No Amount Of Masks...

3 Third Lesson – Doubt.


Notas iniciais
Acabei por demorar mais do que eu esperava, mas hei! Não foi assim tanto! ...sinto-me um fail neste momento por muito que tente negar o meu "atraso" OTL A Nanda-san pediu-me para a avisar sempre que postasse um novo capítulo, e houveram umas pessoas que me mandaram mp a pedir que eu fizesse o mesmo. Quem quer que eu avise, diga na review. Facilita o trabalho para todos nós e deixa-me feliz, oi. q Well, boa leitura.

Se alguma vez estiveres com dúvidas, olha para o céu.

– Len, já decidiste quem vai ser a tua noiva?

Abanei a cabeça negativamente e evitei olhar para a minha mãe. Sabia que se o fizesse, a única coisa que iria encontrar era decepção, mesmo que ela estivesse escondida pelo sorriso dela.

– Sabes que se não te despachares, que o pai irá–

– Eu sei.

Virei-lhe as costas e saí da sala, deparando-me com o meu pai. Ignorei-o e passei ao lado dele, sem olhar para ele.

– Às vezes pergunto-me se ele é mesmo nosso filho e se não foi trocado na maternidade por outro moço qualquer.

Parei para ouvir a conversa, fora do campo de visão deles. Apertei a máscara que se encontrava nas minhas mãos, calculando o que se seguiria.

– Mas querido, o Len–

– Se ele realmente fosse meu filho fazia o que os seus pais lhe mandavam e não o que ele queria! Ele sabe que nós necessitamos do casamento dele com outra pessoa da realeza...estamos a ir à falência. Não lhe custaria nada fazer-nos esse favor, não é?

Respirei fundo e levei a máscara à minha cara, escondendo qualquer traço de tristeza que se encontrasse no meu rosto naquele momento.

~x~

Mais uma festa inútil.

Nem fazia ideia do que realmente estávamos a celebrar naquele momento. Provavelmente alguma inutilidade sem importância onde as pessoas gostam de gastar dinheiro, como de costume. Dei por mim encostado a uma parede depois de algumas danças com algumas pessoas por pura cortesia, a observar a pista de dança.

– Len?

Olhei para quem me havia chamado, pronto para dar uma resposta que negasse a minha identidade. No entanto, sorri ao reconhecer o cabelo azul de Kaito por trás da máscara dele.

– Kaito! O que fazes aqui?

– Ah, o habitual, conviver com as pessoas. Mas, fico feliz por ver que está tudo bem contigo.

– Um, sim. Calculo que contigo também esteja. – Voltei a desviar o olhar para a pista de dança.

– Sim, está tudo óptimo. Tenho que…escolher uma pretendente, Len. – Tornei a olhar para ele, encontrando-o com um sorriso. No entanto, este desapareceu rapidamente. – A Miku…

– A Miku?

– Sim, a Miku. Tu…não…ah, estás interessado nela?

– Não.

– Não?

– Não.

Arqueei uma sobrancelha e ele sorriu novamente. – Ah, fico feliz.

– Boa sorte.

– Para o quê?

– Calculo que irás pedir a mão da Miku aos pais dela?

Apesar de ele se encontrar com uma máscara, consegui perceber que ele havia ficado embaraçado. – É, vou. Mas não sei se ela vai aceitar…afinal a Miku tem muitos pretendentes né?

– Isso não implica que não sejas o tal em muitos. Só vais saber se tentares.

Ele sorriu e acenou com a cabeça. – É verdade. Bom Len, então eu vou andando. Tenho que encontrar a Miku.

– Está bem. – Vi-o a desaparecer por entre as pessoas que se encontravam naquele salão e suspirei. Por uma vez que fosse, gostaria de encontrar alguém de quem gostasse, assim como Kaito.

Que se dane o dinheiro...o que realmente importa não é isso.

Senti uma mão a tocar-me no ombro que me tirou dos meus pensamentos e voltei-me, encontrando aquela figura conhecida.

– Boa noite, Len.

– Boa noite. – Sorri e olhei para o vestido dela. Desta vez, apresentava tons cinzentos. Ao reparar nos meus olhos, ela levou a mão dela à frente da minha cara e abanou-a.

– Sim?

– Cinzento?

– Ah, o cinzento. Sabes o que é que ele representa?

– Não. Mas é isso que me vais ensinar, não é? – Passei a mão pelos meus cabelos e sorri.

Ela acenou com a cabeça e agarrou na minha mão. – Exactamente. Então, Len…já algum vez estiveste indeciso?

O meu sorriso desapareceu e desviei o olhar para o chão. – Sim, claro.

Senti-a apertar com força a minha mão e olhei para ela novamente, que me fitava com preocupação. – Estás indeciso agora?

Pisquei os olhos várias vezes e senti-me corar. Puxei a minha mão e levei-a à cara, disfarçando. – Um, não.

– Não? – Ela aproximou o rosto dela do meu, piscando os olhos várias vezes. Senti-me corar mais ainda e afastei-me dela, tossindo forçadamente em seguida.

