No Limite do Divórcio
9 Momentos
Notas iniciais
Gente, vcs não sabem o sufoco que foi para escrever o fim desse capítulo!
Eu simplesmente não sabia escrever.
Mas ai, eu fui a minha musa inspiradora e ela me inspirou, como sempre faz quando eu estou oca.
E sabem quem é?
Minha lhasa apso. Minha cadelinha sempre inspira. Não riam! É serio
uahuhaushaushus
Foi ela que me deu as idéias. Agradeçam a ela!
Agora vamos falar de coisas mais sérias. Eu sempre posto no sabado, mas as coisas estão ficando apertadas, pois o ENEM ta chegando e junto com ele os vestibulares da vida.
Continuo tendo a minha meta de acabar um capítulo todo sabado, e pretendo seguir. Porem pode acontecer de eu postar depois do sabado por falta de tempo.
Está explicado e vamos terminar o blablabla!
Boa leitura e nos vemos lá embaixo!
A mulher pegou nossas trouxinhas e colocou no porta-malas do carro. Depois sentou-se no banco da frente e fomos em direção a casa deles.
- A propósito, sou sou Sue Clearwater e este é meu marido Harry Clearwater.
- Sou Bella Swan e este é Edward Cullen, meu ex-marido.
- Ainda não nos divorciamos, então ela é Bella Cullen. – Gemeu Edward ao meu lado.
Mas Edward é fogo mesmo. Ta na pior e ainda insiste em implicar comigo. Deixei de lado. Eu prefiro ter ele enchendo meu saco do que morto.
Que é? Não me olhem com essa cara. Eu só quero que ele fique bem. Nada demais.
Depois de alguns minutos, Edward desmaiou.
-Será que tem como ele ficar pior?
- Eu espero que não, Sue. Eu espero que não.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
B. Swan
O carro foi estacionado na humilde casa de uma fazenda. Ela era feita de madeira velha, os móveis eram pobres e alguns tinham cupim, mas apesar de tudo aquela antiga casa exalava felicidade.
A fazenda não era muito grande mas extremamente bem cuidada, as gramas verdinhas e dava pra ver porcos, galinhas, cavalos, vacas e touros – o que não me deu uma lembrança muito boa – limitados cada espécie por sua cerca.
Levamos Edward desmaiado para o quarto de hóspedes onde o depositamos na cama de casal.
- Nós precisamos chamar um médico. – Disse Harry
- Nós não temos dinheiro. – Falei envergonhada, afinal eles já estavam nos ajudando e não tinham muito dinheiro ao julgar pela casa.
- Não se preocupe querida, Roberto trabalha em um posto de saúde aqui perto e não cobrará nada. Harry, vá chamá-lo e diga que é urgente.
Harry saiu e eu continuei olhando Edward ferido na cama, sem poder fazer nada. Aquilo me doía tanto. Ele havia me defendido e apanhado por minha causa e eu aqui, que nem uma idiota observando os ferimentos que deveriam ser meus.
Por que ele tinha que ser tão metido a herói?
- Eu acho que há mais história do que um simples assalto. – Disse Sue pegando em minha mão e me levando para o sofá. – Afinal, por que um casal em processo de divórcio estaria juntos quando foram assaltados?
Suspirei passando as mãos em meus cabelos. Era tudo tão complicado. Uma simples viagem para festejar o aniversário da minha afilhada havia se transformado nessa merda toda.
- A história é longa. – Disse.
- Eu tenho tempo, mas se não quiser contar eu entendo.
- Você tem o direito de saber, afinal está nos hospedando em sua casa.
E eu contei. Tudo. Desde quando começaram as brigas em nosso casamento, Daniella, como Jake abriu meus olhos, o divórcio, a viagem, como conseguíamos dinheiro... Só não contei a parte de que eu enforquei o touro. Isso era realmente vergonhoso.
- Eu juro Sue, não somos imigrantes ilegais. O que eu contei é a pura verdade.
- Eu sei querida, acredito em você. Bella... você já se sentou com Edward para conversar civilizadamente com ele sobre os motivos de se separarem?
- Não existe conversa civilizada entre eu e ele.
- Vocês são dois cabeças duras, esta é a verdade. – Sue falou segurando a minha mão. – Se vocês ainda não se amassem, ele não teria apanhado por você e você não estaria aqui quase chorando de preocupação.
