Notas iniciais
Oi povo. Depois de muito, muito tempo eu voltei. A fic no inicio era para ser uma one shot e depois viria outra com o Lemon, mas postarei aqui mesmo já que varias pessoas pediram para continuar. A minha demora em finalizar se deu por tantos problemas um atrás do outro que vou admitir, parecem mais desculpas do que tudo. Foi Word deletando arquivo, eu tendo crise e não conseguindo escrever n a d a por meses e até o mais recente, o AVC da minha avó. Desculpa por ter demorado tanto, mas espero que leiam e gostem da tão atrasada continuação que a minha linda Urutake revisou ♥

— Akise-kun. Deixe-me ver se eu entendi. Você quer que eu prenda uma colegial sob acusação de ocultação de cadáver sem ter uma prova concreta?

— Correto.

— Impossível. Não posso fazer isso! Não tem como! Não entende o absurdo que está me pedindo?

— Tenho certeza de que tem pelo menos três cadáveres na casa dela. Preciso de tempo para investigar isso e que a mantenha longe até que eu termine.

— Se pelo menos me contasse como tem essa certeza...

— Na hora certa eu direi.

-Entenda, Akise! Eu não posso simplesmente manter uma adolescente aqui porque você suspeita de algo assim!

— Koji-san... Acho que você pode dar um jeito quanto a isso. Eu dei um jeito naquele caso em que ganhou sua promoção. Acho que seu superior não ficaria muito contente se soubesse que promoveu alguém que não merece o cargo. Talvez ele fique descontente ao ponto de achar que não precisa de alguém que pede ajuda a um estudante para fazer o próprio trabalho.

— Você é mesmo um pirralho cruel...! Mas eu vou ver o que posso fazer.

— Pense pelo lado bom, Koji-san. Fazer a coisa certa garante a segurança dela. Afinal, a polícia não é a única que pode manter ela longe durante o tempo que eu preciso. Ou quem sabe definitivamente...

Um sorriso maldoso surgiu no rosto do menor e um brilho de crueldade em seus olhos. O blefe estava perfeito, nem mesmo um policial treinado conseguia encontrar falhas na barreira do jovem, e em desistência, o senhor assentiu com a cabeça baixa. Não tinha escolha além de fazer o que aquela criança lhe intimara. Mal sabia ele que os motivos de Akise para querer a adolescente presa eram outros, já tendo verificado há dias a desculpa que dera ao policial a respeito dos corpos.

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Meia noite.

Outra noite em que o sono não viria.

Noites mal dormidas se tornaram comuns para o jovem Yukiteru. Insônia era um mal tanto para sua saúde física quanto mental e em seu caso era por certo motivo que compartilhava o mesmo mal. Por noites em claro em seu quarto Yuki se perguntou se era realmente possível uma pessoa mexer tanto com a outra a ponto de fazê-la perder o sono ou se estava apenas delirando. Como alguém poderia se fixar em seus pensamentos sem autorização e te fazer duvidar de tudo o que esperava para sua vida? Como um poder tão grande como esse poderia estar nas mãos de um simples ser humano?

Ele mal podia conter as batidas de seu coração ao pensar, ao reconhecer, que esse poder estava nas mãos de Akise. E temia por isso. Se Yuno descobrisse... O que aconteceria com ele próprio era um mistério, já com Akise... Não importaria o quanto implorasse, nada impediria a rosada de matar quem Amano realmente amava. E isso era uma coisa que Yuki não poderia admitir jamais. Lágrimas vinham a seus olhos só de imaginar o detetive sendo morto por sua culpa, por ele ter se apaixonado por quem não deveria. Ou melhor, por Yuki ter feito uma psicopata se apaixonar por si e lhe tirar todos os direitos de amar quem o coração mandasse. Mas agora era tarde demais para lamentar ou imaginar um futuro ideal, Amano estava preso a Gasai, e nessa realidade o detetive não poderia estar. Não se quisesse mantê-lo seguro.

Encontros como o que tiveram no elevador eram impossíveis de se manter e na próxima vez em que ver o detetive, ele teria de ser convincente e afastá-lo de vez, por mais que isso o doesse. De fato havia levado muito tempo para perceber o que estava em jogo. Queria o detetive de uma forma tão intensa que não pensava direito. Era quase um sonho saber que Akise promoveria um novo momento como aquele, mas depois de tanto tempo fantasiando em como seria, percebeu que havia cometido um erro ao permitir que o albino se arriscasse novamente. Chegava a ser irônico... Passou tantas noites em claro desejando que finalmente chegasse o dia em que se encontrariam novamente e agora desejava que ele não chegasse.

