No Limite do Divórcio

24 Felicidade - Parte II


Notas iniciais
Alou... ou... ou... ou...
Tem alguem ai... ai... ai... ai...
Descontraindo a bronca sabe...
MINHA GENTEEEE
EU REALMENTE NÃO VI ESPAÇO PRA ESCREVER
vcs não sabem como é um curso de Direito! é só coisa pra ler e ler e mais ler...
você fica sufocada! Por favor, entendam!
MASSS TEM UMA NOTÍCIA ÓTIMA!!
TÔ DE FÉRIAS, e todo esse meu esforço valeu a pena pois passei com louvor, ou seja: não haverá mais demora!
Eu escrevi onze páginas só hj de manhã, mereço um review de vcs vai!
então, escrevi o capítulo final e não demorará para postar o epílogo, semana que vem já vai estar saindo!
espero que vcs gostem!!
bjss
PS: Ou eu sou muito imbecil ou realmente ele ficou engraçado, pois eu ria enquanto escrevia. Boa leitura!!!

[n/a] Postei o capítulo passado aqui pra vocês se situarem, ja que o capítulo de hj é continuação dele. Bjs!!!

CAPÍTULO 21

B. Cullen

Eu terminava de me arrumar em frente ao espelho.

http://1.bp.blogspot.com/-AZVLksFzCbk/Ts4vXhN33kI/AAAAAAAAByI/StxlHSBjVWM/s1600/Imagem9.png [Vermelho tá!]

Estava na casa de Carlisle e Esme, especificamente no quarto que um dia foi de Edward, enquanto o último havia decido para ver as coisas da festa. Uma ideia de Alice, e que todos acataram com empolgação. Seria uma festa de comemoração da minha reconciliação com Edward. E como sempre, Alice proibiu a intromissão de qualquer pessoa nos preparos. Isso era um tanto inconveniente, se tinha uma coisa eu não gostava nela era essa sua mania em organizar tudo sozinha. Mas isso era característica dela, e quando se gosta de Alice, tem que aceitar essa seu defeito.

A porta abriu e meu olhar automaticamente foi na direção dela, por onde passava meu marido. Ele estava perfeito no smoking que eu tive o cuidado de escolher. Seu sorriso torto apareceu quando me viu e em seguida abraçou-me por trás dando, um beijo em meu pescoço livre devido ao meu penteado: um coque frouxo com flores impregnadas de strass.

- Você está linda.

Me virei e ajeitei o laço de sua gravata borboleta que estava torta.

- Só quando estou do seu lado.

- Isso é uma mentira das grandes. – Eu ri.

Nos beijamos enquanto ele tomava cuidado para não amassar meu vestido.

- Você deveria ter maneirado no decote. – Ele fez um biquinho mostrando o desgosto. Eu particularmente adorava essas ceninhas de ciúmes sem sentido de Edward. Essas que não nos leva a brigar ou deixa ele de mau humor. – Vai ter muito futuro cadáver olhando para o que é meu.

- E quem disse que eu sou sua? – fiz ceninha.

- Essa marquinha rocha nas suas costas. – Disse arrogante.

Olhei desesperadamente para ver do que ele se referia. O vestido cobria parte dela, deixando-a quase imperceptível.

- Eu juro que eu te matava se o vestido não disfarçasse. – Ele riu da minha raiva. Homens são uns idiotas né? Gostam quando a parceira mostra sua marca de posse. ISSO! MIJA EM MIM EDWARD CULLEN!

Terminei de arrumar meu cabelo enquanto Edward me observava sentado na cama. Virei para ele e mordi os lábios.

- A forma como você está mordendo os lábios é porque quer me perguntar alguma coisa. Vamos logo, manda a bomba.

- Não é bomba. – Passei a mão no vestido e me coloquei a frente dele. – Olha pra mim. Você está vendo alguma coisa diferente? Em mim ou no meu corpo.

- Claro que sim. Senti o cheiro de maconha daqui. Você andou fumando, meu amor?

- EDWARD! É sério.

- Mas eu estou sério. Você que começou com umas viagem muito doida ai. – Olhei impaciente para ele e Edward me abraçou. – Não, meu amor, você não está gorda, seu cabelo não está feio nem sua maquiagem está borrada. Eu sou inteligente ao ponto de saber o que você queria, só estava brincando.

Não Edward você é um burro. UM BURRO!

Escondi a decepção após receber a resposta que não queria e o beijei. A qual é, um Edward só pra mim é para viver beijando né?! Morram de inveja.

- Estou um pouco nervosa. – Disse ainda abraçada ao meu marido.

- Relaxe querida, só quem estarão aqui são uns amigos íntimos.

- Você viu a lista de convidados? – Disse surpresa.

- Não, mas Alice garantiu que...

Nós paramos e nos entreolhamos. Merda!

- Não acredito que eu cai nessa! – Edward passou as mãos no cabelo.

- Nem eu! Para a Alice qualquer pessoa que lhe dá bom dia, do carteiro ao gari, é íntimo.

- Não me surpreenderia se aquela anã chamasse para a festa o garçom que ela deu gorjeta.

- Eu espero que a anã não seja eu!

Alice entrou, colocando suas mãos na cintura e nos olhando desafiadoramente. Ela me dava medo. O quê? Não acredita? Teve uma vez que ela jogou o gato da vizinha na cabeça de Emmett porque ele a chamou de barraqueira. Eu sei, eu sei, tadinho do gato, não merecia a cabeça do Emmett para afiar suas lindas unhas. Mas isso não aconteceria agora porque ela estava feliz com a festa.

- Alice, quem foi que você convidou? – Perguntei temerosa enquanto sentia a mão de Edward nas minhas costas.

- Desçam e vejam. Eles já começaram a chegar, então está na hora de vocês descerem e cumprimentarem os convidados. VAMOS! O QUE ESTÃO ESPERANDO?

- Calma, tamo indo, tamo indo.

Edward pegou minha mão e me levou correndo para baixo. Mas é um cagão mesmo né! Que eu tenha medo da Alice tudo bem, mas ele?

..:::..

