Ninguém me avisou
1 Capítulo único
Notas iniciais
E esse mês é Jilytuber, não podia deixar de faze-la e espero muito que vocês tenham gostado S2. Até a próxima, bye.
Meu último ano...
Deixar Hogwarts... Nossa! Nunca pensei sobre isso. Passei meus melhores anos aqui, se tornou minha casa. Fiz muitos amigos, e inimigos, briguei com o Potter, me autodescobri e, por mais incrível que pareça, de um ano para cá me aproximei dos Marotos. Sim! Aquele grupo de baderneiros que me tirava do sério. Quando você os conhece percebe que não são tão ruins assim.
Remo e eu já éramos amigos, fomos nos aproximando nas noites de ronda. Conversávamos bastante sobre assuntos aleatórios, mas também! Não tem como não virar amiga dele. Pedro e eu nunca fomos próximos, não tínhamos assuntos em comum e, na maioria das vezes, ele estava atrás do Potter e do Black, quero dizer, James e Sirius.
Agora o que falar sobre esses dois últimos, são inconvenientes e piadistas nas horas erradas, mas, mesmo assim, são bons amigos. No começo, fiquei meio relutante, mas Alice e Marlene se deram bem de cara.
Desde que essa nova amizade começou, essas duas viviam me falando para dar uma nova chance para eles (principalmente a James), e eu resolvi dar ouvidos a elas. Péssima ideia! Elas não me falaram da possibilidade de me apaixonar. Sim! Eu, Lily Evans, me apaixonei pelo garoto que rejeitei por anos. E o pior: estou com medo. Desde que viramos amigos, James não me chama para sair, não joga uma de suas cantadas ou me chama por apelidos. Tenho medo dele ter desistido de mim e agora só queira ser meu amigo.
As vezes fico me perguntando: “Não era esse o garoto que eu viva brigando? ”, ”Não era ele que vivia dizendo aos quatro cantos de Hogwarts que me amava? ”, ”Não era ele que dizia que nunca desistiria? ”. E agora? Desistiu? Ou apenas quer dar um tempo? Eu estou tão confusa e são 01:30 da madrugada. Essa hora eu já estava no meu quinto sono e, em vez disso, estou enchendo minha cabeça com dúvidas sobre James.
¨*¨*¨*¨
Acordo cedo e cansada. Pensando bem, nem tão cedo, Marlene já está de pé. Observo nosso quarto, cinco camas, cada uma com um criado mudo ao lado, uma janela enorme entre a minha cama e a de Marlene, tapetes espalhados, malões desarrumados e com roupas para tudo que é lado. Vejo Alice sentada em sua cama arrumando suas fotos, percebo que ela ainda está de pijama.
— Não se trocou ainda? – Perguntei o obvio.
— Não, Lene não saiu do banheiro, ela foi a primeira a acordar. Dá para acreditar? – Disse risonha, eu apenas sorri. Observei as outras meninas com quem divido o quarto, Emmeline Vance e Dorcas Meadowes, que ainda dormiam.
— Bom dia flores do dia! – Grita Marlene saindo do banheiro.
— Marlene! – Gemeram Vance e Meadowes em uníssono.
— Que mal humor é esse? – Pergunta fingindo desentendimento.
— Você também ficaria de mal humor se fosse acordada desse jeito. – Resmungou Dorcas enfiando a cara no travesseiro enquanto Alice ia ao banheiro.
Logo, Alice saiu, e ela e Marlene retiraram-se para tomar café. Entrei no banheiro e tentei ser rápida para conseguir acompanha-las, mas quando sai do quarto, elas já haviam desaparecido. Comecei a caminhar sozinha até a saída quando ouvi passos e um chamado:
— Ei Lily! Me espere! – Argh! Era ele. Tentei aumentar os passos, mas ele me alcançou.
— Bom dia James. – Cumprimentei, assim que ele me alcançou, me fazendo de desentendida.
— Bom dia Lily. – Respondeu dando seu típico sorriso de lado – Fugindo de mim?
Arquei as sobrancelhas para ele:
— De você, Potter? E perder a honra de caminhar ao seu lado? Nunca. – Respondi com sarcasmo.
O encarei e notei que ele parecia bastante cansado, mas se esforçava para manter um sorriso. Tinha olheiras profundas e vários arranhões no rosto e nas mãos. Ele as enfiou no bolso assim que percebeu meu olhar.
— Noite difícil?
— Já tivemos piores. – Disse encarando o chão.
— Você teve tempo para dormir? Ou se arrumar? – Perguntei estendendo a mão para seu cabelo e retirando uma folha.
— Eu caí na cama assim que a vi. – Contou-me passando uma das mãos no cabelo e os bagunçando ainda mais.
Dei um sorriso compreensivo, que foi retribuído por ele.
— Como estão os outros?
— Remo já está na ala hospitalar, Sirius está com um corte na perna, não tão profundo, mas não consegue se levantar, Pedro já está no salão principal.
— Sirius não vai comer? - Perguntei preocupada.