— Yuki-kun... Posso entrar?

Uma voz chamou através da porta e o coração do moreno acelerou ao ponto dele achar que sairia do peito a qualquer momento. O menino arregalou os olhos em surpresa e sentou-se apressadamente na cama. Não podia acreditar... A voz era de Akise! Yukiteru passou tantas noites em claro sonhando acordado com isso e o albino aparece justamente quando ele percebe que tem de afastá-lo de si? A ironia da situação roubou o ar e as palavras do moreno. Mas ele não podia deixar Akise do outro lado da porta sem uma resposta, então se forçou a respirar fundo e acreditar que isso o iria acalmar.

— S-sim, Akise-kun. Entre.

Tenso, encarou a maçaneta da porta girando e em seguida subiu os olhos até o rosto do detetive, se arrependendo imediatamente de ter feito isso. No exato momento que o viu, lembrou-se da boca alheia deslizando por sua pele, do nariz do detetive roçando em seu pescoço e dos olhos avermelhados o queimando com amor. Como poderia terminar com Akise se tudo o que queria era sentir todas aquelas sensações novamente?

Desde que entrara no quarto, Akise notou que algo estava errado com Yukiteru. Ele estava nervoso, até mesmo um pouco tremulo, divagando com si mesmo algo que o albino tinha certeza que era sobre os dois e sem querer pressionar o outro, encostou-se a porta do quarto esperando que o menor decidisse o que falar. Passaram-se alguns minutos até que Yuki tivesse coragem de encarar algo além dos próprios pés, mas o detetive o esperou pacientemente, se limitando a observá-lo e sorrir quando os olhares finalmente se encontraram. O mais velho queria ir até o menor e o abraçar, beijar... Mas via em seus olhos que não seria tão simples assim. Sem aguentar mais o clima de tensão entre eles, Amano foi direto ao assunto, despejando tudo de uma só vez e perdendo a já pouca coragem de encarar o outro.

— Akise-kun... Eu pensei muito no que aconteceu naquele dia e eu... Eu... Isso é errado, e não pode acontecer de novo. Nunca mais.

— Seus sentimentos mudaram ao meu respeito?

— Como?

Lentamente o detetive caminhou até a cama, se aproximando de Yuki com a expressão serena e erguendo o braço até o rosto do moreno para acariciar sua bochecha com a mão e permitir um sorriso fechado adornar seus lábios ao ver Yuki fechando os olhos, aproveitando o carinho. Agora sua mão brincava distraidamente com uma mecha do cabelo castanho e assim que o menor abriu os olhos, explicou lentamente o que queria dizer.

— Desde aquele dia no elevador... Quando você não parou de me puxar contra o seu corpo e me beijar... Você passou a gostar da Gasai?

O mais novo sentiu o rosto esquentar de vergonha, tudo o que queria era cobrir os olhos com as mãos para não ter de ver o outro o encarando ao ter vocalizado o que fizeram. Pior ainda. Vocalizando o que ele fizera. Mas isso não era o importante agora, ele tinha que se manter concentrado, firme, decidido e então dizer ao albino que deveria ir embora, mesmo que estivesse em seus olhos o quanto queria que ficasse. Amano pensou que obteria algum controle se pudesse ficar afastado do detetive, então se levantou e caminhou para longe dele, encarando a parede e novamente se obrigando a respirar fundo. Se não encarasse o outro nos olhos talvez conseguisse fazer isso... Em sua mente era a melhor forma de fazer seu plano já tão mal sucedido dar certo.

— Eu não quero continuar mentindo para as pessoas... Por favor, Akise-kun... Vá embora... Ou a Yuno vai machucar você.

Por alguns segundos o quarto ficou em total silêncio. Akise sentia que as palavras tremidas do moreno não passavam de uma mentira, e agora sabia o motivo delas. Sem conseguir acreditar que o dito era realmente o desejado, aproximou-se alguns passos do menor, determinado a fazê-lo dizer a verdade. Yukiteru ainda não havia criado confiança o suficiente para olhar o albino, mas percebeu que não estava sendo convincente ao ouvir a voz do outro mais próxima a si.

