No Hope-Interativa
6 Capítulo 4- Um novo amigo
Notas iniciais
Rust Fear
Pessimista de Nível Super Colegial
“Nem sempre o amor te encontra”
O toque de recolher havia sido soado, e com isso saímos de nossos pesadelos e temores, o tempo passou e nós podíamos tentar esquecer, acho que agora a lagrima de todos já haviam secado e todos os murmúrios de dor haviam parado, era tão triste que dois inocentes morreram de uma só vez, afinal Ryan só queria se proteger, ele nunca esperava matar alguém, ele era um ladino que fazia de tudo para se sair por cima, mas depois de conhecer o Foku aquilo era um exemplo de bondade, e a Sophie, ela não tinha culpa de suas alucinações, ela sofria tanto quanto qualquer um, ela só queria o dom dela de volta, ela só queria a vida o destino e tudo tirou dela.
O dia estava ocorrendo normalmente, até o anuncio vindo do mesmo alto falante velho, que se espalhava por toda escola, assim como os monitores que exibiam a face do Foku de tempo a tempo soar um aviso.
–Alunos hoje nós teremos um jantar comemorativo, pela primeira vitima do desespero, todos se apresentem no Ginásio às 18:45.
Era um pouco difícil de saber que horário era, já que não existiam relógios, eu fui a praia para ver o horário, aparentemente a Michiko tinha tido a mesma ideia, mas nos deparamos com a saída a praia totalmente fechada, eu e Michiko nos entreolhamos quando um monitor exibiu a imagem daquele urso.
–A área da praia foi fechada para manutenção- Foku sentado em uma cadeira em um lugar desconhecido.
–Então como você espera que nós saibamos o horário, nossos cartões eletrônicos não exibem isso- Disse Michiko com um tom um pouco agressivo.
–Eu não sei sua mimada metida a gótica, mas não ouse me desrespeitar, eu posso providenciar que você nunca mais fale de novo sua vadia- Disse Foku se aproximando da câmera e mostrando as suas longas três garras.
Ela ignorou e saiu andando, será que ela não se importa em morrer, quer dizer, esse ursinho embora pequeno já nos causou muito mal e parece ter sido perfeccionista em todos os detalhes, uma sádico meticuloso.
Eu fui aproveitar o tempo que eu ainda tinha, vindo do Foku nada pode ser bom, ele deve estar planejando algo, afinal porque ele trancaria a praia, tem alguma coisa acontecendo, alguma coisa grande.
Yuno e Rick passaram por mim conversando, e andando lentamente como se não houvesse nenhum problema no mundo, e que as coisas estivessem tranquilas.
–Como estes dois podem confiar tanto um no outro?- A voz de Michiko vinda detrás de mim me deu um pequeno susto.
–Michiko, você me assustou.
Era realmente vergonhoso admitir isso, mas foi a primeira coisa que eu consegui pensar para responder. E agora o que eu falo, eu posso sentir o suor, descendo pelo meu pescoço.
–Desculpa eu não sabia que você era medroso!- Ela falou em tom de desprezo, como se eu fosse alguém ruim.
–Eu não sou um medroso, você só me surpreendeu- Eu falei pra aquela garota irritante.
Ela me deu as costas e saiu andando, ela me irritava muito frequentemente e isso era um saco, mas ela não me parecia mais ser alguém ruim, acho que eu não devia ter a julgado só por ter a palavra morte escrita no sue sapato, embora não haja necessidade de escrever uma das falhas do mundo em seu sapato.
Eu fui até o refeitório ver se o Hisoka estava por lá, ao chegar vi que meus extintos estavam certos, ele estava conversando com a Yoshida, o Mark, a Jibril que como sempre estava acompanhada pela Eva.
–Ei Rust, se junte a conversa- Disse Hisoka sorrindo.
Eu admito que não me sentia muito a vontade no meio de todos, e que até agora eu só tinha tido breves conversas com o Hisoka, mas estava na hora de eu começar a conversar com outras pessoas.
