No Limite do Desejo - Segunda Temporada
16 Capítulo 16
Notas iniciais
3 semanas antes da festa...
Fatinha estava sentada na mesa da sala de frente para o notebook assistindo a vários vídeos de pessoas ensinando a fazer doces desde que chegou da faculdade, ela só parava para dar papinha aos filhos, amamenta-los e brincar um pouco com eles. Ela estava anotando várias receitas e já estava enlouquecendo. Ela começou com isso às 11h e agora ia dar 19h.
Bruno abriu um pouco a porta de casa e colocou o rosto na fresta aberta e começou a assoviar, Alice começou a dar gritos e Gustavo saiu correndo em direção a porta. Bruno continuou só com uma fresta aberta para ver a reação dos filhos e eles começaram a soltar gritos e mais gritos e a pular sem tirar os pés no chão. A loira ouvindo a bagunça foi até a sala ver o que estava acontecendo e encontrou os filhos encarando a porta semiaberta e começou a sorrir já imaginando quem era o palhaço que estava fazendo isso.
Em um desses gritos Alice acabou soltando uma palavra e nessa hora Fatinha e Bruno ficaram paralisados. E não, a palavra não foi papai, foi porta. Alice começou a gritar porta sem parar.
Bruno: Eu não acredito, agora fala papai filha, papai – ele abriu a porta, pegou a menina no colo e começou a falar devagar papai para ela repetir, ela apenas batia palma e gargalhava falando porta.
Fatinha: Perdemos para uma porta – ela se aproximou e pegou Gustavo no colo.
Bruno: Quem a ensinou a falar porta hein? Não era pra ensinar isso – faz cara de choro e Alice baba a bochecha do pai toda. – O filha, fala papai vai – ele encara a menina que enfiava a mão na boca e sorria.
Fatinha: Quem Bruno? Quem? Provavelmente dona Lia, ela fica a manhã toda com eles aqui e eu proibi ela de ensina-los a falar Dinda, então ela vai ensinar tudo, menos papai e mamãe – segura o riso ao ver a cara de bravo de Bruno.
Bruno: Vou ter uma conversinha com dona Lia, pode deixar – ele se aproxima de Fatinha e dá um selinho demorado nela. Gustavo que estava agarrado ao pescoço da mãe, resmunga ao ser atrapalhado a brincar com o colar da mãe. – Mais um ciumentinho.
Fatinha: Ciumento nada, ele deve tá comendo meu cordão ou meu cabelo e você atrapalhou – ela ri e depois respira fundo lembrando dos vídeos e volta para frente do notebook – Amor o jantar está no congelador, se chama lasanha da Sadia e deve está uma delicia – ela sorri para ele e volta o olhar para os vídeos do notebook. Gustavo se aconchega no colo da mãe e começa a puxar a blusa dela – Esfomeadinho de mãe – ela dá um cheiro no pescoço do filho e abaixa a blusa acomodando o filho no peito.
Bruno coloca a lasanha no congelador e começa a falar sobre seu dia enquanto brinca com Alice na sala, mas percebe que sua loira não está prestando a mínima atenção no que ele está falando. Ele respira fundo, ela estava desatenta e focada nesses vídeos há alguns dias, mas eles ainda conversavam, agora nem isso. Ele respirou fundo e focou sua atenção em sua filha. Ele pegou sua lasanha e comeu na sala perto de Alice que tentava enfiar a mão na comida do pai. Nem com as gargalhadas dos dois Fatinha olhava para eles. Isso estava realmente incomodando o moreno.
Depois ele deu papinha pra filha, perguntou a Fatinha se Alice já tinha tomado banho e ela balançou a cabeça confirmando, nenhuma palavra dita e acho que ela nem tinha percebido que Gustavo estava dormindo em seu peito. Ele pegou Gustavo no colo, colocou o menino deitado de pé por um tempo no colo para que ele arrotasse se precisasse e subiu com ele e Alice.
A menina estava ligadona, então ele colocou Gustavo no berço, deu um beijo no filho e sentou com Alice no colo na cadeira de balanço. A menina fazia birra para descer do colo do pai, se debatia e ameaçava chorar então Bruno levantou e começou a andar pela casa com ela no colo e a cantarolar. Ele ainda estava com a roupa do trabalho, não tinha conseguido tirar nem o sapato. Ia dar 22:00 e ele só conseguia pensar que amanhã ainda era quarta-feira e ele já estava muito cansado. Alice só dormiu depois de uma hora andando pela casa e vendo todos os quadros e depois de Bruno inventar mil histórias para a menina. Ele colocou a menina no berço, deu um beijo nela e foi tomar banho.