E. Cullen

Eu não vou ficar falando o quanto a festa tava bonita porque isso é coisa de boiolão e eu sou muito macho. Prova disso era a mina que eu tinha como minha esposa ao meu lado e olhava com admiração para a ornamentação cuidada milimetricamente por Alice. Eu agradecerei pelo resto da vida a ligação de Jasper e Emmett para mim naquele congresso. Só em pensar que a essa hora Bella e o projeto de Hulk poderiam estar casados...

Peraí que eu vou vomitar...

Fomos para mesa da nossa família, onde estavam meu pai praticamente engolindo a boca da minha mãe (que nojo, são meus pais cara!), Jasper coçando o saco, Emmett enfiando cinco salgadinhos inteiros na boca (e o pior que eu acho que cabia mais), Rosalie levantando o dedinho mínimo ao beber o vinho, Charlie recitando uma música sertaneja de amor para Renné, enquanto ela olhava para ele vendo-o como a oitava maravilha do mundo. Ele e aquele bigode mexicano.

Mal sabe ela que a oitava maravilha do mundo era eu. Me tornei a nona depois que Bella nasceu. Mas o que são números?

- Papai, você devia cantar lá no palco ao invés da banda que contratamos. Faria mais sucesso com certeza! – Bella beijou o pai ainda segurando minha mão.

- Não, nem todos podem ter a honra de escutar minha voz. – Brincou meu sogro.

- Ela é tão excitante. – Renné mordeu os lábios.

-Argh mãe! – Bella fez cara de nojo.

Esses pais deveriam tomar vergonha na cara. Carlisle ta comendo Esme no canto enquanto Charlie e Renné foram interrompidos em suas preliminares.

Olhei para o meu coroa e dei um tapa em sua cabeça.

- Ei comedor de mamães, tem gente na mesa.

- Sério? Pensei que eram borboletas. – Ironizou Carlisle.

- O Jasper é. – Disse Emmett. Pelo menos foi o que eu entendi entre o que ele queria dizer e os inúmeros salgadinhos que ele continuava botando na boca.

Em resposta, Jasper deu um peteleco da orelha de Emmett, o que fez com que Emmett colocasse a mão nela e gemesse de dor.

- Ai seu puto! Precisava ser com... – E ai Emmet engasgou com o Buffett que ele ainda não havia engolido, mas que ainda estava em sua boca. Carlisle, já acostumado com primeiros socorros devido a profissão, abraçou Emmett por trás (gay, mas não vai deixar o cara morrer) e impulsionou o dedo abaixo da caixa torácica.

He he. Será que você é capaz de adivinhar em que decote a cauda do camarão, cheio de baba, que estava empanado foi parar?

No da Rosalie, que já adora o Emmett por natureza. Ela lentamente, com as mãos tremendo e ficando vermelha como a Bella com raiva, pegou a cauda e olhou-a atentamente. Três... dois... um

- SEU FILHO DA PUTA. É HOJE QUE EU ACABO COM VOCÊ MCCARTY!

Rosalie voou no pescoço dele, mas o brutamontes conseguiu escapar e correr, sendo seguido pela loira demoníaca. Daí então nós já não nos preocupamos, essa era uma cena tão normal para nós. Rosalie correndo com sede de sangue do Emmett.

Normal demais.

- Devemos nos preocupar? — Disse minha mãe com o cenho franzindo.

- Não amor, é mais fácil o Jasper domar nossa filha do que esses dois pararem de brigar. — Jasper olhou incrédulo para Carlisle.

- Não olhe para ele assim. Todo mundo sabe a Alice é o macho alfa da casa. — Disse meu sogrão. Olha lá o tiozão zuando com a cara do boiola do meu cunhado.

- Eu domo a Alice sim. Ela faz tudo que eu quero. — A mesa caiu na gargalhada. O nerd pensa que manda na maluca da minha irmã. — Vocês vão ver! Eu vou mostrar pra todo mundo que a Alice me obedece. E é hoje.

Jasper se levantou e foi pra dentro da casa.

- Será que ele ficou magoado? — Perguntou Renneé.

- Não, Jasper deve estar aprontando alguma. — Eu disse.

- EDWARD E ISABELLA CULLEN. — Tem vezes que a voz da minha irmã é irritante. Ela segurava minha afilhada nos braços, que mexia no colar de diamantes da capeta. — Vá cumprimentar os convidados! Tem gente sentada em outras mesas. Vocês estão cegos?

Eu realmente não tinha visto e... Como assim esse ser está aqui?

..:::..

B. Cullen

Eu não acredito nisso. Sério, eu realmente não acredito que aquela bola rosa e fedorenta está aqui. Também não acredito que o seu dono, a bola mor, está aqui. O QUE A ALICE TEM NA CABEÇA? COCÔ?

- Óia Pitomba! São os dois esquizitões do Brasil!

Qual era o nome dele mesmo em? Ah! Já sei! É o Trecy, aquele porco que tinha outro porco, e ofereceu a caminhonete porca para nos levar para aquela cidade porca. Sem exageros. Calma Bella, é só fingir que não conhece e o cara vai embora pensando que está na festa errada. Passa reto, não olha, passa reto, não olha...

- Ocês não estão me reconhecendo? Eles não tão me reconhecendo Pitomba! — O porco roncou. — Já sei. Sou eu, o papai noer lembra. Ocês devem lembrar de mim por esse nome!

AAAAAAAAA! Ele tinha que me lembrar disso. Meus filhos não vão ter mais natal, porque ao invés de eu associar o natal ao Papai Noel, vou associar ao Porco Noel, ou melhor, Porco Noer e seu ajudante, o duende Pitomba.

- Ahhh, claro. — Disse Edward fingindo ânimo. — É que você está diferente nessa roupa.

- Gostou da minha beca? — Disse dando uma voltinha. — Eu até tomei banho pra festança de ocês. — Eu não escutei isso. — Óia! O Pitomba ta de calça. Fiz questão que ele viesse com a sua roupa de domingo.

O porco tinha roupa de domingo. O porco tinha roupa de domingo. O PORCO TINHA ROUPA DE DOMINGO! A porra da bola rosa e fedida estava de calça e blusa social! Agora me diga: o que esse animal (estou me referindo ao menor) está fazendo na minha festa? Eu não sei!