Nós falávamos sobre nossas vidas e coisas do tipo, e sobre o que faríamos quando saíssemos desse lugar, descobri coisas sobre como a Eva é uma eximia arqueóloga que já achou diversas ossadas de dinossauros, como a Jibril aprendeu muitas coisas médicas sozinha e que ela, não tinha muitos estudos e sim habilidade natural, sobre como a Yoshida ganhou sue titulo de sortuda por ter feito as bijuterias de sua mãe populares e achar um diamante vermelho dentro de um pequeno peixe em um rio poluído, como Mark estava feliz de achar verdadeiros amigos, e como ele foi abandonado pelos amigos quando teve um ataque cardíaco na infância, eu admito saber sobre aquelas pessoas era divertido, em meio a todo o desespero eles davam risada e tentavam esquecer as magoas, eu admito que até um sorriso escapou de minha boca.
Anna e Alan chegaram enquanto nós riamos no refeitório, eles estavam de mãos dadas e chegaram quase que nos derrubando de tão rápido, Alan segurava uma guitarra.
–Esperem aqui nós ensaiamos uma coisinha- Disse Anna com um enorme sorriso.
Eles juntaram duas das mesas formando um palco improvisado, rapidamente eles conectaram o microfone a guitarra e um aparelhinho que eu não tinha notado e nem sabia o que fazia.
Anna e Alan começaram uma performance musical de Parallel Worlds.
Os alunos começaram a gritar e pular, a musica atraiu todos os outros alunos em poucos segundos estavam todos juntos pulando e se divertindo os únicos que se sentaram nas cadeiras que haviam sido colocadas nos cantos era eu e, Michiko, nós nos entreolhamos rapidamente, e voltamos a olhar para o chão, sem com que eu percebe-se ela se aproximou de mim.
–Desculpa- Ela falou alto para que a musica não abafa-se a voz dela- Eu sei que eu ando sendo um pouco irritante, e eu não devia ter te tratado daquele jeito.
Nós conversávamos enquanto o longo cabelo de Anna balançava e sua voz se espalhava de algum jeito trazendo esperança para nós, quando eu olhei novamente, surpreendentemente Yuno tinha se juntado a eles com um violino, e aparentemente todos haviam se juntado em pares e pulavam agarrados,como casais, então eu me levantei e estendi a mão para Michiko que tinha se revelado extremamente gentil, e nós nos juntamos estavam todos pulando, o Hisoka estava junto da Eva enquanto Jibril e Noah pulavam, assim como Mark e Cho, e os outros, todos pareciam felizes juntos e pulando, talvez não haja motivo para tanta tristeza assim como eu pensei, mesmo todos nós estarmos presos em mundos paralelos.
Assim que a apresentação acabou Anna abraçou Alan.
–Obrigado, nós agradecemos a este espetacular publico que tivemos.
Mas o mais impressionante foi o que ouve logo a pós os dois descerem das mesas Rick foi correndo na direção de Yuno que estava logo ao lado com o violino na mão abaixada, e a beijou por alguns segundos.
–Ri-rick, eu não sabia que você gostava de mim assim?!
–Yuno você é a pessoa mais doce e gentil que eu já conheci, eu gosto muito de você.
–Eu gosto muito de você também, mas eu não sei, isso tudo parece tão confuso.
–Mas isso quer dizer que você não...
–Desculpe, mas eu estou perdida.
Yuno saiu correndo chorando, a cena foi tão inesperada, quer dizer, eu acho que todos nós já imaginávamos que eles estavam tendo algum tipo de relacionamento além da amizade, mas ela não saber.
–Eu vou procura-la- Disse Rick cortando o silencio que permaneceu no lugar por alguns segundos.
Ele saiu correndo pela porta, seguindo a mesma direção que Yuno correu, ele parecia estar chorando também.
–Eu vou atrás dele- Hisoka falou e começou a correr.
Eu decidi acompanha-los e sai correndo atrás do Hisoka, as vezes o Hisoka óde ficar um pouquinho ‘desequilibrado’. Nós corremos por todo o lugar, Ginásio, Sala de Vídeo, Vestiário, Enfermaria, Lavanderia, Incinerador e Salas de Aula, Entrada e Dormitório. Até que nos deparamos com aquilo perto do incinerador, escadas que ficava fechadas agora estavam abertas, eu e Hisoka que acabamos por parar no mesmo lugar nos entre olhamos e subimos correndo começamos a procurar por tudo, achamos uma Área de Natação, Academia, Vestiário Feminino, Vestiário Masculino, Sauna, Almoxarifado e mais Salas de Aula. Aparentemente só tinha um lugar que nós não tínhamos ido uma das salas de aula, ao abrirmos a porta achamos ela ali chorando, jogada no chão, ela chorava muito e o Rick a abraçava.
