No Limite do Divórcio
6 Percepções
Notas iniciais
Fiquei muito feliz com os comentários e as respostas de vocês sobre a pergunta do capítulo anterior. Eu particulamente gosto de escrever o Ed narrando, acho que é porque o livro de Stephanie é só a Bella (e o Jacob no último).
Sejam bem-vindas as leitoras novas, espero que gostem.
Esse capítulo eu dedico a todas as leitoras que comentam, pois a fic é movida por vocês. Em especial a Geovanna, por ser a responsável pela segunda recomendação! Obrigada xuxu!
Nos vemos lá em baixo!
E como eu precisava de calmaria, me aproximei de Bella, ficando de conchinha. Involuntariamente, ela se acomodou em mim, entrelaçando suas mãos na minha. Era quente, gostoso e cheiroso ficar com ela assim. O cheiro que vinha de seus cabelos era uma delicia. Claro que essa sensação vem da energia.
E eu não ouvi mais nada e nem senti os catombos da cama. O sono começou a pesar e eu dormi imediatamente.
Tudo graças à energia de calmaria.
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Colbie Caillat — Falling for you
http://www.youtube.com/watch?v=-Pgp2azIt-U&feature=fvst
B. Swan
A floricultura estava lotada devido ao Dia dos Namorados. Não era meu dia de trabalhar, mas a dona estava me pagando hora extra para lhe ajudar a dar conta de todos os pedidos. Após dizer um “Volte sempre” a um cliente, apertei o botão para a senha seguinte vir e dei de cara com Edward sorrindo charmosamente para mim.
Ele era lindo, mas eu sabia que era o tipo de homem que não se prenderia a uma mulher só. Sabia que todo aquele charme pra cima de mim era porque eu fui a primeira mulher a dar um fora nele. Não passava de orgulho ferido. Mas sua companhia era maravilhosa e estava fora de cogitação me afastar dele.
- Bom dia minha flor. – Disse sorrindo.
- Deseja alguma coisa senhor Cullen? – Disse formalmente.
- Ah! Para com isso Bells! Sou eu, seu futuro marido. – Não havia como não rir com Edward.
- Prometo que serei sua futura mulher em outra encarnação. Diga logo o que quer que eu tenho mais o que fazer.
- Você não abre nem uma brechinha né?! – Diante de meu olhar de irritação, ele levantou as mãos em sinal de paz. – Tudo bem, tudo bem! Eu quero um buquê de tulipas de todas as cores que você tiver aí.
- Finalmente achou alguém para presentear no Dia dos Namorados? – Perguntei enquanto arrumava as flores.
- Claro. Acha que eu ficaria esperando você pelo resto da minha vida?
Aquela resposta me incomodou profundamente. Será que ele estava apaixonado por outra pessoa? Será que a amava? Ignorei meu desapontamento e continuei o que estava fazendo. Eu dei tantos foras nele que ele se cansou. A culpa era toda minha.
- Me dá o cartão e uma caneta que eu já vou escrevendo. – Fiz o que ele pediu e continuei a colocar os enfeites no buquê.
- US$ 34,50. – Disse e Edward me passou o valor. Entreguei o buquê e ele me devolveu.
- Feliz dia dos Namorados! – Disse com um sorriso de matar qualquer uma. – Leia o cartão!
Abri e nele estava escrito:
“Com certeza eu ficaria esperando você pelo resto da minha vida. Com amor pra dar, vender e trocar, Edward Cullen.”
- Eu não sou sua namorada Edward. – Disse sorrindo, lhe devolvendo o buquê. Mas ele não pegou.
- Eu sei que não. Eu só acordei com vontade de lhe dar um buquê e olha só! Caiu justamente no dia dos Namorados! Vamos Bella, aceite! Você não vai recusar um buquê de um amigo, vai? – Disse dando ênfase na palavra “amigo”.
