No Amor e Na Guerra
19 Capítulo 19- Jogos Mortais
Notas iniciais
A primeira vez que Emma viu Regina, parece que já haviam se encontrado há muito tempo. O olhar exercia poder sobre as duas, deixando-nas conectadas. Mas será que não era apenas um olhar e não um poder? Aqueles olhos diziam tantas coisas, tantos sentimentos... Dava para ler o que estava acontecendo por dentro de Emma.
Os olhos, arregalados e sérios, encarando Regina frontalmente expressavam uma emoção nova, que nunca havia visto antes: ódio. Um ódio que Regina criou dentro de si por muito tempo, e que agora Emma era quem compartilhava com ela.
– Emma...- sussurrava a morena baixinho, ainda mantendo-se séria.
–Olhe bem no fundo dos meus olhos, veja que não quero fazer mal algum. Não me torne o monstro que eu era, Srta.Swan, porque foi você que conseguiu trancá-lo dentro de mim. O seu também pode ser trancado, eu sei disso. Confie em mim. Se você fizer isso, não há caminho de volta.
O silêncio ecoou por alguns instantes, Emma olhava cada vez mais fundo nos olhos de Regina, fitando-a. Ela levantou a cabeça, e começou a olhá-la de uma maneira diferente, agora o prazer estava estampada em seus olhos.
–Sabe, Regina, esse tempo todo eu pensei que você que tinha um demônio interior e eu me preocupei tanto com isso que esqueci de mim mesma. Quando eu atingi Killian aquela noite para te salvar, eu senti prazer em vê-lo sangrar, assim como estou sentindo agora. Talvez nós devíamos reaver o sentido de "mau" antes que eu te considere um demônio.
– Demônio?- falou Regina exaltada- Foi você que acabou de esfaqueá-lo na minha frente!
– Ah é? E de quem é essa faca que estou segurando agora nas minhas mãos? Quem teve a ideia de colocá-la ao meu alcance? quem teve a ideia de vir aqui, em primeiro lugar?
Com um movimento muito cauteloso, Emma foi aos poucos colocando a faca em direção da garganta de Regina, subindo desde os seus peitos até parar
–Você é louca, Regina, é incapaz de mudar. Se acha a heroína agora porque conseguiu me tirar de uma porcaria de uma situação que nem mesmo era uma vida e juntar novamente a bela loira com a amada mãe dela que foi separada dela por pessoas como você, mas a verdade está estampada nas palavras desse verme que acabei de matar. Você matou pessoas por diversão, pessoas que você nem mesmo conhecia e as julgava mesmo assim. Usou esse homem como um brinquedo porque você se achava a rainha do mundo, mas no fundo você não era muito diferente dele. Porque eu tenho certeza que se eu tirasse esse seu uniforme ridículo agora e te jogasse no meio daquele alojamento inundo ninguém iria notar que você é a poderosa comandante Regina... Você seria só mais um "rato", como vocês chamam aqui, esperando para ser pego em uma ratoeira, não é? É um jogo interessante.
– Você gosta de jogar, Srta. Swan? Pois então me diga... É tão diferente matar alguém só porque ele merece, não é? Eu já salvei muitas pessoas, e me orgulho disso. Mesmo que eu tenha matado outras milhares, eu sei que fui odiosa, e eu não via nada de errado nisso naquela época. Você ter matado Killian não foi nada perto do que eu já fiz, então experimente. Desvie essa faca e me mate aqui mesmo. Veja o que acontece com você no mundo lá fora. Dê o primeiro movimento do jogo.
A cada palavra Regina gesticulava cada vez com mais ironia e convicção. Ela realmente estava pronta para jogar, e não importava como que o jogo acabasse, ela não ia desistir. Emma continuou com a faca firme, deslizando até a orelha de Regina e puxando uma parte de seus cabelos para trás.
– Você joga bem, comandante. Gancho sabia bem disso. Agora, me mostre. Mostre-me quem você pode ser nesse jogo, mostre o seu poder, mas eu não vou ser o seu peão, entendeu? Eu vou ser a sua rainha.
Emma estendeu mais um pouco os lábios até a orelha de Regina, beijando-a. Depois desceu um pouco mais, acariciando o seu pescoço. A sua outra mão continuava firme, pronta para atacar caso Regina se mexesse.
A morena ardia por dentro com vontade de dar o próximo movimento, mas não o fez. A loira a beijava em meio aos seios enquanto sua língua brincava no corpo da comandante, que só se retinha em fechar os olhos. Sua língua foi subindo até que começou a disputar espaço com a língua de Regina. Emma mordia os seus lábios e encarava a sua cicatriz de forma mortal, soltando um sorriso sexy e encantador. Com um movimento rápido, Emma rasgou o uniforme da comandante e a lambuzou com o sangue que estava presente nele.
– Vamos ver se você se lembra de como jogava com gancho. Se você não fizer um bom movimento, Regina, eu vou fazer você lamber o sangue sujo dele, até que você faça o que eu quiser, entendeu?
Regina nada falou, somente segurou forte os cabelos de Emma e a puxou para outro beijo. Puxou a jaqueta de Emma, restando uma regata branca que deixava à mostra os seios robustos da loira. As mãos dela desceram até o quadril, tirando a camisa muito devagar deixando suas mãos encostarem no corpo de Emma. Parou no lado esquerdo do peito, acariciando-a e sentindo o seu coração.
– Seu coração esta disparado, Srta. Swan. Não está mais convicta em qual vai ser a sua próxima jogada e por isso está nervosa? Achei que você fosse uma jogadora melhor...
Emma desceu uma mão até as pernas de Regina, desde o pé até as coxas, e com a outra acariciava os seios da morena deixava sua língua umedecer as pernas dela.
– Gancho já fazia isso, querida.
Emma rapidamente agarrou Regina mais forte, penetrando-na com dois dedos. A morena arranhava as suas costas, até mesmo deixando escorrer sangue, e Emma aumentava as estocadas, fazendo-a gritar em uma mistura de prazer e dor.
Regina rapidamente agarrou Emma mais forte, trazendo-a para perto de si. Suas bocas se encaixavam com uma sintonia perfeita, fazendo-nas batalhar pelo ar. Emma fez Regina parar repentinamente,posicionando a lâmina no seu pescoço e fazendo com que ela a encarasse no fundo dos olhos novamente.
– Xeque mate, Srta. Mills.
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