No Amor e Na Guerra

16 Capítulo 16- Quem você pensa que é?


Notas iniciais
Um pouco de tensão pra vocês hahahaha espero que gostem! Ei, da última vez quase ninguém comentou qual era o capítulo favorito, então, please, me deixem feliz e comentem! Beijoooos amores

Quando duas pessoas decidem ficar juntas, pode ser um grande equívoco. "Amor verdadeiro não existe", muitos diriam. Mas os casais que duraram por 60 anos, ou aqueles que realmente acabaram com "até que a morte os separe" são provas de que o amor pode ser entendido e discutido de muitas formas, baseando-se em acontecimentos e em amores acabados, mas muito pouco é entendido sobre ele propriamente dito.

E se, mesmo que aquilo fosse um grande equívoco, estivesse certo? Agora, mais do que nunca, Emma e Regina podiam sentir que, se aquilo tudo era um grande erro ou que elas nunca deveriam ficar juntas, jamais elas ficariam tão felizes em estarem erradas. Era difícil dormir com tantos bons pensamentos na cabeça, já que nada pode ser tão bom assim, ou será que pode?

Regina já estava no quinquagésimo sono, mas Emma não conseguia dormir de maneira alguma.

–Você sabe que daqui pra frente vai ser tudo diferente, não sabe, Regina?- Falou ela, acordando a morena.

–Eu... Eu sei sim, Emma, mas porque você está me falando nisso agora? Está com dor? Venha aqui... pode me abraçar se quiser.

Emma deitou-se junto de Regina, de costas para ela. Podia sentir a leve mão da morena acariciando-a. Aquilo era tão bom! O carinho que ela a fazia, era simplesmente relaxante em um alto nível e, aos poucos, a cabeça de Emma começou a se acalmar. Regina passou a acariciar a barriga de Emma. A gravidez ainda não era tão visível, mas a vibração de uma nova vida era inexplicável.

–Você vai me deixar cuidar dele, não é?- Dizia Regina.

Mas o medo da loira era de que, ali naquele campo, tudo era tão imprevisível que talvez Regina ou até mesmo ela própria não conhecessem o seu filho.

–Acha que o parto dele vai ser normal, Regina?- Falou ríspida.

–Não pense nisso agora. É muito cedo e ainda não podemos prever nada disso. É complicado e...- Emma a interrompeu.

–Só responda, Regina. O parto do meu filho vai ser normal ou não?- Não havia motivos para Emma estar tão exaltada. Regina já havia notado nos últimos dias que ela andava estressada demais, mas quem não estaria em um lugar como aquele?

–Não, Emma. Eu não acho que o parto do NOSSO filho vai ser normal.

Quem Emma pensava que era para falar com Regina daquela maneira, quando a morena apenas queria uma parte na vida dela, talvez nem uma parte, mas compartilhar a vida dela com a de Emma para sempre? Ver o seu filho crescer juntas, vê-lo dar os primeiros passos e pronunciar a primeira palavra? Parecia que as palavras "Emma, eu quero você para mim para sempre" não significavam nada. Mas a verdade era que essas palavras que faziam a cabeça da Emma embaçar. Era exatamente isso que a confundia.

–Eu realmente não sei o que vai acontecer, você não entende isso? Eu quero estar aqui para ver o nosso filho crescer. Eu não consigo me mexer de tanta dor e não tenho mais personalidade. Meu cabelo foi tirado de mim e eu fui ferida diversas vezes, principalmente na alma. Eu me olho no espelho e não vejo mais eu mesma. No passo que as coisas andam eu não sei se isso vai acontecer.

Mais uma bomba, que ótimo. Regina aprendeu com o tempo a ser muito paciente, mas o seu passageiro sombrio gritava dentro dela muitas vezes.

"você é forte, Regina. Ela só está nervosa, é só isso. Não se exalte, você é melhor que isso." Ela repetiu isso umas vinte vezes, mas não pareceu adiantar muito. Sua respiração foi tornando-se mais tensa, lágrimas quase escorreram.

–Emma, eu disse que queria passar a minha vida inteira com você. Isso não significa nada? Acha mesmo que eu deixaria algo te acontecer, mesmo com todas as maldades do mundo? Hoje mesmo eu tentei mandar uma carta para a minha irmã, implorando que aonde quer que ela esteja, ela venha cuidar de você, porque ela cuidaria desse bebê melhor do que ninguém. Eu me controlo o tempo todo, eu pego fogo por dentro de tão exaltada que fico e mesmo assim tenho que lutar para que o meu coração não se torne gelado novamente! Acha que isso não significa nada? Quem você pensa que é, algum tipo que caçadora de corações que só deixa cicatrizes nas pessoas? Eu não consigo mais dar nenhum passo sem você, não entende isso?

Regina soluçava e Emma lutava para não se exaltar também. Havia um empasse ali, as duas estavam sentindo a mesma coisa, com certeza, mas não sabiam como agir àquela situação. Emma subiu em cima de Regina e colocou o braço sobre o pescoço dela. Era tão sensível, tão facilmente quebrável. Suas veias podiam ser sentidas, as fortes batidas de sua pressão. As lágrimas escorriam e passavam pelo braço de Emma.