Suspirei. Sabia que não se pode lutar com Edward quando a questão é presente. Ele sempre ganhava.
- Tudo bem. – Disse sorrindo – Obrigada Edward. Vou por no meu quarto. – Disse guardando o buquê.
- Então, eu estava pensando em a gente sair e...
- Não Cullen, vai embora que eu preciso trabalhar.
- Tudo bem. – Disse levantando as mãos em sinal de rendição.
- E nem ouse me levar pra casa hoje! Sei que você vai tentar alguma coisa.
- Com medo de não resistir a mim Swan?
- Xô daqui Cullen! Aqui é meu local de trabalho.
- Mas Bella...
- PRÓXIMO!
Acordei mas não abri meus olhos. Tive um sonho, na verdade, uma lembrança. Naquela época era tão bom ter Edward ao meu lado. Me fazia rir, me escutava quando precisava, ele era perfeito, porém abusado. Mas eu o amava mesmo assim. Do jeitinho besta dele.
A lembrança era tão viva que me fez sentir como se eu ainda estivesse casada com ele, deitada na mesma cama... Eu ainda podia sentir seu cheiro, minha cabeça deitada em seu peito, minhas pernas entrelaçadas na sua. Era tão bom.
Mas eu não o amava, só estava pensando assim por causa da lembrança. Vocês sabem disso né? É tão óbvio. Tudo culpa da lembrança.
Resolvi abri os olhos e despertar logo. Não agüentava mais sonhar com Edward dormindo na mesma cama que eu.
- AAAAAAAA! – Pulei da cama e acabei caindo de bunda no chão. Edward estava na mesma cama que eu? Que história é essa?
Comecei a dar tapinhas em minha cara para ver se eu acordava. Então me lembrei de tudo que aconteceu ontem. Oh! Não, não, não. Eu daria tudo para que ontem fosse só um pesadelo. Mas não era.
Me levantei do chão depois de verificar se a minha bunda não havia se tornado quadrada com o impacto, e observei o piolho babando.
Ok, ele não estava babando e sim dormindo que nem pedra. Olhei para o relógio e vi que já eram 9:00 da manhã. Tínhamos um longo caminho para seguir e ele não poderia ficar ai dormindo como se nada tivesse acontecendo. Ele agarrou meu travesseiro e ficou deitado de barriga pra baixo.
A raiva estava me consumindo. E eu nem sabia por quê! Eu estava mais feliz quando estava dormindo. Mas isso tudo passou quando eu vi aquela coisa linda e fofinha me encarando. Jesus, eu devo ter feito pole dance ¹na cruz pra merecer isso né? Por favor, tende piedade e me impeça de fazer qualquer besteira.
Me aproximei da cama e analisei aquelas duas montanhas que ficavam no final das costas de Edward. Mordi meu lábios com força para evitar que eu fizesse alguma coisa da qual eu me arrependesse depois. Vocês não sabem o que é ter Edward dormindo com aquela bundinha lhe encarando.
Deitei-me novamente na cama, mas dessa vez fiquei longe dele, apenas o encarando. Ele era tão perfeito. E por um momento, um milésimo de segundo – e por isso deve ser desconsiderado – lamentei de ter me separado dele. Se eu estivesse ainda casada, eu poderia estar acariciando seu rosto.
Como eu estava fazendo nesse exato momento.
Edward ameaçou acordar e ele não podia me ver naquele momento de fraqueza. Comecei a sacudi-lo e ele balbuciou alguma palavras.
- Edward, acorda! Acorda!
- Só mais cinco minutinhos.
- Nem cinco, nem dez, nem vinte minutinhos. Levante já ou eu lhe deixo sozinho nesse fim de mundo.
Ele abriu os olhos e os coçou, enquanto se espreguiçava. Parecia uma criança e estava tão bonitinho. Seus cabelos mais desalinhados do que costumavam ser.
