No Amor E No Crime
14 Capítulo Treze: Planejamento
Notas iniciais
Capítulo Treze: Planejamento
POV Bella
Para minha tristeza, o nosso tempo em Miami acabou rápido demais. Logo estávamos de volta à vida real, onde eu tinha escola e Edward tinha que trabalhar.
A semana havia se passado sem imprevistos, conosco voltando facilmente à nossa rotina. Obviamente agora havia coisas muito mais divertidas que podíamos fazer juntos, por isso não era exatamente como antes.
Eu havia perdido uma aula de culinária no domingo, mas fiz tudo o que pude para compensar na seguinte. A professora havia nos ensinado a fazer panquecas, o que graças a Deus era muito fácil. Aprendi ainda a fazer bolo de cenoura, já que a professora foi muito legal e incluiu no horário.
Quando cheguei em casa no domingo a noite, Edward me esperava animado. Eu havia levado um pouco do bolo de volta para casa, já que era o favorito do Edward, e ele ficou ainda mais feliz enquanto comia e me contava suas novidades.
– Você não vai adivinhar a dica que recebi hoje! – Edward falou, depois que o beijei e sentei no sofá ao seu lado com o bolo e um garfo.
– Dica? – Eu quis saber, interessada.
– Sim, creio que foi de um dos meus informantes, mas ele não se identificou. – Edward foi me explicando, entre uma garfada e outra, e então me mostrou um de seus telefones descartáveis. Uma mensagem havia chegado de um número desconhecido. Era apenas um nome: Aro Volturi.
– Quem é esse? – Perguntei agora realmente curiosa.
– Essa é a parte boa. Aro Volturi é um diplomata italiano que vive aqui em Nova York. – Edward falou sorrindo.
– E daí? – Olhei para ele estreitando os olhos. Ele estava feliz demais. Parecia eu.
– E daí que ele é um grande comprador de obras de arte. O único problema é que ele usa suas compras para mascarar suas importações ilegais de drogas. – Ele explicou. Um sorriso malicioso começou a se espalhar pelo meu rosto.
– Hmm, acho que estou percebendo aonde você quer chegar. – Eu disse.
– Sim, quer saber a melhor parte? – Ele perguntou sorrindo ainda mais.
– Qual é?
– Ele está fora da cidade, partiu para a Itália há dois dias e só irá voltar em duas semanas. – Ele finalizou. Eu ri, batendo palmas e pulando em seu colo.
– Edward Cullen, eu amo você! – Eu falei, feliz.
– Eu sei, eu sou perfeito. – Ele riu também, me agarrando pela cintura.
– É mesmo! – Exclamei, beijando-o avidamente. Sua boca tinha gosto de bolo e recheio de chocolate e aquilo só serviu para me excitar ainda mais, se é que isso era possível.
Edward inclinou-se sobre mim no sofá, beijando meu pescoço. Ele apertou a minha cintura e eu joguei os meus braços em seu pescoço, apenas apreciando nossa proximidade. Edward então pôs uma das mãos em minhas coxas, me puxando para o seu colo.
Ele apertou minha bunda, me mantendo colada a ele. Sua mão deslizou para dentro de minha blusa imediatamente, apertando meu seio, me fazendo ofegar. Seus beijos se dirigiram novamente para o meu pescoço quando o ar ficou escasso, deixando minha pele ardendo.
O calor já subia em ondas pelo meu corpo e tudo em que eu podia pensar era no corpo de Edward contra o meu. Eu apertei minhas pernas em seu quadril, sentindo seu membro já ereto pressionado contra a minha entrada.
Ele retirou a minha blusa com facilidade e em seguida foi a vez do meu sutiã. Ele me olhou por um segundo e abocanhou o meu seio com um gemido. Eu enlacei meus dedos em seus cabelos, puxando-o para mais perto.
Eu tratei de me encarregar da sua camisa e minhas mãos voaram para a sua calça logo depois. Ele me ajudou a jogá-la longe e atacou o meu short, jogando-o também. Eu já havia visto o Edward pelado muitas vezes nos últimos tempos, mas não conseguia me acostumar com aquela visão. Sempre seria como a primeira vez. Ele era tão lindo, tão perfeito... Não podia crer que ele realmente me amasse.
Só o que sobrava pra nos separar era a minha calcinha e a boxer dele. Edward subiu pelo meu corpo, me beijando e novamente pressionando aquele volume entre minhas pernas. Ele já não tinha dúvidas sobre nós, tudo havia mudado. Nosso relacionamento era tão cheio de amor e confiança agora, era como se devesse ter sido assim desde o começo.
Dirigi as minhas mãos à sua boxer, ansiosa. Minha entrada estava agora tão molhada e pulsante, esperando por ele, que se tornava difícil pensar. E Edward não me fez esperar muito mais. Ele começou a me estocar devagar, sentindo, e então cada vez com mais força, apertando meu seio. Eu mal havia sentido dor na primeira vez e agora tudo o que eu sentia era o imenso prazer de tê-lo dentro de mim, e meu corpo inteiro pedia por mais.
