No Jackpot

2 Declaração de amor.


Notas iniciais
Bom muita gente notou que a história tem uma linguagem estranha né? É. Eu sou portuguesa. Sim sou de Portugal :3 Espero que isso não seja um problema :s

Capítulo O2
Declaração de Amor

– Bom nessa aula vamos fazer uma atividade um pouco diferente e mais fora do normal do que costumamos fazer habitualmente. Vou pedir a 2 ou 3 alunos para fazerem uma declaração de amor ao seu amado. -disse a professora Alberta-

– E o que é que isso tem haver pra esta disciplina? Não estamos em teatro. -perguntei-

– Simples. Vamos retratar uma peça de texto dramático cujo o tema é a declaração de amor.

– hmm... declarar, amor... naah... não gosto da maneira como as palavras se juntam..

– Porquê não menina Melanie? -ela arqueou as sobrancelhas-

– O amor não me agrada. -falei rapidamente-

– Talvez porque você ainda não encontrou um. -disse a intrometida da Bianca. Odeio-a com toda as minhas forças, é uma mimada-

– Que sabe você de encontrar ou não o amor?

– Simplesmente porque já o encontrei! Não é Juju? -ela referiu-se ao Justin-

– Bianca, já falamos sobre isso! — Justin olhou para mim com olhar provocador-

– Eu encontrei-o, não quer dizer que seja correspondida. -falou tristonha-

– Oh Juju, você deu á Bianca o seu primeiro desgoto de amor boo boo! -disse entre risos-

– Você quer que eu lhe dê um também?

– Nem que me pagassem. -lhe dei um tapa-

– Pra que foi isso? -disse enquanto colocava a sua mão no rosto. Eu ia falar algo mas a professora Alberta me interrompeu-

– Não estamos na feira. Eu falei uma declaração de amor não os maus tratos.

– Só estava a avançar uns anos nisso. Tudo começa com um amo-te e tudo acaba com: R.I.P Justin Bieber — adorado pelos filhos, odiado pela esposa.

– Há uma parte boa nisso aí. -disse Justin-

– O quê? -perguntei furiosa-

– Pelo menos você é ou foi minha esposa! -gargalhei sem parar-

– Mas quem disse pra você que eu tinha de ser a sua esposa? -disse já com os nervos á flor da pele-

– O Destino -disse num tom sério-

– Meninos, posso prosseguir com a aula ou não?

– Que sabe você sobre o destino? -falei ignorando a professora-

– Menina Melanie ! -me repreendeu com um tom de voz mais elevado. Nesse momento calei-me- Bom, Justin, quero começar com você.

– Porquê comigo?

– Queria que você exemplificasse com a turma como é que você se declarou á Mélanie -disse ela ainda séria-

– Á Mélanieee? -Justin e eu dissemos admirados-

– Sim, então não é verdade que vocês os dois vão juntos numa viagem?

– Ah sim, claro, mas foi Mélanie que se declarou pra mim... -falou o Justin tentando se livrar dessa. Mas eu não ia deixar ele escapar assim tão facilmente-

– O quê? Oh juju admite lá que foi você que se declarou pra mim..

– Não tenha vergonha Mélaniezinha, diga lá como é que você se declarou pra mim. -disse ele se divertindo bastante-

– Vou ter minha vingança. -sussurrei pra Justin. Caley só sabia rir da nossa situação. Me levantei e fui pra frente da turma e me coloquei ao lado da professora-


Comecei.


– Então foi assim, eu estava em casa quando recebo uma mensagem do meu juju, para ir ter com ele ao parque. -risos- Depois fui ter com ele e ele disse que queria falar comigo... Lá fui eu toda arranjadinha porque eu ia jantar fora. Ele veio até mim, beijou-me inexplicavelmente de maneira selvagem. Depois declarei-me apenas dizendo que o amava. Fim, posso me ir sentar?

– Asério? Porque é que você não é sincera? Eu lembro-me das suas palavras: "Não tenho lá muito jeito para cenas deste tipo , mas eu amo-te como amo o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" -Fernando Pessoa

– Uau! Fernando Pessoa! Você tem lendo Mélanie?

– É... Quis ser mais romântica. -dei um sorriso falso- Afinal quem anda a ler muito Fernando Pessoa não sou eu!- sussurrei para o Justin, sentando-me no meu lugar-

– Vamos prosseguir com a aula. -sorriu- Mélanie e Justin façam favor de ir pra frente da turma, e inventem uma declaração de amor.