- Dona Senna já trouxe nossas roupas limpas e colocou numa trouxinha as que ela nos deu. – Disse observando-as em cima da cômoda. Edward ficou de barriga pra cima e meu Deus!– E trate de vestir alguma coisa e esconder essa sua cueca, seu sem-vergonha. – Joguei o lençol encima daquela... daquela... ó Deus, como denominar aquilo?
- Gosta do que vê Bella? – Perguntou Edward tirando o lençol e me olhando com um sorriso malicioso naquela cara de safado dele.
Coitado, até parece que alguém gostaria de ver aquilo. Eu mesmo em nenhum momento fiz isso. E vocês também não né?! Eu sei que não. VOCÊS TAMBÉM NÃO! TIREM O OLHO DAQUELA COISA ENORME E ROLIÇA DENTRO DA CUECA BRANCA DELE!
Peguei um travesseiro e taquei com toda a força que eu tinha na cabeça dele.
- Seu pervertido!
- Você ta vermelhinha só na bochecha. – Ele se levantou rapidamente e me olhou sorrindo como se tivesse descoberto alguma coisa realmente significante. – Você ta com vergonha!
- Você tá é maluco! Agora pare de encher meu saco que eu vou tomar meu banho. – Peguei uma roupa na trouxinha que Dona Senna nos deu e me enfiei no banheiro.
Em 20 minutos saí do banheiro já vestida e disse a Edward que o aguardaria no restaurante – se aquilo pudesse ser chamado de restaurante.
Eu só me perguntava o que ainda estaria por vir... Se a minha viagem até Nova York seria calma. Mas algo me dizia que minha viagem seria tudo, menos calma.
..:::..
E. Cullen
Eu estava lindo, cheiroso e gostoso quando desci para o restaurante. Procurei a pintora de rodapé e a achei tomando café e perdida em pensamentos. Eu já imaginava o que ela estava pensando: “Como eu queria agarrar Edward Cullen naquela cueca branca dele”.
Já falei que modéstia não é uma das minhas características. E nem vem me dizer que ela não gostou do que viu por que ela corou quando eu perguntei.
- Edward Cullen, você me deixa louca de tesão naquela cueca branca. – Disse imitando sua voz enquanto sentava-me na mesa. Ela olhou para mim e rolou os olhos.
- Me responde uma coisa Edward: Quando é que você vai deixar de ser criança?
- Quando você admitir que adorou me ver de cueca. – Provoquei.
- Legal saber que pratiquei pedofilia com um garotinho que está estacionado no tempo. – Revirou os olhos, mania que adquiriu depois de casada. Eu sei, eu sei, também não entendo o porquê. — Botei tudo que você gostava aí no seu prato: Ovos mexidos, baccon bem sequinho, waffle com muita cauda, pão de queijo, torrada com bastante manteiga e café sem açúcar. Até que o café da manhã aqui é variado. – Disse bebendo o suco de laranja dela.
Ela sabia mesmo da comida que eu gostava e do jeito que eu preferia. E esse conhecimento me deu uma sensação gostosa que me fez sorrir de leve. Mas isso não que dizer nada. Só é bom chegar à mesa e ver sua comida preferida do jeito que você gosta. Só isso.
- Obrigado.
Ataquei logo aquela maravilha de café da manhã. Comemos em um silêncio que para mim significava que Bella dizia: “Me deixe comer em paz seu idiota. Não to afim de brigar as 10:00 da manhã”. Terminamos de comer e eu enfim perguntei.
- E ai? Que rumo nós tomaremos?
Bella se levantou e foi em direção a uma pilastra onde estava o mapa dos Estados Unidos colado e o arrancou de lá. Não conhecia esse lado vândalo dela.
- O rumo de Nova York por que não sei se você sabe, mas é lá que acontecerá o aniversario da Julinha.
Vocês viram o monstro que abita o coração dela? Quanta grosseria! Nunca dei motivo para ela me atacar assim! Eu sou apenas o pobre ex-marido dela.
