No Limite

9 O fim?


Notas iniciais
Faaaaaala galeraaaa! Olha eu aqui inspirada, postando um capítulo atrás do outro! Tô compensando a demora, né? Digam que sim! Bom, eu queria agradecer imensamente todos vocês que comentaram! Estou tentando responder aos reviews aos poucos, tenham paciencia comigo! :DDDD Bom, aí vai mais um capítulo! Boa leitura, seus lindos e lindas! Um beijão!

“Fiquei muito feliz por saber que uma pessoa que tanto admiro tenha me amado de verdade. Por essa razão não quero deixar essa amizade se perder e o amor que tanto tenho por você, desaparecer. Não se esqueça desse amor... Apenas... Espere por mim”. – Anônimo.

Hinata aprendeu cinco coisas que provavelmente todas as garotas aprendem quando beijam de surpresa o seu melhor amigo por quem você está apaixonada:

5) Não é, nem de longe, tão bom quanto você imaginou a vida inteira. Até porque, na sua imaginação, o cara retribui o beijo imediatamente, coisa que não acontece na prática.

4) Depois de tentar aprofundar o beijo e perceber que ele mantém a boca fechada, tentando não retribuir o beijo que você começou, você começa a perceber que é uma pessoa muito estúpida e tem vontade de enfiar a cabeça em um buraco.

3) Mesmo com a clara rejeição, você – que não cansa de pagar de idiota – enlaça os braços no pescoço dele e tenta forçá-lo a retribuir o beijo.

2) Quando ele finalmente consegue se desgrudar de você, você fica tão, mas tão vermelha, que se arrepende de não ter feito aquilo depois de ter bebido alguma coisa, para depois, pelo menos, ter a desculpa de que estava bêbada e não sabia o que estava fazendo.

E a lição número um que Hinata aprendeu depois de tentar beijar Naruto foi:

1) A rejeição dói. Dói tanto que você se esquece de como se respira. Dói de uma forma que nada antes tinha doído.

– Hinata... – Naruto tentou começar, mas não sabia o que dizer depois da atitude da Hyuuga. – Ah, meu Deus... – Naruto disse rouco, finalmente dando-se conta do que tinha acontecido.

Lembrou-se da conversa que tiveram no carro, sobre o cara que ela gostava. E finalmente percebeu tudo. Percebeu todos os sentimentos que havia na sua voz, quando ela disse que o amava, um pouco mais cedo. Percebeu porque ela tinha explodido hoje de manhã, quando falou que seguiria Sakura até na profissão. Percebeu porque ela parecia tão preocupada e porque havia chorado pedindo que ele parasse de brigar com Sasuke. Percebeu porque ela fazia tudo por ele.

Naruto arregalou os olhos e sentiu seu coração acelerar, assim como todos os seus pelos se eriçarem. Aquilo não era sério. Ou era?

Hinata olhou para ele envergonhada e depois voltou seus olhos para os próprios pés, sem saber como ficava sua situação com Naruto depois daquilo. Fechou os punhos com força e pendeu a cabeça para o lado, com raiva de si mesma. Afinal, mesmo que seu cérebro houvesse lhe dito com todas diariamente que Naruto nunca a amaria como ela o amava, seu coração, bobo e infantil como era, criou esperanças depois das palavras dele. Hinata realmente pensou que ele estivesse com um pouco de ciúmes de Kiba. Mas é claro que não. Ele só queria protegê-la como amiga e havia deixado bem claro.

– Eu sou uma idiota... – Hinata começou, as lágrimas já se formando em seus olhos. – Sabe de uma coisa, Naruto-kun... – ela começou, decidida. Tudo já havia ido pelos ares de qualquer forma, então Hinata pouco se importava mais. – Eu sempre fui apaixonada por você... – ela disse, ainda olhando para os pés, sem coragem de encará-lo. – Mesmo depois de você ter pedido ajuda para conquistar a Sakura. Mesmo depois de me rejeitar todos os dias com as suas atitudes... Eu nunca consegui deixar de amar você. – Hinata disse. Nunca havia se sentido tão corajosa e tão fraca ao mesmo tempo. Afinal, apesar de estar se confessando a Naruto, só o fazia quando tudo já estava perdido e não havia esperanças de ficar com ele. Mas ela continuou mesmo assim. Devia isso a si mesma. – Você é o meu melhor amigo... — Hinata finalmente levantou os olhos e resolveu encarar Naruto. O loiro a encarava de volta com dor nos olhos. – Mas acho... Acho que não posso mais fazer isso... – falou a morena, finalmente deixando as lágrimas caírem.

