No Amor e Na Guerra

27 Capítulo 27- Eu te amo, Emma Swan


Notas iniciais
Heyyyy amores! Desculpem e blá blá blá, mas agora eu garanto que vou atualizar todas as fics com mais frequência hahaha vcs não fazem ideia a loucura que está a minha vida! Mas enfim, um capítulo bem fofo e longuinho pra vcs, espero que gostem! E por último mas não menos importante, obrigada a linda da Naah(LoveParrilla) pelo 100° comentário da fic!

O que se via no olhar de Regina não era medo, mas sim dor. Ela temia perder Emma assim como perdeu Daniel, temia que não fosse forte o bastante para se redimir com todas as pessoas que um dia ela causou qualquer mal. Isso só deixava Emma mais apreensiva ainda, pois a dor da morena era a dor dela também. Era impossível que ela estivesse bem enquanto Regina estava tão mal.

–Meu amor, eu estou aqui com você.- disse, dando passos curtos. Foi se aproximando de Regina, que ainda segurava a arma, trêmula. A abraçou por trás e deixou que o revólver caísse no chão. Regina começou a soluçar.

–Eu não... Eu não consigo!- gritou a morena aos soluços.

–O que?

–Eu não consigo nem imaginar a dor que eu sentiria se te perdesse, Emma!

–Ei ei, eu estou aqui e sempre vou estar, Okay?- Swan secou as lágrimas do rosto de Regina e estampou um sorriso.- E se morrermos, que seja, mas eu vou estar do seu lado e é tudo o que eu preciso. Você é tudo pra mim, Regina.

A morena tentou enxugar o resto das lágrimas, mas não conseguiu. Sorriu para Emma e iniciou um beijo longo e prolongado, acariciando os cabelos loiros de Swan. Depois, vasculhou os bolsos internos do seu casaco, até que parou e fitou Emma.

–Regina? O que você...- indagou a loira.

–Nada.- respondeu Regina, retirando a mão do bolso.- Vamos sair daqui? Eu estou congelando.

–Sim sim, vamos. Vem cá, eu te aqueço.- Emma abriu o casaco e trouxe Regina para junto de si. Ficaram abraçadas por um bom tempo, até que um vento cortante veio e a neve ameaçou cair novamente.

–Emma, se importa de montar o Perseu? Acho que não estou bem.- disse. Emma a olhou com aflição, pois achou que o mal estar era somente emocional, mas Regina não parava de tremer e suava também.

–De maneira nenhuma. Vem cá, eu subo e você se segura em mim, Okay? Quando chegarmos peço pra Zelena dar uma olhada em você.- a resposta de Emma veio acompanhada de um sorriso torto de Regina, mas ela acabou por consentir. Afinal, não tinha nervos de aço e havia passado por maus bocados enquanto ficou encarcerada naquela sala minúscula que Gold a colocou. Precisava cuidar do seu bem estar assim como cuidou do de Emma e da irmã.

O caminho de volta foi tranquilo e até agradável. Regina conseguiu esquecer por alguns minutos a dor que sentia em cada centímetro do seu corpo e os calafrios gerados pela febre que a assoava. Era incrível a sensação de cavalgar bem agarradinha em Emma, que por sinal tinha um dom nato com cavalos também. Swan a ajudou a descer e viu quando ela deu uma cambaleada, perdendo o equilíbrio. Mas Regina se soltou de Emma e segurou-se na primeira coisa que viu pela frente.

–Você está fraca, amor. Vamos, Deixa eu te levar até a Zelena.-disse a loira.

–Não precisa, eu estou bem.- contrariou a morena. Ela sempre tinha que sobrepor o seu jeito teimoso, e Emma até gostava daquilo, pois sabia exatamente quando a comandante estava contrariando-a.

–Não, não está. Deixa de birra, Regina. Ou vai dizer agora que está com medo?- provocou a loira, encarando-a.

–Que absurdo, Swan! Eu.. Eu, não estou.- Emma riu e não pode deixar a oportunidade passar.

–É, acho bom. Porque eu eu deixei que você fizesse várias coisas comigo quando eu estava mal...- Regina bufou.

–Tá! Tá bom. Vamos logo! Estamos perdendo tempo aqui!-finalizou. "Essa mulher é mesmo uma figura." Disse Emma pra si mesma.

As duas entraram alojamento adentro e Mary Margareth e Zelena estavam na frente da lareira. Emma foi correndo colocar as mãos na frente do fogo, soltando um suspiro de satisfação, mas Regina não quis chegar nem perto. A loira chegou perto da mãe enquanto Regina estava tendo parecer distraída organizando qualquer coisa pela sala.

