P.O.V. Elena.

Depois de uma longa viagem eu finalmente cheguei á cidade perdida de Atlântida.

—Tell me how can you sleep, how can you breath? Baby tell me how, how you love me now!?

—Como conhece essa música?

—Eu escutei.

—Onde? Quando você nasceu?

—Quem é você mané?

—Sou Jason.

—Jason? Como pode uma pessoa com um nome bíblico em dois mil antes de Cristo?

—Conhece a bíblia!

—É.

—Como é o nome da sua mãe?

—Miranda Sommers Gilbert.

—De onde você veio?

—Estados Unidos da América.

—Eu também. Eu nasci em 1986.

—Como veio parar aqui?

—Uma fenda dimensional. No fundo do oceano.

—Legal.

P.O.V. Pitágoras.

Estávamos andando na rua quando aparece uma moça cantando. Jason faz uma observação.

—Ela ta cantando Hey Mondey. Ela ta cantando Hey Mondey!

Ele corre até ela e pergunta de onde ela veio, quando ela nasceu e o nome de sua mãe.

—Jason, você não pode ter nascido em 1986.

—Na verdade pode. Se ele encontrou uma fenda dimensional pode sim. O meu pai achou uma e com a máquina e os marcadores podemos viajar para quando e onde quisermos.

—Pode me levar pra casa?

—Eu não sei. Nunca tentei levar outra pessoa.

—Qual o seu nome?

—Elena Marie Gilbert.

—Conhece Grayson Gilbert?

—Meu pai.

—Você é a filha do Grayson?!

—Sou.

Uma moça passou.

—Eu conheço ela. Annabeth! Anna!

Elena a cutucou.

—Annabeth como veio parar aqui?

—Eu não sou Annabeth. Sou Medusa.

—Me.. Medusa? A górgona que transforma gente em pedra?

—O que?

—Meu Deus! Isso explica tudo. A Annabeth tem os seus poderes porque é sua descendente. Caraca Moleque! Que doideira!

—O que? Do que está falando?

—Você é a mais temida das três irmãs górgonas. A sua lenda conta que você já foi bela, tão bela que tentou Poseidon. Quando ele foi atrás de você, você correu para o templo pensando que a Deusa iria proteger-te, mas não protegeu. Poseidon a possuiu no chão frio, você rezou a Atena por conforto, mas a Deusa não sentiu nada além de nojo. Atena quis garantir que ninguém mais a possuísse então, transformou seus cabelos em um ninho de cobras, suas pernas em uma cauda de serpente e os seus lindos olhos azuis tempestade tem o poder de transformar qualquer homem em pedra.

—Não é verdade. Annabeth, a sua descendente viva transforma homens em pedra quando fica com raiva. Mas, como conforto os seus poderes e os de suas descendentes não fazem efeito sob as mulheres. Foi o consolo de Atena para que Medusa jamais ferisse uma mulher. Além do mais, mulheres não podem entrar no templo. A maldição que a tranca lá impede.

—Lamento.

—Eu também. Fique longe de Poseidon. Vou proteger você Medusa e farei o que puder para impedir o que está por vir.

—Obrigado. Eu acho.

—Vou mostrar.

P.O.V. Jason.

Ela pegou um tablet e digitou Medusa no Google.

—Você tem internet?

—É. Isso ai. Olha só como você vai ficar linda.

—Meus Deuses! Que horror! Eu não quero ser essa coisa.

—Eu prometo que farei o possível para isso não acontecer.

—E você conhece Jason?

—Não, mas ele conhece o meu pai.

—O experimento deu certo então?

—Sim. Eu estou aqui não estou?

—Sim. Está.

—Abram alas para a Princesa!

—Mais uma nobre metida.

—Não diga isso!

Ela veio direto até nós.

—Jason.

—Ai, Jason tá podendo ein?

—Cala a boca Elena.

—Ah, vai se danar.

—Quem é você?

—Elena. Quase esqueci as fotos!

—Uma máquina fotográfica digital!

—Com a memória de 10 giga mais vazia que cabeça de zumbi. Quer bater umas?

—Rará que engraçado.

—O que? Eu não... oh, tu pensou sacanagem né? Claro. Mané. Vai lá vê se tira umas fotos da família real e da cidade.

—A quanto tempo que não vejo uma dessas.

P.O.V. Ariadne.

Assim que o vi ao lado daquele mulher senti um ciúmes tão grande. Ele é meu!

—Quem é você?

—Elena. Quase esqueci as fotos!

Ela deu algo nas mãos de Jason. Ele pareceu gostar do presente.

—O que é isso?

—É uma máquina fotográfica digital profissional.

—O que?

—Não adianta explicar. Eles nunca vão entender como funciona Jason, vão acusar a gente de bruxaria.

—Tem razão.

—Jason, ela é sua mãe.

—O que?

—Pasifae é sua mãe. E você terá que matá-la ou Atlântida vai pro buraco. Vai pro fundo do oceano.

—Como pode saber?

—Eu não sei. Não tem como explicar, eu só sei. Eu vi.

—Viu?

—Eu não sei como eu faço, mas eu faço.