No Limite do Divórcio
15 Jogue tudo para o ar
Notas iniciais
a obra qui em casa ainda não acabou, poréééém, meu quarto está pronto (finalmente). E com ele está o meu PC. Eu quase chorei quando vi tudo no lugar.
Mas ai quando liguei meu pczinho meu sorriso desmoronou: CADÊ A PORRA DA MINHA INTERNET? HÃ? HÃ? HÃ?
o tecno ainda não veio, porem o pc da minha mãe esta entrando a net, então a fic está voltando ao normal. lá lá lá lá lá!!!!
Acho que minha net é racista, já que ela prefere o pc da minha mãe que é prata e se recusa a pegar no meu que é preto. Galera, todos contra o racismo em?!
Tem outra coisa que eu também vou falar: a fic está mais da metade, ou seja, estamos mais pro fim do que pro começo :(
Eu não deveria falar, mais como eu sou uma bocuda e quando fico empolgada eu não seguro minha lingua (ou dedos), vou falar de uma vez:
comecei a escrever minha outra fic =X
Pois é galera. Ela, como sempre,tem nosso casal Edward e Bella como protagonistas e seu gênero é...
CALA A BOCA LABAP!
Ta bom, ta bom, não falo mais nada!
Bjs lindas e boa leitura!
- Claro, nós adoramos ouvir som de passarinho. Os “piu-piu” que eles fazem é relaxante.- Disse Edward com ironia, mas Mike era inocente demais pra notar.
- Bella. – Sussurrou Edward para mim. – Estamos em um hospício!
- Pelo menos no hospício tem comida e cama. Amanhã nós vamos embora.
- Isso se o Sr. Raio de luz não nos matar de tédio.
Com essa eu ri. Mas ele tinha razão.
Aquilo ali era um verdadeiro hospício.
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E. Cullen
- Agora que vocês já tomaram o nosso chá e estão secos, quero mostrar-lhes minha coleção de plantas do amor que eu vendo em minha floricultura. – Mike se dirigiu a floresta amazônica, digo, seu lado da casa. – Tem uma vaibe muito positiva lá.
Ele queria que nós entrássemos lá? Espera um pouco que eu vou pegar minha peixeira. OH NÃO! Eu não posso cortar as plantinhas do amor.
Quanta viadagem.
- Me desculpe Mike, mas eu tenho alergia a muitas plantas só de tocá-las – Disse a safada da minha ex-mulher. Já tinha arranjado uma desculpa ridícula para fugir daquela palhaçada de plantinha do caralho.
Por que eu não tive essa ideia?
- Que pena. Então faça companhia a Jéssica. Tenho certeza que serão grandes amigas.
Vi Bella arregalar os olhos e olhar para Jéssica. Coitada, entre a floresta e a Funéria¹ eu preferia a floresta.
Eu e Mike entramos no lado dele da casa com certa dificuldade. Notei que o chão era de terra e o cheiro de ervas era grande ali. O lugar parecia ser maior do que o lado da Funéria e tinham tantas plantas que de vez em quando uma entrava pelo meu nariz.
- Aqui estão: minhas plantas do amor. – Chegamos a uma bancada com terra onde haviam algumas flores cobertas por um cápsula de vidro com furinhos. – Como trabalho com flores, de vez em quando faço misturas genéticas e acabo criando novas espécies de flores. As chamo de plantas do amor porque são vendidas apenas para casais apaixonados. Essa aqui é Jess, em homenagem a minha Jéssica.
Ele apontou para uma flor preta. Realmente não havia nome melhor para flor. Só não me pergunte porque um cara daria uma rosa preta para a namorada, se fosse Bella me daria um soco na cara.
Mostrou mais algumas espécies de flores que haviam na bancada até chegar a última. E pra mim, era a mais bonita.
- Essa é a minha última criação. Esses tons rosas em volta do branco a deixa mais...
- Delicada. – O interrompi. – É a mais bonita Mike. – Disse sinceramente.
- Obrigada, mas ainda não sei seu nome. Quero um nome especial, como cada uma de minhas invenções, mas ainda não achei o nome perfeito.
Sei que to parecendo uma bicha louca, mas eu estava encantado pela flor. Era uma flor dengosa, delicada e incrivelmente linda. Era pequena e quando a via me dava vontade de sorrir levemente.
- Eu sei um nome perfeito pra ela.
- Sabe? Então me diga. – Disse Mike esperançoso.
- Bella.
Mike deu um sorrisinho leve.
- Você é apaixonado por sua esposa não é?
- Eu a amo. Mas estamos um pouco brigados. – Disse meia verdade.
