No Fim

4 Nunca Diga Nunca


– Oi!

Paul estava à frente de Jenny com um grande sorriso.

– Não me vem com “oi”! Quem é você?

Como foi que ele apareceu de novo? Mas que falha era essa? Isso realmente a deixaria louca.

– Como você conversa com alguém sem saber o nome da pessoa?

Agora ele estava provocando.

– Eu te fiz uma pergunta! Como você sabia que eu estava aqui?

– Essa não é a questão!

Como não era a questão? Ela queria muito usá-lo a seu favor, obrigá-lo a lhe dar respostas, mas não podia. Não na escola.

– O que é então?

– Fiquei sabendo que você é apaixonada por um dos integrantes do Linkin Park!

Sério? E quem não sabe?

– E...?

– E se ele se apaixonasse por você também?

Agora Jenny pensou que ele estava zoando da cara dela.

– Uma chance em um milhão?

– Se eu me lembro, você disse nunca...

– E...?

– Nunca diga nunca! Bye.

Deixando Jenny com essa frase-enigma, Paul foi embora.

— Bye, bye, Guy! – sussurrou ela voltando para a sala. Quando ouve alguém cantando uma música conhecida.

Ela se voltou, novamente, para onde estivera conversando com aquele homem estranho. Seguiu a música. Ela a conhecia. Era sua favorita! Tinha alguém dentro do banheiro masculino cantando-a em perfeito inglês, em perfeito...

– Hey!? – sussurrou para si mesma — Eu conheço essa voz.

Seus olhos estavam assustados, apesar de ter ficado ali, parada, sua respiração estava ofegante, seu coração tinha disparado. Tinha que fazer isso, senão DP não a perdoaria por ter negado a chance que a vida lhe dava de ter cumprido a profecia, provavelmente. Com calma empurrou a porta do banheiro. Estava vazio. Mas, e a música? Alguém a cantava ali. Sua cabeça girava quando pensava no impossível. Resolveu entrar. Entrou devagar e pisando suavemente. Olhava os boxes quando... BLAM. Ela quase teve uma parada cardíaca. A porta fora fechada fortemente por alguém. Quem? Jenny congelou, mas tentou manter a calma, girou devagar nos calcanhares.

– Never say never!

– O quê?

– Eu sei que você fala inglês perfeitamente. É verdade?

O homem estava de costas para ela. Seus olhos a encaravam pelo espelho, seu rosto coberto pelo braço que ele apoiava na parede. E então, será que ela poderia abusar só um pouco de estar sozinha agora? Assustá-lo depois de ele tê-la assustado seria uma boa idéia, apesar de que se DP não previu as ações dele, ele poderia comentar isso depois. Resolveu ficar quieta e afogar seus instintos. Embora a cada segundo nascessem novos.

– Um... Um pouco.

Gaguejou. Isso não era bom. Ele poderia interpretar como nervosismo ou vulnerabilidade, embora o primeiro seja verdade.

– Sério? Isso melhora bastante.

Ele se virou e cruzou os braços com um sorriso.

– Você? – Jennifer mostrou- se um pouco assustada quando viu Mike. Agora suas defesas caíram. O que ela queria fazer mesmo?

– Eu mesmo.

– Mas... Como?

– A internet faz maravilhas!

– Como você chegou até aqui?

Definitivamente ela queria muito saber isso.

– Três aviões. Isso foi cansativo sabia?

Poderia até imaginar, odiava aviões mesmo. Mike começou a andar devagar até Jenny que, a cada passo que Mike dava, ela recuava mais. Sua vontade era de sair correndo e abraçá-lo, mas nem o conhecia pessoalmente. Ter pagado por um espião para saber como ele se comportava não tinha adiantado nada, ele consegue ser tão imprevisível quanto uma pessoa qualquer, nos dias em que parece que foi mordido por algum bichinho irritante.

– Escolhi você para vir passar alguns dias com a banda. Aceita?

Definitivamente ela queria muito isso também.

– Mas... É que... – Jennifer acabara de dar de costas para a parede, não tinha mais como desviar, já que Mike não parava de andar. Algo dentro de Jenny gritava desesperadamente por atenção, só que ela não conseguia entender o quê ele queria. – Quem não quer, não é? – embromou.

Ele já estava perto demais. E ela sabia, agora, o que aquilo em seu interior gritava: o queria, mas não podia. Como queria que várias pessoas deixassem de existir e, então, as coisas seriam mais descomplicadas e, à seu favor.

– Sabe de uma coisa? – sussurrou ele bem perto de seu rosto. Os joelhos de Jenny tremeram e ela sentiu um calor subir pelo seu pescoço e ruborizar sua face. Não sabia como contornar a situação. Como ele estava conseguindo isso?

– O quê?

Tarde demais para respostas, Mike já a estava beijando. O sonho de sua vida, tantos pensamentos voltados a ele noites afora. Agora era óbvio que ela não queria contornar a situação. Seu dever tinha se tornado paixão sem que ela percebesse. Os lábios dele, mais macios e quentes do que tinha imaginado, estavam sendo correspondidos fervorosamente pelos seus.

Tudo foi rápido demais. Tinha se tornado intenso demais. Sem pensar Mike a pegou pela cintura e a trouxe para mais perto, sem deixar um centímetro entre seus corpos. Um arrepio perpassou a espinha de Jenny. O que ela estava fazendo? Perdera a noção das proporções que seus atos sempre causavam?

Estavam entrando em um dos boxes e ela não tinha notado para tentar impedir a tempo. Um garoto entra no banheiro. Apesar de tê-los visto tão rápido, saíra correndo pelo corredor. Jennifer acabara de entrar em uma fria se dependesse daquele garoto.

Notas finais
Por favor, estou precisando muito de reviews para saber como estou me saindo na minha primeira fic!!!!deixem uma para mim, ok?