- Não quero que ele morra! Só isso.
- Nem eu! E eu lhe garanto que a minha preocupação somada com a de Harry não chega a um milésimo da sua. Vocês são tão jovens...
Interrompi Sue.
- Por favor Sue... Não quero parecer grossa, ao contrário, sou muito grata, mas esse é um assunto só meu e dele. Um assunto que já tem um ponto final.
- Pois eu acho que tem uma vírgula...
- Sue! Por favor.
- Tá bom, tá bom...
Nesse momento chegou Harry trazendo o médico. Devia ter uns 40 anos e nos olhava preocupado. Explicamos o que aconteceu e ele foi imediatamente para o quarto em que Edward estava.
Sentei ao lado de Edward, alisando seus cabelos cor de cobre, sobre o maldito olhar de Sue e seu sorrisinho irritante. Não me importei, eu realmente estava preocupada com Edward. Não era por quê ele havia me magoado muito que eu iria desejar sua morte. Além disso, eu era grata por ele ter me defendido. Não sei o que seria de mim se não fosse Edward.
O médico parou de examiná-lo.
- Então? – Disse.
- Por incrível que pareça, ele não quebrou nada. Só está com alguns ferimentos superficiais que precisam de cuidado para não se tornarem grave. Ele vai acordar com dor e vocês passarão essa pomada em seus hematomas e darão esse relaxante muscular. Ficará sem dor nos músculos ainda hoje.
- E por que ele desmaiou? – Perguntei.
- De dor. Apenas isso.
Suspirei aliviada. Só havia sido um susto.
- Ele está muito sujo, não posso fazer curativos. Ele deve acordar daqui a pouco, mas não posso ficar aqui, há muitos pacientes me esperando no posto.
- Não há problema, eu cuido dele Doutor. – Me ofereci.
Não sorriam maliciosamente dessa forma que vocês estão sorrindo! É só culpa o que eu sinto. Só isso.
O médico me explicou o que eu tinha que fazer e me deu o material de pronto-socorro. Depois foi embora e eu permaneci no quarto, esperando Edward acordar. Sue foi preparar nosso almoço e Harry foi cuidar da fazenda.
..:::..
E. Cullen
Ai.
Ui!
Que caralho!
Meu corpo ta parecendo uma carne moída. Não tenho nem força para abri os olhos. Imediatamente me lembrei de tudo que aconteceu quando senti um pano macio passar suavemente pelo meu rosto.
Aqueles filhos da puta ainda me pagam. Ô se pagam.
De repente, senti um cheiro maravilhoso e bem familiar tomar conta do ambiente e percebi que minha cabeça estava apoiada em algo macio. O pano em minha testa se fez mais presente e a mão delicada segurando meu rosto me fez abrir os olhos devido a queimação gostosa em minha face.
E eu poderia estar no céu.
Abrir os olhos e ver os olhos chocolates preocupados de Bella me fez até respirar melhor. Se eu não estivesse sentindo dor poderia afirmar que eu estava no céu vendo o anjo mais lindo que alguém poderia ver.
Pelo menos na aparência.
Antes de começarmos a brigar feito cão e gato, acordar e ver o rosto de Bella era a melhor dádiva que eu poderia receber. E eu descobri isso na minha primeira vez com ela.
- Eu morri e estou no céu? Tem um anjo na minha frente. – Falei irônico e ela sorriu aliviada.
-Piegas Edward! Como você está? – Perguntou ainda preocupada, porém mais calma.
- Tirando a dor nos braços, nas pernas, nas costas, no joelho, nos ombros, nos dedos, na mandíbula, no tórax, no abdome... Eu estou ótimo! – Sorri ao vê-la rindo. – O que aconteceu depois da surra que eu levei?
Ela contou tudo e dei graças a Deus por não ter quebrado nada. Seria complicado viajar com um gesso.
- Você precisa tomar banho, está imundo! Tem que passar a pomada e fazer os curativos. – Ela pegou um comprimido e a água que havia em cima do criado-mudo e me entregou. – O médico disse que ainda hoje você ficaria novinho em folha. Deixe-me ajudar a sentar.
