Notas iniciais
LINDONAS, esqueci que quinta era o níver da minha Mamis *O* Não associei quinta com dia 02/10 -- Sou muito lerda, socorro! Só tive como postar hoje, meu pc ontem queria dar ruim :/ Mas o capítulo está aí e já estou escrevendo o outro *--* Espero que curtam e se acalmem porque eles sempre ficam bem dependendo de mim... ou não :O HAHAHAHHA VAMOS A LEITURA!!!

Madrugada de terça-feira – Continuação Alice e Gustavo 9 meses –

04:00 a.m

No meio da madrugada os bebes começaram a chorar sem parar e a loira correu para amamentá-los achando que era fome, mas ela olhou a hora e não fazia nem 10 minutos que eles tinham mamado. Assim que ela pegou Alice no colo sentiu que a menina estava quente demais, então colocou a mão na testa de Gustavo e ele estava normal. Mas pelo que conhecia dos filhos logo logo ele passaria a apresentar os mesmos sintomas que Alice.

Ela foi chamar Bruno com Alice no colo já com lágrima nos olhos. Ele acordou resmungando, mas assim que viu a expressão de preocupada da loira e a filha com os olhos lacrimejando ele levantou rápido.

Bruno: O que aconteceu? Cadê o Gustavo? – ele se aproximou das duas e assim que colocou a mão nas costas da filha entendeu tudo – Vamos pra emergência, arruma as coisas deles que vou ligar pra Marcela

Fat: Tá – fala com a voz embargada. Alice estava com o rosto abatido e com a cabeça deitada no ombro da mãe.

Bruno: Fatinha – ele a chama e ela se vira – Vai ficar tudo bem.

Ela sorriu fraco e foi para o quarto dos bebes arrumar tudo. Gustavo estava mais calmo, sem chorar, mas com os olhos abertos e atentos. Ela não queria largar Alice de jeito nenhum, mas precisava ser rápida e com a filha no colo não dava. Assim que foi coloca-la no berço ela ameaçou chorar e se agarrou nos cabelos da mãe. A loira então não aguentou e começou a chorar com a filha e a abraçou. A menina deitou a cabeça no ombro da mãe e ficou segurando seu dedo.

A loira sentou no chão do quarto abraçada a filha acariciando as costas da filha e com as lágrimas rolando pelo rosto e foi assim que Bruno a encontrou.

Bruno: Fatinha – ele se aproxima dela e se agacha acariciando o rosto dela secando suas lágrimas – Vamos, você precisa ser forte por eles. – ela o olha e esse olhar sofrido parte o coração dele ao meio.

Fat: Eu não consigo, ela tá muito quente Bruno, muito, eu to com medo. Ela tá vermelha olha – assim que a loira separou a filha de seu colo viram que ela estava quase desacordada, não sabiam se era sono ou ela estava perdendo os sentidos.

Bruno levantou rápido, ele tinha que ser forte, por todos. Pegou uma bolsa e colocou quase tudo da gaveta dentro. Pegou Gustavo no colo e chamou a loira. Ela levantou com dificuldade e os dois foram para o carro. Antes Bruno passou no quarto deles e pegou um sobretudo pra loira que não tinha reparado que estava de camisola.

Fatinha foi o caminho todo pedindo a Deus pelos seus filhos e conversando com Alice para mantê-la acordada. Gustavo estava atento a tudo e teve uma hora que ele segurou na mão da irmã que estava no colo da mãe junto com ele. A loira se emocionou com a cena e Bruno acompanha tudo pelo espelho.

Em poucos minutos eles chegaram ao hospital e a loira desceu correndo com os filhos no colo. Assim que ela entrou na recepção gritando ‘’emergência’’ uma enfermeira viu o estado que ela se encontrava e se aproximou rapidamente.

Fat: Ela está ardendo em febre, ajuda minha filha, pelo amor de Deus – a enfermeira tentou pegar a menina do colo da loira, mas ela não quis soltá-la – Eu vou junto, não largo minha filha por nada.

Bruno: Amor, você precisa soltar ela, eles precisam examiná-la, vamos – ele estava acariciando os braços da loira e ela acabou entregando a filha no colo da enfermeira. A voz dele embargada mostrava o quanto ele também estava preocupado e com medo.

A enfermeira saiu dizendo para eles preencherem a ficha da paciente e que faria de tudo para curar a menina. A loira se virou para Bruno e o abraçou com Gustavo no colo. O menino que até então estava quieto começou a chorar. Eles sabiam que era a falta da irmã. A loira começou a cantarolar para o filho, mas não adiantava. Ela já estava ficando nervosa e percebendo isso o moreno pegou Guga do colo dela e começou a andar pelo hospital com ele a cantarolar.

