No Limite Do Desejo
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Eu não iria deixar isso assim. Iria confronta-lo. Peguei um taxi e fui para casa, ele ainda não tinha chegado. Estaria com outra, com ela? Quando me casei com ele eu sabia de sua fama, mais acreditei que quando nos casamos ele deixou tudo isso por amor a mim. Tolice a minha acreditar nisso. Duas horas depois ele chega. Eu estava sentada no sofá. No momento em que ele chega perto de mim eu jogo as fotos em cima dele, elas se espalham pelo chão por toda a sala.
– explique-se. – olhei para ele e ele estava surpreso em ver aquelas fotos.
- pode parecer a coisa mais estupida a se dizer mas isso não é o que parece.
- e é o que então uchiha?
- a karin foi em meu escritório e me beijou, foi tão rápido que nem tive tempo de reagir.
- então você está me dizendo que ela conseguiu entrar na empresa que tem um forte esquema de segurança, passou por sua secretária e entrou em sua sala sem que ninguém visse e lá te agarrou e beijou e você pobre indefeso não pode fazer nada. – usei todo o meu sarcasmo. Ele estava me fazendo de idiota.
- sakura, não é assim que as coisas são, eu nunca trairia você.
- não? Você traiu suas outras namoradas.
- eu nunca amei as outras mulheres.
- e o que garante que você me ama?
- me casei com você.
- claro, se casou com uma garota mais jovem, mais fácil para você controlar.
- acredite em mim sakura. Se eu quisesse uma mulher para controlar você seria a ultima que eu escolheria.
- não sou idiota sasuke.
- você está sendo agora. Você como sempre prefere acreditar em qualquer coisa menos na minha palavra. Sempre fui um homem de palavra e se digo que não a trair é porque não trair.
- ENTÃO QUE PORRA SIGNIFICA ISSO? DIGA-ME! – eu gritei, estava muito exaltada.
- fique calma. Isso pode fazer mal para o bebê.
- PRO INFERNO VOCÊ E ESSE BEBÊ. – nesse momento sinto uma forte dor e algo escorre entre minhas pernas. Olho para o chão e vejo sangue, muito sangue. Não vi mais nada, tudo ficou escuro e dolorido.
...
Acordei e estava no hospital. Sasuke estava sentado numa poltrona ao meu lado.
- até que enfim, quase morri de preocupação.
- onde estou e o que você está fazendo aqui? saia daqui seu traidor. – ele me olhou ofendido. Foi até a cabeceira da cama e apertou um botão, provavelmente para chamar o medico.
- sakura se acalma, você teve um principio de aborto. Não deve passar raiva.
- creio que ser traída pelo homem que diz me amar não deve ajudar muito. – nesse momento o medico entrou e me calei.
- senhor uchiha, você deu um susto e tanto no seu marido. Mas você e seu filho estão bem. Só recomento repouso e nada de se estressar e vocês ficarão bem. Hoje mesmo terá alta e poderá voltar para casa. Outra coisa, precisa se alimentar melhor, você está um pouco anêmica... vou deixa-los a sós. – e saiu. Eu não queria falar com sasuke.
- sakura...
- saia, não quero olhar pra você.
- você não acredita em mim?
- o que você acha? – eu estava ficando nervosa denovo.
- sairei somente porque você não pode ficar com raiva mas não pense que isso acabou por aqui. – e saiu me deixando só com meus pensamentos. Comecei a chorar, chorei muito até não ter mais lágrimas. O que eu faria? Para onde iria? Não queria mais ficar com ele. Todo mundo me avisou e ainda assim eu entreguei meu coração a ele. Agora ele o partiu... fiquei com esses pensamentos ate cair no sono.
Acordei com sasuke acariciando meu rosto. Abri os olhos e por um momento aproveitei seu toque, até que me lembro do que ele fez o me afasto bruscamente.
- pare com isso.
- não quero que me toque. Nunca mais.
- sakura, já disse que não lhe trair.
- ok. – ele pega o celular e liga pra alguém.
- venha nos buscar daqui a trinta minutos. – ele estava ligando para o motorista. Desligou o telefone e se virou para mim. – está com fome? Você precisa comer algo antes de irmos.
- irmos?
- sim, você já teve alta e vamos para casa.
- não vou para sal casa.
- nossa casa sakura.
- não vou voltar com você.
- você vai querendo ou não.
- cretino. – me levantei da cama e ele me segurou.
- não faça movimentos bruscos.
- ME SOLTA. NÃO TOQUE EM MIM. EU TE ODEIO SEU TRAIDOR. – ele me segura e nesse momento entra um enfermeira e me aplica algo. Não vi mais nada...
Quando acordei já estava em minha cama, em casa. Levantei e fui até a porta, tentei abri-la mas estava trancada. Comecei a socar a porta. Nesse momento sasuke abre a porta e entra no quarto.
- vai me mantar prisioneira?
- não sakura, só fechei a porta para que você não fugisse enquanto eu estivesse fora.
- então é assim que fará comigo? Ficarei trancada aqui todos os dias?
- me desculpe.