Bella se levantou da cama e ficou ao meu lado. Com dificuldade, sentei na cama com sua ajuda e tomei o remédio, enquanto ela pegava uma roupa limpa e botava ao meu lado.
- Eu vou colocar pra lavar nossas roupas sujas, Sue se ofereceu para lavar. O almoço já deve estar pronto. Vou trazê-lo para cá. Enquanto isso, vá tomando banho.
Ela me ajudou a andar até o banheiro e saiu. Entrei no pequeno box e tomei meu banho. Ao sair já vestido, vi Bella sendo acompanhada por uma outra mulher trazendo uma bandeja com comida para duas pessoas. Era macarronada.
- Oh! Que bom que você acordou. Sou Sue Clearwater.
- Prazer Sue. Obrigada por tudo.
- Que nada querido! Vou deixar vocês comerem em paz. – Ela fechou a porta e eu encarei Bella.
- Por que não vai comer com eles?
Bella olhou para baixo enquanto ficava corada de vergonha. Depois me encarou de volta.
- Depois do que você fez por mim Edward, seria muita falta de consideração te deixar comer sozinho. – Ela suspirou. – Eu não sei o que seria de mim se não fosse você.
- Hey... Não precisa agradecer Bella. Eu não poderia nunca deixar algo acontecer com você, não se eu tivesse do lado. Agi por instinto e agiria novamente se acontecer de novo. Não é por quê brigamos feito cão e gato que eu deixaria aquele porco encostar em você.
- De qualquer forma... Obrigada. Eu... posso te dar um abraço?
Sorri torto e abri os braços enquanto ela se aconchegava em mim. Era muito bom ter esses momentos de paz. Alisei seus cabelos e logo depois ela se separou, olhando para os próprios pés, como uma criança que foi pega fazendo arte.
- Então! Er... Vamos comer? – Disse já recuperada.
Sentamos e conversamos em paz enquanto comíamos. Meu corpo ainda estava um pouco dolorido mas bem melhor do que estava antes de tomar o remédio. Ao terminar, Bella recolheu a bandeja e levou para a cozinha. Depois voltou com uma pomada nas mãos e uma bolsinha de pronto socorros. Sentou na minha frente e eu senti imediatamente seu cheiro.
Era tão bom.
- Vai arder um pouco. – Disse ela pronta pra passar o tal remédio.
- Então é melhor deixarmos para outro dia né! – Eu não havia sentido dor o suficiente não? Parece pouco pra Bella ser espancado por sete homens.
- Deixe de ser frouxo Edward!
Frouxo... Frouxo... Era só o que me faltava esse pingo de gente me dizendo que eu sou frouxo!
- AI CARALHO! – Disse ao sentir a ardencia em minha testa.
- Cala a boca Edward! Não está na sua casa! – Ralhou Bella terminando de passar o remédio e pegando a gase e o esparadrapo. – Eles estão nos acolhendo gentilmente.
- Gentilmente... Eles estão me torturando, querendo que eu morra logo pra desinfetar da casa deles. Cuidado Bella, você é a proxima.
Ela bufou e revirou os olhos. Tão típico dela que me fez até sorrir.
- Eu nunca ouvi tanta bobeira quanto ouço de você. Pronto! Agora... – Mordeu os lábios. – Agora tira a camisa Edward.
Senti seu desconforto e tentei aliviar.
- Por favor Bella, não me estupre.
- Tá perto disso acontecer.
Me afastei da cabeceira, indo pra ponta da cama e retirei minha camisa. Bella me olhou de cima a baixo, corada. Rapidamente, se sentou atrás de mim e eu senti suas mãos delicadas e macias alisar minhas costas, passando a tal pomada.
Se eu senti dor?
Senti.
Senti dor em sentir suas mãos em minhas costas e não poder agarra-la. Saber que ela não estava ali me massageando e sim passando um remédio. Fechei meus olhos tentando controlar meu tesão e minha dor encômoda no peito. Escutei minha ex-mulher respirar ofegante e rezei para que ela não percebesse que eu estava arrepiado.
Tão cedo saiu da cama e foi para minha frente, ficando em pé do lado de fora da cama.
Narradora POV
[Jota Quest – Só hoje]
http://www.youtube.com/watch?v=SrduOA190sM
Bella respirou fundo e com as mãos tremendo acariciou com a pomada o peito nu de Edward, enquando o mesmo fechava os olhos tentando se controlar. Não sabia se a sensação das mãos dela em sua pele e o delicioso hálito tocando seu rosto era boa ou ruim.