Ele aproveitou a água morna para relaxar, fechou os olhos e deixou todo o estresse escorrer pelo ralo. Não queria brigar com sua loira, mas estava difícil, o comportamento dela tinha mudado muito esses dias. E ele não era o único que tinha reparado isso. Lia e Lavínia também. Depois do banho ele colocou uma calça de moletom e desceu as escadas sacudindo os cabelos e encontrou a loira tomando café e focada nos vídeos.
Bruno: Ainda aí amor? – ele passou por ela e foi beber água. E não obteve resposta mais uma vez. Então ele se aproximou sentou próximo a ela e tirou os fones de seu ouvido. Ela o encarou fechando a cara e ele pode ver que ela estava cansada, com olheira e provavelmente não tinha comido nada porque estava pálida. – Você comeu alguma coisa?
Fatinha: Não lembro, mas acho que comi um pão, agora me deixa Bruno, tenho que terminar esses vídeos ainda – ela ia colocar o fone novamente, mas ele a impediu – Se você quer economizar e que a festa dos nossos filhos seja inesquecível me solta.
Bruno: Eu quero que a festa deles seja inesquecível de uma forma positiva e não com a mãe deles internada em um hospital por teimosia.
Fatinha: Eu só quero que a festa deles seja linda e perfeita – ela respira fundo e solta os fones olhando pra ele. – E não, eu não comi hoje, só me preocupei em deixar nossos filhos limpos e alimentados. E é isso que importa né?
Bruno: Você realmente acha que só isso importa? – ele a encara e ela desvia o olhar para o chão. Ele a ouve respirar fundo e pega o queixo dela erguendo seu rosto. – Olha pra mim – ela reluta – Olha pra mim por favor – ela o encara – Você realmente acha que eu só me preocupo com isso? – ela nega com a cabeça e se joga no colo dele o abraçando e o pegando de surpresa. Ele acaricia os cabelos dela enquanto ela mantém o rosto no pescoço dele exalando todo seu cheiro de sabonete misturado com perfume, essência que para ela era exclusiva dele. E que ela amava.
Depois de alguns minutos assim, ela se solta do abraço, mas continua no colo dele, e o encara segurando seu rosto entre as mãos.
Fatinha: Eu te amo e não sei o que seria de mim sem você, não sei mesmo. Obrigada por tudo meu amor – ela encosta seus lábios levemente sobre os dele e ele segura na cintura dela fazendo com que ela mude de posição e sente no colo dele só que de frente com uma perna de cada lado do corpo dele. O beijo se aprofunda e a preocupação de Fatinha parecia ter desaparecido, mas de Bruno não, então ele interrompe o beijo espalhando beijos pelo rosto dela todo.
Bruno: Você sabe que eu adoraria ir adiante e terminar na cama contigo ou no sofá que está mais perto – sorri mordendo o queixo dela de leve, ela sorri de volta – Mas quero você bem, quero que se alimente, e quero saber o que está te preocupando – ela confirma com a cabeça, mas antes dá um impulso com o quadril no colo dele o fazendo arfar e fechar os olhos – Não provoca minha loira, até porque você não vai fugir da conversa e eu sinceramente não quero ter que tomar outro banho – ela sente que ele já está animado então levanta do colo dele e lhe dá um selinho.
Fatinha: Vou respeitar sua vontade, mas não quero comer – ela faz uma careta – to com fome de outra coisa – sorri maliciosa para ele.
Bruno fecha os olhos e respira fundo tentando se controlar.
Bruno: Não provoca loira, não provoca que a carne é fraca – ela sorri e se vira para subir as escadas e se desequilibra segurando na parede. O moreno vai ao encontro dela e a segura. – Ainda diz que não quer comer, vai tomar um banho que você provavelmente não tomou hoje e eu vou ver o que tem pra você comer, além de lasanha – ele fala na hora que ela ia completar a frase. Ela concorda e sobe as escadas devagar, mas antes grita.
Fatinha: E ei eu tomei banho hoje sim, e não to fedendo – ela se cheira e ele ri da situação, parecia que ela estava bêbada.
Bruno: Sobe logo – ele revira os olhos e vai pra cozinha.
Ele acha um ensopado congelado que dona Miranda fez para eles semana passada e esquenta para sua loira. Ele estava muito cansado e só queria dormir, mas cuidar dela sempre vai ser prioridade em sua vida. Ela desce as escadas de camisola depois de tomar banho e encontra Bruno a espera dela com o jantar. Ela janta e ele a espera comer tudo e tomar o suco.