"Não faça isso comigo, Regina. Bom, acho que você já fez."

–Emma! Me solta!- Gritava Regina sem parar, mas Emma não obedecia. Ela a encarava cada vez com mais voracidade.

–Primeiro, você vai engolir essas lágrimas e vai ouvir tudo o que eu tenho para dizer, entendeu?

Aquele tom de autoridade era mortal. Regina já podia imaginar o que viria pela frente. Ou elas se matariam, ali e agora, ou Emma a envolveria novamente às suas carícias.

–Emma...

–Eu disse para não falar, Regina.- Protestou Emma, tapando a boca da comandante.

–Escuta aqui, agora, eu vou fazer o que eu bem entender, porque você me envolveu de uma maneira que eu não consigo mais me controlar. Eu não respiro mais sem você, Regina, e você me tira do sério como ninguém fez antes.

Regina a fitava, somente. Emma retirou a mão de sua boca, como quem esperava que ela falasse alguma coisa. Ela nada fez, só continuou encarando-a. O olhar mortal, e aquela cicatriz... A mão de Emma deslizava pelo rosto de Regina, tocavam seus lábios e continuavam até o seu pescoço. Nenhum palavra da morena, só o gesto que trouxe Emma a centímetros de sua boca.

–Você não pode fazer isso, Emma. Não pode me ter agora. Vai se controlar.

Golpe baixo! Quem ela pensava que era, torturando-a daquela forma? Parece que "quem você pensa que é?" Já era quase um ditado entre as duas. Ela não sabe que o desejo pelo proibido é ainda mais forte? Se ela jogava sujo, Emma também jogaria.

–Me diga uma coisa...- Dizia Emma, também descendo a mão pelo rosto de Regina.-Você não pode me tocar porque eu estou em uma gravidez de risco, mas o que impede que eu a toque? Você não pode se mexer, sua perna está... Bem, não está disposta neste momento, então eu diria que você tem que ficar bem quietinha, não é?

Aquele tom de voz, era rouco e sensual. Regina não aguentaria, nem somente por um segundo. Ela podia ficar parada, tentar evitar, mas não era mais possível. Quando ela percebeu, seus lábios e os de Emma se tocavam, suas mãos já acariciavam as costas de Emma e as dela já a traziam mais para perto de si.

Emma a tocava profundamente, enquanto ela desceu mais a sua mão, mais rápido que em qualquer uma das outras vezes, arranhando as costas de Emma e chegando até as suas coxas. Somente um pequeno toque no íntimo da loira a fez gemer, mas Regina parou, empurrando-a para o lado e tirando-a de cima dela.

–Você vai aprender, senhorita Swan, que nem sempre vai ter as coisas que você quer na hora que você quiser...- Sussurrou Regina em seu ouvido.

Ela sabia com todas as forças que Emma simplesmente não aguentava quando ela a chamava de senhorita Swan, que a excitava profundamente. Mas ela se conteve.

–Se você quer assim, comandante, é assim que vai ser então.- Emma não a deixaria mais a dominar, e nem vice versa. -E um dia, quando essa sua barreira baixar, eu vou fazer tudo o que tenho vontade de fazer.- Finalizou.

A manhã raiou como se fosse de um segundo para outro. Emma não se lembrava mais como havia pegado no sono, o que parecia impossível na noite passada. Acho que um pouco de maldade foi bom para a cabeça dela, afinal. Regina não estava ao seu lado, e ela teve grande dificuldades para se levantar.

–Está bem, vou baixar a barreira só uma vez, porque eu não vou mais aguentar essa dor maldita.

Algo parecia extremamente errado com seu corpo, mas isso não importava tanto já que a sua mente já estava girando a séculos. Mary Margareth preparava o café, e ainda nenhum sinal de Regina.

–Ela não estava aqui quando eu acordei, Emma. Aconteceu alguma coisa, filha?

Era a primeira vez, ao menos que Emma se lembrasse, que Mary estava tendo alguma conversa aberta com ela sobre a vida pessoal de Emma.

–Não, tudo está perfeitamente bem. Regina que está fazendo tempestade em copo d'água.

Respondeu Emma. Tudo estava bem sim, as duas só estavam travando uma guerra interna para ver quem aguentava mais tempo sem sexo e sem tentar matar a outra por causa disso.

–Eu sei que talvez vocês tenham tido algum contratempo, Emma, mas como foi que ela saiu, se ela não conseguia nem andar?

Protestou Mary. Um pensamento horrível passou pela cabeça de Emma. E se Gold havia feito alguma coisa enquanto elas dormiam? Não, Emma não tinha o sono tão pesado assim. O banheiro! Regina podia ter sentido dor e ido para lá pegar alguns analgésicos, mas não. A dispensa? Também não... Somente as peças de seu pijama estavam lá. Porra! Por que Emma não conseguia lembrar o que havia acontecido no resto da noite? Era óbvio que ela não tinha dormido de imediato depois do ocorrido. Regina havia sumido, sem explicação alguma, e Emma pensava cada vez com mais certeza de que ela havia sido a culpada pelo seu desaparecimento.

Notas finais
Então, gostaram? O que aconteceu com a diaba da Regina hein? Não esqueçam de comentar!