Tentei me controlar. Apesar de tudo, o cara tinha nos ajudado né?! (O cara, não o porco. Sei que vocês não souberam diferenciar, mas aqui estou eu para ajudar vocês gatas!) Nos deu carona para aquele inferno de cidade. Ele tinha um bom coração, e é isso que importa. Dei um sorriso, um pouco falso, e olhei para o porco que roncou colocando as patas dianteiras na mesa.

- Ele está muito bonito Trecy. E você também — Edward olhou para mim surpreso, zoando comigo. Eu retribuir dando uma pisada no pé dele. Ahhhh, o amor...

- Eu estou muito feliz que vocês se reconciliaram. De coração.

- Nós também, Trecy. Estamos feliz que você e o... seu porco... estejam aqui. — Disse Edward olhando para a bola rosa que comia o salgado. Santo Deus!

- Cuidado Pitomba! Vai engasgar assim! — Trecy se concentrou no Pitomba e nos afastamos discretamente.

..:::..

E. Cullen

- O que essa mulherzinha interesseira está fazendo aqui?

Só fui entender o que minha mulher sem juízo estava falando quando vi a Dona Senna, aquela que era dona do hotel em Hindson, acompanhada da neta interesseira dela, Jane, que estava sentada na cadeira com os braços cruzados.

Eu não fiquei preocupado com a relação entre Bella e Jane, mas sim com os problemas mentais que minha irmã possui. Sério, porque ela convida logo a Jane, a mulher que Bella quase espancou porque deu em cima de mim.

- Olá queridos. — Dona Senna estendeu a mão e acenou para nós.

Arrastei uma Bella contrariada e dei um abraço na coroa. De Jane... É melhor nem chegar perto.

- Deixo bem claro que só estou aqui porquê minha avó me arrastou.

- Pois pode ir embora que eu não faço questão de ter você aqui. — Bella apoiou as mãos na mesa e inclinou o corpo pra frente. Jane imitou seu gesto, deixando seu rosto bem perto do de Bella.

- Ah é? E quem vai me tirar daqui? Você? — Fisicamente falando? Isso é impossível se tratando do peso e altura desproporcionais entre Bella e Jane. Credo! Pareço o Jasper falando!

- Olha Renato!! Elas vão se beijar! — Disse o filho da vizinha pro amiguinho. Que juventude tarada! Muito bem moleque, assim que o mundo vai pra frente: sexo, sexo, sexo!

Bella e Jane no mesmo momento se afastaram, como se tivessem levado um choque, mas não sem antes se olharem com nojo. Ignorando-a totalmente, Bella cumprimentou Dona Senna com carinho, procurando não lembrar no aposento nojento que ela tinha. Mas fazer o quê né? Era o único daquela merda de cidade.

Encontramos também Sue e Harry, que me socorreram quando os bandidos roubaram nosso dinheiro e a vã ridícula que eram dos palhaços, sem contar a surra que levei dos ladrões. Eu nunca contei a Bella, mas eu nunca tive tanto medo em minha vida. Só de pensar em Bella sendo tocada contra sua vontade. Foi terrível.

Então eu vi quem eu não queria ver: o tal carinha do hotel em Las Vegas. E Bella com esse buraco gigante chamado decote. O nome dele se não me engano é Embry, o frangote tarado da recepção do hotel. Segurei Bella pela cintura, choquei seu corpo no meu, quase rompendo a lei da física que dizia que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, e a devorei, beijando-a e deixando claro que a mulher era minha.

O estranho é que ela fazia o mesmo. Não reclamou ou discutiu comigo, apenas me apertou mais ainda, como se tivesse a mesma intenção que eu.

- Olá!

Ahhhh, ta explicado agora. Tentei desgrudar minha boca dela mais ela não deixou. Não que eu esteja reclamando mas eu não podia deixar a Júlia parada aqui vendo Bella me estuprar.

A contra gosto, Bella me soltou, com uma boquinha vermelha que deu vontade de morder, e se virou para Júlia, dando um sorriso falso. Essa minha patroa...

- Olá querida! Não esperava você por aqui.

- Eu to muito feliz que vocês se reconciliaram. Dava pra ver que o Edward era louco por você. Acredita que ele não prestava atenção em nada que eu falava, só olhando você dançar.

- É mesmo? — Disse Bella começando a ceder.

Mulher é um bicho engraçado. Ela teve que ouvir de outra mulher, uma mulher que ela a dois segundos atrás, pra acreditar que eu amava ela. Tem lógica? Não, não tem! Homens não! Eles não tem essa coisa. Pra homens, uma vez inimigo é sempre inimigo.

- Você devia ser mais segura de si. É uma mulher linda. — Blá blá blá — Mas enfim onde eu sento?

- Oi!

Perai que agora sou eu que vou estuprar Bella. Segurei-a com uma força desnecessária, deixando claro para aquele garotinho xexelento que a mulher na qual ele estava olhando a porra do decote era minha.

- Oi Embry. — Disse Bella sorrindo.

Ta de brincadeira comigo né?

- Essa daqui é Júlia Salvatore, uma amiga de Edward.

Naaahhhhhh, Agora esse frangote ta olhando pros peitos da Júlia. Ele deve ter sido reprimido na infância... EITA PORRA! Que sorrisinho é esse na boca da Júlia. Hummm safadxenha.

- Vocês podem se sentar em qualquer mesa. Separados oooou juntos, né?! — Segurei Bella pela mão e nos afastamos um pouco.

- O que houve amor?

- Só queria te beijar.

E foi o que eu fiz. Porque eu amava essa mulher, seja ela com raiva ou feliz. Amava de uma forma especial. Uma forma que eu jamais conseguiria explicar aqui ou contar para alguém. Era uma forma que só eu e ela entenderíamos.

- Olha os pombos negros da noite fúnebre Mike. Estão confraternizando a morte.

A voz fria de Jéssica me fez separar de Bella. E sabe de uma coisa? Eu estava feliz em vê-los. Era um casal meio doido, mas com que eu gostei de passar os dias na casa ridícula deles. Jéssica estava vestida com uma de suas roupas pretas, e Mike exibia um grande sorriso, com sua roupa de hippie, segurando três flores com raiz na qual eu reconheci imediatamente: era a flor Bella.