Fat: Estou sendo tratada igual criança, mereço – ela fala enquanto lava a louça que estava acumulada de alguns dias.
Bruno: Uma criança não usaria uma camisola dessas – ele a olha de baixo pra cima e morde o lábio, ela sorri ao ver a cara dele.
Fat: Vai pra sala vai, vamos conversar logo, termino isso amanha se não vamos terminar no balcão da cozinha – os dois riem e vão abraçados para sala.
Bruno: Então me diga o que te preocupas minha loira – acaricia o rosto dela e ela se ajeita sentando no sofá de frente pra ele.
Fatinha: Eu pensei em muitas coisas, tipo amor, nós não conhecemos ninguém nesse condomínio e vamos fazer a festa aqui, eu não quero ser conhecida como a vizinha antisocial – revira os olhos
Bruno: Isso é besteira amor, nós não conhecemos porque não vamos a reunião de condomínio e porque não ligamos pra isso, mas podemos passar a ir e pronto vamos conhecer todos.
Fatinha: Ok, e eu quero que a festa dos nossos filhos seja inesquecível, principalmente porque eles já estão curtindo mais, eles já andam, Ali está até falando, porta, mas tá – os dois riem- E sei que precisamos economizar, então estou dando o meu jeito, vendo vários vídeos e vou treinar tudo que aprendi amanhã, ou boa parte. Vou fazer todos os doces e aí vamos ter que encomendar só os salgados se eu não conseguir fazer também.
Bruno: Amor, você não precisa fazer isso, a gente contrata um buffet, podemos economizar em outras coisas. Deixar de sair, de comer fora, sei lá.
Fat: Não, eu já decidi que vou fazer tudo, amanha vou falar com a Lia pra me ajudar.
Bruno: Não tem como eu te convencer do contrário mesmo? – coloca uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e ela nega com a cabeça – Então preciso impor uma condição – ela ia contestar , mas ele a interrompeu – e não aceito reclamação, se não vou ficar muito bolado contigo – ela revira os olhos e respira fundo mandando ele prosseguir – Você pode testar amanha, mas vai fazer para valer no fim de semana e eu vou te ajudar e nada de ver mais vídeos durante todos os dias, ficar focada só nisso ok?
Fat: Era uma condição só, aí tem quase três – ela cruza os braços
Bruno: Para de reclamar teimosa – morde o queixo dela de leve – se continuar me contestando vou te deixar de castigo – ele sussurra próximo ao ouvido dela e ela arrepia – vai ficar sem beijo do moreno aqui – ela ri e segura o rosto dele entre as mãos
Fat: Você não vai resistir por muito tempo amor – ele sorri e a beija com desejo e muito amor.
Ela estava inclinando o corpo para ficar sobre ele, mas ele a segurou e a pegou no colo subindo com ela para o quarto, eles pararam de se beijar durante o trajeto apenas para recuperar o fôlego. Ele a colocou na cama e eles continuaram se beijando, as mãos logo começaram a passear pelo corpo um do outro, mas não foram além porque Bruno precisava acordar cedo no dia seguinte e eles estavam muito cansados.
Pela manha Bruno teve uma surpresa maravilhosa, ele foi acordado com vários beijos pelo rosto e por risos de bebes que para ele era som de anjos. Ele abriu os olhos devagar e sorriu ao ver que tinha uma bandeja ao seu lado na cama e que sua mulher sorria para ele com seus filhos no colo que batiam palmas animados esperando a reação do pai. Isso que valia e sempre valeria a pena pra ele. Isso era a felicidade concreta (entendedores entenderão hahaha) .
As semanas passaram rapidamente com Alice repetindo ‘’porta’’ todos os dias e toda hora e Gustavo ainda não emitia nenhuma palavra conexa. Fatinha tinha aceitado a condição do moreno e tinha tentado fazer uns doces com Lia e depois só no fim de semana com a ajuda de Bruno, Lia, Lavínia, Miranda e Clara. As crianças ficavam na sala e os adultos trabalhando na cozinha, Bruno também tinha entrado nessa, afinal pai tem que participar de tudo né.
Sexta-feira – uma semana antes da festa – 20:00
Bruno estava chegando com Lavínia em casa, tinha se atrasado porque a menina tinha cismado que queria alugar um filme pra levar pra irmã.
