Notas iniciais
Esta é a minha primeira fic, e a minha primeira criação de Ladybug. Sejam gentis comigo :D

Marinette estacionou o carro junto ao café onde tinha combinado encontrar-se com Alya e deixou-se ficar à espera da amiga, embalada pela música suave que saía do rádio. Iam ambas para a festa de despedida de solteira de Mylene, amiga de há muito tempo, mas, como nenhuma conhecia muito bem o percurso para o bar onde tudo se ia passar, decidiram encontrar-se no café do costume. Além do mais,Alya não tinha carro e assim sempre ia de boleia...

Alya chegou pouco tempo depois e entrou no carro. Podiam, finalmente, partir em busca do bar Danúbio Azul.

—Fazes alguma ideia de onde fica o bar? – perguntou Alya.

—Acho que temos de seguir a estrada até à próxima rotunda e depois apanhar a via principal até à zona industrial. Algures por ali deverá haver uma indicação. Pelo menos, foi o que a Mylene me disse...

Marinette e Alya conheciam-se há vários anos e conheciam Mylene desde os tempos do liceu. E apesar de nenhuma das duas estar muito habituada a festas cheias de gente, o casamento da sua amiga merecia a presença de ambas onde quer que fosse. E assim se encaminharam para o bar combinado, onde as esperava muito mais do que uma despedida de solteira. Para além da presença de todas as amigas e conhecidas de Mylene, parecia que estava prometida uma surpresa lá mais para o fim da noite e, se Marinette não estava em erro, a surpresa incluía striptease masculino e tinha sido ocultada de todos os maridos e namorados! Como eterna solteira do grupo, Matinette não tinha nada a esconder de ninguém, mas parecia-lhe pouco interessante a ideia de assistir a semelhante espetáculo. Ainda assim, a amizade com Mylene valia o sacrifício.

Sozinha por opção própria, Marinette era frequentemente alvo de tentativas de “casamento” por parte de todas as suas companheiras, que tentavam a todo o custo apresentar-lhe homens interessantes e disponíveis. Mas Marinette não pretendia envolver-se com um homem qualquer, e muito menos com alguém que quisesse viver uma avntura momentânea. Desde que namorara com Nino, com quem chegara a pensar em casamento, nunca mais voltou a interessar-se por nenhum homem. E as recordações que guardava de Nino, que a trocou por uma noite de farra com uma das suas colegas de trabalho, também não a ajudavam a que o interesse por mais alguém surgisse de repente.

Quando finalmente encontraram o Danúbio Azul, Marinette e Alya estacionaram o carro e dirigiram-se ao pequeno grupo que já se encontrava junto da porta.

—Boas noites! – disseram em uníssono.

—Olá, meninas! – responderam as outras.

—Ainda bem que chegaram; já pensávamos que se tinham perdido. – disse uma delas.

—Não foi fácil, mas acabámos por encontrar o caminho – respondeu Marinette. – Entramos?

O Danúbio Azul escondia, por trás de uma porta com ar frágil e discreto, um enorme salão com mesas que rodeavam um palco em forma de semicírculo. A decoração era sóbria, ainda que pontuada por alguns dourados que conferiam ao ambiente,um aspecto de salão de baile de antigamente. A música, essa, era bastante moderna e puxava o corpo imediatamente para a pista de dança que se encontrava junto ao palco, numa zona sem meses e com um pequeno balcão forrado a garrafas de muitas cores e formatos.

O grupo inicial instalou-se em duas mesas bem perto do palco e, conforme foram chegando as várias amigas de Mylene, encheram-se quase todas as outras mesas da sala. Mylene chegou por fim, acompanhada de Mile e Juleka, e declarou aberta a festa da sua despedida de solteira.

—Esta é a última noite que passo como mulher solteira e quero aproveitá-la ao máximo! – disse, entre risos e aplausos.

A festa ia começar. Mylene mandou vir champanhe para todas e, entre brindes e votos e felicidade, a música encheu a sala. Quando as conversas e os risos já tinham tomado conta do ambiente, as luzes baixaram e três focos incidiram no palco, até aí vazio. Ao som de um ritmo tropical, cinco homens bem constituídos entraram em cena, provocando alguns suspiros nas várias mesas. Vestidos com elegantes fraques, os bailarinos começaram a mover-se ao ritmo da música, ameaçando lentamente a retirada da primeira peça de roupa. Quando os botões das camisas brancas se soltaram aos poucos, a ameção já estava ao rubro entre as mulheres. Só Marinette não estava demasiado entusisasmada, por lhe parecer tudo aquilo um espectáculo algo decadente, mas ainda assim deixou-se ficar e apreciou os moviementos e os corpos daqueles homens que pareciam saídos de um filme. Já de tronco nu, os bailarinos espalharam-se pelo palco e começaram a provocar o grupo feminino que bebia champanhe e cantava, aplaudindo cada movimento. E foi nesse momento que Marinette reparou num dos strippers, alto e loiro, com uns olhos verdes capazes de provocarem deslumbramento em qualquer mulher. Os olhares cruzaram-se, mas Marinette depressa desviou o rosto. Nem parecia seu responder daquela maneira a um homem que a olhava de modo tão interessado. A dança continuava e Marinette continuava a não conseguir evitar a atenção no bailarino de olhos verdes. Até Alya reparou e não eprdeu a oportunidade:

—É bonito, não é?

—Quem? – disfarçou Marinette.

—Ora, bem te vi a olhares para ele...

—Está bem, é bonito, mas e então? – perguntou Marinette, já um pouco incomodada.

Os bailarinos despiram as calças por entre uma multidão de mulheres deslumbradas e prosseguiram a sua dança. Não estava previsto que se despissem completamente, mas isso não esmoreceu de modo algum o entusiasmo do grupo. Entre piropos e risos, Mylene e as amigas brincavam com os bailarinos que iam passando pelas mesas e acabando mesmo por lhes deixar algumas notas presas nas tangas com que actuavam, exatamente como tinham visto fazer em espectáculos de strip femininos nos filmes de Hollywood. E durante todo o tempo que durou a animação, Marinette não conseguia tirar os olhos do seu bailarino, e este correspondia com o mesmo interesse. Foi nesse momento que Alya, aproveitando o deslumbre e a distração da sua amiga, rabiscou qualquer coisa num guardanapo e,na primeira oportunidade, colocou-o na fita que prendia a tanga do homem dos olhos verdes. No papel estava escrito o número de telefone de Marinette e, mesmo sem saber se a amiga se ia zangar quando descobrisse, Alya não se arrependeu da atitude. Afinal, estavam ambos tão fascinados um com o outro...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Lá para terça-feira disponibilizo o 2ºcapítulo...não o faço antes porque tenho romaria à porta de casa e mal consigo descansar.
Beijinhos e até ao próximo capítulo.