— Você não me respondeu. Você a ama?

— É-é... Eu a a-mo. Só a ela e mais ninguém.

Uma mentira que estava presente a cada palavra dita e que fez Akise sorrir sabendo que tudo isso era apenas uma tentativa falha de protegê-lo da rosada. O moreno mais tentava convencer a si mesmo de que suas palavras eram verdadeiras do que ao detetive. Internamente o albino até se animava com a ideia de ter de seduzir o menor novamente, na primeira vez não teve resistência alguma, e agora sabia que dificilmente seria diferente.

— Então deixou de gostar de mim?

— S-sim. Me desculpe, Akise-kun. Me desculpe.

— Se só tem olhos para a Gasai, significa que não vai sentir nada se eu te tocar agora, certo?

— Não faça i-isso, Akise-kun...

Yukiteru se virou rapidamente e andou para trás até suas costas tocarem a parede ao lado da cabeceira de sua cama, ele cerrou os olhos só por ver o albino caminhando em sua direção até diminuir todo o espaço entre eles. O moreno sabia o que ia sentir, e antes mesmo dos braços do mais velho rodearem seu corpo, ele já começava a tentar resistir as sensações que logo tomariam conta de si. E o ponto de partida para ser corpo começar a ferver era a voz do maior sussurrando em seu ouvido.

— Isso não se parece com a reação de alguém que não sente nada, Yuki-kun.

E de fato não era, nem chegava perto. O mais alto jogou seu corpo contra o do mais novo, prensando-o na parede e garantindo que ele não fosse fugir enquanto era provocado. Só uma garantia desnecessária, já que era visível a incapacidade de Yuki diante de seus toques. Akise mordeu a orelha do menor, indo direto ao ponto e ganhando alguns gemidos tímidos como recompensa. Agora eles teriam tempo, não muito e longe do suficiente, mas teriam. E se dependesse do mais velho, já estariam aproveitando o quase milagroso tempo desde que chegara ali.

— Diz que quer ficar comigo e não com a Gasai.

— Akise-kun...

— Yuki-kun... Diga e deixe o resto comigo. Acredite em mim, confie em mim e diga que me quer. Só precisa me dizer que quando disse que queria que eu o fizesse meu, era verdade. Só diga uma vez, eu preciso ouvir.

Akise levou as mãos até o rosto de Yukiteru e o segurou gentilmente para que não desviasse os olhos de si, queria ouvir que o outro o queria antes de fazer qualquer coisa, e queria poder olhar em seus olhos quando o menor finalmente fosse sincero. E era o que Yuki mais queria agora, contar ao detetive que o amava, que o queria. Amano simplesmente não conseguia resistir... Não desse jeito, com o outro tão perto. Até mesmo os olhos do detetive pareciam dizer que só aceitariam a verdade. E no fim foi o que teve.

— Eu te amo, Akise-kun.

Os dois sorriram diante da confissão. O detetive estava tão feliz que mal conteve seus sentimentos e sem mais demoras uniu os lábios e o beijou como queria poder ter feito a cada dia desde que se pegou apaixonado. Os lábios tocaram-se gentilmente, apenas por desejarem estar unidos, e aos poucos, se entreabriram para que as línguas pudessem se encontrar também, dançando lentamente enquanto eles se abraçavam. Os braços de Akise rodearam o corpo do moreno ao sentir seu pescoço ser enlaçado pelos braços alheios e assim como na primeira vez, começavam a sentir o corpo esquentar com mínimos toques, mas agora não precisavam parar no meio, e ambos estavam gratos por isso.

Akise desencostou o corpo de Amano da parede e inverteu as posições, passando a fazer o menor andar de costas até a cama, mas sem interromper o beijo ou o carinho que suas mãos faziam no corpo dele. Foram andando abraçados até as pernas do moreno tocar a cama e lentamente irem deitando, com o detetive por cima apoiando uma das mãos no colchão e com a outra segurando Yuki para que ele não caísse com força na cama. Completamente corado, Yukiteru interrompeu o beijo e encarou Akise nos olhos, seu corpo implorava pelo albino, mas seus pulmões necessitavam de ar. E o maior sorriu ao perceber que seu desejo novamente tomava o lugar da razão, havia atacado o outro e simplesmente esqueceu-se de que precisavam respirar... Mas agora que havia voltado a si, observava o peito do menor subir e descer, apenas o admirando enquanto se acalmava.