Fat: Nossa, vocês demoraram – fala assim que os vê entrando – Amor, come filha vai, ajuda a mamãe – ela falava com Alice que como sempre se negava a comer. A menina sentou no colo da mãe e puxou a blusa dela para baixo. – Assim é fácil né? Não tem que mexer a boca, só engolir, mereço. – ela reclamava com a menina porque se preocupava, mas adorava amamentar os filhos, achava um momento de troca de carinho, de cumplicidade, achava lindo.
Bruno: Pela primeira vez sou trocado – resmunga e pega Gustavo no colo erguendo o filho no alto que soltava gargalhadas
Fat: Cuidado que ele acabou de comer, cadê meu beijo pirralha? – ela fala com a irmã que estava babando a afilhada. A menina dá um beijo na irmã.
Lavínia: Trouxe um super filme pra gente ver, todo mundo – fala essa parte em tom alto encarando Bruno.
Bruno: Iih me tira dessa, ela veio contando a história do filme, uma princesa que congela tudo, sei lá, rena que fala, to fora minha loira – Lavínia faz bico e olha pra irmã pedindo ajuda.
Fat: Ele vai assistir pirralha, fica tranquila ou então vai fazer companhia pra Lia que está lá na cozinha terminando alguns doces – Bruno resmunga.
Bruno: Vou tomar banho e depois venho. – antes de subir as escadas ele vai até a cozinha implicar com Lia e leva com chantilly no rosto. Gustavo ao ver a cena ria demais e batia palminhas. – Olha o que sua amiga linda fez – Fatinha e Lavínia começam a rir dele e ele coloca Gustavo no colo de Lavínia.
Alice já tinha terminado de mamar e agora pulava na frente da televisão. Bruno subiu para tomar banho e Lia se juntou ao pessoal na sala. A loira foi fazer pipoca e trouxe pra sala. Eles abriram o sofá pra dar todo mundo e ficou Lia e Lavínia em cima com Gustavo e embaixo ficou Bruno e Fatinha com Alice no meio deles. O filme começou e Gustavo não dava a mínima, estava entretido com seu mordedor ou então mordendo o próprio pé. Isso quando não puxava os cabelos de Lavínia que estava deitada com a cabeça na barriga de Lia.
Alice estava super atenta ao filme e nos momentos musicais do filme ela levantava e pulava, batia palmas. E na parte da princesa Elsa cantando “Let it go”, Lavínia levantou e começou a cantar e dançar, Bruno que estava cochilando durante o filme só acordou nessa hora e porque Fatinha cutucou ele. Alice tentava imitar todos os movimentos de Lalá, claro que não dava muito certo e vira e mexe ela caia sentada no tapete e depois levantava e continuava rindo e batendo palma. Lia como toda madrinha babona pegou o celular e começou a filmar a menina.
Quando o filme terminou Alice que estava de costas pra todo mundo e de frente para televisão, olhou pra trás e estendeu os bracinhos como quem não entendia porque a tela estava toda preta.
Lalá: Cabo Lili, cabo – faz bico. Alice então imita Lavínia e começa a repetir “abo”, “abo” e fazer o gesto de quem não sabe o que tá acontecendo. Ela olhava pro pai e pra mãe esperando uma resposta.
Fatinha e Bruno sorriam pra menina iguais dois idiotas de tão encantados que estavam com a espontaneidade e inteligência dela. Gustavo estava no sétimo sono e só acordou quando Alice começou a chorar porque o filme não começava de novo, então Fatinha teve que colocar tudo de novo.
Bruno: Ah não, de novo eu não aguento, vou subir e estudar que é melhor que eu faço – dá selinho na loira e vai em direção as escadas. Gustavo começa a chorar e Bruno olha pra trás. – Filhão tá me pedindo socorro? – ele ri e pega o filho no colo que já estava com os braços esticados na direção do pai.
As meninas ficaram na sala e viram o filme de novo, mas Alice queria que repetisse mais e mais toda vez que acabava.
Lia: Amiga preciso dormir, to caindo aqui – ela sussurra para a loira que já estava dormindo.
Fat: Vamos subir, Lavínia dormiu também olha – ela aponta pra menina que estava deitada em sua barriga ressonando levemente, só Alice que estava acordada, na verdade lutava contra o sono. Ela estava sentada e dava para ver os olhos se fechando e do nada ela os abrindo e batendo palminha. A loira e Lia riram com a situação e Lia pegou a menina no colo avisando que ela tinha que dormir e ela começou a fazer birra querendo descer do colo e chorando.
