No Amor e Na Guerra

5 Capítulo 5- Vocé é corajosa, Srta. Swan?


Notas iniciais
Gostaria de agradecer imensamente aqueles que tem fomentado e comentado a fic. Espero que eu esteja conseguindo ultrapassar as expectativas de vocês. Daqui pra frente pessoal, o negócio vai mudar completamente e vai pegar fogo, minha gente!

Um feixe de luz, um pequeno barulho, alguma alma viva? Onde exatamente Emma estava? E o mais importante... O que Regina havia feito com ela? Ela não se lembrava de absolutamente nada depois daquela estranha conversa, e ficava repetindo os fatos em sua mente:

—Bom, ela alega que eu não sou judia. Por que motivo eu estaria aqui então? Se eu estiver aqui por engano juro que eu mato aquela mulher. Sim, nunca aderi a minha religião, nem nunca fui batizada... Mas meus pais sim, minha mãe na realidade. Já falando nela, como assim ela está aqui e está viva? Como diabos ela conseguiu fugir até Aushwitz? E se ela está lá, como que ela continua lá e viva ainda por cima? Acho que está na hora da Regina me falar umas poucas e boas, pra falar a verdade. REGINAAAAAA!-

Esta última ela realmente falou da boça pra fora. Emma nunca havia pensado daquela forma. Como que ela ficou revoltada daquela maneira? O campo a estava mudando, a sua vida, na verdade. Os últimos dois anos no gueto foram marcantes na vida dela, muito ruins, para ser sincera. Mas aquilo pelo qual ela estava passando, um buraco escuro sem ninguém a escutar e nem mesmo uma alma viva... Espere aí. um som!

—Está pronta para conversar, Emma? Acho que aí embaixo está desconfortável, não é mesmo?- Falou Regina.

Emma realmente não sabia se pulava no pescoço da morena quando ela saísse daquele buraco ou a abraçava por a tirar dali, afinal talvez tivesse sido ela a responsável por a colocar naquele lugar terrível. As duas não falaram uma palavra sequer até o caminho da sala de interrogatório. Emma pode perceber um guarda da SS dando chicotadas em uma detenta, que não devia ter mais do que 16 anos. A menina a olhou por alguns instantes, com olhos tristes e, ao mesmo tempo, amargurados. Naquele lugar, as pessoas não sabiam mais quem elas realmente eram, pois as circunstâncias as mudavam.

A mesma mesa que da vez passada estava novamente na frente de Emma. Era a única coisa que separava Regina e ela. Desta vez, a morena usava seu uniforme com os últimos botões desabotoados, visto que estava quente. Emma não pode deixar de olhar para os seios de Regina, até que ela foi interrompida pela mesma.

—Vejo que agora eu consegui a sua atenção, não é mesmo, senhorita Swan?- Implicou ela.

—Se você vai me colocar novamente naquele buraco mais tarde, Regina, acho que estou pronta para colaborar e ver no que vai dar.- Falou a loira.

—Ora, ora... Vejo que o 'comandante' já fugiu do seu vocabulário, não é mesmo? Gosto assim. No entanto, as outras pessoas não gostam.

—Do que é que você está falando?- Indagou, confusa.

—Bem, sabemos o que as pessoas acham de um oficial falar com diremos, uma detenta, por assim dizer. O único motivo pelo qual eu deveria chamá-la aqui deveria ser para torturá-la. Mas isso vai contra os meus princípios nesse momento Srta. Swan. Sei que ainda teremos muito o que conversar.- A morena se aproximava cada vez mais. Emma pode sentir a sua respiração contra a sua e isso a deixou ofegante. Fez uma força enorme para que conseguisse falar.

—Regina, eu já disse que vou colaborar, mas eu tenho que saber no que exatamente eu estou me metendo. Eu já fui enganada por muitas pessoas e a última coisa que eu preciso nesse momento seria que isso acontecesse novamente, com todo o respeito.- disse.

—Bom, enganada eu garanto que você não será. Colaborar, no entanto, depende totalmente das duas atitudes e o quão longe você irá para alcançar o seu o objetivo, que nós duas sabemos que é reencontrar os seus pais. Mas o meu objetivo vai um pouco além disso. Eu quero derrubar aquele que está mantendo Mary Margareth presa e para isso eu preciso da sua ajuda.

Emma ficou calada por alguns instantes. Por que Regina iria querer a sua ajuda? E por que ela estava agindo daquela maneira? As duas sabiam que aquilo era muito perigoso. Qualquer outro nazista estaria querendo o pescoço de Emma nesse momento! Tamanha era a seriedade que ela estava falando com Regina. Primeiro, se fosse aquele guarda parrudo que agarrava Emma todas as santas vezes que ela era levada para algum lugar, ele provavelmente teria cortado a língua dela a essa hora.

O Dr.Whale teria feito experiências na pobre loira que ela obviamente não se recordaria, porque ela já estaria morta também. Tudo aquilo soava muito estranho e Emma tinha todas as razões do mundo para desconfiar de Regina. Mas ela também tinha motivos de sobra para tentar confiar nela. Se ela reencontra-se a mãe, como Regina havia proposto, não importava a maneira e nem como isso acontecesse, no final, mãe e filha estavam juntas.

—Você é forte, não é mesmo, senhorita Swan- falou a morena.

—Você não sabe do que eu sou capaz Regina.- respondeu a loira, com um olhar cativante.

—O caminho para que cheguemos a sua mãe é complicado. O homem que a esconde deve ser temido por todos, sem excessão. Mas eu sou temida também, Emma, e você é vista apenas como uma mera peça nisso tudo. Eu posso fazer com que você se torne alguém essencial, mas isso haverá um preço. Um disfarce muito bem planejado...- Regina pareceu hesitar por alguns instantes e isso deixou Emma realmente apreensiva.

—Qual disfarce?- Desabafou.

—Emma, eu preciso que você seja uma detenta especial. Você não vai descumprir ordem alguma, não vai responder a nenhum oficial sem que seja chamada. Vai trabalhar sem reclamar e não vai ajudar ninguém que esteja burlando as regras. E isso vai ser muito difícil. Se você conseguir se manter na linha, poderá ser uma kapo.

—E o que as kapos fazem, Regina?- Indagou Emma.

—Basicamente, você terá prioridades por bom comportamento. Terá um alojamento melhor e não passará mais fome. Terá a chance de sobreviver por meses, se tudo der certo.- Emma ficou felicíssima.

—Mas isso é ótimo! Por que vemos poucas pessoas nessa função, então?

—Porque o preço é muito alto. Você fará o trabalho sujo de um guarda da SS: separará os grupos para as câmaras de gás, executará os castigos nos detentos, e queimará os corpos dos mortos.- falou Regina, com um olhar extremamente sério e, ao mesmo tempo, triste.

—Eu prefiro morrer antes de me tornar alguém assim.- Falou Emma, chegando muito próxima a Regina. O olhar da morena mudou, fitando a loira com uma sensação de ameaça. Tudo seria diferente, afinal.

Notas finais
Próximo capitulo: o destino de Emma após confrontar Regina e o primeiro aparecimento do carcereiro de Mary Margareth. Não esqueçam de comentar e dizer o que gostaram ou o que precisa ser melhorado, pessoal. Isso me ajuda muito na hora de escrever os proximos capítulos!