Bella, tentando desviar o pensamento, desceu a mão até o abdome dele, o que o fez segurar o ar. Bella acariciou mais que o necessario e em lugares onde não haviam hematomas. Não sabia bem por que, ou talvez soubesse e queria se enganar.
Edward não era comum, e estar assim tão perto dele, fazia com que se esquecesse do porquê da pomada.
Subiu uma mão até o hematoma do pescoço e depois acariciou o último hematoma: o que ficava perto de seu queixo.
Os dois se encararam enquanto ela passava distraidamente a pomada. Não podia se concentrar com ele a olhando daquele jeito, como se quisesse ler sua alma. Bobagem, ela sabia, mas tê-lo tão perto, fez com que parasse de espalhar a pomada, apenas deixando sua mão apoiada em seu queixo.
Se encararam por alguns segundos até Edward a puxar pela cintura e a beijar carinhosamente. Estavam na mesma altura, já que Edward estava sentando e ela em pé. Sem pensar em nada, Bella sentou em seu colo,com as pernas em volta da sua cintura.
Nenhum dos dois poderia negar: o beijo transmitia saudade. Edward pediu permissão com a língua e ela aceitou. Começou carinhosamente, como se quisesse aproveitar o contato dos lábios que foi brutalmente interrompito por dois anos. Depois se tornou mais intenso, mais rápido como se precisassem daquele contato para viver e não quisessem perder mais tempo.
Sem separar o beijo, Edward subiu as mãos por dentro da blusa de Bella, acariciando sua barriga lisa. Depois segurou a barra da blusa e com a ajuda dela, a tirou. O sutiã que viu mais cedo estava lá o que fez sorri minimamente.
Desceu os beijos pelo pescoço alvo da morena, enquanto a mesma suspirava agarrando seus cabelos e gemendo, o que dava mais tesão a Edward.
Lambeu seus seios ainda cobertos pelo sutiã rosa claro mas parou para beijá-la novamente. Como sentiam falta daquilo! O contato simples entre os lábios causava arrepios. Edward, ainda a beijando, desceu seus dedos para o feicho frontal do sutiã de Bella e o abriu.
Sorriu ao notar que continuavam os mesmos, tão familiares e tão deliciosos. Mas seu sorriso logo acabou quando Bella saiu do colo dele, como se tivesse acordado. Afinal, aquilo ali parecia instável, levado apenas pelas emoções do momento.
Bella respirou fundo enquanto tentava recuperar o folego.
- Não Edward, — Disse Bella afobada enquanto recolocava o sutiã. – não.
- Agora vai dizer que não gostou? – Disse Edward colocando o travesseiro em cima do membro evidente coberto pela bermuda.
- E o que adianta se eu gostei ou não. – Disse olhando em seus olhos. – Não temos mais nada. E eu sou feliz com o Jacob!
Edward fez uma careta. Por quê que aquele gorila entupido de bomba sempre estava no meio das brigas? Ah! Claro! Porque foi ele que deu início a elas.
Bom, pelo menos as brigas mais intensas.
- Se fosse feliz, não estaria tão entregue a mim. E outra, o que eu sinto por você é apenas desejo.
- Engraçado, por que eu também! Nada mais que isso!
-Ótimo!
-Ótimo!
Bella bufou e foi atrás da camisa que estava jogada em algum canto do quarto.
- Bella... – Começou Edward. – Vamos esquecer o que aconteceu. Nós estávamos bem antes disso.
Bella suspirou colocando a camisa.
- Você está certo. Afinal, não foi nada não é?
- É.
-Então... é melhor você ir dormir. Ainda tem que descançar.
- Ok.
Edward deitou na cama e virou pro canto enquanto Bella saia do quarto.
Ao mesmo tempo em que ele se sentava novamente na cama passando as mãos pelo cabelo enquanto bufafa, ela se escorava na porta com os olhos fechados e apertados, pedindo que nada daquilo que aconteceu interferisse na viagem e em seus sentimentos que estavam mortos.
Ou apenas adormecidos.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Até sabdo, eu espero.
Bejos minhas flores!
Fale com o autor