- A delicadeza está presente em suas veias, não é mesmo? – Disse enquanto era ignorado pela mulher que colocava o mapa na mesa.
- Nós estamos aqui, — Disse apontando o dedo no mapa. — no sudoeste do estado do Arizona, somente a... 3450 km de Nova York. Mas isso não é nada não é? – Disse resmungando enquanto desabava na cadeira. – Não vamos chegar à Nova York nunca!
Me levantei e fui até o balcão pegar uma caneta com o olhar de Bella em mim. Voltei e me debrucei até o mapa.
- Vamos chegar em Nova York sim! – Comecei a riscar o mapa de Hindson até Nova York, escurecendo as rodovias que havia no mapa. – E esse vai ser o nosso trajeto. E vamos logo nos arrumar para começar nosso trajeto o mais cedo possível.
- Tudo bem. – Bella suspirou e se levantou. – É bom levar o mapa.
- Bella?
- Oi.
- Nós vamos conseguir.
Ela sorriu sem mostrar os dentes e com o cenho franzido. Ela estava preocupada não só com o aniversário, mas principalmente se nós chegaríamos vivos. E eu faria o impossível para que ela chegasse bem Nova York. Eu não a amava, só tinha algum tipo de afeto por ela.
Só isso.
Algumas horas depois estávamos mais uma vez na estrada, longe daquela porcaria de cidade, carregando uma trouxinha com roupas doadas pela coroa, o mapa e uma cestinha de empadas de frango que nesse momento eu estava devorando. Dona Senna botou alguma droga nessas empadas? Que coisa gostosa do caralho.
- Tem certeza que não vai querer. – Perguntei mais uma vez a Bella, que andava uns dois metros a minha frente, enquanto colocava mais uma empada na boca. – Estão uma delicia.
- Não coma tudo Edward, guarde pra mais tarde.
- Fácil falar. – Fiz o que ela mandou e guardei o resto.
Não passava nenhuma titica de carro nessa estrada de merda. Bella foi diminuindo o passo até que parou de vez.
-AAAAAA! EU NÃO ACREDITO! PORCARIA, PORCARIA! NUNCA MAIS COMPRO NA SCART²! MERDA DE SANDÁLIA. – Ela tirou o sapato e começou a bater no chão.
- O que aconteceu Bella?
- O salto quebrou, dá pra acreditar? Eu pago milhões nessa merda de sapato de marca e ele quebra quando eu mais preciso!
Agora eu entendi. Ela estava quebrando o salto do outro sapato para poder ficar igual. Viu? É por isso que nós homens usamos tênis: eles são confortáveis, não tem salto para quebrar e dura anos. Por isso que quase não nos estressamos.
Ela se levantou após conseguir arrancar o outro salto e nós continuamos caminhando em silêncio. Na verdade eu estava com medo de falar alguma coisa e ela virasse a Incrível Hulka e arrancasse minha cabeça.
E ela olhou pra mim com uma carinha de que estava aprontando alguma coisa, dava pra ver o brilho no olhar dela. E que olhar...
- Sabe Edward, quando eu te conheci você era mais sarado...
Lá vinha ela com essa provocação. E eu sabia como seria o final daquilo mas mesmo assim eu sempre caia na dela. Mas dessa vez ia ser diferente.
- Eu continuo forte ou até mais que antes. Você que tem sérios problemas mentais e não percebe isso. — Dei corda a provocação dela.
- Então me prova. – Deu um sorriso malicioso. – Me carregue em seus “braços fortes” – fez sinal de aspas com as mãos — até arranjarmos carona.
- Seu desejo é uma ordem Isabella Cullen.
- Isabella Cullen é a mãe. Já falei pra você não... AAAA! EDWARD! ME PONHA NO CHÃO!
- Ué Bella?! Você não queria que eu te carregasse? Por que esta pedindo para te por no chão?
