu não gosto dele, ele é tipo meu irmão mais velho.

– Tá bom, então vamos para o próximo assunto, namoros terminados: Nenhum... O dia ontem foi bem sem graça, mas acho que hoje vai ser melhor... – Ela falou com um sorriso estranho no rosto.

Vou demorar a me acostumar com esses assuntos diários das minhas irmãs, como são fúteis! Na saída comecei a pensar nisso, realmente tinham garotos bonitos no acampamento e todos olhavam pra mim quando eu passava... Mas tenho mais o que fazer da vida, minha primeira aula do dia era arco e flecha com Apolo.

Qual não foi minha surpresa quando não tinha nenhuma de minhas irmãs por lá.

– Nossa, nenhuma das minhas irmãs vem treinar? – Perguntei para Zack quando o vi.

– De vez em quando elas aparecem pra dar em cima dos garotos por aqui, mas treinar mesmo, nunca. – Ele falou enquanto preparava seu arco. – Quer ajuda?

– Bom, acho que não, eu atirei algumas flechas ontem e saíram bem direitinho. – É, por que fui falar, peguei meu arco preto e rosa, preparei um flecha e zapt, ela foi um pouquinho asiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim pra direita. – Ok, acho que aceito sua ajuda.

Ele pegou no meu cotovelo e o levou pra cima, depois ajeitou a posição do arco, colocou mais uma flecha, botou os braços em torno de mim para me mostrar a posição de como atirar, puxou a flecha e zapt, certinho, bem no meio.

– Agora você. – Ele falou enquanto me entregava mais uma flecha. Coloquei-a no arco, tentei me lembrar de seus braços fortes e calorosos me envolvendo, mirei e zapt. A flecha acertou no limite do alvo.

– Você já melhorou bastante! – Ele exclamou enquanto pegou uma outra flecha e me envolveu de novo com seus braços e de novo e de novo... Ignorei todas as outras aulas do dia e passei o dia treinando arco e flecha, até que quando o carro de Apolo estava prestes a se por, consegui acertar a flecha bem no meio do alvo.

– Yeaaah! Consegui! – Comemorei bobamente observando a flecha espetada bem no menor pontinho.

– Isso, agora podemos ir, já deu de arco e flecha por hoje. – Ele falou sentando no chão cansado.

– E para onde você quer ir agora? – Perguntei pra ele ajudando-o a se levantar.

– Vou te mostrar um lugar, que eu nunca mostrei pra ninguém. – Ele falou e começou a me conduzir pelo caminho, passamos pelo lago, até chegarmos no começo dos campos de morango, alguns filhos e filhas de Deméter estavam cuidando da colheita, seguimos em frente, mais alguns minutos de caminhada e estávamos em um pasto vazio, no meio dele uma grande árvore com galhos intercalados que formavam um tipo de escada até o topo. – Venha! – Ele gritou enquanto começava a subir na árvore. Eu o segui e logo estava lá no topo, era simplesmente...

– Lindo... – Falei com a cara abobalhada, lá de cima era possível ver o acampamento todinho e sob o brilho do por do Sol era tudo ainda mais bonito.

– Que nem você. – Zack disse me observando com aqueles olhos azuis meio escuros, refletindo o Sol ficavam ainda mais bonitos, o cabelo loiro dele, meio desgrenhado, com o brilho dourado contrastando com o céu alaranjado, tudo tão bonito... Tão perfeito... Nossos lábios começaram a se aproximar, eu fiquei nervosa...

Notas finais
Ihhhhhhh, podem dizer, a cada capítulo eu fico um pouco mais malvada, muahaha, mas então, voltando àquele assunto chato, gente, 7 leitoras, 7 reviews, vamoooos, me deixa muito feliz, e eu feliz posto logo o próximo capítulo para vocês saberem o que aconteceee, será que é o Zack? será que não? será que eles se beijam? e então, surpresos por ela ser filha de afrodite? hm, vai sentir saudades do travis, será que é dele que ela gosta? estou deixando vocês confusas? bom, a confusão passa se vocês deixarem reviews e eu postar logo o próximo capítulo, quando eu vou postar? não sei, mas vocês me conhecem dependendo das reviews eu posto amanhã, então a coisa aqui ta ficando grande, quando forem deixar reviews não se esqueçam de dizer o que estão achando da duda!
Bjinhos,
Vicky