Nessa hora a loira apoiou o rosto no joelho e se permitiu chorar. Após alguns minutos o moreno voltou com Gustavo adormecido e a encontrou na mesma posição.

Fat: O que eu faria sem você? Me diz? – ela o olha e ele não consegue ser duro a vendo tão frágil. Ele lhe dá um selinho demorado.

Bruno: Guga também estava ficando quente.. – ele foi interrompido pela enfermeira que vinha acompanhada da médica.

Médica: Boa Noite, meu nome é Paula e estou substituindo a doutora Márcia hoje. E ela já me passou o quadro da paciente e...

Fat: Como está minha filha? – interrompe a fala da médica e se levanta rápido com os olhos já com lágrimas –

Bruno se levanta com Gustavo no colo e pede calma a loira.

Paula: A temperatura dela já está normalizada, nós a medicamos e aparentemente foi só a temperatura. Ela não tinha secreção nem no nariz e nem na garganta. E não tem vermelhidão também na garganta. Vou deixar vocês entrarem, mas por favor sem barulho porque ela está dormindo e depois volto para conversar com vocês.

Bruno e Fatinha são acompanhados pela enfermeira até o quarto que Alice estava. A olhando adormecida e com sua cor normal e não vermelha, a loira chorou, mas agora por estar tranquila, sua filha estava bem e ali com ela. O moreno se aproximou e deu um beijo na testa da filha e a loira apenas o observou. Guga se remexeu no colo do pai e assim que abriu os olhos e viu a irmã começou a soltar gritinhos como se tentasse falar com ela.

Bruno: Guga não pode fazer barulho filho, sua irmã está dormindo, descansando – ele fala olhando diretamente pro filho e ele parecendo entender coça os olhos e fica quieto- Acho que está na hora dele mamar, vai dar 06:30 já. – olha o relógio na parede.

A loira assente com a cabeça e pega o filho no colo, senta na poltrona que tinha no quarto e aninha o filho no seio. Ele rapidamente pega o seio e começa a mamar. Ela sorri acariciando a testa do filho.

A enfermeira retornou alguns minutos depois para medir a temperatura da menina e fazer mais alguns exames e vendo que estava tudo normal foi chamar a médica. Com esse mexe mexe nela, Alice acordou chorando e a loira sabia que era fome. Conhecia aquele choro. Ela foi liberada para amamentar a filha e foi assim que a médica os encontrou.

Paula: Bom pais, são 8:00 agora e nós vamos dar alta para essa princesa pois todos os exames estão normais.

Fat: E o que ela teve doutora?

Paula: Que mãe ansiosa hein, primeiros filhos? – a loira assente com a cabeça envergonhada – Então agora está entendido – sorri – Aparentemente ela teve uma crise emocional, bebes tem isso exatamente como nós temos. – fala ao ver a cara dos pais de confusos — Uns tem o organismo mais sensível que outros então se manifesta com sintomas pelo corpo. Alice podia chorar por muito tempo, ter criado um nódulo em alguma parte do corpo entre várias outras coisas. Vocês fizeram o certo em trazê-la, pois temos que descartar todas outras hipóteses de doenças, deixamos sempre a crise emocional por último. E como ela só teve febre, foi essa crise. Evitem discutir na frente dela, ou fazer muito barulho, ou falar de coisas ruins, tudo isso afeta o bebe. Nós achamos que eles não entendem, mas eles entendem tudo até mais do que nós.

Dito isso olhares foram trocados entre Bruno e Fatinha, eles sabiam exatamente em que momento falharam como pais. A médica os mandou esperarem por mais uma hora e depois foram liberados.

Ao chegar em casa a loira subiu e colocou os filhos no berço, eles dormiam tranquilamente. Ela sorriu ao olhá-los bem dormindo. E só naquele momento ela percebeu que estava sem dormir desde as 04:00 e já eram 10:00. Ela resolveu deitar no colchão no chão perto do berço deles.

Bruno subiu e a encontrou já deitada dormindo, ele sorriu ao ver a cena e quando ia saindo, ela o chamou.

Fat: Bruno – ele se virou – Deita aqui comigo, por favor – ela mais sussurrou do que falou.

Ele notou pelo olhar dela que ela estava precisando dele. Ele fez sinal para ela esperar um momento e mandou uma mensagem para chefe contando tudo que ocorreu e avisando que depois ligaria para contar mais detalhes e mandou uma mensagem para Lia não vir hoje e disse o mesmo para a amiga, que depois ligaria. Ele andou até a loira e deitou ao seu lado, ela se aconchegou ao corpo do moreno e ele a abraçou fazendo carinho em seus cabelos. Não demorou muito tempo os dois dormiram.

A família parecia inteira cansada, pois os bebes só começaram a chorar de fome lá para as 16:00. E os pais nem se tocaram que estavam sem comer nada. Quando se tem filhos eles sempre vem em primeiro lugar.