–Desculpa por ter deixar sozinho- Disse Yuno com voz de choro- Nós prometemos nunca fazer isso, nós prometemos nunca morrer, nunca deixar um a o outro- Ela falou ainda com um pouco de choro- Rick, Rick eu te amo, eu te amo muito, não me abandone.
–Ninguém está aqui pra te abandonar, nós sempre vamos ficar com você nós vamos sempre te fazer companhia.
Ela se levantou junto dele e eles saíram andando, aparentemente não precisaram da nossa ajuda, nem nada, quando chegamos a as escadas, estavam todos lá, tão preocupados, todos olhando para nós como quem pergunta se está tudo certo, estávamos descendo as escadas, então aquela coisa despencou do telhado.
°°°
Eva Fiorenttina
Prodígio de Nível Super Colegial
“As coisas são mais difíceis quando você não tem quem te proteger ou alguém para você proteger”
I Never Told You What I Do For a Living
Kazumi havia sugerido que algo de ruim poderia ter acontecido, eu, Jibril, Michiko e Kazumi fomos atrás deles depois de um tempo que ele já haviam partido, parece que todos nos seguiram, quando chegamos no primeiro andar e saímos do térreo nós ficamos esperando eles ansiosos pela notícia.
Depois de um tempo eles saíram da sala, todos nós pensávamos que tudo estava bem, e que nós teríamos tranquilidade, até nossos pés tocarem o térreo, que então um bicho de pelúcia parecido com o Foku despencou do teto junto com um duto de ventilação que percorria no espaço entre o primeiro anda e o térreo.
–Ai minha cabeça.
Drako logo correu na direção dele o agarrou pelo pescoço, impondo o respeito do brutos, a força.
–Quem é você?!- Drako falou bufando.
–Meu nome é Monokuma- O bichinho com as estampas invertidas disse- Eu sou seu amigo.
–Foku o que você quer?!- Disse Anna.
–Ah isso vai ser tão difícil- Disse a pelúcia- Eu não sou o Foku, vocês podem reparar pelas minha estampa preto para a esquerda e branco para a direita.
–Não interessa se você é Monokuma ou Foku, você é outra daquelas coisinhas sádicas, nós já conhecemos o objetivo de vocês- Disse Hisoka- Vocês estão aqui para fazer nós nos desesperarmos e fazer nós matarmos por esperança.
–Não eu sou um soldado da esperança, eu estou aqui para iluminar vocês e trazer a esperança de volta- Disse Monokuma tentando se soltar de Drako.
–Eu não acredito nisso- Disse Kazumi- Você está nos enganando.
–Escutem aqui- Monokuma disse finalmente se soltando- Eu sou o bem eu sou a única esperança de vocês, eu já consegui salvar uma vez um grupo de estudantes, e agora eu vou salvar vocês...
A fala de Monokuma parou quando a voz de Foku começou a ressoar, eu me apressei e cobri o Monokuma para que o Foku não o visse.
–Atenção todos os alunos se arrumem e se apresentem no ginásio daqui a dez minutos.
–Eu cuido do Monokuma por enquanto- Disse Jibril.
Eu coloquei o urso dentro da minha bolsa, mesmo não cabendo o corpo dele inteiro e ficando as orelhas e parte da cabeça para fora, eu e Jibril seguimos para o nosso dormitório.
–O que você vai fazer com ele Eva?
–Eu não sei, mas se ele realmente for quem diz ser não me parece uma boa ideia deixar o Foku vê-lo.
–É claro que eu sou quem eu digo ser- Disse Monokuma saindo um pouco da bolsa.
–Fica quieto- Eu disse empurrando ele de volta para dentro da minha enorme bolsa de colo.
Eu fui me trocar no banheiro e a Jibril se trocou no quarto, o Monokuma tinha que ficar com uma das duas, então eu pedi para ele se virar enquanto eu trocava de roupa.