- Olá estrelas de luz!

Abracei Mike enquanto Bella abraçava Jéssica.

-Que bom que vocês estão aqui! A festa não seria a mesma sem vocês. — Disse minha mulher, roubando minha palavras.

- Eu sei! Alguém tem que trazer o real significado da morte para a festa.

- Claro Jéssica. — Eu já não ligava para esses comentários dela. Era seu jeito, fazer o quê?

- Para presentea-los, trouxe a flor que Edward colocou nome. A Bella agora está com raiz e aquela baixinha iluminada pelo deus da alegria disse que ia plantá-las ainda hoje. — Disse Mike. Deus da alegria é? Tá mais pro deus da piração.

Bella sorriu e me deu um selinho. Mulher gosta dessas coisas, dessas declarações de amor. Sou expert cara! Nível 963732535743.

- Obrigada Mike. Fiquei muito chateada quando a flor que Edward me deu muchou.

- É só cultivá-la para o espírito sábio e da morte não levá-la para seu refúgio. — Jéssica é óbvio.

- Claro. — Disse.

- Fiquem a vontade.

Indicamos uma mesa para o casal e nossa atenção foi chamada (nossa e de todo mundo) pelo grito que escutamos.

- AAAAAAA FINALMENTE! O CHEIRO DA RIQUEZA. Olá gente bonita e rica, o Lunácios aqui trouxe felicidade, amor e muita purpurina para a festa de vocês. OH! ALI ESTÁ MEU TARZAN! OI TARZAN.

Me escondi atrás de Bella, como se isso fosse possível, mas aquela pomba já tinha me visto e veio correndo até mim. Eu estava prevendo uma morte para hoje. Uma biba a menos para esse mundo. Mas parece que minha mulher também mataria alguém hoje. A garçonete que deu em cima de mim e era amiga do Senhor Purpurina, Bianca, vinha atrás dele.

(CONTINUA)

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B. Cullen

- Pelo amor de Deus Bella! Me esconde! Ou eu vou matar essa coisa!

Edward estava mesmo com uma voz desesperada. Mas eu não podia fazer nada. O Lunácius já tinha visto ele e estava correndo até aqui, junto com Bianca. Alice tem cocô na cabeça, como alguém com juízo chama uma piriguete para uma festa de família?

- Não adianta esconder, eu já te vi cachorrão!

- Fique longe de fim, coisa rosa dos infernos! — Gritou Edward ainda atrás de mim. — Eu sou casado!

- Não tem problema, eu não sou ciumenta.

- Mas a mulher dele é — Falou Bianca baixinho.

Lembrou da garfada na bunda né safada! Viu gente, quando alguém der em cima do seu parceiro, meta-lhe uma garfada na bunda. Elas funcionam de verdade! Dicas da tia Belinha, beijos, me liguem!

- Ela tem mesmo! E se não quiser sai daqui com um garfo no rabo, é melhor me ignorar!

Viu gente, até o Edward lembrou. Essa cena é mesmo memorável!

- Garfo no rabo é? Só se for você que me der essa honra. — Lunacius mordeu o lábio inferior numa tentativa de ser sexy e eu pude ver a cara de nojo de Edward. Tadinho do meu bebê!

- Algum problema?

Alice chegou até nós ao perceber a cara de Edward. Todo problema está em você, Alice, que não sabe a diferença entre convidados de uma festa íntima e a população dos EUA.

- Esse cara fica enchendo meu saco Alice! — Disse Edward choroso. — E eu já disse que não quero nada com ele!

- Ah! É você o Tarzan então? — Disse Alice com cara de riso.

- Alice! Não atrapalha! Edward já está arrancando os cabelos. Lunácius, — me virei para ele — Edward é hetero e casado comigo. Existem muitos homens nessa terra e eu tenho certeza que algum dia você arranjará a sua metade da laranja. E nós iremos para seu casamento!

Ouvi Edward falando baixinho: “Nem fudendo!” e me segurei para não rir.

Narrador

- Eu odeio essas gravatas borboletas!

Carlisle tentou folgar um pouco a gravata em seu pescoço. Desde a primeira vez que usou um smoking não suportava o pedaço de tecido.

- Mas é preciso, deixe de besteira Carlisle. — Esme bateu levemente na mão do marido que estava na gravata. — Estou preocupada com o Jasper. Onde é que aquele garoto se meteu? Será que ficou magoado?

- Nããããão. Ele tá é aprontando alguma. Foi o Emmett e a Rosalie que eu não vi até agora. Será que eles já se mataram?

- Que horror Carlisle!

- Ué, é a verdade.

- Vai atrás da Alice perguntar se ela viu o Jasper.

- Depois eu vou, Esme. Esses salgadinhos querem ser comidos.

-AGORA CARLISLE!

- Ta bom, ta bom!

Levantou-se, fazendo um bico, e foi atrás da filha mais nova. Observou o salão, onde viu o cabeçudo do filho se escondendo atrás da sua nora, e falando com um cara de smoking rosa purpurina. Ao lado dele havia uma garota que parecia intimidada com a presença de sua nora. Logo viu Alice se aproximando do quarteto com a Julinha em seus braços. Foi então na direção deles, percebendo a cada metro andado que o homem não era beeeeem um homem.

Carlisle Cullen

Mas pra quem sobra tudo? Pra mim! O burro de carga da família. Eu tava pouco me lixando para o nerd do meu genro, comedor de filhinhas fadinhas e inocentes. Eu só queria comer meus salgadinhos em paz, será que era pedir demais?

Avistei o cabeçudo tentando se esconder atrás da minha querida nora. Mas era um estúpido mesmo. Não tinha noção do tamanho desproporcional não? Onde foi que eu errei meu Deus?