- Mulheres são difíceis. Mas particularmente acho que foi a melhor invenção de Deus. Elas alegram nossa alma e perto delas nossa áurea adquire tons claros.
- Viver sem a mulher que amamos deve ser uma droga.
Ele não sabia, mas eu estava passando por isso. Preferia mil vezes voltar no tempo e estar casado com Bella mesmo brigando como nós estávamos, do que estar separado dela. Depois de um momento de silêncio – acho que Mike percebeu meu momento de reflexão e ficou calado – ele falou:
- Acho que não teria nome mais perfeito, dado por um homem apaixonado. Seu nome princesinha, — Disse para a flor – será Bella.
Mike pegou um alicate que estava na gaveta da bancada e cortou a flor Bella.
- Presenteei sua mulher. Não se preocupe, tenho vária Bella’s no terraço.
Agradeci e olhei a flor novamente. Era o nome perfeito.
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B. Swan
- Estão aqui os poemas feitos por mim. – Disse Jéssica em sua voz morta. Ela nunca mudava o tom de voz.
A emo resolveu me mostrar sua coleção de poemas feitos por ela mesma. Eu sei que eu não devia estar falando assim dela, afinal ela me acolheu em sua casa, mas é que a Jéssica me dava medo. Ela vinha com estas histórias de alma, dor, angústias, morte.
Cruz credo!
- Este é o meu preferido: — Ela se levantou do sofá e começou a recitar.
Sangue desce em forma de lágrimas pelo meu rosto.
A dor da perda consome minha alma.
Oh mundo cruel!
Oh vida sem sentido.
Crava a espada do desgosto em meu coração.
Vejo caveiras por todos os lados.
Eu quero morrer da forma mais terrível.
Corto os meus punhos, já não vale mais a pena viver.
No fim, eu estava sem palavras.
QUE TIPO DE PESSOA DIZ QUE QUER MORRER DA FORMA MAIS TERRÍVEL? Ela tem o demônio no coração?Jéssica é suicida, alguém faz alguma coisa! Ela precisa de tratamento psíquico. E o que eu mais desejei no momento era estar com o teletube hippie. Pra quê que eu fui dizer que era alérgica a plantas?
- Gostou? – Disse Jéssica.
- Peculiar. – Disse dando um sorriso amarelo. – Sabe, eu também faço poemas, quer ver?
- Claro.
Vamos ver se dessa forma ela entendia o quão suicida ela era.
ÊÊÊÊÊÊ!! Viva a vida!
Cores claras, muito amor no coração.
Viva as plantinhas!
Os animaizinhos que Deus fez para nós.
Nessa hora eu já dançava na sala recitando o meu poema improvisado.
Vamos dançar, quero viver por muitos anos.
Ajudar as criancinhas pobres e dar-lhes esperança
Todos vão ser muito felizes no futuro.
ÊÊÊÊÊÊ! Viva a vida!
- Bella?
Droga. Por quê que Edward sempre chegava em momentos constrangedores. Ele me olhava como se eu fosse uma doida, com as mãos pra trás e uma das sobrancelhas erguidas.
- BRAVO, BRAVO! – Mike bateu palmas. Viram? Meu talento para poemas foi reconhecido por alguém ali. Mesmo que esse alguém fosse Mike.
- Muito superficial. – Disse Jéssica. Claro, profundo para você deve ser só enfiando uma “espada do desgosto no coração” né?
- Realmente, quanto talento. – Disse Edward zombando.
Idiota, não sabe nem reconhecer uma grande poetisa. Tão sem cultura!
- Mike, você pode me levar ao quarto em que vamos dormir? – Disse Edward. Notei que ele estava escondendo alguma coisa de mim pois ele estava com as mãos pra trás desde que chegou. Ai tem coisa.
- Eu vou junto. – Disse.
- Não! – Disse Edward elevando a voz e olhando para Mike como se conversassem pelo pensamento. Pronto, eles viraram bichas telepáticas agora?
- É melhor não Bella, não sei a ultima vez que a nossa funcionária limpou o quarto de hóspedes e como você tem alergia a plantas nem imagino com poeira.
Pra quê que eu fui mentir? Eu sou uma burra mesmo, além de ficar com a Srt. Suicídio ainda não saberia o que Edward estava escondendo.
- Eu vou avisar para a funcionária daqui de casa para colocar mais dois pratos.
- Não é necessário. – Disse Edward. – Eu e Bella estamos cheios, comemos a pouco tempo.
Edward pirou? As paredes do meu estômago estão colando, eu não consigo nem mais cagar porque pra cagar eu preciso ter comido alguma coisa.