— Vou levar para ele assim que terminar de comer.
— Se você quiser ajuda...
— Não precisa, eu me viro.
— Não, eu quero ajudar – e sair na frente em direção ao salão principal — Vem logo! Já perdemos muito tempo aqui.
Ele sorriu e me seguiu.
¨*¨*¨*¨
Somente Pedro apareceu de manhã, Remo foi liberado, e Sirius e James apareceram a tarde, para aula de poções. Ele estava com uma aparência melhor.
— Boa tarde alunos – cumprimentou professor Slughorn – Hoje iremos estudar uma poção muito perigosa, oh sim, estou falando da Amortentia – Suspiros foram ouvidos pela sala – Alguém pode me dizer o que caracteriza essa poção? – Minha levantou imediatamente – Srta. Evans!
— É caracterizada pelo seu brilho aperolado, a fumaça em espiral e o cheiro¸ que é diferente para cada um.
— Muito bem, 10 pontos para a Grifinória! – Recebi acenos positivos de Marlene e Alice, que dividiam a mesa comigo – Abram no capitulo 17, vejam que tem uma lista de ingredientes. Comessem a prepara a poção juntos com seus companheiros de mesa. O grupo conseguir prepara-la, perfeitamente, primeiro, serão poupados dos deveres de hoje. Ah, e não se esqueçam de escrever o que sentem.
Todos ficaram muito eufóricos. Marlene foi a primeira a abrir seu livro, eu e Alice nós olhamos risonhas, as únicas vezes que a vemos empenhada em algo é quando ela vai jogar quadribol, fora isso.... Não que Marlene seja uma má aluna, pelo contrário, ela estuda (mas não tanto) e passa nas provas, as vezes tira notas até maiores que o Remo. Sua capacidade de aprender rápido me assusta.
— Estamos na metade... o que é um Cizácaro? – Pergunta Marlene olhando para o livro confusa, examinando os ovos do tal animal.
— Não faço a mínima ideia... – Disse Alice retirando-os da mão de Marlene e despejando no caldeirão.
— São criaturas que se formam... – Fui interrompida por um “Shiu” de Marlene
¨*¨*¨*¨
Estávamos terminando a poção, comecei a observar os outros alunos, James, Sirius e Remo dividiam uma mesa, que estavam a três mesas a frente, mas não dava de ver em que parte estavam. Pedro acabou ficando na mesa com Frank Longbottom e Emmeline. Havia alunos que estavam confusos mais do que eu em uma partida de quadribol.
— Marlene, desligue o fogo! – Falei em voz alta, chamando atenção de alguns alunos. Marlene, desesperada para não perder a poção, deligou o fogo e suspirou aliviada.
— Foi por pouco, obrigada Lily – Sorri para ela – Agora escrevam rápido, esse prêmio é nosso!
Cheguei perto do perto do caldeirão, sentir cheiro de livros, terra molhada, chocolates, lírios – que ironia – e um cheiro bem peculiar, que me lembrava do.... Enfim, terminamos e entregamos para o professor.
Não fomos a únicas a conseguir, mas como fomos as primeiras estamos livres do dever de casa. Marlene estava tão feliz que chegava a ser engraçado. Ela, Alice e os marotos saíram na frente enquanto eu arrumava meu material.
— Oh! Srta. Evans, ainda aqui? – Perguntou o professor Slughorn.
— Já estou saindo – Disse colocando minha mochila nas costas.
— Você lembra da minha festa hoje à noite? Vai levar algum acompanhante? – Perguntou.
— Irei sim, mas sozinha – Disse dando um sorriso constrangido.
— Uma moça como a senhorita não deveria ir sozinha, por que não leva aquele seu amigo... – Fiquei com medo da sua sugestão – James Potter, não é? – Merda.
“É claro que eu vou levar o garoto que eu acabei de descobrir que eu tenho um abismo para sua festa” pensei ironicamente.
— Sim, é ele, mas eu...
— Ótimo! Agora tem um acompanhante – E saiu sem deixar eu concluir minha fala.
¨*¨*¨*¨
“Tenho que convidar James para uma festa”. Passei o resto do dia repetindo isso para mim mesma. A festa de Slughorn será na sexta à noite e hoje é quarta-feira, tenho um dia! Um único dia!
Passei meus últimos anos falando “Não!” para qualquer pedido que ele fazia, sendo grossa e lhe dando patadas para chegar nele e “James, quer ir a festa do nosso professor poções comigo?”. E se ele falar “Não”?
Algo me dizia que ele iria aceitar, mas essa mesma coisa falava que a noite de sexta vai mudar minha vida.
¨*¨*¨*¨
Acordei cedo, me arrumei e esperei as meninas descem. Alice foi a primeira e depois de meia hora, Marlene.
— Bom dia Bela Adormecida – Falei assim que ela se deitou no sofá.
— Quem?
— Esquece, vamos comer – Disse me levantando e sendo seguida por Alice e uma Marlene resmungona.
¨*¨*¨*¨
Terminou a aula de transfiguração. É agora ou nunca.