–Porque vocês dividem o quarto?
–Bem, eu estava com medo, eu posso parecer bem forte e adulta, mas eu continuo tendo doze anos, eu ainda tenho medo, e aqui eu só estava cercada de desconhecidos que poderiam me matar, eu estava chorando, quando a Jibril me prometeu, que ia cuidar de mim eu que eu podia contar com ela que ela seria uma mãe para mim, enquanto eu não pudesse ter a minha mãe novamente.
–Uma história amável e cheia de esperança, espero que tudo de certo- Disse Monokuma com uma voz doce.
–Pode se virar.
Eu tinha colocado um vestido longo aveludado, bem confortável de um tom de vinho e amarrado o meu cabelo com um laço. Eu sai do banheiro para ver como a Jibril estava.
–Você está linda Eva!- Exclamou Jibril.
–Obrigado.
Eu esvaziei minha bolsa de colo para que coubesse o Monokuma dentro.
–Então, vamos?!- Disse Jibril.
Nós nos direcionamos ao Ginásio onde aconteceria o jantar, para ‘comemorar’ o desespero, o Foku só queria esfregar na nossa a vitória dele.
Ao entrar me deparei com uma mesa longa com todos os tipos de comida, sushis, macarrão, frango, tortilhas, vinho, caviar e outros diversos pratos.
Nós esperamos todos estarem lá, o tempo passou, e o único que ainda não havia aparecido era o próprio Foku, que demorou alguns segundos para surgir, e cair em cima da mesa no único lugar onde não havia comida.
–Yahoo, alunos eu tenho um aviso, antes de começarmos a comemoração, um intruso está infiltrado aqui dentro do colégio, um desses que vão contra a minha vontade, ele é muito perigoso, então se qualquer um o avista me avise imediatamente.
Então o Foku não gosta do Monokuma, isso só me prova de que então o Monokuma deve estar do nosso lado, mas eu não posso afirmar nada com certeza, por enquanto vou aproveitar o jantar.
Algum tempo se passaram e enquanto alguns comiam, outros bebiam.
–Não Jibril, não é assim que se come lagosta, aqui usa-se este alicate de cozinha para quebrar as articulações da lagosta e dai você retira a carne de dentro com o dedo-Eu explicava para a Jibril, que mordia a lagosta tentando tirar a carne de dentro.
O Hisoka estava um pouco bêbado, ele andava um pouco torto, o que confirmava que ele estava alterado, e discutindo com um dos garotos sem motivo aparente, mas logo ele se acalmou do nada, como que esquece o que estava fazendo, ele largou a garrafa e se sentou no canto.
–Eles não deveriam beber.
–Nós também não deveríamos estar aqui Eva, os deixe aproveitarem um pouco de bebida e diversão não faz mal.
–O vinho nem é de uma boa safra.
–Nossa, você entende de safras de vinhos.
–Claro esqueceu que a maior parte da minha vida eu passei na Itália, mas isso não é o assunto, da de ver que ele esta tendo alterações de humor nitidamente.
–Você suspeita dele?
–Não, mas eu acho que nós devíamos dar uma olhada no primeiro andar de novo, desta vez procurar por pistas, ou você ainda não reparou?
–Reparar o que?!
–Que mesmo nós tendo subido pra lá, ninguém perguntou nada, ninguém procurou pistas de como fugir.
–Mas do que nós íamos procura pistas?
–Da pessoa por de trás do Foku, ou você acha mesmo que ele se mexe sozinho e que ele tem vida?! Isso simplesmente sai da realidade, e se nós não fizermos isso, nós vamos estra dando a ele o que ele quer, que nós nos esqueçamos da realidade, que nós esqueçamos que a um mundo lá fora, que nós esquecemos que ainda a esperança!
Eu e Jibril discutimos o plano, o que nós faríamos, e quem poderia saber, também me pensamos o que fazer quanto ao Monokuma, depois de algumas horas de conversa festa bebidas e deliciosas comidas, e estas coisas falsas para fazermos nos esquecer do que um dia nós já tivemos, ou talvez ainda possamos ter, nós ouvimos o toque de recolher e fomos para os nossos quartos, acho que era melhor nós decidirmos logo o que fazer com o “intruso”.
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