No Ardor da Luxúria
2 Gotas de orvalho na madrugada
Alíchia agora toma forma da falecida Jéssica e lançando um olhar sedutor para David começa a se aproximar vagarosamente.
David: Por que você me tortura com essas lembranças? David trás suas mãos a cabeça desesperado e desvia o olhar de Jéssica. David: Eu já estava começando a aceitar a morte dela. Eu já estava pronto para começar uma nova vida. Alíchia chega à frente de David e segurando-o no queixo faz com que ele a olhe nos olhos. Alíchia: Não tente mentir para você mesmo. Eu conheço todos seus segredos e verdadeiros pensamentos. Você ainda se culpa pela morte dela, você se considera um lixo que não merece mais viver; considera seus filhos um fardo que sempre irá lembrá-lo da única pessoa que você amou e que sem ela não conseguirá continuar. Você se culpa por ter cedido ao momento e ter tidos relações com sua própria irmã, que por sinal foi o motivo de sua mulher ter saído de casa desesperada e ter sofrido aquele acidente. David estava paralisado, não conseguia mais raciocinar e todas suas lembranças voltavam à tona. # Sara: Eu sempre te amei meu irmão... Mesmo quando você decidiu se casar com a Jéssica, mesmo quando nasceu seu primeiro filho... Ainda sim eu o amava. Procurava sempre estar ao seu lado, sempre lhe apoiando. Sara beija David ardentemente, e este retribui suas carícias e a guia até a sala. Ele a deita no sofá, levanta seu vestido e arranca violentamente sua calcinha enquanto beija seus seios. Ouve-se o barulho de algo caindo, David olha de esgueira para ver a origem do som, ele encontra Jéssica totalmente surpresa ao presenciar a cena de traição e sua bolsa caída no chão. Saem lágrimas dos olhos dela, Jéssica sequer imaginaria que seu marido a traia com a própria irmã em sua casa; ela sai correndo desesperada. David deixa Sara no sofá e parte atrás de Jéssica, esta corria aos prantos sem rumo. David: Jéssica espere! Jéssica foi atropelada por um caminhão e morreu na hora. Após a morte de sua amada, David nunca mais procurou por Sara, nem falaram mais sobre esse assunto, foi como se nada tivesse acontecido. Sara começou a freqüentar a casa de David e ajudar nos serviços domésticos e cuidar das crianças, mas agora havia um muro os separando, um muro criado por David para se isolar.# Alíchia o faz recuar até cair deitado na cama e se debruça em cima dele. Alíchia: Eu sou o que vocês humanos chamariam de demônio, uma succubus, me alimento de prazer, através de seus desejos, sugando suas vidas. Mas para mim, melhor que simplesmente me alimentar, gosto de escolher minhas presas com cuidado, de atingir seus corações e me alimentar de seu desespero. Ela lambe os lábios dele. Alíchia: Você nunca me esquecerá, mesmo estando longe continuarei sendo a única em sua mente, irei permanecer lentamente a retirar-lhe energia até sua morte por exaustão. David agora dominado completamente pela succubus a beija apaixonantemente, tornando-se assim mais um servo de Alíchia. Outro dia aparentemente qualquer. Sara chega cedo à casa de David para mais um dia de faxina e arrumação, mas ao entrar na sala de TV encontra as duas garotas assistindo desenho. Sara: Você não deviam estar na escola? O que fazem ainda em casa? Onde está seu pai? Menina: Ele não nos acordou hoje. E também não abre a porta quando chamamos. Sara sai correndo até a porta do quarto dele, tenta abrir, mas está trancada. Ela bate na porta. Sara: David! Abra a porta, está me assustando. Isso não é de seu feitio. Como ele acaba não abrindo ela desce as escadas até o porão e pega um molho de chaves que estava pendurado num prego. Ela sobe e abre a porta usando uma das chaves. Ao entrar no quarto encontra tudo escuro, David estava encolhido no canto. Sara: Você está se sentindo mal irmão? Sara se aproxima até tocar em seu ombro, no mesmo momento ele lança-lhe um olhar assustado. David: Não me deixe mestra, não posso viver sem você... Ele desmaia de repente. Assustada, ela liga para a ambulância e o leva para o hospital o mais rápido possível, deixando as crianças em casa mesmo. No hospital, ele é levado a um quarto e examinado pelo médico. Doutor: Ele está fisicamente bem, mas está muito instável emocionalmente, só poderemos saber mais após ele acordar. Sara: Entendo... Gostaria de ficar aqui ao lado dele e esperar ele acordar, mas tenho que cuidar das crianças que deixei em casa. Doutor: Entendo, provavelmente ele estará consciente em breve, assim que acontecer irei contatá-la. Sara parte para a casa de David, no meio do caminho não para de pensar nas palavras ditas por ele, a quem ele se referia? Seria a Jéssica? Mas ele mencionou algo como mestra... Ao entrar na casa Sara nota que tudo está escuro e não ouve nenhum som. “Crianças! Onde estão elas?” Começa a procurar em todos os cômodos da casa, entra finalmente no quarto de David e encontra as duas deitadas de bruços na cama dele. “Elas devem ter esperando o pai delas voltar e acabaram dormindo” Vai para perto dela e tenta acordar uma. Sara: Vamos meninas, hora de jantar... Sara percebe que elas estão com o corpo muito frio e as vira. Ao virá-las percebe que ambas estão mortas.
Sara: O q... O que está acontecendo nesta casa! Sara se vira e se depara com Alíchia parada ao lado da porta. Sara: Quem é você? O que fez a essas crianças? Por que matar crianças? Você é um monstro? O que elas fizeram para você? Alíchia: Não seja precipitada. Eu não as matei por querer, elas simplesmente não agüentaram a atmosfera que criei neste quarto e tiveram suas vidas sugadas também, como meu poder funciona melhor com homens pensei que haveria problemas, mas parece que a vida delas já estava por um fio de qualquer forma. Sara: Como você consegue falar isso tão tranqüilamente? Sara segura a gola de Alíchia violentamente. Alíchia: Eu sugiro que você não comece nada que vá se arrepender. Tudo que pertence aos meus servos são meus por direito, isso inclui filhos e afins. Não é como se eu me importasse com meus “brinquedos”. Sara tenta dar um soco em Alíchia, esta segura facilmente o punho de Sara e se desvencilha dela. As mãos de Alíchia se transformam em garras e lança Sara para longe. Sara se levanta com dificuldade, estava ferida no abdômen. Alíchia: Meu nome é Alíchia, lembre-se dele. Se quiser morrer pode me procurar novamente. Asseguro-te que lhe matarei da próxima vez. Au revoir. Alíchia desaparece subitamente. Sara estava desorientada, seu irmão acabava de ficar louco e suas sobrinhas tinham sido mortas por alguma criatura com uma força sobre-humana. Será que isso era apenas um sonho? Será que acabaria acordando e percebendo que tudo não passou de um pesadelo? O que ela mais desejava que nada aquilo tivesse acontecido.
Notas finais
O que Sara irá fazer agora que está sozinha? Mesmo David não estando morto, ela nunca mais terá a chance de tê-lo em seus braços. E alíchia? Quem ela realmente é? de onde veio? O que ela mais deseja? Apenas o tempo poderá responder essas perguntas. Confiram a continuação dessa fic. Postarei um capítulo por semana.
Nana-chan.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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