– Hinata... N-nós... Nós vamos resolver isso. – disse Naruto debilmente, embora soubesse que só havia duas soluções para aquilo. Ou ele aceitava ficar com Hinata ou ele se afastavam.

E a primeira opção parecia incabível no momento. Afinal, ainda sentia-se apaixonado por outra pessoa. Ainda sentia-se magoado pela rejeição de outra pessoa. Não poderia fazer isso com Hinata. Se ficassem juntos agora, seria como usá-la para esquecer Sakura.

Além do mais, sabia que não gostava de Hinata da mesma forma que ela gostava de si. Tinha carinho especial por ela e sempre quisera protegê-la, mas sabia que aquilo não era paixão.

– Não vamos, não, Naruto-kun. Você não me ama... Nunca me amou. – Hinata sentenciou, como se estivesse cansada de saber daquilo.

Naruto olhou surpreso para ela, sentindo-se raivoso e triste pela certeza absoluta que amiga tinha sobre aquilo, embora não soubesse como rebater a questão.

– Hinata... Eu... É claro que amo você. – disse Naruto e tentou afagar a bochecha dela, mas a Hyuuga desviou o rosto do carinho do loiro. Olhou para Naruto e sorriu um sorriso completamente quebrado para ele.

– Mas já faz algum tempo que esse seu amor não é o suficiente para mim. – disse a garota, fazendo com que o Uzumaki abaixasse o olhar, sem saber como responder. – Eu só não tinha me dado conta ainda... Mas não consigo mais ser só sua amiga, Naruto-kun. E se eu continuar tentando, vou acabar mais quebrada do que já estou. – ela afirmou. Naruto levantou o olhar para a amiga. Ele também tinha lágrimas nos olhos.

– Então... O que isso quer dizer? – Naruto perguntou, embora já soubesse a resposta.

– Quer dizer... Que não podemos mais ser amigos. – disse ela e, embora Naruto já soubesse a resposta, sentiu como se alguém tivesse lhe dado um soco no estômago.

– Hinata... Por favor... Entenda o meu lado... – Naruto pediu e, embora soubesse que não era sua culpa totalmente, sabia que tinha pelo menos uma pequena parcela de culpa.

Mas a declaração de Hinata o pegou completamente de surpresa. Ele não sabia como lidar com aquilo. Sabia que não sentia a mesma coisa que ela.

Mas, então... Por que estava se sentindo tão culpado? Por que estava sentindo que aquela era sua única chance? Mas chance de quê? Ele não podia aproveitar algo que não sabia para que servia. Seus sentimentos por Hinata eram diferente e ponto. Talvez só estivesse se sentindo assim porque estava perdendo a única pessoa em que podia confiar verdadeiramente e que sempre esteve lá por ele. Talvez aquela dor fosse porque ele amava verdadeiramente Hinata, como sua melhor amiga, e perdê-la não fosse algo que achasse natural. Talvez, aquela dor no coração fosse porque ele não queria que ela se afastasse, mas sabia que teria que ser assim.

Naruto aproximou-se de Hinata e a abraçou firmemente.

– Desculpe... – eles pediram ao mesmo tempo e riram com a coincidência. O abraço durou mais algum tempo, até que eles resolveram se separar.

– Eu te amo, cara. – Naruto disse, numa última tentativa (que ele sabia ser em vão) de as coisas voltarem ao normal.

Hinata sorriu para ele ternamente. Não poderia retribuir a fala. Não quando a sua provavelmente teria muito mais sentimento que a dele. Então, resolveu não dizer que o amava de volta, pondo fim àquela pequena tradição que, querendo ou não, era o símbolo da amizade deles.

– Boa festa, Naruto-kun. – ela desejou e saiu de perto dele em direção à mansão, ainda mancando por culpa do pé inchado pela torção. Naruto observou a amiga se afastar, sentindo-se muito estúpido e impotente de repente.

– Espera por mim, Hinata! – gritou quando a garota já estava bem lá na frente. Hinata parou e se virou para o agora ex-melhor amigo, esperando que ele a alcançasse.

Naruto sorriu para a melhor amiga. Embora Hinata quisesse se afastar dele, ele não a deixaria ir muito longe.

Decidido a observá-la mesmo que de longe, o rapaz caminhou ao seu lado pela entrada da casa, pela última vez em um bom tempo.

Notas finais
Mereço reviews? *______________________*