Minha relação grosseira com meu filho era só de sacanagem mesmo. Sempre quis ser o mais próximo possível dele. A melhor sensação do mundo foi ouvir de Edward, quando ele tinha 11 anos, que queria ser eu quando crescesse. Brigava com ele quando necessário, exercendo meu papel de pai, porém meu coração encolhia absurdamente. Eu amava meu filho e tinha um orgulho absurdo dele. Nossa relação era maravilhosa. Sacaneava com ele, junto com seus amigos fuleiras que eu gostava também, e ele comigo. Esme sempre dizia que eu era uma criança no corpo de um médico sério. Ver meu filho feliz era o meu melhor presente.

Já a Alice, ela era a minha princesa. As broncas ficavam por conta de Esme, por que eu nunca consegui brigar com ela. Ela era a minha menininha frágil e delicada, que precisava ser amada e cuidada de uma forma especial. Era ciumento com todos os namorados dela e impliquei com todos eles. Mas Jasper foi o escolhido por ela, e como eu já o conhecia como o amigo do meu filho, não tive grandes problemas com ele. Ciúmes do nerd? É claro que existia. Mas eu conhecia seu caráter e sabia que ele era digno da minha bonequinha.

Avistei minha fadinha que o filho da puta do nerd me roubou, conversando com um casal e com o meu filho e minha nora, enquanto segurava o motivo de grande parte da minha alegria: Julinha. Ela lembrava meus filhos pequenos e era a causa de minha nostalgia. Meus filhos cresceram, mas em compensação existe ela para me alegrar. E me sentir velho também.

O casal tava mais pra ser lésbico do que hetero. Vi meu filho quase chorando de pavor do travesti que tentava seduzi-lo. Na boa, eu tenho um filho frouxo pra cacete!

Me aproximei deles e me dirigi a Alice.

- Querida, Esme está querendo saber se você viu o Jasper.

- OH MELDEUS! ACHO QUE ESTOU TENDO UM INFARTO!

A bicha cor de rosa disse, colocando uma das mãos na testa enquanto fingia uma fraqueza. A garota que tava do lado o segurou enquanto eu olhava aquela cena. Qual é o problema do fru-fru?

- O que houve Lunácios? Quer um copo d’água? — Perguntou Alice.

- Bellinha, você previu meu futuro. — Disse o cara, ou mulher, enfim, a pessoa maravilhada olhando pra mim. Não to gostando disso!

- Eu previ? — Disse minha nora confusa.

- Eu acabei de achar minha alma gêmea!

Desejo meus pêsames ao cara que ele disse ser sua alma gêmea. Cara azarento esse viu!

- E quem é? — Perguntou Bella.

- Esse tesudo loiro na minha frente! — Disse olhando para m...

EU SOU O TESUDO LOIRO? O CARALHO QUE EU SOU A ALMA GEMEA DESSE CAPETA COR DE ROSA!

- Eu sou espada viu! Sai de perto de mim!

- Uma espada deliciosa!

Meu filho caiu na gargalhada, minha nora escondeu o riso e Alice me olhava com pena.

- Olha aqui! Eu sou macho, macho mesmo sacou? Tenho uma mulher gostosa e sou casado com ela. Portanto cai fora!

- Ela mete garfos na bunda?

- Garfos na bunda? Er... não. Porque ela meteria garfos na bunda? Você fumou sua Barbie?

Qual é o problema desse ser?

- Então você é sim minha alma gêmea!

- O QUÊ? Não, eu não sou!

Edward, enfim deixando de se esconder atrás de Bella, deu um soquinho em meu ombro e um olhar com falso de compaixão.

- Éééé, meu velho. Agora você tem um amante. Acho que mamãe não vai gostar nada disso. — E começou a rir.

FILHO INGRATO DOS INFERNOS!

- Lunácius, deixa que eu levo vocês dois a sua mesa! — Interviu a minha filha para me salvar.

- Ok! Depois a gente se conhece melhor! Tchauzinho meu amor!

- Eu vou estrangular esse arco-íris ambulante!

- Realmente, quando são os outros é mais engraçado. — Disse Edward risonho.

Dei um tapão na sua cabeça. Precisava ter apanhado quando era criança esse moleque.

- Pimenta no cu dos outros é refresco, né seu infeliz!

- E que rabo, em pai?

É AGORA QUE EU ESTRANGULO ESSE MOLEKE!

O miserável saiu correndo pelas mesas enquanto Bella ria. Mas deixe... eu ainda vou me vingar de todos que riram de mim! Mas agora...

Meus salgadinhos me esperam.

Tchauzinho!

..:::..

Narrador

A festa decorria normalmente. A música era alta e no momento estava em Katy Perry. Grande parte dos convidados, sendo conhecidos ou não, estavam na pista. Em um canto, Jane dançava de mãos dadas com seu par. Ele era bonito e rico, possuía olhos azuis e cabelos loiros. Com certeza chamava muita atenção onde passava. Ela via nele uma possível chance de sair daquela maldita cidade. Como em todos os homens bonitos e ricos que não moravam em Hindson.

- Você dança muito bem sabia? — Disse puxando assunto.

- Mamãe que me ensinou. Ela é dançarina. — Disse ele colocando as mãos na cintura.

- Ela te ensinou muito bem. Er... Felipe, não é isso?

- É sim. — Respondeu animado.

- Você tem quantos anos? — Perguntou Jane incerta.

- Seis. — Felipe mostrou nos dedos a idade.

- Ah! — Jane sacudiu os ombros. — Eu posso esperar!

No outro canto da pista, Trecy e seu porco de estimação também dançavam.

- Vamos lá pitomba! Balança o esqueleto! — Trecy gritou — Chão! Chão! Chão! Chão! Chão! Chão! Chão!

Trecy dançava como se a musica fosse funk. Ao seu lado, o porco de smoking ficou em duas patas, pulando animado e dando pequenas roncadas, como se acompanhasse seu dono no “Chão! Chão! Chão!”

Mas na frente, Lunácius rebolava exageradamente, dando piscadas constantes para seu novo amor, que quase chorava no ombro da mulher.

- Ai, Bianca! Ele está chorando de felicidade! — Uniu as mãos em frente ao rosto, dando piscadinhas frenéticas. — Ele também me ama.

Bianca arregalava os olhos para cada pessoa que passava ao seu lado. Viu um brilho de metal no palitó de um homem e se escondeu atrás de Lunácius. Poderia ser um garfo.

