No Hope

6 Capítulo 06


Notas iniciais
GEEENTE! Desculpa, eu tinha postado errado por que sabado tinha dado erro ai eu nao consegui postar o capitulo 5, mas eu me esqueci disso e achei que ja tinha postado, bom aqui esta

Não estava conseguindo pensar direito, ele havia me beijado, do nada, como ele ousou ? Quem aquele escravo pensava que era ? Fui muito idiota em pensar que ele pudesse ser uma pessoa boa, meu pai tinha razão, os escravos são pessoas depravadas, sem educação, grossas. Daniel sabia que eu tinha um namorado, como ele sai me beijando assim ? O empurrei com força para longe, suas costas machucadas bateram em uma pedra, pude ver seu olhar de dor, mas não liguei, queria vê-lo com dor, levantei minha mão e bati em seu rosto.

– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO ? – Gritei. Ele arregalou os olhos e colocou uma mão no rosto.

– O que foi ? – Perguntou.

– O que foi ? – Perguntei me levantando. – Meu pai tinha razão, eu não devia ter confiado em um homem como você. – Falei virando as costas e correndo até meu cavalo.

Subi no mesmo e fui em direção a floresta, queria me ver longe desse escravo o mais rápido possível, como ele pode fazer isso comigo ? Eu fui muito burra tentando ajuda-lo. Quando vi minha casa de longe, parei o cavalo de desci do mesmo, precisava ir de vagar, sendo assim fui andando até sair do meio das árvores. Vi vários escravos descarregando uma carroça cheia de caixotes com comidas, o que estava acontecendo ? Fui para o estabulo e prendi meu cavalo. Voltei correndo a procura da minha mãe, pude vê-la falando com alguns escravos, dando instruções a eles.

– Mãe! – Chamei. Ela me olhou sorrindo.

– Que bom que você chegou minha filha, temos muita coisa para fazer. – Falou ela apontando em uma direção para um escravo.

– O que esta acontecendo ? – Perguntei.

– Seu pai ira dar uma festa amanhã à noite para comemorar os 45 anos de seus negócios. – Falou ela com orgulho na voz.

– Que ótimo mãe. – Falei. – No que eu posso ajudar ? – Perguntei.

– Quero que você ajude as servas a preparar o lugar do banquete. – Disse. Ela sabe que eu amo decorar lugares.

– Tudo bem mãe, vou fazer isso agora. – Falei me virando e indo em direção a casa.

Entrei em casa e a mesma estava uma bagunça, escravos entrando e saindo, algumas servas limpando o chão, fazia muito tempo em que eu não tinha esse tipo de agitação em casa. Olhei ao redor procurando por Ariane, ela sempre ajudava na decoração, eu queria dar algumas instruções a ela, a vi conversando com Roland em um canto da sala, fui até eles e quando cheguei perto ambos abaixaram a cabeça. Pela primeira vez me senti desconfortável com isso.

– Ariane. – Falei seu nome, ela deu um passo em minha direção no mesmo instante.

– Sim, senhora. – Disse.

– Eu quero ajuda-la na decoração. – Por alguma razão o que eu disse surpreendeu a ambos, pois os dois olharam para mim.

– Ajudar ? Seria uma honra ter a senhora por perto. – Falou.

– Ótimo, então vamos. – Falei puxando ela pelo braço com cuidado. – Temos muito pouco tempo para organizarmos tudo. – Disse.

– Não se preocupe senhora, já esta quase tudo pronto. – Falou. Como assim ?

– Pronto ? – Perguntei.

– Sim, nós recebemos essa noticia já faz uns três dias para adiantarmos as coisas. – Começou dizendo. – Eu já andei pensando em algumas decorações. – Continuou, não a interrompi. – Seu pai sempre fez essa festa e sempre foi uma ocasião intima, para amigos, sócios e famílias, então pensei em algo assim. – Concluiu, sorri, parecia uma ótima ideia.

– Okay, me mostre então. – Falei.

Ari segurou minha mãe e me puxou para o deposito, foi a primeira vez que conversamos sobre qualquer coisa que não fosse eu, nunca imaginei que ela fosse tão legal e tão criativa, acho que julguei mal as pessoas por todo esse tempo. Suspirei pesado, tinha que recompensa-la. Assim que chegamos ao deposito, pude ver alguns arranjos de flores brancas em uns vasos de vidro para ir em cima das mesas, tinha algumas toalhas com cor de vinho para dar harmonia ao lugar, os talheres de pratas ressaltava as cores das toalhas e das flores, dei um grande sorriso, ia ficar tudo perfeito. Ariane ficou na porta esperando eu dar minha opinião, dei alguns passos e cheirei as flores, lindas e de um aroma puro, as toalhas de um linho suave e aconchegante, os talheres nada pesados, tudo muito suave. Olhei para ela e sorri.

– Ariane, vai ficar tudo perfeito. – Falei com sinceridade, ela sorriu para mim,

– Pode me chamar de Ari, senhora. – Falou, assenti com a cabeça.

– Okay, nós temos que fazer isso dar certo, quer ser minha dama na festa ? – Perguntei.

– Como assim ? – Perguntou.

– Minha auxiliar, você vai se sentar a mesa comigo. – Falei, ela arregalou os olhos.

– A senhora esta me convidando para sentar a mesa ? – Perguntou, assenti. – Seria uma honra, mas eu não tenho o que vestir. – Falou desanimada.

– Não se preocupe com isso, vamos dar um jeito. – Falei. Essa sorriu.

Fomos falar com o meu pai, eu tive que insistir muito para ele deixar a Ari sentar ao meu lado na festa, ele nunca gostou muito dela, na realidade eu tive que implorar, ele só deixou depois de eu dizer que precisava muito da ajuda dela para manter tudo no lugar e que seria mais fácil se ela estivesse ao meu lado. Dizer que eu era como meu pai, ele nem a conhecia e já julgava, eu fazia a mesma coisa, me senti uma pessoa horrível, mas falando em pessoas horríveis, como será que o Daniel estava ? Será que ele estava morto ? Não tinha visto ele o dia todo. Esse pensamento fez meu peito doer, não queria que ele morresse. Não, isso não pode acontecer. Corri a o terreno todo a procura dele, queria vê-lo sendo cuidado, mas não encontrei ele em lugar nenhum, o cavalo que ele tinha usado para ir até o riacho estava no estabulo, ele já havia voltado, mas aonde que ele iria se meter ? Se ele morreu os servos do meu pai já devem ter levado o corpo dele para algum lugar, mas minha mãe saberia disso não é ? Ela iria estar triste uma hora dessas. Senti uma falta de ar, por que raios eu estava tão preocupada com aquele escravo imundo ? Ele havia me beijado sem minha permissão. Bom, por mais ódio que eu sentia, a dor no meu peito não passava.

Notas finais
Por favor, comentem!!