Fatinha então interviu e passou Lavínia pro colo de Lia. Assim que a marrentinha colocou Alice no chão a menina saiu correndo e sentou na frente da televisão pedindo o filme de novo.
Fat: Você arruma as coisas lá para Lavínia e pra você? – a marrentinha concorda com a cabeça e deseja sorte a amiga subindo as escadas. – Princesa nós temos que ir dormir, todo mundo já foi olha – ela senta ao lado da filha e aponta pra sala, a menina olha em volta- a princesa Elsa e Anna também precisam descansar meu amor – ela pega a menina no colo e se levanta. Alice começa a fazer birra e a loira segura ela de modo que se olhem nos olhos. – Alice já está tarde é hora de dormir, chegou de birra – a menina balançava a cabeça, se jogava pra trás e tentava descer do colo da mãe. A loira respirou fundo e abraçou a filha de modo que a cabeça dela ficasse em seu ombro e começou a cantarolar a música do filme. Aos poucos as perninhas da menina pararam de se mexer e ela relaxou.
Enquanto a loira ia andando pela sala cantarolando, a menina mudou de posição no colo da mãe indicando que queria mamar. A loira aconchegou a filha e continuou a cantarolar. Quando olhou pro relógio viu que ia dar uma da manha. Depois de quarenta minutos Alice acabou dormindo.
Fat: Santo leite materno – ela ajeitou a blusa e colocou a filha com a cabeça deitada em seu ombro, desligou a televisão e subiu as escadas.
Ao entrar no quarto dos filhos não viu Gustavo no berço e estranhou. Foi para o seu quarto e encontrou Bruno deitado na cama dormindo e ao lado dele Gustavo com a cabeça na barriga do pai. Ela sorriu e quis muito tirar uma foto da cena. Colocou Alice no berço móvel do quarto deles, de um beijo na testa dela e pegou seu celular e tirou uma foto dos dois. Era muito amor envolvido. Ela se aconchegou ao lado deles e pegou no sono rapidamente, estava muito cansada.
Sábado – uma semana antes da festa – 10:00
Fatinha já estava acordada há muito tempo porque os filhos acordaram seis da manha pra mamar, na verdade Gustavo acordou. Alice dormia feito uma pedra ainda. Ela estava na cozinha organizando os doces da festa e pensando no tema para a decoração, mas foi interrompida com Lia e Lavínia entrando juntas na cozinha.
Fat: Quem te derrubou da cama? Tá cedo pra você – ela fala encarando Lia e abraça a irmã a enchendo de beijo.
Lia: Dinho idiota me ligando pra saber onde eu estava, pior que meu pai cara – revira os olhos – E eu avisei que ia estar aqui, ele é muito lerdo – respira fundo e começa a servir o café da manha.
Elas continuaram conversando e depois Bruno chegou na cozinha, cumprimentando a todas com um beijo na cabeça menos sua loira que ele deu um beijo demorado na boca. Quando se beijavam eles sempre esqueciam de tudo ao redor e mais uma vez isso aconteceu até Lia fingir uma tosse.
Lia: Antes que vocês se empolguem tem criança na área – aponta para Lavínia com a cabeça.
Lavínia: Já estou acostumada, eles vivem se engolindo – revira os olhos.
Fat: Quando você crescer vai gostar de se engolir com os meninos também – ela ri e Bruno se engasga.
Bruno: Quando você crescer muito, que fique bem claro, daqui a uns 20 ou 30 anos. – elas riem dele e começam outro assunto, sobre os futuros namorados de Alice. Bruno estava roxo já com o rumo da conversa. – Tá bom, chega, chega. Vamos falar de outra coisa?
Lia: Ele não aguenta esses assuntos, coitado, não sabe o que vai sofrer se ela fizer um terço do que a mãe fez na adolescência – ri e Fat joga um pão na amiga.
Fat: Também quero mudar de assunto – Bruno ia interrompê-la – Nem vem moreno, depois te conto meus casos de adolescente – faz careta – Quero que me ajudem na decoração da festa, não sei do que pode ser – senta de lado no colo de Bruno e encara a irmã e a amiga.
Lavínia: Frozen – os olhos da menina brilham e Lia revira os olhos.
Lia: Sumam com esse filme pra Alice não querer ver de novo pelo amor – ela respira fundo e conta pra Bruno o que a filha dele aprontou de madrugada. – Mas apesar disso acho uma boa ideia, ela curtiu o filme e ai no segundo aniversário você escolhe algo que Guga tenha curtido – sorri e a loira adora a ideia dando gritinhos e indo agarrar a amiga que começa a empurra-la. – Sei que você me ama muito, mas me larga preciso de espaço.
