No Fim
16 Vamos às compras!
# 16 de Outubro, 10:45 AM #
– Bom – disse Paul saindo do carro com Mike – é nesse negócio que ela está?
Eles estavam em frente a um pequeno e simples hotel.
– O único jeito de descobrir é indo lá! — apesar de receoso, Mike estava saltitando por dentro. O que estava acontecendo? Ele nunca tinha se comportado tão idiotamente por uma mulher. Quanto mais seguir ordens de uma.
Depois de uma conversa curta com o recepcionista, Paul disse para Mike:
– Pelo que ele me disse ela nunca esteve aqui, não no turno dele. E, uma reserva foi feita para o quarto 1 em seu nome. Fiquei surpreso em como ela conseguiu fazer isso, afinal, são seus dados pessoais.
– Hmm, acho que vamos ter que ficar por aqui mesmo.
– Olá, – Paul balançava as mão em frente ao rosto do amigo como se quisesse chamar a atenção dele de volta à terra. — existem hotéis melhores que esse aqui. Eu aposto que tem baratas junto com o café da manhã.
Mike sorriu.
– Se prepara para comer baratas então.
# quarto de Janice #
– Desculpa, mas, eu não vou vestir isso nem que me paguem!
– É o seu uniforme! – Janice ria.
Jenny retirou da caixa um vestido de couro roxo berrante. Pegava o vestido com a ponta dos dedos como se tivesse nojo da peça.
– O seu é o quê? Rosa chock?
– Na verdade é verde limão.
– Tive uma idéia. – Disse Jenny saindo do quarto.
– Aonde você vai? – Janice se levantou de um salto da cama e correu até Jenny.
– Fazer umas comprinhas básicas.
– Não pode sair daqui!
– Por quê?
– Por que disseram que era para você ficar aqui!
Uma garota que seguia as regras à risca. Isso se seria fácil. Tomou fôlego. Estava um pouco enferrujada, mas achava que ainda saberia hipnotizar.
– Janice, querida. – Jenny se aproximou da colega e tomou-lhe as mãos dela por entre as suas, olhando fixamente nos olhos – Você quer me ajudar a sair daqui?
O olhar de Janice se perdeu.
– Quero. – sua voz não tinha emoção alguma.
– Boa menina.
– Jenny sorriu.
Janice guiava Jenny pelo pulso e, a tirara pelos fundos do prédio. Ao sair, Janice estacou na porta e Jenny parou olhando-a.
– Suba novamente para o seu quarto e, quando chegar lá, esqueça tudo o que aconteceu. Entendeu?
– Sim, senhora.
Janice deu as costas e entrou no prédio. Jenny olhou para a rua e fez sinal para um táxi que ia passando por ali.
# No Hotel 11:00 AM #
Mike caminhava atrás do recepcionista que o guiava para o seu quarto.
– Tem certeza que é isso que você quer? – Paul caminhava apressado ás suas costas.
– Tenho.
– Não vai ligar para seus amigos?
– Vou, depois. – Mike entrou no quarto e ia fechando a porta
– Agora, eu estou cansado.
A porta mal havia se fechado e Paul já estava com o celular na mão ligando para Joe. Por nada que deixaria Mike fazer qualquer besteira por uma garota qualquer.
Jenny chegou ao hotel de Mike por volta do meio-dia. Seus olhos brilhavam e levava um leve sorriso nos lábios. Era bom estar livre das marcações de DP. Passou pela portaria despercebida, e caminhou pelos corredores do local. Parou em frente ao quarto um e, bateu três vezes na porta.
Mike, que estava deitado na cama tentando decifrar uma revista, se levantou e abriu a porta. Quase morreu de susto quando mal abrira a porta e alguém pulara em seu pescoço. Só quando Jenny o soltou que ele a reconheceu.
– Jenny.
O alívio tomou conta dele e só agora percebeu que estava tenso o tempo todo. Porquê?
– Decidi fazer uma visita. Quer almoçar?
– Onde?
Ela pensou por algum tempo e nenhum lugar vinha à sua cabeça.
– O shopping é um bom lugar. – sentiu-se derrotada. Não gostava de lugares com muitas pessoas.
Mike sorriu em resposta. Trancou a porta do quarto, passou o braço pelos ombros dela e se distanciavam do quarto.
– Apenas por curiosidade, por que o shopping?
– Preciso fazer compras. – a mentira veio na velocidade da luz.
– Ah, não.Mike parou abruptamente, se afastando cuidadosamente de Jenny.
– Que foi? – por que o susto
– Eu vou ter que esperar?
– Garanto que vai ser legal.– ah, era só isso.
Conseguiu o convencer. A custo, mas conseguiu.
No shopping, eles almoçaram e estavam se levantando da mesa:
– Precisamos conversar. – começou Mike.
– Sobre? – Jenny não sabia o que eles tinham para conversar para Mike puxar o assunto tão sério.
– Você!
– Eu?
– É, você!
Ooops, agora ela tinha se ferrado de vez. Mas, um sorriso malicioso surgiu no canto de seus lábios e ela resolveu jogar enquanto pensava em algo para contar.
– Para descobrir qualquer informação sobre mim, você tem que fazer por merecer!
Ele se curou para beijá-la, mas, ela recuou rapidamente para trás. Quando ele a olhou meio irritado pela “agradável recepção” que teve, Jenny estava a passos:
– O que quer? – ele perguntouEla, sorrindo, pediu-o para se aproximar com o indicador.
A cada passo que Mike dava em sua direção, Jenny andava um para trás. Ele começou a acelerar o passo, e Jenny na mesma velocidade, começou a fazer a pequena curva do salão que levava às escadas rolantes. Aproveitando que iam pegando velocidade, começaram a correr, quase sem perceber. Jenny subiu correndo a escada rolante que descia com Mike em seu encalço. Difícil foi passar pelas pessoas que ali desciam.
Ela correu até uma loja de roupas, olhou para trás e viu uma sombra, que parecia de Mike, se aproximando. Olhou para os lados, com várias pessoas e entrou na loja. Não podia correr ali dentro, resolveu andar rápido e, se agachou atrás de uma arara de camisas masculinas.
Uma das atendentes que conversavam com uma moça no caixa viu Jenny se escondendo ali e foi atrás dela.
– Posso ajudar?
Jenny apenas olhou para a mulher, fazendo o mesmo que tinha feito com Janice.
– Claro. Se precisar de alguma coisa é só me chamar – disse a atendente e se virou para procurar outro cliente.
Jenny ainda no chão deu uma olhada onde estivera Mike. Ele vinha em sua direção! Restou-lhe correr agachada até a ala de roupas intimas, onde não havia ninguém.
Ao chegar lá, ficou atrás de uma parede de camisolas. Deu uma espiada onde estivera Mike, ele não estava mais lá. Devagar, Jenny se levantou e foi andando para trás, em direção aos pijamas ali perto. Ao fazer a curva para chegar ao outro lado da parede, batera em alguém, seu grito de susto fora abafado por uma mão. Alguém a segurava firme e, não conseguia se soltar nem gritar. E o mais sinistro, é que a pessoa que a segurava não reagia às suas ordens. Droga, aonde fora se meter
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