— Akise-kun...

— Posso continuar?

— Eu quero sentir você, Akise-kun...

Feliz com as palavras de Yukiteru, o albino sorriu e iniciou mais um beijo, porém dessa vez mais intenso. Akise retirou seu casaco e em seguida foi lentamente desabotoando a camisa de pijama que o menor vestia, estava receoso pela reação dele, mas foi mais positiva do que imaginava. Yuki sentiu-se corar a ponto de querer se enfiar embaixo da cama, mas tinha que ser sincero com os próprios sentimentos: Ele queria isso. Então se manteve parado até que sua blusa estivesse completamente aberta, onde acabou tentando se cobrir com os próprios braços, mas cedendo rapidamente ao sentir leves carícias sobre sua barriga e o maior deitando-se sobre si por completo.

Mais um beijo era trocado, o ultimo antes de seguir adiante. Um beijo que era gentil, mas ainda assim quente, caracterizando perfeitamente o que iriam fazer a seguir. Era a primeira vez dos dois e Akise queria ser o mais carinhoso possível, estava decidido a avançar lentamente para que o moreno aproveitasse o máximo. Queria fazer com que ele se sentisse bem, e ir com calma seria melhor para os dois. O detetive não deixaria transparecer, mas internamente estava quase tão nervoso quanto Yuki, que apesar de adorar as carícias, não tinha coragem de expressar em voz alta o quanto estava feliz e ansioso por isso. Um pequeno problema de comunicação que era resolvido com o maior se mantendo concentrado em cada mínima reação do outro. E já sentindo que Yuki estava pronto para o próximo passo, levou a mão até o rosto do menor e iniciou algumas carícias em sua bochecha que desceriam por seu corpo, traçando uma trilha que logo em seguida sua boca seguiria.

Os lábios se desencontraram e os olhares se prenderam em uma conversa muda. O polegar e o indicador do mais velho deslizaram até os lábios do menor os massageando por um curto período de tempo até que fossem substituídos pela boca do albino, que sugou apenas o lábio inferior gentilmente, descendo quase de imediato para o queixo, onde mordiscou levemente a pele e depositou um beijo enquanto seus dedos acariciavam o pescoço alheio. A respiração de Yukiteru estava acelerada, a cada carícia sentia um vergonhoso desejo de pedir por mais, então cerrava os dentes implorando mentalmente para que nenhuma palavra constrangedora saísse de seus lábios, que ainda sentiam o contato dos lábios do outro mesmo sem estarem se tocando. Por mais que estivesse com vontade de gritar aos quatro ventos o quanto estava gostando do que o outro fazia, a vergonha falava mais alto e trancava as palavras em sua garganta.

As carícias desceram novamente, a boca do albino chegou ao pescoço do mais novo, beijando, mordiscando e adicionando alguns chupões mais calorosos enquanto seus dedos deslizavam pelo peito alheio até alcançar um dos mamilos, acariciando-o com movimentos circulares e prendendo a pele entre eles. Era bom demais para aguentar, e ele sabia que não demoraria muito para que perdesse o controle diante dos toques de Akise. O moreno sentiu todo o corpo se arrepiar ao ter a boca do maior marcando levemente seu pescoço, arrastando os dentes sobre sua pele e ainda seus dedos acariciando uma área sensível. Volta e meia era perceptível a respiração falhar, e com um sorriso no rosto o detetive empurrava o próprio corpo para baixo, podendo assim continuar.

Enquanto o albino descia a boca para os mamilos de Yuki e começava a acariciar a barriga do mais novo com a mão, ambos sentiam um clima quente fazer pressão sobre eles, e a língua do maior vir a tona deslizando na pele de Yuki não ajudaria a manter o controle sobre o que desejavam. Alguns gemidos já eram ouvidos do menor, que sentia uma sensação de formigamento no baixo ventre a cada vez que o outro mordiscava ou sugava sua pele, acontecendo também quando a mão do outro subia e descia pela sua barriga, indo do umbigo até o cós do pijama e voltando tão lentamente que provocava pequenos arrepios no local.

O albino estava curioso sobre o que aconteceria quando chegasse ao destino principal, e ainda controlado e tentando seguir o ritmo do menor, decidiu demorar-se mais um pouco no abdômen alheio, fazendo sua língua deslizar até a barriga dele deixando uma linha de saliva até lá, onde acariciou toda a área, ganhando mais alguns gemidos de recompensa que o estimulavam a continuar.

