No Inverno de Brusque
9 É hora de morrer, Cici.
Já a noite longe dali, em um dos edifícios mais luxuosos de Brusque, Cici e Antonius terminavam de transar no apartamento dela, que o seu pai pagava. Depois de se divertirem a tarde inteira. Os dois estavam deitados sobre a mesma, e Cici acendeu um cigarro. Colocou o cigarro em sua boca e depois o levou até os lábios de Antonius:
- Quer?
- Quero!
Antonius ficou um pouco com o cigarro e o devolveu para Cici.
- Eu preciso tomar um banho. Já está de noite, não posso chegar tarde à irmandade.
- Está com medo do assassino em série, seu cagão? ▬ Cici disse rindo e debochando de Antonius, enquanto ambos ficavam olhando para o teto. ▬
- Não. Não é isso, é só que... Sei lá, tem um horário né.
- Sei... Um horário. E desde quando você respeita os horários?
- Mas não posso arriscar.
- Está é com medo de ser morto, como a vadia da Mischa foi.
- Nossa... Você não gostava mesmo dela, não é?
- Ela vivia julgando eu e as outras meninas, nos chamando de putas. Teve o que mereceu.
Antonius se levantava da cama, e falava com um riso debochado no rosto, enquanto vestia sua calça:
- Eu não acho que ela estivesse mentindo.
- Eu não me lembro de ter dito que eu era santa.
Cici disse isso, e fez um bico com os lábios, soltando a fumaça do cigarro incendiando todo o quarto.
- Já vai?
- Sim, eu preciso ir.
Antonius levantou-se da cama, colocou um jeans e entrou no banheiro que ficava ali no quarto mesmo, com uma toalha no ombro esquerdo.
Cici levantou da cama e fumava seu cigarro sobre a cama, completamente sonolenta e calma. Vestiu um roupão de banho acima das coxas, amarrou o cordão dele na cintura, e andou pelo corredor. Desceu as escadas fumando seu cigarro, e chegou na sala de estar, pegando uma taça grande e colocando um pouco de vinho dentro. Cici andou até o sofá e deitou-se e esticou suas pernas, cruzando elas sobre o sofá e fumando seu cigarro tranquilamente. Antonius lá em cima tirava sua calça, e ficava apenas de cueca em frente a pia do banheiro, enquanto a água do chuveiro caía dentro da banheira, deixando ela cada vez mais cheia. Antonius abaixou o rosto sobre a pia, e lavou um pouco seu rosto para ficar mais acordado. Quando levantou seu rosto viu pelo espelho, o assassino atrás dele, que logo meteu o machado nas costas do rapaz. Antonius deu um grito com a dor que sentiu, e novamente levou outra machadada nas costas. O assassino o pegou pelos cabelos e o jogou dentro da banheira, com a água da banheira ficando avermelhada do sangue dele no mesmo instante. Antonius gritava desesperado, quando viu o assassino colocando o secador de Cici na tomada, e logo em seguida o jogando dentro da banheira, matando Antonius eletrocutado. Cici a essas alturas subia a escada devagar, segurando-se no corrimão. Chegou ao topo da escada e olhou para o final do corredor:
- Tony? Tony não tem graça.
Começou a andar em passos rápidos pelo corredor, indo em direção ao banheiro, irritada com aquilo. Cici entrou no banheiro, enquanto falava:
- Você sempre faz essas brincadeiras idiotas, isso é tão ridículo por que... AI DROGA!
Ela o viu morto ali na banheira, e em instantes o assassino saiu de dentro de um dos quartos e acertou o machado nas costas de Cici que caiu no chão. Ele então a pegou com os braços, e foi a arrastando por todo o corredor, enquanto ela se debatia e gritava desesperada:
- ME SOLTA SEU IDIOTA, ME LARGA!
Ele então a jogou dali de cima, fazendo Cici cair na sala de estar, em cima da mesa de vidro, com a mesma se quebrando na hora. Cici abriu os olhos, e viu um pedaço grande de vidro enfiado na lateral de sua coxa. Ela olhou para cima, e viu o assassino parado lá. Virou-se e começou a se arrastar pela sala, toda ensangüentada, pois não conseguia levantar. Com os braços, Cici se arrastava e saía do seu apartamento, e apertou o botão do elevador. A porta se abriu, mas o elevador não estava ali, e descia de lá de cima. Cici se angustiava, pois o assassino estava chegando, e o elevador demorava a descer. Logo ele chegou perto de Cici, e jogou o machado no chão. Pegou o corpo dela e a jogou no tubo do elevador, segurando-a pelas duas pernas, e deixando-a pendurada com parte da cintura dela para cima dentro do tubo, e da cintura para baixo, ainda no apartamento. Cici gritava desesperada ao ver o elevador descendo, e se debatia, com o assassino ali segurando ela. Em questão de segundos, o elevador chega e brutalmente corta o corpo dela ao meio, fazendo as pernas ficarem no apartamento, e o resto do corpo ir caindo dentro do tubo do elevador.
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