As duas ficam se implicando e depois vão organizar o que iam ter que comprar. Após muito pensarem decidiram que iam hoje mesmo às compras.
Fat: Amor, vou sair com a Lia e a Lavínia pra comprar a decoração da festa tá? – ela fala saindo do banheiro enrolado na toalha e entrando no quarto. Bruno estava com o notebook sobre ele digitando sua monografia. Os bebes estavam com Lia e Lavínia na sala brincando. Ele para de digitar e encara ela que estava apenas de sutiã e short jeans se penteando em frente ao espelho.
Ele não responde e se levanta em silêncio se aproximando dela. No momento que ela se vira pra cobrar a resposta dele, ele a agarra pela cintura.
Fat: Tarado – ela ri e bate de leve nele com a escova de cabelo
Bruno sussurra no ouvido dela: Gostosa, delícia – espalha beijos pelo pescoço dela e morde seu ombro de leve. Ela arrepia e sorri.
Fat: Não sou pro teu bico não meu amor, e meu marido é ciumento ok? – ela fala segurando o riso e tenta empurrá-lo, mas ele a prende mais entre seus braços – Amor tenho que terminar de me arrumar, já vai dar meio dia, tenho pouco tempo – faz bico e dá vários selinhos nele.
Bruno: Tem certeza que prefere ir fazer compras a ficar aqui comigo? – ele volta a beijar o pescoço e o ombro dela e ela fecha os olhos tentando se controlar.
Fat: Amor, por favor não provoca, é a festa das crianças tenho que resolver isso logo que durante a semana estou cheia de trabalho pra entregar – ele a encarou e segurou o rosto dela entre as mãos a beijando com desejo.
As mãos dele começaram a passear pela lateral do corpo dela e ele a suspendeu, a fazendo entrelaçar as pernas em sua cintura, então ele caminhou até a cama e a deitou. Ele ficou encarando o corpo dela que ele já conhecia tão bem, mas que não cansava de admirar e desejar com a mesma intensidade como foi da primeira vez.
Bruno: Te amo – ele aproxima a boca da dela e sussurra.
Fat: Eu também, muita coisa – ela puxa o rosto dele e eles se beijam novamente, as mãos de Bruno foram parar na perna dela, a alisando toda e apertando de leve a coxa dela. As mãos da loira foram direto pra calça dele tentando tirá-la, ele a ajudou, e no momento que ele estava de cueca e ela apenas com as roupas íntimas Lia gritou da sala.
Bruno: Tá de sacanagem? – ele fala ofegante beijando a barriga dela, a loira arqueia o corpo debaixo dele. – Amor, não vai – ele sussurra no ouvido dela mordendo de leve sua orelha.
Fat: Preciso ir – ela mais sussurra que fala e impulsiona o corpo pra frente para levantar. Ao fazer isso a intimidade dos dois encosta e ele já estava bem animado, ao sentir isso ela gemeu e Bruno a empurrou de volta pra cama. – Bruno não faz isso comigo – ela pede manhosa.
Bruno: Eu vou te libertar, mas quando você voltar vai ter que me mostrar que a minha espera valeu a pena. – ela ri
Fat: Você sabe que sempre vale – ela morde o lábio dele de leve e depois dá um selinho — E eu prometo que vou comprar uma surpresinha pra você – sorri de forma maliciosa e ele a beija.
Quando Lavínia gritou pra ela se apressar, ela empurrou Bruno e vestiu o short e uma blusa. Pegou sua bolsa e saiu correndo com medo de não resistir a mais uma pegada dele, afinal era bem difícil. Bruno desceu logo depois, ele precisava se acalmar né, ficou com os filhos e assim que as viu saindo pela porta o desespero bateu. Ele sabia que era um bom pai e que dava conta, mas sabia disso porque sempre tinha o apoio da sua loira. Sabia que qualquer momento que precisasse era só gritar que ela viria ajudar, mas e agora? Ele respirou fundo e tentou relaxar, afinal a loira havia deixado todos os horários das papinhas e das mamadeiras escritos. Sentou ao lado dos filhos e ficou brincando com eles no tapete. Eles estavam tão distraídos que não tinham percebido que a mãe tinha saído.