O maior desceu da cama e ajoelhou no chão, mantendo as pernas de Yukiteru ao seu redor e, com todo o respeito que tinha, desceu a calça do pijama por elas. O moreno estava agora completamente nu sob os olhos de Akise, e nem se atrevia a olhar para baixo e procurar pelos olhos vermelhos, apenas cobriu os olhos e mordeu o lábio ao sentir a mão do outro o tocando em seu intimo. A mão do albino alcançou o membro semi desperto e começou uma massagem lenta de vai e vem até que ficasse ereto por completo. De fato estavam apenas no primeiro passo, mas por mais gentil e delicado que tentasse ser para não apressar as coisas, já levava um prazer sem tamanho ao corpo de Yuki, que com toda sua inexperiência mal podia controlar os próprios sons que fugiam de sua boca.

Por mais que a experiência pratica do detetive não fosse tão maior do que a de Yuki, seu auto-controle era, e ainda assim não sabia como estava se mantendo firme, seu corpo pedia pelo menor o mais rápido possível independente do quanto sua mente pedia para ir com calma. Pelo menos tinha uma ótima recompensa por cada minuto de prazer que estava dando ao menor: ouvi-lo gemer seu nome, mesmo que inconscientemente. Repetidas e repetidas vezes, em um tom baixo que mudaria logo a seguir.

Akise tateou o chão até encontrar o casaco e retirou do bolso um vidro pequeno de lubrificante, lambuzando os dedos no conteúdo e dirigindo-os para a entrada do mais novo, sem deixar de dar atenção ao membro do moreno enquanto forçava lentamente um dedo a avançar para dentro dele. No inicio incomodou, mas não demorou nada para que a sensação sumisse, dando lugar a uma boa sensação que constrangia ainda mais a Yukiteru por gostar do que sentia. Realmente irresistível aos olhos do mais velho, que não tardou a introduzir um segundo dedo arrancando um gemido de incomodo. Não que fosse permanecer por muito tempo.

Yuki mordeu o lábio inferior pela ardência indesejada, mas inevitável, mesmo com o outro movendo os dedos lentamente com todo cuidado possível. O detetive sentiu a mudança de sentimentos acontecendo no moreno e decidiu arriscar levar a boca ao membro do menor e começar um oral, de inicio focando apenas a glande sem que interrompesse os movimentos dentro dele. O menor não segurou o gemido alto que se formou em sua garganta e olhou de relance para o albino, que acabara de abocanhar seu membro por completo. Agora nem mesmo era visível sinal de incomodo no corpo menor, só um prazer que seria compartilhado com o amante assim que seu corpo estivesse pronto para recebê-lo.

O detetive voltava a se acomodar em cima de Yuki, agora com os olhos mais intensos pela necessidade de contato. Estava em seu limite e puxou as pernas do moreno para sua cintura enquanto o beijava mais um vez, sem se cansar de sentir o sabor de quem amava. Akise tirou o resto de suas roupas quase sem que precisasse se separar do menor e logo o tomou para si, finalmente. Com cuidado, se encaixou melhor entre as pernas do outro e o invadiu pouco a pouco, parando ao se acomodar completamente dentro dele.

A sensação era inexplicável, e seu corpo pedia por mais, mas ele se continha para deixar Yukiteru se acostumar. Os braços de Yuki agarraram-se de imediato as costas do maior, apertando-o contra si como se fosse fazer a dor passar, o que só aconteceu com os carinhos recebidos pelo albino. As mãos deslizando por seu corpo e acariciando cada pedacinho, os olhos nos seus dizendo sem palavras o quanto o queria e a boca volta e meia colando-se a sua, transformando qualquer sentimento ruim conforme sua entrada se acostumava com o tamanho do invasor.

— Akise-kun... Isso é... B-bom...

— Vai ficar ainda melhor.

Os quadris do maior começaram a se mover investindo sem pressa contra o outro, Yuki perdendo o controle da respiração enquanto um sentimento tão novo o invadia, trazendo com ele a vontade de senti-la cada vez mais e a quase necessidade de se agarrar ao corpo alheio. O detetive revezava entre beijar o menor e olhá-lo, querendo gravar cada segundo em sua mente. Ambos queriam, evitando ao máximo desviar o contato. Mal podiam acreditar em finalmente estarem juntos e no quão era bom sentir-se unido ao outro. Eles escolheriam fazer esse dia durar para sempre se pudessem.