- Não era pra me carregar como um saco de batata! – Dei um apertão na bunda dela. Não me condenem, ter uma bundinha maravilhosa dessa roçando na minha bochecha era uma tentação. Aliás, aquela mulher todinha era uma tentação – EDWARD! SEU BRUTAMONTES! ME PÕE NO CHÃO!
E eu a joguei na estrada como um verdadeiro saco de batatas. Me arrependi logo depois pois eu não poderia tratar uma mulher assim. Mas Bella sempre me provocava e o pior de tudo é que eu ainda conseguia me irritar.
- Você é um imbecil! – Disse enquanto limpava a poeira da roupa. – Como eu queria que Jacob tivesse aqui. Ele não me negaria colo.
Nickelback- Someday
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Meu sangue ferveu e imediatamente meu maxilar travou.
- Aquele miserável do seu namoradinho!
- Como você sabe que Jacob é meu namorado? E não fale assim dele! Ele é muito melhor que você!
- Emmett me contou! Como você pôde Bella? – Disse cético. — Aquele miserável acabou com o nosso casamento!
- QUEM ACABOU O NOSSO CASAMENTO FOI VOCÊ SE ESFREGANDO COM AQUELA VAGABUNDA DA DANIELLA! – Disse ficando vermelha.
- ELE QUE ENCHEU SUA CABEÇA DE MENTIRAS CONTRA MIM. E eu nunca lhe trai! Foi ele que fez com que você começasse esse seu ciúme sem fundamento. – Já gritávamos um com o outro. Era a primeira vez que tocávamos nesse assunto.
- Não foi ele que fez com que você se atacasse com a vadia da sua secretária enquanto eu estava do lado de fora do seu escritório! Jacob sempre me apoiou no meu trabalho e você não estava nem aí...
- Eu queria te dar tudo Bella! – Comecei a sentir o nó na minha garganta. – Não queria que você se estressasse, se cansasse. Queria que você tivesse uma vida digna de princesa.
- Dependendo de você e do seu dinheiro? Eu adoro o meu trabalho e mesmo com o cansaço e o estresse, eu amo o que eu faço. Me sinto realizada com a Photo Designer, fotografando. Foi pra isso que me formei!
- Foi graças essa porcaria de trabalho que você conheceu o filho da puta do Jacob Black. Se você não tivesse o conhecido provavelmente estaríamos casados e felizes como éramos antes desse miserável aparecer!
- Pare de jogar a culpa do fracasso que foi nosso casamento nos outros! A culpa foi toda sua! – Vi lágrimas descendo em seu delicado rosto. Aquilo acabava comigo, me desarmava completamente.
- Não Bella! Sabe por quê? Porque eu te amei até o fim do nosso casamento! Mas parece que você não, já que acreditou na primeira mentira que aquele canalha contou em vez de confiar em mim, o homem que fez de tudo pra poder ficar com você. Aquele cachorro não tem metade do amor que eu sentia por você.
- E o que interessa se Eu sou muito mais feliz com ele do que era com você!
O meu sangue subiu a cabeça. Aquilo já era demais. Puxei-a pela mão com força, fazendo com que se chocasse violentamente em mim. Seu corpo se encaixava perfeitamente ao meu, como se tivesse sido feita sob medida e exclusivamente pra mim. O que eu sabia que não era verdade.
Coloquei uma mão em seu cabelo e acariciei. Beijei as lágrimas que estavam em suas bochechas, as causadoras do aperto em meu peito, e ela fechou os olhos. Puxei com delicadeza a cabeça dela que estava tão vulnerável a mim, e beijei com carinho seu pescoço, fazendo com que ela se arrepiasse. A visão era maravilhosa.
- Me diz Bella. – Disse enquanto beijava. – O Black faz você se arrepiar assim?
- Edward, me larga... – Disse com a voz trêmula.