– Como é que eu posso declarar-me a quem não amo?

– A menina não ama o Justin?

– Claro que não. Já viu sobre quem é que estamos a falar?

– Então mas...e...a viagem? -ela perguntou a gaguejar e confusa-

– Ela estava só brincando, não é Mélanie?


Olhei para o Justin com uma cara de quem não estava a perceber nada. Quer dizer eu não amo o Justin, porque é que eu iria mentir e dizer que amava? Alias muito pelo contrário, o Justin irrita-me completamente.
Ah pois é verdade, a viagem, já nem me conseguia lembrar de tal coisa.


– Claro que estava só brincando... Afinal eu e o Justin nascemos um para o outro -menti-

– Por momentos fiquei confusa. Começem quando quiserem.


O Justin começou por agarrar nas minhas mãos, no baixo.
Percebi que ele tinha começado a nossa representação.
Começou por me olhar para os lábios, enquanto eu o olhava nos olhos. Segundos depois desviou o olhar até aos meus olhos. Ficamos a olhar-nos. Nunca tinha reparado o quanto bonitos são os olhos de Justin, um tom de mel, com um brilho inexplicável.


– Por vezes, quando estou sozinho, me lembro de você, do seu lindo sorriso... -ele disse e eu rapidamente sorri. Não sei porque, talvez fosse representação, talvez não- ...da sua forma linda de expressar o que sente, das vezes que olhamos um para o outro e rimo-nos sem motivo algum...

Desviei o olhar para baixo, baixando a cabeça e olhando para as nossas mãos que estavam entrelaçadas. No momento não consegui continuar a olhar para os olhos de Justin. Ele pegou no meu queixo e levantou-o.


– São muitas as vezes que eu fico no silêncio a reflectir a alegria que você traz á minha vida..

Justin continuou a olhar-me nos olhos, desta vez com um brilho maior.
Deu um leve sorriso, e vi as suas bochechas a ficarem quentes. Era certo, ficou envergonhado.


– Apesar de serem muitos os anos que nos conheçemos, apesar de nunca ter sido o melhor amigo para você e de poder dizer "eu confio em você", acho que ja não sei como seria viver sem você...

Pausou durante segundos.


– ... até podia viver mas seria como se tivessem arrancado um enorme pedaço do meu ser. -Justin continuou-

– Quanto te digo o quanto odeio você, o quanto você me irrita, e o quanto desejava que você não me chateasse, tudo o que realmente digo é, o quanto você é importante e o quanto te amo. Você pode não acreditar mas a sua maneira de ser, o facto de ser você mesmo torna-te a pessoa mais especial do mundo, ou até mesmo do Universo. — eu disse e Justin largou uma das minhas mãos, colocando-a na minha cara-

- São muitas as vezes que sem querer, derrepente me encontro a pensar em você e começo a rir sem qualquer motivo. Posso estar ao seu lado, sem citar nenhuma frase ou até mesmo palavra mas so por você estar ali comigo, faz-me esquecer das pessoas que nos rodeiam. -ele disse com um brilho nos olhos inexplicável, e a facilidade com que aquelas palavras saiam da sua boca me fascinavam e me deixam de boca aberta. Quem diria Justin Bieber a dizer estas palavras tão... tão românticas?-

– Porque para mim, você é o meu mundo. -completei-


Pausei durante uns segundos. Quando o Justin ia começar a falar eu adientei-me.


– Até podia estar no deserto , não enxergaria mais nada para além de você.

– Com você uma hora passa num minuto, com você vivo experiências que só podiam ser vividas com você ao meu lado, com você passo por momentos de alegria, e prazer.

– Porque prazer não se sente só num acto sexual , porque para mim tu és sinonimo de prazer , porque com você vivo e sinto muitas emoções, juntas e misturadas, todas ao mesmo tempo que simplesmente não ha explicação. Cada minuto contigo é especial e inexplicável.


Já nenhum de nós tinha nada para dizer, mas ainda continuavamos a olhar-nos olhos nos olhos. Mais próximos do que estavamos era impossível. Decidi largar as mãos, separando-as com as do Justin, e virei-me para a Profª Alberta.


– Bravooo ! -disse ela batendo palmas- Uma das melhores representações que já vi. Não ensaiaram nada pois não?

– Eu não... -disse rápida e simples. Ainda estava boquiaberta após aquele nosso discurso-

– Foi perfeito, tão sentimental. Sentimentos reais, e puros estes foram. -disse a professora-

– Sim, pois... Claro, é isso.