O moreno se saiu bem em todas as horas da alimentação, tudo bem que ele demorava mais de uma hora para dar comida aos dois, mas se saía bem. Agora na hora do banho os dois choravam e lutavam para não entrar na água, mas depois que estavam lá era um choro danado para sair. Ele conseguiu colocar a fralda numa boa, mas a roupa não dava certo. Nos dois ele só conseguiu colocar o short e foi assim que a loira os encontrou a noite.
Na verdade ela encontrou os três deitados na cama dormindo. Ela sorriu ao ver a cena e tentou não fazer barulho com as sacolas, mas como ela não era muito estabanada acabou esbarrando na cômoda e derrubou seu perfume no chão. Os bebes só tremeram de susto, mas voltaram a dormir assim que o pai os ninou com o famoso “shi shi shi shi”. Assim que o moreno viu a loira se abaixar para juntar os cacos do perfume ele sacudiu a cabeça e sacudiu mais quando viu as sacolas em cima da poltrona.
Bruno: Você comprou a cidade inteira? – ele caminhou em direção a ela e a ajudou.
Fat: Quase isso meu amor – dá um selinho nele e sorri.
Bruno: E a parte da economia? – ela revirou os olhos e foi em direção ao banheiro. O moreno ia atrás dela, mas lembrou que os filhos estavam na cama sem proteção. Ele pegou os dois devagar e caminhou até o quarto deles e os colocou no berço.
Quando entrou no quarto estava o clube da Luluzinha reunido sobre a cama.
Bruno: Ei, ei, ei, ei vamos saindo do meu quarto que vocês já ficaram muito tempo com a minha loira. Agora o resto da noite é minha. – ele encara Lia e Lavínia e as duas caem na risada.
Lia: Para de ser possessivo Bruno, até porque meu caso de amor com sua mulher veio antes do de vocês. – Fatinha cutuca Lia com o cotovelo e olha em direção a Lavínia que estava quase cochilando enquanto a irmã fazia cafuné em seu cabelo – Ela tá quase dormindo, nem está prestando atenção.
Lalá: To prestando atenção sim – fala piscando os olhos.
Bruno: Vocês não vão me deixar ter um tempo com a minha mulher né? – ele encara as duas e elas sacodem a cabeça negando. – Então vou sair com o Rasta e o Nélio, e ah claro, o Dinho ok? – ele fala indo em direção ao banheiro.
Lia: Pode sair, se ele aprontar corto o bi..- Fatinha a interrompe.
Fat: Amiga menos, Lalá vou colocar você pra dormir, vem – ela levanta com a menina e vão em direção ao quarto dela – Lia perigosa venha comigo.
Lia: Pow achei que finalmente ia pegar esse moreno alto, bonito e sensual – ela passa por Bruno e passa a mão no braço dele, a loira puxa ela e fecha a cara. Lia e Bruno riem e a loira sai puxando a amiga para fora do quarto e vai reclamando com ela até chegarem no quarto de Lavínia.
Enquanto a loira esperava a irmã tomar banho e colocar o pijama, desceu com Lia para esperar Dinho ir buscá-la. Ela decidiu de última hora que queria dormir com o namorado. Dormir não era bem a palavra, mas ok. Fatinha tentava ignorar os detalhes que Lia fazia questão de explanar. Depois que a marrentinha foi embora a loira subiu e colocou a irmã pra dormir, na verdade só deu um beijo na menina porque ela já estava dormindo. Depois foi ver os filhos, que ressonavam tranquilamente. Ela ligou a babá eletrônica e o abajur e deixou a porta entreaberta.
Assim que entrou no quarto o moreno já tinha tomado banho e estava deitado na cama com o notebook em sua frente. Ela passou por ele pegou algo no armário sem nem olhá-lo e foi para o banho. Ao retornar para o quarto, ela fechou a porta e caminhou pra perto dele, o moreno estava tao concentrado que nem percebeu o movimento. Ele só se deu conta quando ela tirou o notebook dele e sentou sobre o colo dele, com uma perna de cada lado do corpo. O moreno a encarou e reparou que ela estava com uma camisola nova, era vinho com as bordas de renda preta e transparente. As peças íntimas eram pretas e contrastavam com a camisola. Ele ficou admirando o corpo dela e ela riu ao perceber isso.
A loira começou a beijá-lo no pescoço e desceu pelo tórax dele. Ela intercalava entre beijos e mordidas leves. O moreno a segurou pelo cabelo e trouxe a boca dela para perto da sua. Ele a encarou nos olhos e depois a beijou. Palavras não precisavam ser trocadas, o amor deles exalava por toda e qualquer parte do corpo. O beijo estava intenso com muito desejo, afinal foram interrompidos duas vezes hoje. A loira começou a fazer movimentos com os quadris sobre o colo dele e ele gemeu enquanto a beijava. O movimento dela foi se intensificando e o prazer foi tão intenso que ele acabou mordendo o lábio dela de forma rude.