Beijei seu maxilar e fui para sua orelha, mordiscando e lambendo o mais sensual possível, enquanto descia minhas mãos até sua cintura e subia pela lateral do seu pequeno corpo até que alcancei a lateral de seus seios. Eles cabiam perfeitamente em minha mão. Bella gemeu, um gemido contido, mas mesmo assim um gemido. E meu precioso já estava em alerta.
- Me larga. – Disse Bella gemendo.
Eu poderia possuí-la na estrada mesmo. A idéia de ter Bella mais uma vez fez com que minha calça se apertasse mais ainda. Independente do que havia acontecido entre nós dois, Bella era a mulher que eu mais desejei na vida, e que pelo jeito, continuava a desejar. E eu já estava imaginando se o seu corpo ainda estava o mesmo ou se havia algumas modificações.
- Ele te faz gemer assim? – Desci minhas mãos até sua bunda, onde apertei com vontade, fazendo-a sentir o quanto eu estava duro por ela. A bunda continuava tão durinha.
Minha boca já explorava seu colo quando eu senti a pior dor física que um homem pode sentir.
-Não se aproxime mais de mim! – Disse ofegante a uns quatro metros de mim enquanto me via caído no chão gemendo, devido à joelhada certeira dela.
Eu estava sem ar e nem conseguia falar. Essa mulher quer me deixar sem herdeiros? Pois eu acho que conseguiu!
- Não precisa disso tudo, nem foi com força. – Disse incerta enquanto me olhava, mordendo o polegar em sinal de nervosismo. – Se levante Edward. Vamos! – Disse batendo o pé e agora com as mãos na cintura. Agora que a dor estava começando a passar eu que não me atreveria a me mexer. – Droga Edward, olha o que você me obriga a fazer! Agora estou me sentindo culpada.
Ela se aproximou de mim e me ajudou a sentar, sentando-se ao meu lado. Seu rosto estava tão próximo ao meu que eu podia sentir seu hálito. Era tão bom.
Ela me encarou por alguns segundos e eu me aproximei mais de seu rosto, encostando nossos narizes. Ter ela tão perto de mim fez com que eu não pensasse mais, não fosse racional, apenas eu mesmo.
Bella fechou os olhos e eu ia beijá-la, eu ia ter novamente esse prazer, se ela não tivesse se afastando quando ouvimos:
- NÃO QUERO MAIS SABER JONNY! NÃO VOU CONTINUAR DO SEU LADO!
Havia uma Van toda colorida parada ao nosso lado. Eu nem perceberia que ela estava aqui se não fosse a mulher gritando e vestida de... Palhaça?! Era isso mesmo?
..:::..
B. Swan
- NÃO QUERO MAIS SABER JONNY! NÃO VOU CONTINUAR DO SEU LADO!
Uma mulher vestida de palhaça saiu da Van colorida que estava parada ao nosso lado.
- Linda, você está exagerando. Eu só tenho olhos para você. – Disse o tal Jonny saindo da Van, ele também estava vestido de palhaço. Que isso? Estamos assistindo um circo e ninguém nos contou?
- Estou farta dessa vida! – Ela disse pegando uma lambreta também colorida de dentro do porta-malas. – Tchau Jonny até nunca mais.
E ela foi embora. Simples assim. Montou na sua lambreta colorida vestida de Palhaça e foi estrada a fora. Olhei para Edward que parecia se divertir com aquela cena.
- Você está bem? – Perguntei me aproximando do palhaço que estava encostado na Van.
- Estou, no final ela sempre volta mesmo. – Disse cabisbaixo. – Só que agora eu to ferrado.
- Por quê? – Perguntou Edward se levantando. – A sua vida perdeu a graça? – Disse prendendo o riso. É um escroto mesmo, não percebeu que o cara ta mal?