– Está bem, talvez. Mas o que quer que estejas a pensar, provavelmente está errado.

– Hmm? – Ela fez uma expressão confusa e levou o indicador à bochecha dela. – O que é que eu estou a pensar?

Suspirei pesadamente e forcei um sorriso. – Nada, nada. O que é que ias dizer em relação à indecisão?

Ela sorriu e pegou na minha mão novamente, arrastando-me para fora do salão. Aproximou-se da primeira janela que encontrou no corredor e colocou a sua mão levemente no vidro.

– Os meus pais…acham que está na altura de me casar. Mas, eles acham que a maioria dos pretendentes é fútil. Por isso eles estão indecisos sobre quem escolher. – Apenas olhei para ela com melancolia. Apesar de estarmos em situações diferentes, eram semelhantes em várias coisas. – Ou…estão na dúvida, como preferires. Deram-me a oportunidade de escolher, mas eu mesma estou indecisa.

Desviei o meu olhar para a janela e mantive-me em silêncio, sem saber o que lhe responder. Depois de alguns segundos de silêncio pude sentir a mão dela na minha, apertando-a novamente.

– Né, Len…está tudo bem?

Olhei para ela e novamente, encontrei aquele olhar preocupado dela. Sorri e pus gentilmente a minha mão sobre a cabeça dela. – Acho que te devia perguntar isso a ti. Está tudo bem contigo, apesar da indecisão?

Ela corou e sorriu. – Sim, estou. Porque eventualmente a dúvida vai passar. – Ela voltou a olhar para a janela e apontou para a lua. – A indecisão é uma das coisas que mais paira no coração humano. Quando somos deparados com duas escolhas, nunca sabemos o que escolher. Começamos a ponderar os prós e os contras de cada opção, e no final de contas questionamo-nos se escolhemos o caminho certo. Mas, tal sentimento não deveria existir.

– Como assim? – Arqueei a sobrancelha e olhei para a lua também.

– Mesmo que o que escolhamos esteja moralmente errado, é o caminho certo. Porque, desde que sejamos nós a escolher, não deveremos ter dúvidas que aquela é a escolha mais acertada. Ponderámos os prós e os contras antes da nossa decisão, não é? Então, o que quer que aconteça, deveríamos ter orgulho de nós próprios por termos sido capazes de escolher o nosso caminho. Creio que isso é o melhor, não? No fim, mesmo que as coisas corram mal, podes sempre aprender alguma coisa interessante com a tua decisão.

Comecei a rir, o que fez com que ela se voltasse para mim. – Tu realmente…

– Eu o quê? – Olhei para ela ainda a rir, encontrando-a com uma expressão emburrada.

– Acho que mesmo que tentasse nunca encontraria ninguém como tu.

– Devo levar isso como um elogio ou crítica? – Ela arqueou uma sobrancelha como eu habitualmente fazia.

– Elogio, elogio. – Disse pelo meio do meu riso, que continuou depois de ver a expressão dela. – Tens uma maneira diferente de ver as coisas.

Ela ficou perplexa durante alguns segundos, mas depois suspirou e sorriu. – Eu sei, já me disseram que eu era estranha.

– Estranha? É, pode ser. Mas é um…estranho bom. – Respondi, olhando novamente para a lua. Pude ver pelo canto dos olhos que ela ficou um pouco embaraçada, mas rapidamente se voltou para a janela normalmente.

– …o cinzento representa a dúvida. É como se fossem as nuvens cinzentas que invadem o céu azul. Quando a dúvida desaparece, o azul volta a brilhar e o cinzento desaparece.

Ela voltou-se para mim e sorriu tristemente. – Está na hora de eu ir embora, Len.

Fiz uma expressão aborrecida e passei a mão pelos cabelos. – Já?

– Sim. – Ela sorriu e fez uma vénia. – Mas, voltarei.

– Eu sei. Não tenho dúvidas disso. – Sorri e imitei o gesto dela, curvando-me. Quando voltei ao normal, encontrei-a um pouco sem jeito. Ela virou-se e começou a caminhar pelo corredor.

Talvez…algum dia a minha dúvida desapareça.

– Len?

Voltei-me para ela e encontrei-a com um leque cinzento à frente da cara dela. – Se alguma vez estiveres com dúvidas, olha para o céu. Lembra-te que, onde quer que estejamos, todos estamos sobre o mesmo céu. Por muitas escolhas certas e erradas que faças, não estás sozinho!

Pisquei os olhos várias vezes enquanto a via a ir-se embora, incapaz de responder. Sorri e levei as mãos aos bolsos.

Cinzento é um bloqueio que impede a passagem da luz. Vide…a dúvida.

Notas finais
...acho que este foi um dos piores capítulos de tudo o que já escrevi. Enfim. Vou sumir um pouco daqui do nyah por razões pessoais. Ainda tenho muitas mágoas e dificuldades a ultrapassar. Por esse motivo, não me vou submeter a prazos nem nada do tipo. Apenas peço que compreendam. ~ Well, reviews? *w* *pedrada*