E eu não sou exagerada.
Resolvi então seguir Edward e se aquele piolho não tivesse motivos pra negar a comida deles eu juro que o esmagava entre as unhas do meu dedão. Por que é assim que mamãe matava meus piolhos.
Detalhes desnecessários.
- Precisamos dormir cedo também. Amanhã vamos ao posto implorar por gasolina já que não temos dinheiro. – Edward disse.
- Em pensar que o dinheiro é uma papel. Mas não se preocupem, eu ajudo com a gasolina. Amanhã levo vocês com a moto na minha caminhonete para o posto.
- Muito obrigada Mike, nós nem temos como agradecer. – Eu disse. Apesar de tudo, eu e Edward éramos pessoas de sorte.
Edward subiu com Mike e eu fiquei sozinha de novo com Jéssica. Antes que ela começasse a recitar qualquer outro poema que me deprimisse profundamente, puxei assunto:
- Então, Jéssica, como você e o Mike se conheceram?
- Mike me ajudou quando eu fui atropelada. – Disse com sua voz morta. – O jeito ridículo dele de encarar a vida fez com que meu coração morto pela desilusão do mundo voltasse a bater loucamente. Somos pessoas totalmente diferentes mas nos amamos intensamente.
Sorri sinceramente pela primeira vez. Era uma história bonita e eu desejei ter uma assim também. Não havia como não pensar em Edward nessa minha história, casei com ele porque eu o amava e queria sim ter ficado com ele pelo resto da minha vida.
Mas as coisas nem sempre acontecem como queríamos.
- Bella, o quarto está limpo você já pode subir. – Disse Mike que acabava de descer as escadas. – É a terceira porta a direita.
Agradeci mais uma vez e fui até o quarto indicado por Mike. Os corredores eram do mesmo jeito que o resto da casa, ridículo. Abri a porta e vi Edward sentado na cama de casal, onde estava comida que havíamos pegado no hotel.
- Estava com medo que eles nos dessem vegetal para comer ou algum tipo de veneno, então... É melhor ficar com a nossa comida mesmo.
Sorri e ele sorriu junto. Meu pensamento? Vou voltar a cagar.
- Muito inteligente Senhor Cullen.
- Obrigada Senhora Cullen. – Revirei os olhos e me sentei na cama com ele.
Apesar da comida estar fria, era bem melhor que comer plantas.
Ou veneno.
..:::..
E. Cullen
- E quando o Emmett – Bella gargalhava entre uma fala e outra – quando o Emmett quis fazer ciúme na Rose com outra mulher e acabou pegando um travesti!
Ri com a lembrança. Depois de termos tomado banho e ido comer, estávamos sentados na cama lembrando dos bons tempos
- Eu e o Jasper zuamos dele durante um ano! – Respirei buscando ar. – A única que ficou com pena foi a Rose.
Bella se acalmou mais continuou com um sorriso dançando nos lábios rosados.
- A Rose ama ele, só que aquele armário só faz merda.
- E ela é durona demais para admitir. – Bella concordou com a cabeça. – Ela é teimosa igual você. Não vê o que está na sua frente.
Bella já não tinha mais o sorriso de antes. Ela sabia onde eu queria chegar e pelo visto não havia gostado do destino.
- Edward... – Disse olhando para o colchão onde estávamos sentados.
- Nós nunca conversamos sobre o que aconteceu Bella. Você simplesmente viu o que achou que viu e foi embora sem nem me dar uma chance de me explicar. Você tirou suas próprias conclusões.
- Por favor, Edward. – Bella se levantou da cama e eu a segui. – Por que quer falar nisso agora? Já passou, já foi.
- Por que o injustiçado fui eu. – Resolvi insistir. – Naquele dia Daniella tropeçou em mim...
- Pare Edward!
- Ela estava me avisando que você havia chegado e tropeçou...
- Ela já me deu milhares de indiretas de que vocês estavam juntos. Ela estava farta de ficar sendo a outra e você não a assumir. – Me acusou.
- O que? Por que nunca me falou isso Bella? Que tipo de indireta ela dava?
Bella estava com os olhos marejados. Mas nenhuma lágrima ousou cair deles.
- Ela já ligou lá pra casa perguntando se o sutiã dela havia ficado em seu carro. E eu não falei Edward, porque você ia me acusar de estar inventando coisa por ciúmes besta.
- É claro que não!
- Eu sempre tive ciúme de todas as mulheres que te rodeavam mas eu sabia que a Daniella era superior a todas e competir com ela era difícil.
- Nunca houve competição! Desde que eu te conheci naquela floricultura que você não sai da minha cabeça.
