No Amor E No Crime

10 Capítulo Nove: Experiências


Notas iniciais
NOTINHA NO FINAL!!

Capítulo Nove: Experiências

POV Bella

Voltei à escola no dia seguinte. Edward ainda estava dormindo quando me levantei, mas não quis acordá-lo. Arrumei minhas coisas e sai. Comprei bolo e pães de queijo na padaria. Comi alguns e deixei para Edward, sobre a mesa.

Eu ainda não podia cozinhar, por isso estava conformada em apenas comprar a comida para ele.

Fui para a escola de metrô e andei mais uma quadra.

Laurent, Victoria e James ficaram muito curiosos para saber por que eu havia faltado praticamente todos os dias da semana passada e os professores também. Menti, dizendo que havia pegado uma gripe de estômago e passado muito mal. Eles pareceram acreditar e me entregaram os exercícios que eu havia perdido durante a minha ausência.

Os três prometeram me ajudar com as tarefas amanhã, na biblioteca do colégio depois da aula, pelo que eu fiquei imensamente grata e até um pouco culpada por estar mentindo para eles, mas não havia o que fazer.

No fim das aulas, Edward me esperava em seu volvo para me levar para casa.

POV Edward

Quando acordei naquele dia, já passava das nove e meia e me assustei, imaginando se eu havia feito Bella se atrasar para a escola, mas a garota já não estava mais na minha cama.

Levantei-me fui procurar por ela. Na cozinha, no entanto, só havia um saco da padaria com bolo de cenoura, pães de queijo e um guardanapo dobrado. Tudo o que havia no guardanapo era uma marca de batom no formato dos lábios da pirralha.

Sorri involuntariamente, pensando no quanto Bella era perfeita e fiz um pouco de café para complementar a comida. Passei o resto do meu tempo pesquisando a mansão de Royce King. Não havia muito na internet, mas eu tinha as minhas fontes. Liguei para os meus informantes de sempre, pedindo as informações de segurança e as plantas do lugar.

Hoje mesmo encontraria as informações pedidas em uma de minhas caixas postais, as quais eu alugava sob um nome falso e pagava com dinheiro para não poder ser rastreado. Eu tinha várias delas e frequentemente alugava novas, abandonando as antigas, fazendo rotação. Era impossível que alguém chegasse a mim através delas, nem mesmo meus informantes, que não me conheciam pessoalmente.

Saí de casa meia hora antes de Bella sair do colégio. Ultimamente estava sempre ansioso pelo momento em que a encontraria. Tinha certeza de que era resquício dos dias em que achei que a havia perdido e não gostava nem mesmo de pensar no assunto.

Ao descer, abri a caixa de correio do prédio e, entre as contas e outras correspondências, encontrei o convite de Royce para sua festa. A frente era estampada pelas palavras Baile de Máscaras em letras cursivas floreadas. Era um convite de muito bom gosto.

Fui buscar Bella, já imaginando a sua felicidade ao ver aquele convite. E não me enganei. Logo que ela entrou no carro, mostrei o envelope a ela e a pirralha só faltou pular de felicidade. Ela não tinha jeito mesmo.

Naquela noite eu fiz o jantar e conversamos sobre trabalho, mas Bella logo disse que ia para o quarto, afirmando que tinha muita tarefa para fazer do tempo que havia perdido no colégio.

– Está gostando das aulas? – Eu quis saber, enquanto ela se levantava. Ela me olhou com uma carranca, como se eu estivesse brincando com ela. – Estou falando sério.

– Eu odeio a escola, Edward. Se pudesse, passaria o dia inteiro com você. – Ela disse fazendo beicinho e vindo sentar no meu colo. Eu ri enquanto a pirralha enfiava seu rosto em meu pescoço. Abracei-a, sentindo o familiar aperto no baixo ventre que sempre sentia quando a tinha tão perto.

– Bella, eu sei que já te perguntei um milhão de vezes, mas não consigo entender qual é o seu problema com a escola. Eu sei que todos os adolescentes são praticamente programados para dizer que odeiam o colégio, mas nunca vi ninguém ficar tão atormentado quanto você. – Eu disse. Bella ficou calada. Insisti. – Não vai me dizer?

Ela fez que não em meu pescoço.

– Por que não? – Eu quis saber.

– Você vai dizer que sou uma pirralha e uma criança mimada. – Ela resmungou. Acariciei suas costas, segurando o riso.

– Você pode me dizer, eu prometo que não vou fazer isso. – Eu disse, imaginando se quebraria a minha promessa.

– Promete? – Ela insistiu, finalmente levantando a cabeça e olhando para mim.

– Prometo.

A pirralha ainda me olhou com desconfiança, mas então suspirou e olhou para o chão.