Fat: Ai seu selvagem – ela coloca a mão nos lábios, ele passa os lábios de leve sobre os dela, como se tivesse acariciando e pedindo desculpas.
Bruno: Você me enlouquece e eu perco o controle – sussurra com a boca perto da dela. Ela segura o rosto dele e volta a beijá-lo. As mãos de Bruno descem pelo corpo dela e para nas pernas, ele as acaricia levemente dando alguns apertões, até chegar na coxa. A loira adorava sentir o toque dele e só o encostar das mãos dele nela, a levava aos céus. Porque só ele tinha aquela forma de tocá-la, aquela forma de enlouquecê-la. Ele subiu as mãos pelas costas dela levando junto a camisola que ela vestia. Eles pararam de se beijar apenas para ele terminar de tirar a camisola dela.
Bruno ficou um tempo observando o corpo de sua loira, e ele ficava pensando como ela podia se tornar mais linda e mais mulher a cada dia que passava. Ele levou os lábios ao colo dela e começou a beijá-lo. A loira jogou a cabeça para trás sentindo a boca do seu moreno e as mãos firmes em sua cintura dando apertos de leve. Por instinto ela começou a movimentar seu quadril novamente e segurou no ombro dele com força ao sentir que ele se ajeitava na cama para dar mais espaço a ela.
Fatinha já sentia toda a animação do seu moreno e o choque das intimidades estava a fazendo pirar e ela precisava logo de um contato mais profundo. Então ela tirou o rosto dele de sua barriga e o encarou descendo as mãos pelo tórax dele. Ela levou a mão até a calça dele e começou a puxá-la, com a ajuda dele sua calça e cueca estavam no chão. O moreno pegou a camisinha no criado mudo e a loira colocou dessa vez para ele.
Bruno: É uma injustiça eu estar aqui pronto e você ainda vestida – ele sussurrava ofegante e ia retirar o sutiã dela, quando ela se afastou. Ele a olhou confuso e ela levantou do colo dele ficando de pé na cama.
Ele começou a entender o que ela pretendia quando a viu dançar sensualmente para ele. Ela virou de costas e começou a retirar o sutiã quando se virou cobria os seios encarando o moreno de forma maliciosa e brincalhona. Era incrível pra ele que até nessas horas ela conseguia ser uma menina moleca. Ele não aguentou e a puxou fazendo cair no colo dele. Ele segurou no cabelo dela e pressionou seus lábios na orelha dela sussurrando.
Bruno: Eu quero você – ela arrepiou e tremeu ao ouvir esse pedido na voz rouca dele.
Imediatamente ela deu espaço para que ele retirasse a última peça que separava suas intimidades, e logo assim que ela parou no chão o moreno a ajeitou em seu colo e ela começou a fazer os movimentos com os quadris com ele auxiliando. As mãos dele a guiavam firme em sua cintura, dando apertos de leve e ela o beijava enquanto se movimentava. Os movimentos foram se intensificando conforme o prazer aumentava e o desejo também. Os ombros do moreno estavam vermelhos, pois a loira cravava suas unhas ali enquanto controlava sua vontade de gritar. Depois de alguns minutos ela chegou ao ápice encostando a cabeça no ombro dele sussurrando seu nome. Mas ele continuou a guiando e mais alguns segundos o moreno chegou ao ápice também.
Fat: Estamos nos superando – ela fala ofegante contra o peito dele e ele ri baixo.
Bruno: Tenho que dizer que a espera valeu super a pena – ela o olhou confusa e depois sorriu lembrando da promessa dela de tarde — Somos um casal com mais química do que imaginei que poderia existir – ela o encara e ele a beija levemente a deitando sobre a cama – Que tal um segundo round? – ela sorri, morde o lábio dele e claro que se entrega completamente a ele.
E o segundo round deu inicio e foi tão bom e ,principalmente, tão cheio de amor quanto o primeiro. Os bebes acordaram alguns minutos depois do segundo round então a noite de amor não pode ter uma prolongação maior. Mas eles estavam completos e felizes, e isso era notável. E que bom que eles aproveitaram esse tempo juntos, pois a semana seguinte prometia ser corrida, afinal o primeiro aniversário realmente tem que ser inesquecível. Ansiosos para um ano dos filhos Brutinha? Hahahahaha
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