–Mãe, como você está?- sussurrou para Zelena.

–Estou ótima, Emma. Era só cansaço mesmo. Mas eu e a Mary já tivemos umas boas conversas aqui e esqueci completamente de vocês duas. O que você e a minha irmãzinha estavam aprontando? respondeu a ruiva.

–Xiu! Não quero que a Regina ouça.- retrucou.- Então, se estiver se sentindo bem mesmo, queria que desse uma olhada nela. Ela não está legal, fervendo de febre e até teve umas tonturas na volta... Sabe, tenta conversar com ela, alguma hora a comandante Mills vai se render e vai deixar que você a examine.

–Claro, pode deixar.- respondeu Zelena. Uma voz rouca ecoou atrás.

–Pode deixar o que?- questionou Regina. A morena podia ser cabeça dura, mas de boba não tinha nada. Emma não resistiu ao olhar dela, e acabou por se entregar.

–Eu e a Zelena queremos falar sobre... Ahnnn... O que aconteceu.- resumiu. Regina continuou a fitá-la, mas manteve a postura e decidiu tentar agradar Emma.

–Está bem.- disse, se dirigindo para o quarto e deixando as duas para trás. Swan relutou por um momento, talvez fosse melhor deixar com que Zelena a examinasse sozinha, mas seria uma oportunidade para que as três discutissem o que tinha acontecido mais cedo com o Robin e planejar o que fazer a seguir. E também porque Emma não tinha coragem o suficiente para tentar dialogar com Mary Margareth de novo. Em algum momento essa barreira entre as duas ia se abaixar e talvez até descontraíssem a tensão do seu reencontro, mas não agora.

Regina fechou a porta logo depois que Emma e Zelena entraram e cruzou os braços, além de morder o lábio, coisa que Emma já sabia que a morena fazia quando estava nervosa.

–Irmãzinha, deita, por favor. Não quero dar uma de irmã mais velha aqui.-insistiu Zelena. Emma a encarou e ela finalmente deitou.- Está bem, vamos te deixar novinha em folha.- a médica realizava cada parte do exame com muita cautela e carinho. Tinha sentido saudades da irmã e sentia na obrigação de cuidar dela. Regina sabia muito bem o seu diagnóstico, mas não ousou falar.

–Regina, eu vou ter que...- hesitou Zelena.

–Eu sei. Faça, por favor.- respondeu Regina. Emma ficou completamente assolada quando viu uma lágrima cair dos olhos da morena, que não olhava para o antibiótico que Zelena aplicava em seu abdômen rígido.

–Ela provavelmente vai dormir agora. O medicamento é forte, vamos deixar que ela descanse...

–Eu quero ficar com ela, Zel, por favor. Tudo bem se não quiser me contar agora o que a Regina tem, mas eu quero fazer companhia a ela.- Zelena consentiu e Emma sentou em uma cadeira ao lado de Regina, segurando a sua mão.- Estou aqui, meu amor.

–Vou deixar vocês um pouco sozinhas.-disse a médica, fechando a porta.

Emma não dormiu momento algum à noite inteira. A neve caia pela janela assim como na noite anterior e assim como no dia em que ela chegou a Inglaterra. Entrava em estado de transe sempre que a observava. Não conseguia parar de pensar em Regina, que dormia tão tranquilamente ao seu lado. Foi horrível ver as lágrimas de dor escorrer dos olhos dela.

–Hey, sei que você deve estar no décimo quinto sono agora, mas quero que saiba que você vai melhorar. Isso é fichinha pra você. Eu não vou deixar que nada de ruim de te aconteça, Srta Mills.- dizia, acariciando os fios de cabelos negros de Regina.- Sabe, meu amor, todos passam por momentos ruins em algum momento. A vida não é fácil... Sabia que, normalmente, as pessoas mais fortes são as mais sensíveis? Sabia que, aqueles que se mostram mais prestativos, geralmente são os mais maltratados? Que aqueles que mais cuidam dos outros, são os que mais precisam de alguém que os cuide? O mundo pode parecer doloroso, mas vendo no fundo dos seus olhos eu consigo ver a esperança. Eu consigo ver um sorriso estampado no seu olhar, Regina. Sabe por quê? Porque eu me sinto exatamente assim. Eu preciso de você pra me ajudar, e você precisa de mim. Assim precisamos uma da outra para nos amarmos.- as lágrimas já corriam do seu rosto, mas Emma não deixou de estampar um sorriso. Zelena entrou no quarto e Swan se concentrou a dar atenção a ela.- bons sonhos, meu anjo.

