No Hope
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Não sabia o que pensar, muito menos o que fazer, meu corpo inteiro estava preso ao do homem na minha frente, respondendo suas caricias e beijos, nem sabia mais aonde estávamos ou o que tinha ido fazer ali, a única coisa que importa agora é sentir os braços firmes do escravo a minha frente, ao meu redor. Daniel mantinha o beijo urgente, como se a qualquer momento eu fosse interromper ou dar um tapa nele, mas não era isso que eu iria fazer, jamais iria admitir isso, mas estava esperando por um beijo daquele, uma parte de mim dizia que não íamos apenas conversar. Meu corpo estava a mil, minhas mãos estavam nos cabelos dele, os puxando e os bagunçando, nunca tinha sentido tanta urgência em apenas um beijo, infelizmente tivemos que diminuir o beijo quando sentimos falta de ar, mas não nos separamos, Daniel encostou sua testa na minha e fechou os olhos com as mãos ainda em meu rosto, nossas respirações estavam rápidas de mais.
– Desculpe. – Murmurou ele.
– Tudo bem. – Falei com a voz fraca.
Daniel levantou nossos rosto e me olhou nos olhos, havia brilho dentro de seus lindos olhos claros, havia esperança também e de frente com aquele escravo, eu pude perceber o que eu estava tentando esconder de mim mesma esse tempo todo, eu realmente estava apaixonada por esse escravo, eu realmente ansiava por seus beijos, eu realmente queria estar nos braços dele. Senti minhas bochechas queimarem, não deveria estar pensando esse tipo de coisa, mas ele me fazia sentir coisas que eu nunca se quer imaginei ser possível.
– Eu acho que... – Ele começou a dizer interrompendo o silencio. – Acho que estou apaixonado por você. – Terminou a frase, pude ver a preocupação tomar conta de seus olhos esperançosos, sorri.
– Tudo bem, eu tenho certeza que estou apaixonada por você. – Disse, arregalei meus olhos de susto, eu tinha dito isso em voz alta mesmo ? Olhei para o homem a minha frente e vi o maior e mais bonito sorriso.
– Jura ? Me ama ? – Perguntou ele enquanto colocava uma mexa do meu cabelo atrás de minha orelha.
– Sim. – Respondi, ele ficou olhando para mim, querendo ver se tinha alguma pontada de duvida, mas quando ele não achou nada, voltou com seus lábios nos meus.
Esse segundo beijo foi menos urgente, porem mais intenso, Daniel levou suas mãos para a minha cintura e eu levei as minhas para a parte de trás do seu pescoço, dessa vez eu consegui saborear cada centímetro de sua boca perfeita, nem liguei para as rachaduras por cauda do sol, ele simplesmente era perfeito. Quando mais uma vez ficamos sem ar, nos separamos e desta vez ambos estávamos sorrindo, um sorriso bobo e apaixonado.
– Acho que é melhor você voltar, já esta tarde. – Disse ele segurando minha mão.
– Você pode me encontrar depois ? Quando todos já estiverem dormindo ? – Perguntei, ele não pareceu entender muito bem o meu plano. – Assim que meus pais forem dormir, eu vou abrir a janela, você pode entrar por lá. – Me expliquei melhor.
– Você acha isso prudente ? – Perguntou.
– E desde quando você liga para prudências ? – Perguntei, ele sorriu.
– Eu não ligo para isso, mas estou preocupado com você e se seu pai me ver ? – Perguntou.
– Ele não vai ver, meu pai tem um sono muito pesado. – Disse, ele pareceu estar na duvida.
– Confia em mim, Trevor e eu sempre saímos por aquela janela e ninguém nunca viu. – Falei, vi seu olhar escurecer, não deveria ter tocado no nome do meu namorado.
– Seu namorado. – Falou baixinho, foi mais para ele do que pra mim.
– Nós temos que conversar sobre isso e sobre um monte de coisas, por favor. – Disse puxando seu rosto para mim.
– Tudo bem, eu estarei lá. – Falou, sorri e dei um breve beijo em seus lábios.
Daniel me levou até meu cavalo depois que fomos buscar o dele, não voltamos do lado um do outro, mas ele ficou perto para ter certeza de que ninguém iria tentar nada comigo. Ele era protetor e eu me sentia segura com ele, mas seu sobrenome ainda me intrigava, vai ser uma das coisas que vou perguntar a ele hoje à noite. Quando cheguei em casa, coloquei meu cavalo no estabulo e quando eu ia saindo vi Daniel entrar, não parei para ficar mais um pouco com ele, não iria correr esse risco, entrei em casa de vagar e torcendo para ninguém me ver, precisava trocar de vestido antes que minha mãe visse, mais especificadamente. Quando entrei no quarto vi Penn e Ariane conversando, assim que ambas me olharam, ficaram pasmas.
– O que aconteceu com você ? – Ariane perguntou vindo ao meu encontro.
– Eu só cai Ari, estou bem, só preciso trocar de vestido antes que minha mãe veja. – Respondi indo até o banheiro.
Ari me ajudou a tirar o vestido, minha banheira já estava cheia então pedi para ela sair, eu queria ficar um pouco sozinha, relembrar daqueles beijos, não conseguia parar de suspirar. Entrei na banheira e lavei meus braços, dizer que simples pedrinhas poderiam fazer tanto estrago em uma pele, não sei se cai com força de mais ou se minha pele é tão frágil assim. Sai do banheiro e coloquei um vestido novo, foi difícil, nunca tinha feito isso antes, mas consegui me virar sozinha, sai do quarto e as minhas duas amigas me encararam. Ariane ficou radiante quando contei a ela o que aconteceu e ficou mais radiante ainda quando contei que tinha aceitado o fato de estar apaixonada por um escravo, contei para elas sobre o encontro de hoje, Penn não pareceu concordar muito.
– Espera, ele vai se encontrar com você aqui ? Sozinha ? No meio da noite ? – Perguntou ela.
– Nós só vamos conversar Penn. – Respondi.
– Foi isso que você me disse sobre o riacho. – Penn jogou pra cima de mim, achei que ela não fosse me julgar, o que aconteceu ?
– Qual o seu problema ? – Perguntei.
– Eu estou feliz que vocês tenham se acertado, mas o Daniel ainda esta ferido e se ele levar outra surra não vai sobreviver, sem dizer que se o seu pai ou o Trevor descobrir que ele veio para o seu quarto, talvez o mandem matar. – Penn respondeu, entendi o ponto dela.
– Não se preocupe com isso, essa janela fica para a parte do lado da casa, não a nada ali sem ser mato, ninguém vai vê-lo entrar. – Falei.
Ela não respondeu ou falou mais alguma coisa, fomos chamadas para o jantar e eu quis que passasse tão rápido quanto eu quis que a tarde passasse. Trevor sentou-se ao meu lado e pela primeira vez me senti desconfortável com ele, depois de conversar com o Daniel iria decidir o que fazer, primeiro queria saber quem ele era e quem foram os Grigori’s.
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