Em uma das mesas Júlia e Erick se beijavam. Em outra, Mike recitava poemas para Jéssica.

- Um belo dia,

O sol brilhava,

Os passarinhos cantavam,

E o meu amor apareceu.

- Não Mike. Eu não quero aparecer em um dia assim. — Disse Jéssica com a sua habitual voz fúnebre.

- Meu amor, então faça um poema pra mim. Um daqueles que você costuma fazer.

-E você gosta deles?

- Tudo que vem da sua áurea luminosa é maravilhoso.

- Meu objeto na qual deposito um sentimento ridículo que é inato do ser humano, eu já disse que minha áurea não é luminosa. — Mike sorriu ao ouvir a denominação de Jéssica para “Meu amor” — Ela é negra, negra como a noite.

- Tudo bem, prossiga.

- Ok.

Em um dia gélido,

Onde a lua cheia iluminava,

Os corvos cantavam

comemorando a carniça que havia,

A figura que fazia o meu coração bombear mais sangue,

Apareceu.

- Eu te amo. — Disse Mike sorrindo.

- Também te amo. — E Jéssica o beijou.

..:::..

No palco, Alice pediu para a banda encerrar a música. Seu marido, Emmett e Rosalie, ainda estavam desaparecidos, o que a deixava aflita pois eles teriam que fazer homenagem ao casal. Sempre que organizava uma festa, queria que tudo saísse perfeito. Afinal, ela era Alice Cullen, a rainha das festas. Fora denominada assim na faculdade, e esse nome lhe caíra tão bem quanto um óculos da Channel.

Elevou sua taça com champanhe e chocou delicadamente contra uma colher de metal.

-Boa noite a todos. É um prazer ter todos vocês aqui para comemorar a união, que dessa vez é definitiva e se não for eu meto-lhes o cacete, — a platéia riu assim como Edward e Bella, que estavam sentados na mesa da família — do meu irmão gêmeo e da minha melhor amiga. Como vocês já sabem...

- MUIÉÉÉÉÉ, ÔÔÔÔ MUIÉÉÉÉ!!!!!!!

Saindo da casa, Jasper reaparecia. Havia uma barba, desenhada com lápis de olho, muito mal feita. Seu cabelo, antes repartido de lado como o perfeito nerd que era, estava bagunçado, o que não combinava nada com ele. Seu smoking estava amassado e a blusa de dentro estava pra fora da calça.

- Jasper? — Perguntou Alice incerta.

- Eu mermo! E MUIÉ NENHUMA MANDA EM MIM!!! Alice Whitlock, o Whitlock quer dizer que você é minha e faz o que eu quiser e eu não te obedeço nem sou seu cachorrinho. Portanto, traga minha cerveja, agora! — Jasper bateu o punho em uma mesa, derrubando as bebidas que havia nela. — Ai meu Deus! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Eu sou um idiota. Foi sem querer. — Disse nervoso enquanto levantava os copos. Ao se tocar do que estava fazendo, se afastou. — Quer dizer... Eu sou macho e mando na minha mulher, não preciso fazer isso! ALICE, VENHA ARRUMAR A MESA NA QUAL EU DERRUBEI AS BEBIDAS!

- JASPER DAMOND WHITLOCK, QUE PALHAÇADA É ESSA! — Disse Alice com raiva.

- Eu er... eu estou domando você. — Falou baixinho, olhando para os próprios pés.

- O quê? — Disse Alice sem escutar.

- Desculpa Alice! Eu só queria domar você! — Disse fazendo bico.

Alice bufou, ainda no palco, e continuou.

- Enquanto eu vou ver qual é o problema do meu marido, disponibilizo esse microfone para aqueles que desejam homenagear esse casal maravilhoso.

Alice desceu do palco, segurou na mão de Jasper e o levou até a cozinha da casa.

- O que aconteceu com você, Jasper? — Disse pegando um pano e melando no sabão, tirando o lápis de olho de cara de seu marido.

- Carlisle, Emmett e Edward falaram que você é o macho alfa da casa e eu não passo de um cachorrinho nas suas mãos.

- Eu mato esses três! — Alice bufou. — Amor isso não existe, eu nunca o vi como um cachorrinho. Você acha isso? Que eu mando em você?

- Não Alice, sou eu que faço todas as suas vontades porque quero. Eu sou totalmente submisso a você. Só fiquei com raiva quando eles disseram aquilo. Ego masculino, sabe como é.

- Mas... — Alice acariciou o rosto já limpo do marido. — Você acha isso ruim?

Jasper segurou o rosto da mulher.

- Não. Fui eu que quis isso. E particularmente... eu adoro realizar todas as suas vontades. Mas é claro... eu tenho que ser recompensado. — Jasper mordeu a orelha de Alice, descendo as mãos até sua bunda, apertando-a.

- Recompensado é? — Disse Alice sorrindo. — E que tal nós subirmos para o meu antigo quarto. Assim eu te dou sua recompensa.

- Agora!

..:::..

As homenagens já rolavam quando foi a vez de Carlisle.

- Meu filho sempre foi um idiota, não sei como Bella olhou para ele. Virou idiota ao quadrado quando permitiu que Bella saísse de sua vida. Mas agora, quando minha nora linda quase casou com o cachorro, ele correu atrás dela e aí perdeu título de idiota ao quadrado e ficou só com o idiota mesmo. Sacanagem. — A platéia riu. — Eu estou muito feliz de vocês estarem juntos. Meu filho acertou ao te escolher Bella e eu sei que você vai fazê-lo muito feliz como ele merece. — Edward sorriu carinhoso para o pai — Ele costumava ter o dedo podre e isso assustava a família. Menos à Alice, era ela que assustava as possíveis cunhadas Enfim, felicidades ao casal. É... quem vai assumir o microfone?

- Euzinha aqui!

- Merda.

- Eu ouvi gatinho! — Carlisle colocou o microfone no pedestal e ia saindo, quando Lunácius o parou. — Eu preciso da sua ajuda.

- Só porque a festa é do meu filho entendeu, ô fru-fru?