–Eu sabia que você não tinha conseguido dormir, então trouxe um chá...- disse a ruiva, que já estava emocionada também e tudo que ela queria era abraçar a filha, mas se conteve apenas em tentar conversar.

–Obriaga, Zel, por ficar aqui comigo .

–Não precisa agradecer. Eu também perdi o sono.

–Sabe, eu sou uma boa ouvinte. Se quiser falar sobre o que aconteceu, tudo bem.

–Eu te devo respostas... Eu sei. Mas já estamos passando por tanta dor e sofrimento, que eu acho que podíamos aproveitar ainda o que nos resta de felicidade.

–Mãe, por favor. Eu sei que você também está magoada e que está se remoendo por dentro. Quero ajudar você, porque sei que fez o seu melhor com a Regina e que ela vai ficar bem. Vai ser bom se me contar.- insistiu Emma. O vínculo entre as duas tinha evoluído muito desde que Zelena tinha voltado e ela pode perceber o quanto era importante para ela.

–Bom, Emma, eu sei que tudo pode parecer confuso pra você, mas como eu a admiro muito como milha filha e como a mulher que faz a minha irmã feliz, eu conto. A Regis fez medicina assim como eu. Quando nos formamos, eu tinha 28 e ela 24, ela conheceu o Daniel logo em seguida. Eu tive o Roland assim que entrei na faculdade, mas o Robin não estava pronto para ter um filho, ele queria somente a mim e eu achava horrível eu não poder cuidar dele por completo. Ele sentia falta do pai. Eu queria ser ginecologista e a nossa mãe ficou puta da vida, porque pra ela eu tinha que ser uma cirurgiã assim como ela, uma "profissão de verdade". Eu tentei ficar trabalhando com ela mas não aguentei mais. Me mudei pra Londres e me especializei lá, e decidi me reencontrar com o Robin. Ele foi muito gentil, fez com que aquele fosse o meu lar e eu acabei me apaixonando por ele novamente. Nos casamos e ele criou o Roland, se redimindo pelos anos anteriores... E então você veio e a nossa família se completou...- Zelena começou a chorar enquanto lembrava dos acontecimentos dela e de Emma, mas continuou em frente mesmo assim.- Quando nos separamos e você voltou pra Alemanha, ficamos desolados quando recebemos uma carta informando que tinha sido deportada para o gueto. O Roland ficou com muita raiva e se alistou no exército e, na semana seguinte, Regina nos visitou, era o aniversário de 34 anos dela e tinha acabado de perder o Daniel e se tornar médica do exército alemão. Foi quando outra carta veio. Ele se foi, Emma, e foi horrível! A dor de perder um filho é a maior que se possa imaginar. Eram tantas mortes que o Robin enlouqueceu e começou a culpar a Regina, chamando-a de nazista e não sei mais o que. Ele atirou nela e fugiu. Nunca mais o vi até o nosso último encontro enquanto eu era refém do Gold. Regina é infértil agora e isso a magoou muito. Ela tem dores enormes de vez em quando, como agora. Depois da morte de Daniel, ela se fechou completamente. Tudo o que ela mais queria era um filho, alguém para preencher o vazio no seu coração, mas Robin tirou isso dela e ele me torturou naquela noite. As pessoas mudam, ou simplesmente nunca mudaram, mas sim sempre foram daquela maneira e nunca soubemos sua real identidade.

Emma estava completamente sem palavras. Não sabia o quanto Zelena tinha sofrido e também sentiu-se tocada pelo acidente da Regina. E sentia falta de Roland, desejava que ele estivesse bem, aonde quer que estivesse. Tudo o que pode fazer foi abraçá-la.

– Eu sinto muito, mãe.

–Não, Emma. Eu que sinto muito. Desculpe por fazer com que essa dor seja sua também. Eu garanto que vamos todos ficar bem e que a Regina vai superar tudo com a sua ajuda.

–Eu simplesmente não acho justo. Não acho justo a Regina ter ficado doente, não acho justo o fato de que eu estou carregando uma criança e que ela não pode ter essa oportunidade, mesmo merecendo muito mais que eu.-desabafou Emma. Ao mesmo tempo, Regina resmungou ao acordar e Swan foi correndo até à cabeceira da cama. Segurou a sua mão e sorriu ao vê-la acordada.

–Você realizou o impossível, Emma. Você me deu tudo que ela sempre quis: uma família. Esse filho, é mais do que apenas isso, mas sim a esperança de que eu precisava. Obrigada por tudo. Eu te amo, Emma Swan.- disse, sorrindo.

Notas finais
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