Nirvana
10 Dilan, Zoey e Alison - Desaparecida
Notas iniciais
Um dia depois:
O café da manhã após a pegadinha estava sendo o sucesso. Os campistas sabiam, de uma forma ou de outra, que tinha sido eu e o Tony. Nossos nomes estavam assinados naquele vídeo do Sr.D dançando Y.M.C.A.
Algumas garotas me encaravam, sorriam e outras até acenavam. Lara Janiet tinha me mandado um beijinho assoprado, eu fiquei olhando para ela como bobo. Ela era muito gostosa.
Uma dor repentina me tirou desses pensamentos, Sparks tinha me dado um tapão na cabeça de forma que minha cara parasse na torta de limão que eu estava comendo. Minha cara ficou cheia de glacê, peguei um guardanapo e comecei limpar os lugares sujos.
–Por que diabos você fez isso Sparks?! – Joguei o guardanapo sujo do outro lado da mesa e olhei para ela irritado.
–Você não para de secar os peitos da Lara! – Ela me encarou irritada. Louise Sparks estava com ciúmes?
–Okay! Eu paro. – Voltei a comer o que tinha sobrado da torta. Mas nenhum campista me encarava mais. Droga Sparks!
–Ei... Você viu isso? – Ela apontou para a mesa de Poseidon com o garfo. Ela estava vazia.
–Ela deve ter estar dormindo ainda. – Respondi não ligando para a mesa vazia e voltando a comer minha torta.
–Ou pode ter sido abduzida por alienígenas! – Sparks brincou, me fazendo rir.
–Se quiser, podemos ir depois do café ver se ela não foi abduzida por nenhum aliem. Pode ser?
–Pode ser. Mas até ai, tente não encarar tanto a Lara.
–Pode deixar. – Ei ri.
[P.O.V – Zoey DiLaurenci]
Tony Waldorf não aceitavam um não. Não é não. Não significa: “Eu não vou ficar com você” e “Eu não vou ser mais uma da sua lista”.
Será que era tão difícil para ele entender isso?
Sai do chalé de Hades como todo dia de manhã e caminhei em direção ao refeitório. E claro, o Sr. Insistência estava me esperando na varanda do chalé.
–Ai meus Deuses, o que eu fiz para merecer isso? – Resmunguei quando vi ele.
–Eu sou um presente divino! – Ele passou a mão por todo seu corpo.
–Só se for um presente de grego. – Desviei dele e segui meu caminho. Ouvi seus passos descendo as escadas correndo, ele ia mesmo me seguir?
–Ah! Qual é Srta. Hades Little Princess. – Eu parei de andar. Podia sentir ele sorrindo atrás de mim. Como diabos ele sabia disso?
Me virei e vi que ele segurava uma das camisas que meu pai sempre me enviava. Corri até ele, pegando a camisa de sua mão. Estava vermelha de raiva.
–Como. Diabos. Você. Sabe. Disso? – Balancei a camisa na sua cara antes de guardá-la em minha bolsa.
–Achei no chalé.
–Você é louco. – Voltei a caminhar em direção ao chalé, ele me seguia.
–Ainda não, só sou apaixonado.
–Há. Sério mesmo? Há. Há.
–Quer que eu chore?
–Você é um louco.
–Por você.
–Cala a boca. – Havia chegado no chalé. Como de costume, ia dar “bom dia” a Lottie, minha prima mais querida mas a mesa dos filhos de Poseidon estava vazia, o que era estranho pois Lottie nunca se atrasava.
Onde diabos ela estava?
[P.O.V – Alison Beat]
Sabe, você pode ser dura como pedra. Congelar seu coração e tranca-lo a sete chaves. Mas sempre, sempre vai ter alguém que consiga descongelar ele.
No meu caso, essa pessoa se chamava Kurt Willians.
Talvez tenha começado a gostar dele rápido demais, eu só tinha conversado uma vez com ele. Mas as vezes, durante a queima de fogos ontem a noite eu espiava ele conversando com seus amigos. Ele sorria tão inocentemente, ele tinha o brilho nos olhos de uma criança.
E isso me fazia ir as alturas.
(Flashback)
As estrelas da noite anterior pareciam brilhar mais do que a do dia anterior. Eu estava deitada sobre uma nuvem eu estava pensando em Kurt. Não tinha uma hora do dia que não conseguia parar de pensar nele desde quando ele me assustou no dia do treinamento.
Fechei os olhos por um instante e imaginei ele eternizados nas estrelas, como uma constelação, talvez. Abri os olhos novamente e voltei a prestar atenção nas estrelas.