– Sentimentos verdadeiros. Eu amo mesmo a Mélanie. -ele deu aquele seu sorriso adorável-

– Que casal tão bonito... -disse olhando paras as horas- Bom, podem sair, está quase a tocar, para a próxima aula temos outro exercicio.


É tão estranho... Tão fora do normal. Eu estive frente a frente com o Justin Bieber, num momento de complicidade. Ele foi tão romântico, tão suave e ao mesmo tempo tão directo. De maneira a que me deixou de boca aberta. Após termos acabado a nossa representação nem consegui sequer olhar mais para o Justin. Não sei porquê. Timidez? Não. Eu não sou timida. Vergonha? Talvez...

Vergonha daquela complicidade, de ter estado tão junto, mas tão junto que até consegui sentir a respiração do meu... inimigo. Afinal ele é tipo meu inimigo não é?


(...)


– Esta aula foi.. uau... -disse Caley sem palavras para mim-

– Nem me digas nada. -ainda estava a recuperar-

– Pareceu tão real...

– O que me pareceu real foi o quanto diferente de mim o Justin é.

– Diferente? Vocês são almas gémeas.

– Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. Isso não aconteçe comigo e com o Justin. -disse filosofica-

– Porque são ambos uns teimosos, e não admitem que se amam. -ela disse achando ter razão-

–Caley, você tem a certeza que está falando sobre mim e sobre o Justin? Nós sempre nos odiamos, lembra-se? -disse como se fosse obvio-

– É verdade. Talvez você tenha razão. -ela disse quase num sussurro me dando a razão-

– Quando é que não tenho? -disse entre risos-

– Quase nunca, é raro -disse também brincalhona-

– Sim, sim...

– Mélanie...? -disse mudando de assunto-

– Diz logo o que você quer... -Já tinha quase a certeza que ela me iria pedir algo-

– Hoje, á noite, você, eu, mais algum pessoal, no bar ROFL! Sim ou não? -não disse?-


Bar ROFL, o bar mais visitado da cidade, com bom movimento, e boas vistas! Noites espectaculares, e ninguém sai de lá desiludido.


– Conta comigo, não perco uma festa por nada, já sabe. E agora a parte má?

– Parte má? Porque diz isso?

– Eu te conheço Caley. Conta á Melanie, conta.

– Está bem.. É que... bom...

– Fala logo Caley! -ordenei-

– O Justin também vai lá estar... pronto já disse -disse ela com algum receio-

– Quando é que você me tenciova dizer?

– Agora! Disse não disse?

– Bom dia maninha! -disse Christian de surpresa-

– Mau dia quer você dizer...


Christian Beadles, 15 anos, meu irmão. Tecnicamente os meus pais são divorciados, e o meu pai casou com a mãe do Christian. Resumindo, somos meio-irmãos, mas eu trato-o como um irmão de sangue e vice-versa. Tem um sentido de humor super elevado, e por vezes até demais. Consegue meter qualquer pessoa triste, alegre e essa é uma das qualidades que aprecio muito no Christian.


– Então, que se passou? -perguntou christian entrando na nossa conversa-

– O que você acha que foi? -disse Caley como se fosse obvio. E até era-

– Hmmm.. Justin?

– Bingo!

– Você tem que começar a apostar na lotaria. -disse sem paciencia-

– Não tenho a sua sorte. -brincou christian

– Sorte ou Azar?

– Seja o que for, ainda vamos fazer esta viajem. Ás nove horas da noite passo pela vossa casa -disse Justin piscando-me o olho e indo embora-

– Morre pelo caminhoo! -gritei- Morre diabo, morre. Deus me dai forças para conviver com tal criatura.

– Está provado cientificamente... -Caley disse-

– ...eles odeiam-se! -completou christian-

– Pois é. Mélanie ás oito e meia da noite estou em sua casa, te quero linda, vamos andar á "caça" se é que me entende!

– Juízo, é o que eu quero que vocês tenham. -falou christian num tom protetor-

– Esteja descançado mano, nós sabemos o que fazemos -disse sorrindo-

– Eu sei, eu confio em você!

– Você também vem? -disse dirigindo-me ao Christian-

– Claro. Que amigo seria eu, ao deixar o Justin ir sozinho com duas meninas bonitas, e com ele quase a cair para o lado?

– Ahahahah, sim verdade, ele desta não sai sóbrio.

