No Corredor
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Boa leitura!
PDV – Cris:
Eu fiquei à tarde – ou seria noite? – toda conversando com a Kendra. Ela me falou – antes de eu dormir – que sentia que algo horrível ia acontecer.
“Acho que vai acontecer algo ruim” – Sussurrou ela.
“Pior que isso?” – Perguntei já com muito sono.
“Não sei, só sei que é algo ruim” – Ela fez uma voz de partir coração.
“Relaxa Kendra! É coisa da sua cabeça; Logo, logo a minha irmã vai arrombar essa porta e salvar a pátria!” – Ri com esse pensamento.
Kendra também riu.
“É verdade. Sua irmã é bem obstinada” – Ela sorriu enquanto afagava o meu cabelo.
“To com sono” – Bocejei.
Kendra nada falou apenas olho para o nada. Ela estava cansada.
“Bons sonhos. Ate a próxima vida” – Ela falou minutos depois, beijando a minha testa.
“Ate” – Fechei os olhos e me pus a sonhar.
Quando eu acordei. Kendra não mais estava lá.
-Kendra? – Sussurrei enquanto meus olhos vasculhavam a pequena sala branca.
Eu me levantei e vasculhei novamente a sala.
-Kendra! – Minha voz ganhou mais volume.
Eu comecei a entrar em desespero. Ate que eu me lembrei de checar no banheiro.
Eu abri a porta e procurei por vestígios dela. A única coisa que eu encontrei foi uma pequena caixa, em cima dela tinha um papel dobrado, com o meu nome escrito.
Eu peguei o papel e li:
Cara Cris,
Esta caixa é um pequeno presente para se lembrar de mim.
Com amor.
Eu fiz o que a carta mandava, abri a caixa e fiquei horrorizada com o conteúdo.
PDV – Julio:
Depois de uma serie de gritos e risos, Natalia saiu da pequena passagem no chão — que levava ao possível cativeiro de Kendra e de Cris-. Só que ela não saiu com os braços vazios como havia entrado. Ela carregava um corpo.
Ela ria com sigo mesma. Era tenebroso.
Depois de algum tempo resolvi que seria à hora perfeita para entrar ali e tirar as meninas de lá. Mas antes eu ouvi um grito estridente e corri em direção ao buraco
-Cris! – Sussurrei a procura dela.
-Julio? – Ela perguntou em uma voz chorona.
-Sim. Você esta bem menina? – Perguntei angustiado.
Ela correu em minha direção e me abraçou.
-Julio... Julio! – Ela me soltou e correu para longe.
Eu me virei e dei de cara com Natalia.
-Poxa Julio! Você podia ter ficado longe. Isso teria facilitado muito o meu trabalho. – Ela falou sorrindo para mim. Ela tinha uma arma entre as mãos.
-Natalia, não faça isso! – Eu gritei e ela deu uma gargalhada bem sonora.
-Ah Julio, mas ai não ia ter graça! – Ela falou secando uma lagrima que escoria pelo canto do olho.
-Você é doente! – Falei me aproximando dela.
A gargalhada se dissipou e ela começou a me encarar de um modo tenebroso.
-Eu não sou doente. Não sou! – Gritou ela em plenos pulmões.
Então ela atirou no chão, acho que para se livrar da irritação.
-Você não vai me irritar hoje. Ninguém vai. – Ela murmurou para si mesma enquanto coçava a cabeça com a arma.
-Me de a arma Natalia. – Peguei dos braços dela, enquanto segurava a arma.
-Não! – Ela gritou e atirou em mim.
PDV – Cris:
Enquanto Julio tentava acalmar Natalia eu consegui fugir. Pude ouvi um, dois tiros, mas não olhei para trás, só corri, e corri, e corri pra fugir deste que seria o meu pior pesadelo.
PDV – Terri:
-Já não era sem tempo. – Falei ao levantar os braços.
-Não vim te liberar. Foi achado mais um corpo. – Leonardo sentou na minha frente e ficou me encarando.
-Então, por que ainda estou presa? Já não deveria ter me soltado? – Eu fiquei de pé.
-Pois, ao que tudo indica você tem um comparsa. – Eu olhei incrédula para ele.
-Por que você acha que eu machucaria a minha irmã? Ela desapareceu também! Ela é a minha única família! – Gritei entre lagrimas.
Ele olhou no fundo dos meus olhos e disse.
-Enquanto você me esconder algo, você será a culpada. – E mais uma vez, ele me deixou sozinha e algemada.
Eu mereço!
Notas finais
Mas prometo que nem que tenha de acordar de 3h da manha pra escrever, eu acordo e escrevo! Só não abandonem a historia por conta dessa autora desnaturada!
Cold Kisses
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