E foi quando eu notei: bem do lado de Órion, tinha um conjunto de pequenas estrelinhas, quase imperceptíveis. O brilho delas era bem fraco, mas se você prestasse bem atenção, ia notar que elas formavam um sorriso perfeito, um sorriso de criança: o sorriso dele.
(Flashback)
–Ei, Ali! – Alexy estava parada na minha frente, ela me livrou dos meus pensamentos.
–Ahn? Oi! Bom dia.
–Ei... Você viu a Lottie hoje? – Ela parecia preocupada.
–Ern... Não. Por que?
–Ela não veio para o café da manhã.
–Ela deve estar dormindo, Alexy. Relaxa, ta bom?
–Certo... Certo... Até mais Ali. – Ela saiu olhando fixo para o horizonte, se eu conheço ela, nada do que eu disse tinha entrado pelos seus ouvidos.
Desviei o olhar dela até a mesa dos filhos de Poseidon onde ela deveria estar. Mas, como pressuposto, a mesa estava vazia. E algo dentro de mim me fazia pensar que ela não estava apenas dormindo.
Peguei um cookie que estava comendo e me levantei da mesa dos filhos de Nyx. Ia ver se ela estava bem.
[P.O.V – Dilan Fevers]
Depois do café, tinha seguido com Sparks até o chalé 3, Poseidon. Nossa caminhada tinha sido recheada de ideias malucas de onde Lottie podia estar.
–Ela pode ter sido comida por uma lula gigante – Sugeri e Sparks riu. A risada dela era o melhor som do mundo.
Após dez minutos de caminhada, tínhamos chegado no chalé 3. Ele estava com as janelas fechadas e com uma aparência abandonada.
Ou talvez ela esteja apenas dormindo.
Subimos a escadinha que levava a varanda do chalé 3 e tentamos espiar pela janela, sem sucesso: as cortinas deixavam a visão embaçada.
– O que vocês estão fazendo aqui? – Uma voz ecoou atrás de mim, virei-me e vi que Alexy caminhava em direção ao chalé, ela nos encarava.
– Queríamos ver se a Lottie estava bem. – Sparks respondeu por mim, eu esperava uma tensão entre as duas mas não notei nada.
Ficamos um tempo nos encarando, temendo dar mais um passo e abrir a porta. Eu analisei Alexy, ela não dormiu bem: tinha notado isso pelos olhos pesados, algo quase imperceptível devido ao fato de ser filha de Afrodite e suas olheiras terem desaparecido, seus cabelos castanhos caiam como uma cascata sobre seus ombros e só paravam na altura do peito, eles estavam bagunçados e alguns cachos estavam meio arrepiados, mas ela não deixava de estar bonita. Ela nunca deixou.
–Ei! – Uma voz me tirou dos meus pensamentos, olhei para trás e vi Zoey DiLaurenci andando em nossa direção, ela parecia frustrada. Tony corria atrás dela, já tinha entendido o motivo de tanta frustação – Você não vai escapar de mim tão fácil DiLaurenci.
–Cala boca idiota. – Ela caminhou mais rápido, subindo as escadas que levavam a varandinha do chalé de Poseidon. – E ai? Vocês estão aqui por que...
–Vim ver se a Lottie está bem. – Alexy respondeu. – Eles também.
–Não só eles. – Tony tinha subido as escadas que levavam á varandinha e passou o braço em volta de Zoey, que respondeu com uma careta de quem tinha comido algo estragado. – Olhem. – Ele tinha apontado para Alison que vinha em nossa direção.
–Oi... – Ela disse friamente enquanto encarava Tony e Zoey. – O que vocês...
–Estamos aqui para ver se Lottie está bem – Dissemos todos em coro, já irritados com a pergunta.
–Na varanda? Para ver ela vocês têm que abrir a porta. – Ela disse por fim, desviando de todos nós e tomando coragem para fazer algo que não tínhamos feito até agora: abrir a porta.
A maçaneta virou e a porta rangeu a medida que Alison abria a porta, nos aproximamos da porta para ver o que tinha acontecido. Alison estrou no chalé primeiro, depois Zoey, Tony, Alexy, Sparks e eu entrei por último.
O chalé estava uma bagunça e só: a mala maior de Lottie estava na cama, aberta. Não tinha nenhuma roupa nela. Os livros estavam jogados pelo chalé, ocupando até os lugares mais estranhos, a cama estava desfeita mas o que mais chamava atenção era a palavra que preenchia todas as paredes do chalé.
–Nirvana. – Zoey disse quebrando o silêncio. – O que isso significa?
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