P.O.V. Elena.

Meu pai me deixou assistir o primeiro teste da máquina do tempo que ele construiu depois de muita insistência minha e quando ele a ativou algo deu errado e fui sugada por um vórtice de luz.

—Papai!

—Elena!

P.O.V. Rei Tut.

Estava treinando com Kah quando uma nuvem estranha povoa o céu. Raios e trovões e uma garota cai daquela nuvem.

—Ai.

Ela se levantou e tirou uma faca de suas estranhas vestes a qual ela apontou para nós.

—Quem são vocês? Onde eu estou?

Decidi me a joelhar diante daquela mulher que pelos Deuses foi mandada.

—Eu sou Tutankamon o Faraó do Egito e este é Kah.

—A máquina do meu pai. Funciona.

—Funciona!

—Senhora que veio dos céus, dei-me a honra de levá-la até o palácio e servir um banquete em vossa honra.

—Você é o Rei. Faça o que quiser, mas se tentar por a mão em mim eu vou cortá-la fora.

A mulher apontou a espada para mim.

Nós a levamos até o palácio e minha irmã e esposa ficou um tanto quanto incomodada com a presença da Senhora dos Céus.

—Meu senhor, quem é essa... mulher?

—Ela veio dos céus, foi enviada pelos Deuses. Eu vi quando ela caiu de uma nuvem.

—Kah?

—É verdade minha senhora. Também vi quando ela caiu dos céus.

—Você tem um nome, jovem Senhora dos Céus?

—Elena. Eu sou Elena Marie Gilbert.

—Elena? Que espécie de nome é esse?

—Elena é o nome de uma Rainha Espartana, que se apaixonou pelo jovem Príncipe grego Paris e por seu amor o Rei Minelau iniciou uma guerra e colocou a cidade de Troia no chão só por causa dela.

Aquela mulher, Elena possuía coragem. Ela tinha com ela uma bolsa enorme.

—Meu pai vai adorar esse lugar.

A jovem Elena tirou algo de sua bolsa e a coisa se movia sozinha. Ela apontou a coisa para a parede e ela soltou uma luz.

—Que lindo.

Ela repetiu o mesmo processo pela sala toda.

—Se importam se eu tirar uma de vocês?

—O que?

—Isso se chama fotografia. É como um desenho só que um pouco diferente. A luz vai passar por esse buraquinho e terei uma imagem de vocês para mostrar ao meu pai.

—Tudo bem. O que devemos fazer?

—Junta com ela. Ai, assim agora sorriam.

A luz nos atingiu.

—Pronto. Querem ver?

—Claro.

Aquela coisa nos havia roubado a alma.

—Relaxem, as almas de vocês ainda continuam nos seus corpos intocadas. Apenas Deus pode levar vocês deste mundo.

—Então como...

—É como um espelho. Você já se viu refletido no espelho certo?

—Sim.

—As primeiras câmeras eram feitas com espelhos e as imagens eram em branco e preto.

—Visir!

—Sim, meu Rei?

—Peça para que o cozinheiro prepare um suntuoso banquete, o mais suntuoso de todos.

—Sim senhor.

—Porque isso tudo?

—Por você, a mulher vinda dos céus.

—Uau! Pensei que você fosse mais jovem. A sua múmia era tão... pequena.

—Minha múmia?

—Você está em exposição num museu. Você e as suas coisas.

—Minha tumba foi profanada?

—Aam, é. Mas, não se preocupe os pesquisadores preservam o seu corpo no formol.

—O que é Formol?

—Um produto químico que é usado para diversas finalidades, entre elas a conservação de cadáveres.

—E para quais outras finalidades se usa esse Formol?

—Para fazer escova progressiva e diversos tipos de alisamento no cabelo, também existem vários inseticidas que levam uma pequena quantidade de formol.

—Inseticidas?

—Produtos para matar insetos.

—Vocês matam escaravelhos?

—Matamos. E baratas, mosquitos que transmitem doenças e outras coisas mais. Formigas, escorpiões etc.

—Porque? Como podem matar um escaravelho?

—Pisando em cima, tacando inseticida, na base da vassourada, batendo nele com um pano, com uma raquete elétrica etc.

—Elétrica?

—Ainda não descobriram a eletricidade. Infelizmente.

—E como pode você saber que essa tal eletricidade existe?

—Eu sou viajante linda. Vim de um lugar onde tudo isso já aconteceu.

—Incrível.

—Valeu.

—Valeu o que?

—Isso quer dizer obrigado no meu tempo.