A loira acordou e o moreno levantou junto a ajudando a acomodá-los. Depois ele ficou ali sentado observando a cena linda, sua família bem e unida. Mas logo se lembrou que ele e a loira precisavam ter uma conversa séria. Ela percebeu quando o semblante dele fechou.

Bruno aproveitou que eles estavam mamando e foi tomar banho e ligar para sua chefe e para Lia. Depois ajudou a loira a botá-los para arrotar e ela foi para o banho. Ele resolveu descer e ficar na sala brincando com os filhos que pareciam estar ligados no 220 volts. Colocou Alice e Gustavo no tapete próprio para eles que ficava na sala e os dois começaram a fazer força para engatinhar. Bruno sempre pegava a câmera e ficava atento para qualquer indício de que fossem engatinhar mesmo.

A loira desceu e foi preparar um lanche para ela e para o moreno. Depois que eles comeram, ela resolveu conversar com ele sobre o assunto de ontem. Sentou ao lado dele no tapete e resolveu puxar o assunto.

Fat: Bruno precisamos conversar né. — olhou para ele.

Bruno: Sim, mas não agora né? Você esqueceu o que a médica falou? – falou sem olhar pra ela.

Percebendo que ele não ia ceder, ela se arrastou e sentou no colo dele o obrigando a olhá-la.

Fat: Não vou brigar com você, só quero dizer que eu pensei e se eu tivesse no seu lugar, se chegasse em casa e visse a cena que você viu, eu partiria a cara da mulher e a sua depois – sorri e morde o lábio inferior ao vê-lo segurar o riso. – Me desculpa? Eu prometo tentar mudar meu lado distraído – ela segura o queixo dele e ele a olha segurando o rosto dela a encarando.

Bruno: Claro que te desculpo, eu conheci você maluca assim, tenho que me acostumar. E além disso, eu te amo demais para ficar sem você. – ela sorri ao ouvi-lo e o beija com desejo. As mãos de Bruno vão para as costas dela e começam a passear pelo local.

O beijo acontecia num ritmo perfeito, era desejo misturado com paixão, amor, saudade, reconciliação, e muito conforto depois de tudo que passaram. Eles pararam não quando o ar faltou, mas sim ao ouvirem uns gritinhos tão próximos e umas mãozinhas e pezinhos tão próximos. Ao olharem viram que os bebes tinham engatinhado até próximo a eles, e estavam tentando engatinhar mais, só que eles estavam atrapalhando. Os dois levantaram rápido sorrindo e começaram a filmar o acontecido. O moreno com a câmera e a loira com o celular. Alice e Gustavo riam que só com a nova descoberta, engatinhar.

Gustavo estava tentando ir além, ele sentava e impulsionava o corpo para levantar, o moreno se aproximava e ajudava e o menino ensaiava alguns passos. Alice estava mais devagar até pelo que havia passado.

Fatinha mandou o vídeo para Lia e fato que alguns minutos depois a marrentinha apareceu lá acompanhada por Ju, Gil, Dinho e Lavínia que também recebeu o vídeo. Vilma e Olavo estavam no trabalho e iriam à noite. Miranda apareceu no final da tarde com Clara.

Os bebes viraram, como sempre, a sensação da casa. Eles engatinhavam pela sala inteira e aí que o casal Brutinha percebeu que o trabalho na verdade ia começar agora, pois os filhos estavam descobrindo a primeira liberdade, dar os primeiros ‘’passos’’ sozinhos. Os dedinhos logo iam para as tomadas, para a boca do Max, para o prato de ração e de água de Max e logo logo o desejo de ficar no colo ia passar.

O casal estava abraçado observando a cena toda. Lavínia e Clara brincando de engatinhar com Alice e Gustavo. E o restante filmando tudo. Fatinha virou de frente para Bruno e entrelaçou seus braços no pescoço dele. Os braços dele foram para a cintura dela.

Fat: Amor, eles estão crescendo – faz cara de choro – logo logo Alice vai querer roubar minhas maquiagens, meus saltos e o Guga vai aparecer aqui com namoradinhas, ai meu coração – faz drama e o moreno sorri dando um selinho nela.

Bruno: Eu to aqui pensando é que temos que comprar grades, cobrir a piscina, comprar tampões para as tomadas, para as quinas, para... – ele foi interrompido pelo beijo que a loira lhe deu. Ele sorriu no meio do beijo e ali percebeu que não importava quanto trabalho tivesse, quanto dinheiro gastassem, quantos sustos levassem da vida, eles sempre teriam um ao outro. Eles se completavam demais. Ela era o drama, o sentimentalismo, a maluquice e ele a firmeza, a razão, a segurança.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar hein?! Aliás, MUITO OBRIGADA pelos comentários lindonas. BEIJOOS E ATÉ