Ningyo
1 Capítulo 1 - Prólogo
NingyoOlá pessoas!Sei lá.Não me matem, por favor!Só estava lendo uma Fic e, de repente, bateu-me aquela inspiração.A Fic foi feita de improviso...Então, não esperem grande coisa, ok?Beijinhos!NingyoBy Reky Chan. Os cabelos balançavam, ao tocar do vento, em seu leve ritmar. Pessoas passavam por si, mas sua atenção não estava centrada nelas. As águas, tão límpidas, eram o que tomavam as atenções do jovem rapaz. Em um lugar tão habitado, um simples vestígio de água limpa, era um milagre. Quanto mais, um rio inteiro.Mas ver uma água não-poluída era mais que um milagre para Ichazou Takemi. Era o que o fazia lembrar de tempos longínquos, dos quais muitas pessoas preferiram negar a lembrança. Principalmente, pois o que havia sido feito, era motivo de vergonha para muitos e de orgulho para poucos. Mas ninguém era mais orgulhoso do que ele.
As margens daquelas mesmas águas, daquele, agora, pequeno rio, passara-se uma história inesquecível. Uma história que muitos não deveriam ter se esquecido. A história que, agora, passava, novamente, na mente de Takemi. Uma história que, em sua opinião, deveria ser lenda. Um conto, talvez. Mas que nunca deixaria de ser real. Pois, mesmo que muitos descressem, era a história de dois ancestrais de sua família. Era, desde aquela época, costume os pais contarem história para seus sucessores. Foi assim que ela chegou a Takemi.E, agora, é a hora de contar-lhes. Mesmo que não acreditem, vou logo lhes avisando: é a mais pura realidade.A vida nunca fora tão dura. O pai morrera durante a guerra e a mãe, inconformada, matara-se. Seu meio-irmão, irresponsável, viajava e ninguém sabia quando voltaria ou onde estaria. E, para finalizar, ele, Ichazou Inuyasha, era quem deveria cuidar dos assuntos da família. Ele, o filho mais novo. Dezessete anos e já com responsabilidades adultas. Era demais... - Senhor Inuyasha!Senhor Inuyasha, por favor, espere!- O que houve, Kani? Não vê que estou saindo?- Por qual motivo seria, senhor? — Perguntou a curiosa criada.- Sabe que tem de resolver alguns problemas, não? Aquela papelada toda que seu pai deixou...O jovem suspirou, cansado.- Pode me fazer um favor, senhorita Hitai? — Perguntou, fechando os olhos.- Claro!-Não me perturbe. Saia daqui. Não me siga. A proíbo de falar qualquer palavra, até a minha chegada, ouviu? — Falou, já começando a caminhar.- Sim, senhor. — Foi o que ouviu, como um sussurro.Era isso. Todos os dias, eram iguais a este. Inuyasha sempre deixava os documentos e dava uma escapada. Não agüentava ficar em casa. Era sufocante. Sentia-se como se fosse pressionado a fazer tudo. Afinal, para muitos ele era o “garoto perfeito”. Um ótimo partido, podia ter tudo com um estalar de dedos. Muitas mulheres ao seu dispor, beijando-lhe os pés para um pedido de casamento.Mas não era o que ele queria.Algumas crianças passaram por ele, jogando bola. Havia sorrisos em seus rostos infantis e ingênuos. Nisso, um pequeno sorriso formou-se em seus lábios. Quando pequeno, era forçado a ficar em casa, estudando para, um dia, se Sesshoumaru, seu irmão, renegasse a fortuna da família, seria ele que teria este papel. Muito raramente ele saía de casa e, quando o fazia, ficava olhando para as crianças, um olhar de desejo.Encaminhou-se para um rio, que havia ali perto. Era um lugar de difícil acesso e, por isso, quase ninguém passava por lá. Mas não estava esperando pelo que veio a seguir...Uma voz cantava uma linda melodia. Uma voz doce, pura e límpida, como a própria água. Uma voz linda, que encantaria qualquer ser vivo, que por ali estivesse. Era encantadora, mas, ao mesmo tempo, melancólica.Estranhamente, a música que a voz cantava, parecia contar a sua história, desde que seu pai morrera. Ninguém parecia entencê-lo e, quando tentava falar isso para alguém, a pessoa o ignorava. Bobagem, diziam-lhe, você tem tudo e quer o nada? Está com febre?Aproximou-se e, em um movimento descuidado, pisou em um graveto. A voz parou de cantar, imediatamente. Então, pôde ouvi-la, realmente.- Quem está aí? Apareça!- Desculpe-me. — Disse Inuyasha, aparecendo entre as árvores e arbustos. — Acho que te atrapalhei, não?- Não foi nada! — Ela lhe sorriu. — Sou Higurashi Kagome, senhor!Prazer em conhecer-lhe!- Ichazou Inuyasha, senhorita. O prazer é todo meu. — Fez uma reverência. A garota, sorriu-lhe e levantou-se. O vestido vinho, com um avental branco, colado ao corpo. — O que houve? Caiu no rio?- Pois é! — Olhou-se. — Má sorte a minha, não? É que eu tropecei nas raízes. — Apontou para os pés de uma árvore próxima. — Droga! Como vou chegar no trabalho assim?- Você é uma criada? — Perguntou, espantado. A garota era tão bonita que era mais uma princesa do que uma criada, à vista. — Trabalha para quem?- Para a família Amamiya. Cuido da pequena Harei, a filha dos donos da moradia. Mas, por favor... Não gosto do termo “criada”. Chame-me somente por Kagome, senhor Ichazou.
- Só se a senhorita me chamar de Inuyasha. — Sorriu. — Desculpe-me pelo termo, então.- Tudo bem... Inuyasha.- Melhor assim, Kagome.Ela lhe sorriu. O cabelo negro balançando ao vento, enquanto fechava os reluzentes olhos azuis. E, para a surpresa de Inuyasha, aquele simples gesto fez uma pequena vermelhidão aparecer em sua face.- Bem... Creio que deva ir... — Disse Kagome, pegando os sapatos negros, em um canto. — Já está ficando tarde e não quero receber bronca de meus patrões. Vim aqui rapidinho.- Posso saber por qual motivo?- É que eu gosto de entrar em contato com a natureza. Em especial, com a água. — Disse, olhando para o rio, um sorriso carinhoso formando-se em seus lábios. — Vejo você por aí, Inuyasha. Vai que nós nos reencontramos, não?E saiu, caminhando em direção a vila. Deixando Inuyasha sozinho. Sozinho, como sempre estava e sempre esteve. Pelo menos, até conhecer Higurashi Kagome. Continua...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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