Notas iniciais
Fanfic de madrugada; nem sei porque estou postando isso aqui. '-'
Juro, comecei isso às 3 da manhã e terminei as 3:40. Logo, não espere muito. ;D

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- Capítulo Único —

“ Oh God... Oh God.... Oh my god, eu vou morrer aqui... eu sei que eu vou...” — ele pensava constantemente, enquanto tremia como uma criança com frio, antes de finalmente ter a porta do carro aberta. Estava sentado no banco do passageiro, ainda com o cinto de segurança preso.

- … Vai ficar ai muito tempo? Vamos logo England! — e então, o alto loiro soltou o cinto do menor, sentindo-o lhe encarar daquela forma mortífera. — Vamos lá, eu sei que você vai gostar!

E depois daquilo, voltou a caminhar naquele chão de terra solta. England se arriscou a descer as pernas daquela caminhonete, pisando naquele chão com certo temor. Quando se levantou, veio a vertigem.

Fechou os olhos, e respirou fundo, sentindo aquela brisa com cheiro de terra bater contra seu rosto. E com aquilo, se sentiu completamente obrigado a abaixar-se naquele chão, praticamente chorando novamente.

“eu... eu vou... cair.....” — pensou de sua forma chorosa, juntando os joelhos no chão e não dando-se por satisfeito até sentir a terra entre suas mãos. Quando notou-se prestes a chorar novamente, teve a vontade de se bater.

Encarou os pés do americano perante si; ele ainda estava de costas, e por isso, não podia vê-lo naquele estado deplorável. Quando ergueu uma das mãos do chão, notou-se tremer daquela forma absurda. E apoiou-a no chão novamente, levando o corpo um pouco para frente, engatinhando como um bebê.

- … A.... Ame....ri... — chamava baixo, quase em um choro misturado com uma espécie de gemido de dor.

America finalmente virou-se para ver de onde raios estava vindo aquele barulho estranho, e assustou-se bruscamente ao ver England engatinhando daquela forma, controlando-se para gritar, sabendo que aquilo traria um grande eco.

- … O que raios está fazendo?! — se aproximou, rindo contido, estendendo-lhe uma das mãos. — Isso aqui é realmente seguro, me dê um voto de confiança, okay? — England olhou aquela mão estendida à si, e rastejou um pouco mais até estar realmente próximo dele.

Fechou os olhos e respirou fundo, antes de finalmente estender uma das mãos até o americano maior que si, sentindo-se completamente puxado para cima. E com aquilo, não teve coragem de abrir os olhos.

Na verdade, apenas não gritou por sentir o corpo do outro contra o seu, segurando-o e dando-lhe ali um espaço para afundar a face e fingir que nada estava acontecendo. Foi guiado até um lugar que não pode entender direito; só sabia que havia sido erguido do chão pelo maior, abraçado de forma que lhe prendia os braços.

Foi resistente ao sentir-se ser levemente afastado daquele corpo, para ser voltado para o outro lado.

- Ainda está de olhos fechados, não é...? — perguntou Alfred de forma risonha e suave, despejando aquelas palavras sobre um dos ouvidos do menor.

- E eu não vou abri-los até você me tirar daqui! — disse simples, enquanto sentia o outro levar as mãos até as dele, segurando-as de forma lenta. — Porque não fomos nas pontes, com pessoas ao redor? Porque temos que estar no meio do nada, bem no meio de coisa nenhuma! Isso é como o Fim do Mundo! — reclamava com seu tom choroso.

- Apenas abra os olhos; depois de sentir isso aqui outra vez, você pode reclamar o quanto quiser... — riu baixo, enquanto sentia o namorado simplesmente suspirar ainda mais fundo, e finalmente abrir os olhos.

America sentiu que o corpo do menor se tornou solto novamente. Não havia como manter-se totalmente íntegro ali, no topo daquele local, encarando aquela cadeira de montanhas com os olhos bem abertos. E mesmo se passasse um dia inteiro ali, embaixo daquele céu de verão, não poderia ver todos os detalhes daquele lugar.

O sol que refletia naquelas pedras com aquela cor de terra tão viva trazia aquela sensação de estar tão próximo da verdadeira Terra; e se sentir tão pequeno perante tudo aquilo. O céu parecia uma perfeita colagem infantil; com muitos algodões e um lápis de cor azul perfeito. E os raios de sol escapavam por entre aquele algodão todo, tingindo as escadarias feitas de pedras, até o fio de rio que havia logo embaixo.

- … Eu sei que você gosta daqui, apesar de tudo... — riu America, cheio de si mesmo, abraçando o menor pela cintura e sentindo-o com a respiração fora do ritmo. — Vamos lá, esse lugar não é demais?! — gritou contra aquela imensidão que era o Grand Canyon, no Arizona.

- … é... grande.... — murmurou England, encolhendo-se contra America novamente, sentindo-o lhe beijar sorrateiro sobre a face.

- Sempre foi, idiota.

- Não isso, imbecil! Isso... Isso está assustadoramente maior! America! — chamou, voltando-se para o maior, encarando-o com aquele olhar de pânico. — … eu não estou encolhendo, estou?! — com aquilo, America apenas permaneceu pensativo naqueles instantes.

- Você sempre foi pequeno England; é menor que o Nihon. — Riu, notando o outro lhe encarar irritado. — Mas... você não encolheu; eu apenas cresci. — e tocou-lhe a ponta do nariz com a ponta do dedo, vendo England se tornar levemente vesgo enquanto seguia seus movimentos.

- O que sua mão está fazendo ai?! Ficou doido?!! — perguntou apavorado, pegando-a com uma de suas mãos e guiando-a de volta à sua cintura. — Tem que ficar assim, ou eu juro que vou sair daqui correndo!

Com aquilo, Alfred riu um pouco mais.

- You are completely hopeless... — satirizou, antes de abaixar-se e finalmente tomar-lhe os lábios como estava pretendendo à tanto tempo. Naquela carícia que seria digna de uma câmera rotativa em um filme de romance, subindo até que ambos parecessem tão pequenos naquele cenário maravilhoso.

E com a quebra daquele beijo considerado mágico o suficiente, para fazer England esquecer totalmente o local onde estavam, um sorriso brotou nos lábios do menor. Um sorriso que só durou o tempo de, acidentalmente, os olhos dele escaparem para baixo, encarando aquela queda com a vertigem novamente, fazendo-o quase gritar mais uma vez.

Escorregou ali outra vez, passando pelo abraço do maior, escorrendo quase sem vida por aquele corpo.

- … Amee....ri...ca.... — murmurava sem sentido, buscando aquele chão novamente como aquela criança chorona. — … eu vou cair... — resmungou, prendendo-se à perna do maior, quase como um cachorrinho.

- … está se sentindo tão pequeno assim?

- IMBECIL! Esse lugar é gigante! Me leve para Vegas logo!! — suplicou, ainda mais agarrado à perna do maior.

- Eu não posso ir à lugar nenhum com você agarrado em mim como um castor!

- O problema não é meu! — rebateu, afundando a face na perna do maior, mostrando que aquele contato era realmente seu refugiu de todo o medo. — Apenas me leve para um lugar seguro, idiota... — choramingou outra vez.

Notas finais
... pois é, você perdeu parte da sua vida lendo isso, então não custa nada deixar uma review. ;D
Pra quem quiser o link do doujinshi da capa, deixe a notinha na review que eu mando o link por mensagem, okay? ^^ ღ
Então... o título deveria ser "Grand Canyon", mas se eu colocasse, perderia a graça... o3o então. Q

Obrigada por ler! ღ
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!