No Hope

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Eu amei esse capitulo, foi simples, mas um amorzinho. KKKK Espero que vocês gostem também.

Acordei sentindo pequenos beijos pelo meu rosto, abri os olhos assustada e me deparei com olhos claros me fitando, sorri de imediato, vê-lo sempre me deixava mais feliz. Espreguicei-me e sentei na cama, pude perceber que não era nem de manhã ainda, estava escuro lá fora e outra coisa, como ele conseguiu entrar no meu quarto ?

– Daniel, como conseguiu entrar aqui ? – Perguntei me sentando melhor na cama.

– Você deixou a janela aberta, ai eu entrei, fiquei vendo você dormir a noite toda, parecia um anjo. – Respondeu ele colocando um fio de cabelo solto atrás da minha orelha, sorri sem jeito com a declaração dele.

– Sabe que horas tem ? – Perguntei.

– Não, mas daqui a pouco vai ficar claro. – Respondeu.

– Daniel, precisamos entrar no escritório do meu pai. – Falei, ele me olhou confuso. – Acho que lá tem alguma coisa sobre sua família. – Me expliquei, ele revirou os olhos.

– Por que você quer tanto saber sobre minha família ? – Ele perguntou, parecia estar incomodado.

– Você não quer saber ? – Perguntei.

– Pra ser sincero não, sei que tem alguma coisa sombria no passado do meu pai que minha mãe não quis contar, ele lutou muito e foi um ótimo pai durante dois anos, mas todo mundo comete erros e não quero saber qual foi o do meu pai. – Daniel respondeu com seriedade na voz.

– Mas eu quero saber qual foi o do meu pai. – Falei. – Sabe o que ele disse quando perguntei ? Ele disse que os Grigori’s não existiam mais. Daniel ele sabe que você está aqui e pela reação no estabulo, ele não se esqueceu do que havia prometido há dez anos, seu pai pode ter errado, mas sei que ele não é um monstro, já o meu, bom seja lá o que for que seu pai tenha feito, não é motivo para ameaçar matar uma viúva e seu único filho. – Vociferei para ele sentindo toda a raiva vir à tona.

– Eu entendo seus motivos Luce, mas você não prefere ficar com as lembranças boas ? Você quer mesmo ressuscitar fantasmas do passado que talvez vão te assombrem pro resto da vida ? – Perguntou colocando as mãos em meu rosto.

– Eu preciso arriscar, preciso saber da verdade. – Respondi o olhando nos olhos.

– Tudo bem, já que você quer tanto isso, ajudarei você. – Disse ele, sorri e beijei seus lábios.

Foi um beijo calmo e terno, mas começou a ficar urgente na medida em que Daniel me empurrava para trás, senti o macio do meu coxão e percebi que estava deitada, ele estava em cima de mim com uma mão em minha nuca e a outra em minha cintura, não cessamos o beijo nem por um segundo e o ar já começou a fazer falta. Assim que nos separamos, Daniel desceu seus lábios para o meu pescoço, senti meu corpo todo estremecer, levei minhas mãos até os botões da sua camisa fina, queria sentir sua pele na minha, mas quando comecei a abrir um botão, ele pegou minhas mãos e a prendeu em cima da minha cabeça ainda com os lábios em meu pescoço.

– Calma, eu quero sentir você. – Disse ele com a voz rouca, suas palavras fizeram meu corpo ferver.

Os beijos de Daniel em meu pescoço estavam começando a me fazer delirar, queria toca-lo, queria beija-lo, mas suas mãos segurando meus pulsos não permitiam, assim que ele largou meus pulsos, levei minhas mãos até seus cabelos, às mãos ágeis dele começaram a levantar minha camisola, minhas pernas ficaram nuas e ele logo alcançou minhas coxas as apertando com força, Daniel se encaixou entre minhas pernas, se levantou e me fitou, pude ver a excitação em seu olhar, mordi meus lábios. Ele voltou a se deitar sobre mim pressionando sua intimidade ainda coberta pela calça preta, na minha, não consegui segurar o gemido preso em minha garganta, ele arregalou os olhos e se afastou saindo de cima de mim, eu entendi o motivo na mesma hora.

– Droga. – Disse ele, eu me sentei novamente na cama abaixando minha camisola.

– Desculpe. – Falei sentindo raiva de mim mesma, ele olhou pra mim e sorriu.

– Não se desculpe, foi prazeroso ouvir você gemer. – Daniel disse, senti minhas bochechas ficarem quentes pela primeira vez em muito tempo. – Só não podemos fazer isso aqui. – Ele disse se sentando ao meu lado.

– Aonde então ? – Perguntei sem esconder a frustração no meu tom de voz.

– Eu vou pensar nisso. – Respondeu acariciando meu rosto com uma mão. – Será romântico e inesquecível. – Disse com a voz terna, sorri.

– Eu amo você. – Falei o abraçando, ele retribuiu o abraço.

– Eu amo você também. – Disse depositando um beijo em minha cabeça.

Daniel e eu ficamos abraçados assim até o sol começar a aparecer, logo meus pais acordariam e não seria muito bom e nem adequado ter ele abraçado comigo ainda mais em meu quarto, sem dizer que tenho a absoluta certeza de que vou levar bronca quando minha mãe acordasse, papai contaria tudo a ela, contaria que eu tinha me entregado ao Trevor e ela iria me odiar para o resto da vida. Respirei fundo e me despedi do Daniel com todo o bom humor que pude, estava frustrada por ter que parar e ainda mais frustrada por saber que minha vida iria virar de ponta cabeça e tudo por causa de um garoto que não aceitou o termino de um namoro. Dizer que há um tempo atrás iria adorar ter essa atenção, iria adorar ter o Trevor se arrastando aos meus pés, mas era ruim agora, não quero atenção, quero privacidade para ficar com o homem que eu verdadeiramente amo.

Deitei na cama para esperar as pessoas se movimentarem pela casa, fechei os olhos, queria voltar a dormir e só acordar quando fosse me encontrar com Daniel novamente, tenho que conversar com a Penn, ela não iria gostar nem um pouco de saber o que acabou de acontecer aqui, se bem que não á motivos para eu contar a ela, mas ela é minha amiga e amigas contam tudo uma para as outras certo ? Eu quero tanto isso, não quero mais ficar sozinha.

Notas finais
Comentem minhas lindas.