No Canto da Página

4 Capítulo III: (Sem) motivos para sorrir.


Notas iniciais
TODOSPULAM/
Chegueeei! :3 Demorei, eu sei. hahaha MUUUUUUUUUUITO obrigada pelas reviews lindas que eu recebi capítulo passado. E esse cap é mini, desculpem. Besos! (L)

O despertador tocou. Quis se amaldiçoar, porque passara a noite inteira sem dormir, apenas encarando o papel que estava meio amassado na sua mão. Primeiro: Precisava descobrir quem era. Segundo: Aquilo estava confuso, e muito confuso.

Mas precisava levantar de uma vez, senão perderia um dia de aula. E não podia fazer isso. O loiro saiu de casa cedo, com apenas quinze anos. Foi expulso. Ainda tinha pesadelos com as coisas horríveis que seu pai dissera quando bateu a porta de casa. Mas não entendia tudo aquilo só porque eles tinham ouvido uma ligação para Takanori em que ele falava que estava apaixonado por outro homem. Ele não era nem um tipo de prostituto por causa disso. Morou algum tempo com Takanori e dias depois sua mãe ligou, chorando. Disse que tinha conseguido uma vaga numa escola em Tóquio e que ele iria trabalhar na escola. De manhã estudava, de tarde e de noite trabalhava na cantina da escola, como faxineiro ou qualquer outra coisa que precisarem. Ganhava pouco, mas isso garantia uma bolsa integral numa escola muito boa e dava para pagar o aluguel da casa. Almoçava e jantava na escola, então, não gastava com muita coisa.

Porém, se o pobre se ausentasse da escola sem um motivo muito convincente, danou-se. Teria que encher o saco dos pais de Takanori novamente, e não queria isso. Porque odiava olhares de pena. Sabia que não era culpa sua ser atraído por homens e não por mulheres, mas também sabia que podia muito bem ter trancado a porta aquele dia. Mas, por outro lado, se tivesse trancado a porta, não teria liberdade e não teria conhecido o Yuu. “Conhecido”, reparem bem nas aspas. Porque tudo que tinha era um nome. E um número de telefone.

Mas isso não importava agora; já estava trocado e tomado banho, lindo e cheiroso. Saiu de casa com os seus lindos fones de ouvido, esquecendo-se do mundo e rindo sozinho – no meio da rua e alto – de pensar no tombo que havia dado com o Suzuki e em sua burrice.

Chegou na escola dez minutos mais cedo que o normal, mas não se importou. Sentou-se na cadeira e deitou-se nos próprios braços. Mas daí começou a martelar o diabinho de um lado e o anjinho do outro. A noite inteira havia passado pensando no cara que havia sido tão sensível consigo e isso era uma traição com o seu relacionamento – que acontecia só na sua cabeça, mas ignoremos – com Yuu. Mas, por outro lado, o diabinho dizia que não havia problema algum naquilo.

Mas não podia trair Yuu. Isso era trair os seus sentimentos e a si mesmo. E, foi por isso, que não prestou atenção em porcaria nenhuma do que se passava na aula. Tudo o que acontecia, era o bilhetinho brilhando entre o roda-pé e a parede.

E quando o último sinal tocou, ignorou os diabinho e o anjinho e abaixou-se para pegar o bilhetinho e depois respondê-lo.

XXX

Chegou à escola e já largou Akira falando sozinho. Tudo o que fez foi ligar para a babá para saber como estava sua pequena, que a cada dia mais parecia mais doente. Já se via correndo para o hospital de madrugada com ela. E depois, abaixou-se ao ver as mesmas letrinhas de antes, entre o roda-pé e a parede.

“Quanta sensibilidade e compaixão,

Tais essas que nestes dias se mostram em extinção.

As pessoas esqueceram-se de como se pensa com o coração.

Não sabe qual é a minha felicidade,

Pois há ainda aqueles que ajudam sem julgar.

E sem nada desejar.

Aprendi com a vida que esperança também machuca,

Tanto quanto melhora.

Porém, tomarei as tuas palavras em meu coração,

E as guardarei com eterna gratidão.

Atualmente, a dor que sinto é tão forte que me tirou o sorriso.

Pois não se pode esquecer aquilo que se tem, dia por dia.

E, talvez, ajam por aí pessoas com problemas maiores

Mas que talvez, não tenham tantas dores.

Felicidade não é estar sem problemas.

Felicidade é situação.

Situação essa que, eu, me encontro tão desfavorável.

Como se Deus estivesse desistido do meu sorriso.

Agradeço-lhe, por este, tais palavras de compaixão.

K.”

Notas finais
Curitnho e tosquinho, né? Eu sei. :( Então me xinguem nas reviews, combinado? Obrigada por tudo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.