No Canto da Página

1 Prefácio: Mais próximo?


Notas iniciais
Eu não gostei muito desse capítulo, mas é só uma introdução. A fanfic não será muito grande, e me perdoem, porque estou meio enferrujada. Enfim, espero que gostem, apesar da idéia ser meio maluca. ♥

Não podia acreditar. Encarou o amigo, depois o papel que tinha na mão. Não podia acreditar, não, não mesmo. Era impossível.

— Mas, como? — Perguntou ainda desacreditado. — Isso é impossível, você está tirando uma comigo, só pode!

— Pare de frescura, Uruha — respondeu o mais baixo. — Eu estou te falando, isso aí é o telefone dele.

— Mesmo? — Voltou a perguntar, arqueando uma sobrancelha.

— Mesmo, mesmo — o amigo respondeu.

Uruha não se agüentou e começou a chorar ali mesmo. Não que tivesse alguém para olhar, afinal, eles estavam trancados no quarto há algumas horas. Olhou para o amigo, que sorriu. No segundo seguinte, os dois já estavam abraçados, o menor um pouco amassado, mas nada que não tivesse acostumado.

— Bem, agora eu tenho que ir. Eu não sei o que você quer fazer com isso — apontou para o papel — mas que seja, o telefone é eu. Só não faça nada muito... Muito... Ah, você me entendeu.

Uruha prometeu que não faria nada de ruim – seja lá o que fosse ruim para os dois – e depois o baixinho lhe deixou ali, sozinho.

Resolveu pensar no que faria depois. Tudo bem que era só um telefone, mas precisava dar um jeito de chamar a atenção do outro com aquilo. De alguma forma, precisava. Sabia que aquilo podia ser um caminho sem volta, afinal, ele não sabia ao certo quem era a pessoa por que se apaixonara. Talvez ele fosse só uma imagem que criara e nada mais. Mas não se importava com aquilo, aliás, nem sabia se ter aquele telefone fazia diferença.

Eram dez da noite. Deixou a toalha em cima da cômoda e deitou-se na cama. Olhou para o celular ao lado. Num pulo, pegou o celular junto ao papel e voltou para a cama. Só a sua voz... Discou os números e colocou o celular na orelha. Era tarde para desistir.

“Alô?”, ouviu a voz na linha. Não respondeu. O seu coração acelerou de uma forma que parecia que ia sair pela boca. “Alô?”, a voz voltou a repetir, mais firme. Tampou a respiração por algum tempo. “Alô?”, a voz disse novamente. Ouviu um ruído, mas nada respondeu. Ele desligou.

Notas finais
Enfim, por enquanto, é isso. Digam o que acham, tá? Mandem reviews e me deixem feliz :D