– No dia em que Renée sumiu, eu acordei e não quis ir à escola. Eu não sei se eu podia entender alguma coisa àquela altura, nem sei se acredito em pressentimentos, o fato é que ela teve que me obrigar a ir e ela jurou que iria me buscar depois da aula. – Ela começou e a minha vontade de rir parou totalmente. Eu nunca soubera direito o que havia acontecido no dia em que Renée havia sumido, Charlie não gostava de falar no assunto. – Quando finalmente acabou eu fiquei na calçada, esperando por ela. Eu tinha apenas oito anos e esperei até ficar escuro. Quando a diretora ia saindo da escola e me viu ali, sozinha, ele teve um susto imenso. Ela me levou pra dentro e tentou entrar em contato com Renée, mas não conseguiu. Então ela ligou para o meu pai. Ele veio o mais rápido que pôde, mas eu ainda tive que passar horas esperando por ele na sala da diretora. Ela tentava conversar comigo, me consolar, mas eu não parava de chorar, dizendo que Renée havia jurado que iria me buscar. E desde esse dia eu nunca mais vi a minha mãe, ela apenas deixou um bilhete dizendo que sentia muito. Um bilhete! Por isso não gosto de ir à escola. Sempre que vou sinto como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.

Quando Bella terminou, abracei-a com força, sem palavras.

– Eu sinto muito, Bella. Muito mesmo. – Eu disse por fim, quando a soltei. Seus olhos estavam marejados quando ela olhou pra mim.

– Você não acha que eu sou uma pirralha besta? – Ela quis saber.

– Claro que não. O que você passou... Não foi justo. Você era apenas uma criança e sua mãe não tinha o direito de ter feito isso com você. Foi horrível. – Eu falei. Bella voltou a me abraçar e acariciei as suas costas por muito tempo.

Em determinado momento Bella começou a beijar o meu pescoço, seus dedos se infiltrando por meus cabelos. Puxei seu rosto para o meu com certo desespero, beijando-a com selvageria. A pirralha enfiou suas pequenas mãos sob a minha camisa, puxando-a para cima e eu ergui os braços, ajudando.

Levantei-me e puxei Bella em direção à sala enquanto ainda nos beijávamos. A pirralha me puxou para o tapete fofo da sala, me fazendo deitar sobre ela. Não fiz objeção, estava louco para colocar minha boca no corpo da pirralha.

Eu me deitei sobre ela no chão e fui deixando beijos pelo seu pescoço. Levantei sua blusa lentamente, apreciando a visão. Bella não usava sutiã e eu levei os lábios aos seus seios com o maior desejo. Normalmente teria minhas dúvidas quanto a tocar a pirralha, mas nosso relacionamento havia evoluído nos últimos tempos. Bella sabia as regras e estava disposta a segui-las se pudéssemos ter esses momentos deliciosos de intimidade.

Eu fui descendo pela barriga de Bella e comecei a abrir o short que ela estava usando. Bella estremeceu sob mim e olhei para ela. A pirralha mordia o lábio de forma extremamente sexy. Não tive dúvidas, atirei seu short a certa distância e em seguida a calcinha. Eu abri suas pernas lentamente e a olhei com desejo por um segundo, antes de abaixar a cabeça e beijar as suas coxas com voracidade, gemendo.

Eu estava louco de desejo. Aquela pirralha malcriada tinha este efeito sobre mim. Dirigi-me à sua entrada, beijando a sua intimidade com voracidade. Bella se retorcia ansiosamente sob mim. Ela gemia descontrolada, as costas arqueadas.

Aprofundei os toques, penetrando-a com a minha língua e sentindo a pirralha rebolar. Sorri para mim mesmo enquanto continuava o que estava fazendo, com os dedos de Bella agarrados aos meus cabelos como se fosse um bote salva-vidas. Não demorou muito até que Bella estremecesse e relaxasse sobre o tapete.

Deitei-me ao seu lado, ofegante e dolorido entre as pernas. Essa pirralha era demais para mim, não era brincadeira.

Ainda estava de olhos fechados quando senti a mão pequena e delicada de Bella em minha coxa. Olhei para ela, que parecia um tanto nervosa. Fiquei desconfiado.

– O que foi? – Eu perguntei levando a mão ao seu rosto.

Bella subiu a mão timidamente pela minha perna até parar no volume insistente dentro da minha boxer. Não resisti e gemi baixinho. A insegurança da pirralha estava me deixando ainda mais excitado, se é que isso era possível.

– Eu... Quero testar algo novo. – Ela falou baixinho.

– Tipo o quê? – Eu perguntei com os olhos fechados. Podia estar desconfiado, mas sua mão no meu membro duro realmente não ajudava na minha concentração.