Lunácius ignorou e cochichou algo no ouvido dos músicos da banda. Pegou o microfone e falou para os convidados.

- Boa noite! Bom, eu sou péssima em homenagens, mas eu sei que se eu fizesse vocês chorariam litros. — Edward gemeu na cadeira e Bella soltou uma risadinha. Aquilo não iria prestar. — Então resolvi compor uma música. Ela fala sobre o amor. De quatro! Ops! Quis dizer no quatro. — Piscou para os músicos que fizeram cara de nojo. — E um, dois, três, de quatro!

(n/a) Será que alguém vai reconhecer? xD

http://www.youtube.com/watch?v=u0oCh2JBg-Q

Eu não nasci Gay

A culpa é do meu pai

Que contratou

Um tal de Wilson

Prá seu capataz...

Eu vi o bofe tomar banho

E o tamanho da sua mala

Era demais!

Além de linda

Era demais!...

Eu virei Gay!

E assumi!

A arte da pederastia

E pude um dia, então sorrir...

Lunácios cantava afinado e dançava exageradamente. Ora se deitava no piano, ora no chão. Passava a mão no corpo, com atenção nos mamilos, e mordia o lábio. De vez em quando surgiam uns passinhos de balé. A platéia aplaudia em pé, dançando com ele. Ainda no canto do palco, Carlisle olhava abismado. Como aquilo fazia sucesso?

Pedi o Wilson em casamento

E o jumento aceitou

A lua de mel foi no Egito

Eu fui prá cama e dei um grito

E disse: Hey!

Vai devagar amor!

Não vai com força

Ainda sou moça

E não quero sentir dor...

Me trate como uma menina

Vaselina por favor

Parecia Ramboo!

Com a sua bazuca na minha nuca

E disse: Vai!

Ai! Wilson Vai!

Esfrega a mala na minha cara

Vai prá frente, e vai prá trás...

Lunácius desceu do palco e dançou junto com a platéia. Passou a mão em alguns homens, que não seguraram a careta. Segurou na mão de Bella e a rodopiou. Chegou em pitomba, que dançava animado sob duas patas, e dançou ao seu lado.

Prá malona eu dei um grito

Entalei quase eu vomito

Ai! Wilson Vai!

Ai! Wilsom Vai!

Hey! Hey!...

Ai! Wilson Vai!

Ai! Wilsom Vai!

Hey! Hey!...

Eu virei Gay!

E assumi!

A arte da pederastia

E pude um dia, então sorrir...

Lunácius subiu no palco e foi até Carlisle, trazendo-o para o meio do palco. Passou a mão no peitoral do médico, fazendo Carlisle ficar vermelho. Edward, ao ver o estado do pai, subiu no palco e o afastou de Lunácius.

- Eu vou quebrar a cara desse frufru! — Disse sendo segurado pelo filho. — Estraçalhar a cabeça dele e sujar minhas mãos com sangue rosa pink!

Pedi o Wilson em casamento

E o jumento aceitou

A lua de mel foi no Egito

Eu fui prá cama e dei um grito

E disse: Hey!

Vai devagar amor!

Não vai com força

Ainda sou moça

E não quero sentir dor...

Me trate como uma menina

Vaselina por favor

Parecia Ramboo!

Com a sua bazuca na minha nuca

E disse: Vai!

Ai! Wilson Vai!

Esfrega a mala na minha cara

Vai prá frente, e vai prá trás...

Prá malona eu dei um grito

Entalei quase eu vomito

Ai! Wilson Vai!

Ai! Wilsom Vai!

Hey! Hey!...

- Obrigada! Obrigada! — Disse Lunácius sorrindo ao seu aplaudido de pé. — Muito obrigada! Felicidades ao casal!

E desceu saltitante ignorando as ameaças de morte de Carlisle, que estava um pouco mais calmo.

- É a minha vez de fazer a homenagem agora. — Disse Edward, assumindo o microfone. — Só que para a mulher da minha vida.

Bella sorriu apaixonada para ele.

..:::..

E. Cullen

Ela estava ali. Linda, olhando para mim e me fez esquecer de tudo. Da platéia, de Lunácius, do meu pai ainda reclamando pelo assédio sexual... Eu só queria que ela soubesse que eu a amava. Para toda a eternidade.

- Talvez vocês não saibam, mas eu conheci Bella em uma floricultura. Era aniversário da minha mãe e Alice havia encomendado flores com a melhor amiga dela, que trabalhava lá. Isso mesmo, Bella era melhor amiga da minha irmã e eu não a conhecia. Me deu um fora na primeira oportunidade que teve, mas Deus me abençoou com o dom da perseverança. Hoje estamos aqui, casados. Mas eu acho que eu não teria sido tão persistente se fosse outra garota. Algo na minha mulher havia me chamado atenção de uma forma que até hoje eu não sei o que foi. Talvez seu olhos, ou, como fala meu querido amigo Mike, a sua “áurea luminosa”. Eu não sei. Eu me apaixonei perdidamente por ela naquele momento. Ela não sabe, mas assim que cheguei em casa com as flores, quis sabe a ficha completa com Alice, que me negou prontamente. Não importava, eu fui atrás de qualquer jeito. E não me arrependo disso em nenhum momento. Meu pai tem razão quando disse que eu me tornei um idiota quando não fui atrás de você e...

- Idiota ao quadrado! Você já era um idiota antes.- Gritou Carlisle.

- Eu vou ignorar isso, ô coroa. Enfim. Esse foi o meu maior erro: perdi dois anos da minha vida sem você. Enfrentei um período que eu faço questão de esquecer. E quando os nossos queridos amigos, que no momento sumiram, armaram aquela com a gente, eles provaram que eram os melhores amigos que alguém poderia ter: me trouxeram de volta a vida, a alegria e a razão de querer estar vivo todos os dias: você. Eu te amo mais do que um ser humano é capaz de amar outro. E isso é eterno, independente do que aconteça. Nunca se esqueça disso.

Sabe como eu sei que eu arrasei? Minha mulher vei correndo até mim, chorando e sorrindo ao mesmo tempo, e me lascou um beijo. E nossa... como eu amava aquilo. Amava ela e tudo que era relacionado a ela.