- além de me trair me tranca.
- eu não trair você. Não tenho como provar mas você deveria acreditar em mim. eu poderia está com qualquer mulher nesse momento mas estou com você.
- nossa quanta modéstia.
- trouxe comida para você.
- não estou com fome.
- só poderá sair do quarto quando comer.
- estou começando a te odiar.
- coma. – e assim o fiz. Eu realmente estava com muita fome, mas não ia admitir isso. Comi tudo, ele veio até mim e retirou o prato. – boa menina.
- posso sair agora?
- sim. – me levantei peguei meu celular e fui para o jardim. Eu estava muito triste com tudo isso.
...
Andei pelo jardim, dei a volta na casa e fui para os fundos. Não queria ser vista por ninguém e sabia que se ficasse no jardim seria observada. Andei um pouco até chegar na praia que ficava nos fundos da casa. Dai comecei a andar. Acho que andei por uma hora, estava muito distante da casa. Avistei uns coqueiros e sentei a sobra dos mesmos. Peguei meu telefone e observei ainda tinha sinal. Disquei os numero e no segundo toque sou atendida.
- sakura minha filha como você está?
- estou bem pai.
- e como vai meu netinho? – ele havia ficado contente com a noticia.
- bem.
- o que há com você? Sua voz está melancólica.
- nada estou bem.
- o que o uchiha fez pra você?
- nada pai.
- não minta pra mim.
- brigamos. Só isso.
- entendo. Isso é normal, casais brigam logo vocês se entendem.
- não estou muito certa disso.
- e porque não?
- estou confusa.
- entendo, você ainda é muito jovem. Se eu pudesse voltar no tempo nunca teria aceitado que se casasse com esse homem.
- eu estou bem pai.
- não sei não, você me parece triste. Mas o que eu sei, ficamos tanto tempo sem nos falar.
- pai porque você nunca me procurou? – eu sempre quis saber isso.
- como assim nunca? Eu te liguei varias vezes. No primeiro ano liguei mais vezes mas o uchiha nunca me deixou falar com você.
- O QUE?
- com o tempo acabei pensando que você não queria falar comigo e desistir de ligar.
- pai eu nunca soube de suas ligações. – como aquele cretino ousou fazer isso. Meu ódio por ele só aumentou. – como ele pode fazer isso.
- acredito que pensou ser o melhor pra você queria, depois de tudo qu eu fiz não o culpo.
- ele não tinha esse direito. Não sabe o quanto sofri pensando que você não se importava comigo.
- sempre me importarei com você filha. Cometi erros e me arrependo disso.
- hooo papai. – eu estava chorando. – vou desligar preciso voltar para casa.
- sabe que qualquer coisa pode me ligar.
- obrigada. – e desliguei.
Fui para casa, eu estava com muita raiva. Cheguei na cozinha e dei de cara com uma das empregadas.
- boa tarde senhora uchiha.
- boa tarde. Onde está meu marido?
- ele saiu para uma reunião de emergência senhora, disse para avisa-la que voltará daqui a uma hora.
- ok obrigada.
- está com fome senhora?
- não. Obrigada.
- senhora, o senhor uchiha me pediu para que insistisse para que comesse.
- não tenho fome obrigada. – e me retirei. Eu estava com muita raiva. Primeiro ele me trai e agora isso. Eu não consegui pensar. Agi por impulso e Fui até o quarto peguei minha bolsa e coloquei algumas roupas. Não muitas, pois precisava ser rápida e não queria levar nada dele, nada que ele tivesse me dado. Abri uma gaveta e encontrei uma pequena caixa. Nela havia um colar com um pingente uma estrela de diamantes. Sempre gostei de estrelas. Havia também uma outra corrente pequena e delicada. No fundo da caixa havia um bilhete.
‘’ para minha amada esposa e para nosso filho que ainda não conheço mais já amo.’’
Aquilo me deixou muito triste, porque ele fazia esse tipo de coisa? Peguei a carente para o bebe e coloquei na minha bolsa. Seria a única coisa de valor que levaria dele. Um presente para o nosso filho.
Passei pela sala e fui direto para o portão dando de cara com os seguranças.
- senhora uchiha. Deseja algo? – um dele perguntou.
- irei a casa da senhora uzumaki. – menti.
- um momento, irei buscar o carro.
- irei se taxi, não precisa se incomodar.
- senhora, o senhor uchiha insistiu para que a senhora não saísse sozinha.
- não importa o que ele disse.
- senhora por favor, nosso emprego depende disso.
- tudo bem. – não queria que ninguém perdesse o emprego por minha causa. O motorista me deixou na porta da casa de hinata.
- pode vir me buscar daqui a 2 horas.
- certo senhora. – e se foi. Quando não podia mais avistar o carro dei meia volta e fui andando até uma praça. Encontrei um taxi e disse:
- me leve até o aeroporto internacional por favor.
- sim senhora.
Notas finais
se o mundo não acabar amanhã depois vcs descobrem kkkkkkkkkk
bjs
adoro escrever para vcs, mesmo com as críticas.
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