Bella me encarou por algum momento tentando acreditar no que eu havia falado: um “eu te amo” com outras palavras que eu realmente não sabia se era pra ter dito. Pelo menos não agora. Ou talvez nunca.
A verdade é que eu era um covarde de merda. Não queria passar de novo pela rejeição dela. A falta de confiança que me magoava completamente.
- Não adianta fazer nada agora. Foi muito difícil te esquecer, quase impossível, mas eu consegui.
E o que eu vi em seus olhos fez meu coração acelerar e um sorriso pequeno aparecer em meus lábios.
Ela havia mentido. A conhecia com a palma da minha mão e ela nunca foi boa mentirosa, principalmente quando a mentira envolvia emoções.
- Está mentindo. Nem adianta negar, eu sei quando está mentindo. – Sorri mais ainda e ela ofegou.
- Me deixa em paz.
[Need you now – Lady Antebellum] – (N/A:Música que me deu a idéia para escrever essa fic!)
http://www.youtube.com/watch?v=AJzWNXEQc5A
Bella saiu do quarto fechando a porta com força e eu sentei na cama. Por que que ela tinha que ser tão teimosa? Será que eu não a conhecia mais? Ela então teria falado a verdade quando disse que não me amava. E quem ela amaria agora, aquele vira-lata?
Esse pensamento me fez levantar furioso e atirar no chão a primeira coisa que eu vi: um copo de vidro. Respirei fundo tentando me acalmar e fui até o criado-mudo ao lado da cama. Me sentei nela e abri a gaveta.
Ali estava Bella. Linda como sempre, delicada e cheirosa. A rodei em minhas mãos a observando. Levantei e fui até a janela a tempo de ver Bella correndo em direção a uma lagoa ali perto.
Descobri que o errado na história toda havia sido eu. Não era Bella, nem Jacob e nem Daniella. Se eu tivesse lutado por Bella eu teria conseguido provar o quanto a amava e se fosse necessário a conquistaria novamente, assim como fiz quando a vi naquela floricultura.
Lutei pra que ela se tornasse minha namorada e no fim havia conseguido. Por que não conseguiria novamente? Olhei mais uma vez para a Bella, observando suas pétalas brancas com rosa.
Seria tarde demais para tentar conquistá-la?
Não, não era.
Com a flor em minhas mãos, sai do quarto.
..:::..
B. Swan
As lágrimas que segurei no quarto caiam agora sem qualquer pudor. Ao observar o lago refletir a luz da lua, não era possível rejeitar todas as malditas dúvidas que cercavam a minha mente.
O pior de tudo é que eu começava a considerar as palavras de Edward. E se ele estivesse certo? E se fosse verdade tudo que ele me disse hoje e há dois anos? E Jacob, como ficaria nessa história?
Minhas certezas começavam a vacilar. Se Edward não tivesse me traído não teria motivos para eu não voltar pros seus braços, isso se eu ainda o amasse. Os meus sentimentos teriam acabado ou estavam apenas escondidos? E o que eu sentia por Jacob?
Eu estava tão confusa!
Senti minha mão ser puxada com força, fazendo meu corpo chocar-se com outro e duas mãos segurarem meus braços.
- Eu falei para você me deixar em paz.
- Você estava certa o tempo todo, Bella. O culpa pela nossa separação foi apenas minha. – Fechei meus olhos com força. A dor em meu peito era menor quando ele negava. – Não pelo motivo a qual você me acusa, mas sim por não ter persistido em você.
Abri meus olhos encarando os verdes lacrimejantes dele.
- Eu não fui homem suficiente para lhe provar que você estava errada. Não tive a mesma garra que tive para lhe conquistar quando nós nos conhecemos naquela floricultura, há seis anos.
- Por favor Edward, pare com isso. – Disse entre soluços.
Uma mão sua foi para a minha cintura enquanto a outra se enterrou entre meus cachos. Nossas testas e narizes se colaram.
- Me perdoe, me perdoe por desistir de você tão fácil. – Edward sussurrou. – Me deixe te ter ao menos essa noite. Nos amar como nos amamos há dois anos atrás.
Mas lágrimas caíram do meu rosto enquanto eu tomava uma decisão que não precisava pensar. Não importava com quem eu estava, se eu ainda o amava ou o que de fato tinha acontecia. Eu pertencia a ele.
Segurei sua nuca e o beijei como se precisasse daquilo para sobreviver. E eu de fato precisava.
Funéria¹: Personagem emo do desenho “Fudêncio” da MTV. Ela é pessimista e odeia todo mundo. A fotinha ta ai:
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