- Eu também te amo. — Disse ainda em meus braços. — Mas agora é minha vez. Volta já para seu lugar.

Voltei, como a general mandou, e avistei minha irmã e Jasper, arrumado dessa vez, se sentando na nossa mesa, sorrindo como dois idiotas. Owww. Sabia exatamente o que tinha acontecido e decididamente não quero pensar nisso.

..:::..

B. Swan

Eu havia decidido dar a notícia a todos naquela hora. Depois de tudo que Edward falou, a coragem havia aparecido assim, do nada. Não havia melhor ocasião.

- Depois de tudo isso, meu rosto deve estar todo melado.

- Ta não, eu passei rímel a prova d’água amiga!. — É claro que seria Alice a dizer isso.

- Obrigada Licinha! — Disse assenando pra ela. — Antes de tudo, eu queria dizer que...

O palco improvisado começou a tremer sob meu pés. Atrás de mim, o fundo feito de tábua coberto com uma lona decorada de luas e estrelas começou a balançar, como se estive sendo empurrada. Não demorou cinco segundos quando esta veio ao chão, caindo por cima um Emmett e uma Rose escabelados. A maquiagem dela estava borrada e o smoking de Emmett semi-aberto.

- O que está acontecendo aqui? — Perguntou Alice furiosa.

Rosalie e Emmett se levantaram confusos e depois sorriram um para o outro. Rose tomou das minhas mãos o microfone, soltando um “licencinha amiga linda, te amo!” e gritou:

- NÓS VAMOS NOS CASAR!!!

Os convidados que conheciam os dois, que no caso era a grande minoria, olhou boquiabertos para os dois enquanto eles se beijavam. O resto aplaudiu. Mas que porra era aquela?

- Como assim? — Perguntou Jasper. — Vocês se odeiam.

- Não, nós não nos odiamos. — Disse Emmett como se estivesse falando do tempo. — Somos um pouco efusivos, só isso.

- A Rose não te suporta Emmett. — Disse Edward.

- Claro que suporto. Eu o amo. Nós estávamos escondendo o nosso relacionamento de vocês, já faz três anos que eu resolvi aceitar o Emmett do jeitinho que ele é: sem tirar nem por.

- Então essas brigas eram de mentira? — Perguntou Esme.

- Bem... não. — Disse Emmett. — Mas nós somos assim. É desse jeito.

- Mas, por quê vocês ficaram escondendo? — Disse confusa.

- Porque vocês iam ficar enchendo o saco como estão agora.

Com essa nos calamos.

- Magoei. — Disse Alice fazendo bico.

- Não se magoe, você e Bella serão minhas damas de honra. — Rosalie me abraçou.

Mas agora eu comecei a chorar.

- O que foi Bella? Não gostou da notícia? — Disse Rosalie triste.

- Gostei...

- Nós estragamos o palco. Desculpa! — Disse Emmett.

- Não é isso.

-Amor, você ta machucada? — Edward me olhou com preocupação.

- Não.

- São hormônios. Mulheres têm essas coisas de vez em quando.

Meu sogro acertou, mesmo sem saber. E aí eu comecei a rir.

- Pelo amor de Deus Bella, o que está acontecendo? — Disse mamãe com preocupação.

- EU TO GRÁVIDA!

Foi questão de segundos para ouvir o baque surdo que Edward causou ao desmaiar. Romântico não? Você esperando um mar de lágrimas, um homem ajoelhando aos seus pés, beijando sua barriga e dizendo que ama você e seu filho, e recebe o quê? Um marido desmaiado. Fui correndo até Edward, porque, no final de tudo, eu não queria ser mãe solteira.

-Edward, Edward! — Disse me ajoelhando ao seu lado.

Carlisle se ajoelhou ao meu lado e confiriu a pulsação do filho.

- A pressão caiu. É frouxo mesmo viu! Onde foi que eu errei com esse garoto? Cai duro no chão só porque sabe que vai ter um filho. OH MEU DEUS! EU VOU SER AVÔ DE NOVO!

Carlisle me abraçou. Na boa, eu adoro meu sogrão! Em seguida, todos me abraçaram, inclusive a Julinha, com seus bracinhos gordinhos, porque a mãe doida dela mandou ela fazer isso. Mas eu estava preocupada com meu marido, que resolveu dar sinal de vida só agora.

Ao abrir os olhos, um pouco confuso com a multidão a sua volta, um Lunácius gritando “Oh meu Deus! Meu Tarzan morreu! Olha, não é que rimou?”, um porco roncando e Mike invocando espíritos do bem, pareceu lembrar-se do que aconteceu ao me ver.

- Bella! — Ele segurou meu rosto com um olhar esperançoso, sentando-se. — Eu estou grávido?

- Bom... Eu espero que não. — Eu disse sorrindo. — Se não eu estaria esperando um filho de um hermafrodita.

Edward me beijou com uma intensidade perfeita, enquanto ouvíamos o “Ownnn” da multidão. Agora sim veio a parte romântica. Ele sorriu e acariciou minha barriga ainda lisa, voltando a olhar pra mim com um carinho que derretia qualquer um.

- Obrigada. — Sussurou em meu ouvido.

AAAAAAAAAAAA MEU!!! MEU MARIDO É PERFEITO, PODE FALAR!!!!

- Eu estou grávido galera!!!! — Gritou para a multidão, que aplaudiu.

- Vai ser engraçado. — Disse Emmett.

- O que? — Perguntou Edward.

- Quando o Edwardzinho ou a Bellinha perguntar como foi que o pai dele reagiu quando soube que sua mãe tava grávida.

- Vai ser assim: — Continuou Jasper. — “Então filho, quando eu, a forte, brava e guerreira Bella, contei para seu pai que estava grávida, ele, o delicado, frágil e sensível, desmaiou, pois não agüentou a notícia.”

Todos riram até mesmo Edward, que estava tão feliz que nem ligava mais para a brincadeira dos meninos. E a festa continuou, enquanto eu, Edward e nosso baby, permanecemos envolta da nossa própria bolha. Já planejando o nome do nosso filho.

Ou filha.