O homem pareceu não perceber a piada de péssimo gosto de Edward e respondeu:
- À 80 km daqui vai ter uma festinha de aniversário em que os pais do aniversariante contrataram eu e a minha namorada para alegrar a festa. Mas pelo jeito eu vou ter que cancelar.
- Você não pode alegrar sozinho? Afinal você é um palhaço, faz palhaçada. – Disse Edward com uma sobrancelha levantada.
Não Edward, palhaço não faz palhaçada. Palhaço planta coquinho no asfalto. Ah! Tenha dó.
- Nunca consigo exercer bem minha profissão se estou mal. Desculpe, não me apresentei. Sou Jonny Vlach e a minha namorada é Linda Swert.
- Sou Isabella Swan e este é Edward Cullen.
- São amigos?
- Er... Digamos que sim. – Disse Edward fazendo careta.
- Bom, eu vou cancelar, com licença.
- Espera! Essa cidade é onde?
- É San Diego. – Nós poderíamos pegar carona. Estávamos a caminho de lá mesmo.
- Nós substituiremos vocês.
- Edward, você deveria seguir a carreira no circo porque você é um PALHAÇO MESMO NÉ? – Gritei a última parte. Gente... ele pirou na batatinha.
- Ah Que bom que se dispuseram! – EU NÃO ME DISPUZ A NADA.
- Mas tem uma condição. De quanto é o cachê? – Ah! Entendi agora.
- Eles ofereceram US$100, 00. – Que pobreza.
- Queremos 60%. – Disse Edward.
- Fechado. – Disseram apertando as mãos.
Entramos na Van. Eu ainda não acreditava como Edward havia me convencido de virar palhaça por uma noite. Ele tinha titica na cabeça, isso sim!
Passei duas horas olhando para a janela vendo apenas o mato passar rapidamente. O que eu tentei não pensar durante esse tempo involuntariamente veio a minha cabeça com força máxima.
As suas mãos em meu corpo ainda me queimavam, seus lábios em mim ainda eram vivos e a lembrança da sua voz em meu ouvido ainda me causava arrepios. E eu não poderia ter deixado Edward se aproximar de mim daquele jeito. Eu havia sido fraca e não controlei o desejo de tê-lo novamente.
Edward era o homem mais sensual que eu já havia conhecido e isso incluía Jacob. Não que Jacob não fosse bom na cama mas... Eu não tinha o mesmo desejo que tinha pelo Edward. Um desejo que só de imaginar coisas indecentes com ele eu me sentia encharcada.
Não havia sido o primeiro, mas sim o que realmente valera a pena. Depois que o tive, nenhum outro homem era o bastante. Jacob era meu porto seguro e eu podia contar com ele pra tudo, menos para me satisfazer completamente pois por mais que tentasse... ele não era Edward.
Mas eu não poderia ter deixado que Edward percebesse isso. Não poderia ter deixado que por mais que eu o odiasse, o desejava.
Mas eu não poderia ser fraca.
Nunca mais.
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Pole dance ¹: Dança sensual que as mulheres fazem em um cano.
SCART ² : Gente, eu não poderia menosprezar uma loja dizendo que o salto dela quebra quando você mais precisa. Então imaginem que a Scart é uma griff, certo?
Notas finais
Eu to sendo má com esses dois né! Mas próximo capítulo vou ser pior ainda! *risadamaquiavélica*
Gentemmmm! Eu tive uma nova idéia pra outra fic! Mas como eu já disse, não posso escrever duas fics ao mesmo tempo se não fico em falta com uma. Eu só imagino a dificuldade que vai ser para escrever ela, pois é uma fic que exige esforço para que tudo tenho lógica no final. E conhecimentos da física também, que vcs não vão ter problema pra entender pois tudo vai ser explicado tin-tin por tin-tin.
E o mais legal é que vai ser do jeitinho Labap de escrever: original, diferente de qualquer outra fic.
Bom, vou deixá-la guardada na imaginação e investir nessa!
bjssss e até sábado!
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