No Inverno de Brusque

5 Enquanto a festa rola...


Mischa voltava cedo da festa. Andava pelo gramado da praça à noite, encolhida em um casaco quente, se protegendo do frio. Subiu a escadaria de fora e entrou na recepção do dormitório. Olhou para o balcão e não viu ninguém, ficando aliviada:

- Ufa... Aquela segurança mala não está aqui para controlar os horários.

Tirou o casaco, ficando apenas com uma pequena blusa, já que lá dentro estava quente. Quando foi subir as escadas para ir ao seu quarto, ouviu um murmúrio no local. Parou e olhou em volta e falou:

- Dona Branca? É a senhora? Eu cheguei um pouco mais tarde do horário de dormir, mas...

Mischa para de falar, quando o murmúrio fica mais alto. Assustada, olha por todo o local e desce os dois degraus que tinha subido, e percebeu que o som estava vindo de baixo do balcão. "Seguia" os barulhos e foi chegando devagar atrás do balcão, com os olhos arregalados, e o coração acelerado. Quando olhou atrás do balcão, se deparou com a segurança amarrada e toda cortada embaixo dele, mas ainda viva, porém morrendo logo em seguida, estava a horas agonizando ali. Mischa colocou uma mão na boca, e soltou seu casaco no chão paralisada com o que via. De repente o assassino saiu de dentro do armário atrás do balcão, com o machado levantado. Mischa se vira de frente para ele e solta um grito, se abaixando em seguida, e o machado acertando o balcão.

Mischa se levanta e corre em direção as escadas, começando a subir a mesma desesperada em passos rápidos, segurando-se pelo corrimão, com o assassino subindo atrás dela. Ao chegar ao segundo andar, ela grita desesperada, mas todas as meninas já estão dormindo. Mischa corre pelo corredor, e sobe a segunda escada, tirando um quadro de pintura pendurado na parede e jogando em cima do assassino, mas sem conseguir atingi-lo. Ela chega ao terceiro andar, e corre até a última porta do corredor. Começa a bater na porta desesperadamente:

- ANNE! ANNE ABRE A PORTA! ANNEEEEE!

Anne estava no banheiro, tomando um banho demorado com a porta trancada, e o barulho do chuveiro quente, a impedia de ouvir os gritos de Mischa. O assassino foi chegando com o machado em pé, e quando foi acertar Mischa, a mesma se abaixou, com o machado atingindo o trinco da porta e arrombando ela. Mischa se jogou dentro do quarto, e subiu por cima da cama de Anne, mas o assassino então a alcançou e meteu uma machadada certeira nas costas dela. A moça soltou um grito estridente com a dor que sentia, quando a lâmina rasgou sua carne, e caiu em cima da cama de Sherrie, que ficava ao lado da cama de Anne. O assassino subiu sobre a cama, ficando em pé e deu mais uma machadada nas costas de Mischa, que já se encontrava estendida de barriga para baixo sobre a cama, sem ter mais forças para se defender. Ele então a pegou pela cintura e a levantou com força. Mischa gritava e se debatia tentando fazer com que ele a soltasse. O assassino pegou impulso, e com toda força jogou Mischa contra a janela do quarto, a fazendo atravessar o vidro e ir caindo do terceiro andar. Ele desceu da cama, e foi até a janela, vendo o corpo de Mischa estirado lá embaixo. Saiu depressa do quarto, sumindo em instantes. Anne desligou o chuveiro e tirou a touca de banho que protegia seus cabelos da água. Enrolada em uma toalha, abriu a porta do banheiro e se deparou com a porta do quarto arrombada, as camas cheias de sangue, e a janela quebrada. Foi até a janela e então viu lá embaixo Johann com as mãos cheias de sangue, mexendo no corpo de Mischa que já estava morta lá embaixo. Anne soltou um grito e se afastou da janela.