Yuki se atreveu a acariciar Akise apesar da vergonha, deixou as mãos percorrerem as costas dele, os braços e por fim o rosto, dizendo a si mesmo que não tinha nada errado em se entregar a quem amava, muito menos em gostar disso. E como gostava... Seu corpo se arrepiava a cada beijo no pescoço ou caricia intima enquanto as estocadas levavam cada vez mais gemidos a sua garganta. Agora passava a chamar pelo nome do detetive por vontade própria, amor, desejo, tudo o que tinha direito e estava certo de que a não queria que mais ninguém estivesse no lugar dele em sua primeira vez ou em qualquer outra. Akise era o melhor e a cada vez seu corpo parecia concordar mais e reagir a seus pensamentos, o fazendo mais sensível.

A sensação dos corpos unidos, se amando, era de longe a melhor de suas vidas. Era como se por alguns momentos fossem um só, unidos pelo que sentiam. Yuki abriu os olhos e olhou para cima buscando os olhos avermelhados, o encontrando olhando de volta e nesse momento o calor em seu corpo pareceu aumentar inexplicavelmente, levando o garoto a fechá-los novamente. Conforme os corpos pediam por mais, o ritmo das estocadas aumentava imperceptivelmente e com elas o prazer que sentiam.

Mais uma vez Amano perdia o controle dos gemidos e a altura da própria voz, que passava a chamar pelo nome do detetive cada vez mais alto. Um sorriso se estampou nos lábios do albino, ter seu nome chamado por ele era a melhor coisa que poderia ouvir e querendo levar a mesma sensação para Yuki, segurou seu membro e começou a acariciá-lo no ritmo das estocadas. Os gemidos aumentaram, já estavam no limite e sem demora chegaram ao paraíso juntos, precisando de alguns segundos até terminar de sentir os espasmos. A respiração falha era o único som no quarto enquanto os garotos se acalmavam deitados ao lado um do outro, unidos agora apenas por um abraço que significava o mundo deles, a vontade de nunca se separarem.

O que só lembrava Yuki que não aconteceria, e o fazia culpar a si mesmo por não ter tido força de resistir ao que sentia e seguido o próprio plano de se afastar de Akise. A culpa caía sobre o menor e ele se virou de frente para o albino em busca de alguma coisa, qualquer coisa, por menor que fosse, que o desse a certeza que tudo acabaria bem, porque não conseguia convencer a si mesmo de que teriam seu final feliz.

— O que vai acontecer agora?

— Não se preocupe com isso, eu vou dar um jeito.

— Mas e a Yuno? Onde ela está?

— Em um lugar seguro, principalmente para nós dois. Mas isso não é o importante agora, é?

— Não, não mesmo.

O moreno diminuiu o espaço entre eles e deu um selinho no detetive, se acomodando entre os braços dele e sorrindo ao sentir o outro segurar sua mão. Independente de temer pelo que aconteceria, ele confiava em Akise, confiava inteiramente e não estava disposto a fazer perguntas e estragar o momento dos dois, pelo menos não dessa vez. E o mais velho percebeu isso, ficando feliz em ter a total confiança do outro.

— Eu te amo, Akise-kun.

— Eu te amo muito, Yuki.

Um sorriso trocado antes dos lábios se unirem mais uma vez, um beijo intenso e apaixonado conciliando perfeitamente o amor e o desejo que tinham no peito. Não importava mais se no dia seguinte teriam de se afastar de novo por conta de uma garota psicótica que interferiria em suas vidas além do limite, porque agora sabiam que o amor deles era muito maior do que isso e que dariam um jeito de se tornarem livres para viver junto cada momento que mereciam. Era uma promessa feita em silencio, dita apenas por seus olhos e que seria cumprida com o tempo.

Notas finais
Espero que não fiquem se perguntando "Esperei tanto para essa merda?". Demorei muito a continuar e quando voltei a escrever percebi que não tinha mais a essência do casal. Não sei, acho que no fim das contas eu só consigo trabalhar com quem o Yuki era antes da influencia da Yuno, então mantive ele assim, acho -q Espero que não me matem e que comentem se gostarem ou se quiserem ajudar com criticas positivas. Beijinhos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!