– Bom... Apenas me diga se não estiver bom, tudo bem? – Ela falou apertando mais sua mão ao redor do meu membro. Eu gemi de novo.

– Tudo bem. – Não tinha como eu negar nada a essa pirralha quando ela parecia tão decidida. E quando ela fazia aquela cara, coitado de quem tentasse fazê-la mudar de ideia. Eu sabia, já havia tentado. E olha o meu estado agora. Estava completamente em suas mãos.

Bella não disse mais nada, apenas sentou ao meu lado e abriu minha calça, descendo-a até os meus joelhos.

Meu membro estava mais duro do que nunca agora, na expectativa de saber o que a pirralha faria. Ela chegou até a minha boxer e a puxou para baixo, liberando meu pênis de sua prisão. Minha respiração saía sofrida.

Bella pôs sua pequena mão macia no meu membro e o acariciou devagar, me torturando. Ela parecia muito concentrada no que fazia, quando olhei para ela, e aquilo só me fez gemer em antecipação. Ela começou a mover a mão mais rápido, provocando. Mas eu estava totalmente despreparado para o que Bella fez a seguir.

Ela aproximou cabeça do meu membro e começou dando umas lambidinhas inseguras. Bella nunca havia feito isso antes, eu sabia, e as vezes eu esquecia quão inexperiente ela era. Ela vivia para me provocar, mas realmente nunca tivera experiência alguma com homens. O que só me deixava mais excitado.

Ela não sabia bem o que fazer, dava para perceber, mas abocanhou a cabeça, chupando um pouquinho. Eu gemi, fora de mim, e isso pareceu incentivá-la. Bella enfiou um pouco mais na boca, chupando com vontade. Parecia que cada gemido meu a impulsionava a continuar com mais gosto.

Logo minha mão foi parar no seu cabelo, incitando-a a aumentar a velocidade, e levantei o quadril contra a sua boca pequena e macia. Bella não pareceu se incomodar. Sua expressão, enquanto eu gemia descontrolado, era de extrema satisfação.

– Bella, se você quiser sair daí... Estou... Quase... Lá... – Juntei todas as minhas forças para avisar, mas Bella não se afastou. Continuou lambendo e sugando, me levando ao extremo. Gozei olhando para ela e tive a imensa satisfação de vê-la engolindo tudo. Quase desmaiei de prazer.

Fiquei por muito tempo simplesmente deitado, tentando controlar a minha respiração. A pirralha podia não saber direito o que fazia, mas o que não tinha de experiência, compensava com entusiasmo. E que entusiasmo!

Quando finalmente me recuperei o suficiente para abrir os olhos, encontrei o rosto ansioso de Bella sobre o meu. Puxei-a para um beijo ávido antes que ela pudesse dizer algo. Quando nos afastamos Bella sorria.

– Você gostou? – Ela quis saber.

– Pirralha, se sem experiência você é capaz de tudo isso... Tenho certeza que morrerei jovem na sua cama. – Afirmei convicto. Bella meramente riu. Ela riu alto, feliz.

– Eu te amo Edward. – Ela disse, aproximando seu rosto do meu para mais um beijo. Apertei seu corpo no meu com força, imaginando quando seria capaz de retribuir o sentimento com cem por cento de certeza.

Eu não sabia. Esperava que fosse logo, pois minha incapacidade estava realmente começando a me incomodar.

~~

O resto da semana Bella e eu passamos criando um plano para entrar e sair do Baile de Máscaras de Royce sem chamar atenção para nós. Foi Bella que deu a ideia e, apesar de não estar totalmente satisfeito com ela, não tive como negar que era um plano muito bom.

Tínhamos tudo o que precisávamos para concluir o nosso planejamento: as plantas, os esquemas de segurança e o plano perfeito. Não demorou muito para que o sábado chegasse e estávamos prontos para a ação. Bella, com certeza, estava muito empolgada.

Não tinha como não amar essa pirralha.

Notas finais
Oie People! Fiquei passada quando vi que faz mais de um ano que postei aqui. Não sei como consegui ficar longe tanto tempo. É tanta coisa acontecendo que o tempo parece voar. Espero que vocês possam perdoar essa autora tão problemática. *pisca bonitinha* Já tenho alguns capítulos de NA&NC adiantados, por isso vai dar tempo de escrever mais devagarzinho. Não tenho mais o mesmo pique de escrever como antes, como vocês bem sabem. Ah, e queria agradecer MUITO a todas que recomendaram a fic. Vocês são demais! E quanto aos reviews, como eu disse, não tenho mais o mesmo pique com as mãos desde que quebrei, por isso vou respondendo o que puder, mas agradeço desde já. Leio todos e amo cada um. Próx cap tem ação. Muhahahaha. Bjs