– Ey, o meu mano controla-se! -falou Caley-

– Estamos a falar do Justin, Caley, do Justin! -disse brincalhona-

– É... tens razão ahah -risos-


(...)


Eram oito e meia da noite certas, quando acabo de vestir o meu top e ouço a campainha a tocar, o que indicava que a Caley tinha acabado de chegar. Fui para baixo com os ténis na mão, e abri a porta á Caley.


– Mas qu... -Justin interrompei Caley entrando pela minha casa adentro-

– Já está? Vamos embora... -disse Justin rapido-

- Você me interrompeu! -disse caley dirigindo-se ao Justin-

– Eu simplesmente estou com pressa...

– Justin, por favor você já... -interrompi-

– Calem-se! Justin, você não vinha só ás nove horas?

– Pois, mas a Caley obrigou-me a vir agora, por isso se você já está despachada vamos embora.

– Não, não vamos. -ela impediu-

– Porquê?

– Você já viu como é que a Melanie está vestida?

– That's the way, ah ha, ah ha, I like it, ah ha, ah ha! -cantei-

– Ahahahahah, que piada mais seca.

– Queres água?

– Eu não, tu não sei... -ele se aproximou de mim-

– Eu não quero, mas obrigada pela preocupação. -digo deitando-lhe a lingua de fora-

– O que você quer é outra coisa! -disse malicioso-

– Pois quero. Quero você desapareça! -gritei-

– Mélanie, quarto JÁ! Vamos trocar de roupa. -ela disse me empurrando-

– Eu vou a um bar, não a um bordel Caley! Vamos ou não?

– Sim. Chame o Christian.

– Vai lá tu, já sabe onde é o quarto.

Ela subiu até ao quarto do Christian e eu e o Justin sentamo-nos no sofá á espera da Caley e do Christian.
Sempre achei que estes dois fossem dar um casal bonito, mas não deram sinal de serem mais do que amigos.


Por mais estranho que pareça eu e o Justin nem nos dirigimos a palavra.
Foi como se dois estranhos se tivessem conhecido pela primeira vez e nenhum de nós sabia o que dizer. Afinal a timidez liderou, mas neste caso, foi a fúria que já era tanta, que não conseguiam sair das nossas bocas, palavras maldosas dirigidas um ao outro.
Finalmente Caley e Christian desceram.


– Finalmente, vamos, deixei a Bianca á espera!

– O quanto eu te odeio -murmurei para mim mesma-

– Do ódio ao amor vai um simples passo! -Caley ouviu o que eu disse e sussurrou de volta-

– Caley! -gritei-

– Acalma-te Mel, estás na feira ou quê? -disse Justin-

– Justin, você sabe perfeitamente que odeio que me chamem MEL!

– Você tem razão, nem combina com você. O Mel é doce, coisa que você não é e jamais será. -risos-

– Vamos ou não? -disse já sem paciência pra nos ouvir-

– Vamos! Quer dizer... isto se aqui a menina não fizer mais birras. -disse Justin me provocando-

– Morre, morre, morre, morre, morre, morre, morre, morre, morre, morre.

– Já passou o desejo de lhe querer ver morto? -disse Christian-

– Não, mas vamos antes que fique tarde.


Saímos de casa, todos juntos, em direcção ao bar ROFL !
Iamos a pé. Aliás o bar não era muito longe, e no caso de o condutor ficar um pouco mais alegre do que devia, não termos o risco de ter um acidente inesperado...ou não


– Ey, olha ali a Bianca. -praticamente gritei-

– Han? onde? Não viste nada, vamos para outro lado. -disse ele tentando fugir-

– A fugir da namorada Juju?

– Sim Melzita!

– Odeio-te -disse eu amuada-

– Que pena. Agora fiquei triste -disse sendo sarcástico-

– Porque é que não queres que ela te veja? -Perguntei christian-

– Deixei ela sozinha pra ir comer uma gostosa que conheci e ela me apanhou. Mas mesmo assim ela nem liga, e quer dançar comigo. Ela é tão chata! -resmungou-

– Bianca — a chamei gritando-

– Melanie? -disse olhando para mim-

– Bianca, olha só quem está aqui! O Justin! -ela veio a correr aos saltos e com um sorriso enorme na cara. Parecia que tinha encontrado o tesouro-

– Olá Jus. -disse Bianca com um sorriso de orelha a orelha-


Continua...

Notas finais
E então gostaram? Quero agradecer a todos os reviews que mandaram no capitulo anterior.
Digam a vossa opinião sincera. ♥