Os gemidos de Edward acompanhavam os meus e eu já não sabia mais quem eu era, ou onde eu estava. Só tinha conhecimento do corpo sobre o meu. O meu suor se misturava com o dele enquanto nossos corpos deslizavam um sobre o outro. Eu me retorcia sob ele, querendo chegar cada vez mais perto. Edward gemia em meu ouvido, me penetrando cada vez mais fundo.
Pouco tempo depois meu corpo se arqueou e meus músculos se contraíram em expectativa, enquanto o calor me invadia. Eu gemia loucamente e então gozei, quase perdendo a consciência, sentindo meu corpo inteiro relaxar de uma vez. Edward desabou sobre mim, também ofegante. Eu o abracei e alisei seus cabelos molhados. Ele se virou, me colocando sobre o seu peito e eu me acomodei ali, muito confortável.
Era tão bom estar assim perto dele, não tinha como explicar a sensação.
– Eu poderia fazer isso o dia inteiro, todos os dias. – Eu falei, apoiando-me em seu peito e sorrindo maliciosamente. Edward revirou os olhos.
– Não acho que isso seria fisiologicamente possível, pirralha. Uma hora morreríamos de exaustão. Eu provavelmente seria o primeiro. – Ele afirmou. Eu ri alto.
– Duvido.
Beijei-o mais uma vez e, mesmo contra suas previsões obscuras, fizemos tudo novamente. Duas vezes.
~~
A aula correu normal no dia seguinte. Quando voltei para casa, Edward estava imerso em plantas e detalhes de segurança. Já estava planejando nosso próximo trabalho. Fui para junto dele e o beijei.
– Por que não descansa um pouco? Acabamos de fazer o roubo do Royce King. Podemos tirar um tempo para relaxar. – Eu disse, para surpresa do Edward, e minha também.
– Achei que amasse a adrenalina. – Edward disse, sorrindo e envolvendo meus ombros com seu braço forte.
– Eu gosto sim, mas posso viver sem isso. Principalmente agora que temos coisas muito mais divertidas para fazer em casa mesmo. – Repliquei maliciosamente. Edward riu alto.
– Pirralha, eu sempre soube que você era uma tarada, mas está começando a me assustar. – Ele disse fingindo-se de chocado.
– Sou tarada por você. Algum problema? Alguma reclamação? – Questionei com o queixo erguido em desafio. Edward sorriu largamente.
– Nenhuma, chefe. – Ele replicou acariciando meu cabelo e me beijando novamente.
– Muito bem. – Eu ri.
Eu tinha dever de casa para fazer, por isso Edward continuou trabalhando. Eu havia falado sério quando dissera que viveria sem os roubos. Tudo que eu precisava realmente era estar com Edward. O resto não importava de verdade.
A semana se passou na mesma.
Edward e eu estudamos várias plantas e diagramas da propriedade de Aro Volturi. Não era um local com um grande sistema de alarme, mas principalmente por que era fortemente vigiado por seguranças armados.
O difícil seria passar por esses seguranças sem sermos vistos, mas não era impossível. E estávamos começando a formar um plano juntos.
Pegamos muitos mais dados sobre a operação de Aro, a qual era grande e muito bem organizada.
Além de quadros, ele também importava coisas como vasos, estátuas e bustos de vários artistas do mundo inteiro, e essas suas importações sempre vinham recheadas de heroína e crack. A Interpol já estava no rastro dele, mas até agora não haviam conseguido provar nada.
E Aro Volturi era um homem muito poderoso.
Pelo que nós sabíamos, ele possuía conexões em lugares altos, capazes de fazer qualquer prova contra ele desaparecer antes que realmente se tornasse uma ameaça.
Tivemos que pensar bastante antes de realmente decidir agir. Aquele era um homem muito perigoso. Muito mais do que os inúteis com os quais havíamos lidado antes.
Por outro lado, ele possuía em sua coleção um dos quadros mais caros do mundo, Os jogadores de carta, de Paul Cézanne, que estava avaliado em meros 250 milhões de dólares.
Avaliamos que os riscos valiam a pena e, depois deste trabalho, nos manteríamos na sombra por um tempo, para não chamar mais atenção. O roubo que havíamos feito à mansão do Royce King ainda era notícia na mídia, principalmente pelo falo de que a polícia não fazia ideia de quem poderia ser o culpado.
A garota ruiva que havíamos pagado para ir à festa como isca, embora ela não soubesse disto, havia sido liberada, como prevíramos, depois de extensivamente interrogada.
Muitos tabloides ainda faziam grande alarde do fato, o que não deixava o assunto morrer, e a garota tinha acabado ficando muito famosa. Royce estava muito irritado, mas não podia fazer nada quanto a isso. Não havia se quer achado um fio de cabelo do bandido, muito menos uma impressão digital.
Seria bom se depois do roubo à mansão de Aro Volturi, tirássemos um tempo para relaxar. Juntos, já possuíamos dinheiro para gastar em duas vidas, e ainda sobraria para as caridades do Edward.
Planejamos tudo muito bem e marcamos a execução para a sexta-feira seguinte. Já me sentia ansiosa, como sempre me sentia antes de algum roubo, e muito excitada, claro. Era sempre divertido e assustador ao mesmo tempo.
E esse roubo em particular prometia ser ainda mais interessante do que todos os demais.
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