— James! – O chamei quando estava quase saindo e ele veio em minha direção.
— Sim, Lily? – Perguntou quando já estava perto.
— Er... vocêquerirafestadoSlughorncomigo? – Falei tudo rápido demais e ficando vermelha.
Ele começou a rir. Eu sabia! Ele vai dizer “Não” e esfregar na minha cara que agora quem está pedindo sou eu.
— Eu não entendi nada do que você falou – E sorriu de um modo gentil. Abrir a boca para repetir – Com calma.
— Você quer ir à festa do Slughorn comigo? – Perguntei olhando para meus sapatos. Ele fazia isso parecer tão fácil quando me pedia.
— Não... – Minha boca abriu em um perfeito “O” – poderia deixar de aceitar. – Terminou rindo e eu dei um pequeno sorriso, aquele que diz “ufa, ele aceitou” e “faz isso de novo que eu meto um murro na tua cara” – Nos encontramos as sete na frente do Salão Comunal – Me deu um beijo na bochecha e saiu.
Não sei por quanto tempo fiquei parada olhando para a porta da sala.
¨*¨*¨*¨
Contei para as meninas no quarto antes de dormir. Elas piraram, Alice e Dorcas gritaram pelo quarto que isso iria acontecer, Emmeline me encarrava como se ainda não tivesse caído a ficha e Marlene começou a falar sobre qual roupa eu deveria usar.
— Você precisa estar linda, Lily
— Quer dizer que eu sou feia no dia a dia? – Perguntei encarrando Marlene.
— Você tem seu charme... – Começou ela, mas Dorcas a interrompeu.
— E foi por causa desse charme que James se apaixonou por você.
— Mas é seu primeiro encontro com ele, vai que rola algo interessante – Marlene termina sua frase me lançando um olhar malicioso. A olhei incrédula e me virei para Dorcas.
— E quem disse que ele está apaixonado por mim?
— Por favor, Lily! Durante todos esses anos, se declarando para você nos quatro cantos de Hogwarts você ainda tem dúvida? – Questionou Alice e Dorcas concordou.
— Não! Quero dizer, pensei que era uma paixonite adolescente e que ele fazia isso para me irritar e me fazer passar vergonha. – Me defendi.
— Você é inacreditável, eu deveria ter apostado com umas meninas que nesse ano você iria ceder, iria ganhar uns bons galeões – Disse Emmeline com simplicidade.
— Vocês iam fazer um bolão sobre mim e James? – Elas começaram a rir – Bom, já estar tarde e eu vou dormir. Boa noite! – Fui me deitar fingindo raiva.
¨*¨*¨*¨
— O que você acha de Jily? – Perguntou Alice quando terminávamos de comer nosso café da manhã.
— O que é isso? – Perguntei colocando uma colher de cereal na boca.
— Seu nome e do James de casal, sabe? – Disse Marlene na minha frente
Me engasguei com a comida. Comecei a tossir muito, chamando atenção das pessoas.
— Bebe isso. – Dorcas ofereceu um copo de água e eu aceitei.
— Morre não que hoje é um dia histórico – Disse Emmeline ao lado de Marlene. E as quatro começaram a gargalhar, para que inimigos se as tenho como amigas?
O dia foi normal, de vez em quando me pegava olhando para James, e as vezes ele percebia e sorria para mim, e eu a abaixava a cabeça corando. Tomara que ele não tenha percebido.
As meninas me empurraram para dentro do quarto e começaram a jogar minhas roupas por todo quarto.
— Vocês vão arrumar isso – falei e elas me olharam. Em vez de receber “Claro” e “Fomos nós que bagunçamos, teremos que arrumar”, recebi vários “´É claro que não”, “Só em seus sonhos”, “Você que pensa”.
¨*¨*¨*¨
Depois de uma discursão sobre qual roupa eu deveria usar, decidiram por um vestido preto e sapatilhas da mesma cor, maquiagem leve e cabelo solto. Me sentia bem e bonita, nada extravagante.
Me dirigir a saída do salão comunal, lá estava ele, encostado na parede, distraído com seus sapatos e Wow! Ele estava lindo, usava um blaise azul, camisa branca por baixo, calça preta e sapato social. E nessa hora o infeliz do Black passa por nós em direção a entrada.
— Para de baba, Lily! – Fala em voz baixa.
— Idiota!
— Me chamou? – Perguntou James, acho que falei auto demais.
— Não, quero dizer, estava falando com Sirius.
— Por que chamou ele assim? – Perguntou confuso. Como se eu fosse falar!
— Esquece, vamos logo. – O pego pelo braço e puxo em direção a festa.
Caminhamos um ao lado do outro, em silencio. Não havia ninguém nos corredores. Ele colocou um dos seus braços sobre meu ombro e eu o abracei pela cintura. Ele ficou um pouco estanho, acho que pensou que eu mandaria tirar os braços de cima de mim.
— Err... Lily? – Me chamou com a voz um pouco alta, já que, agora já estamos perto da festa.
— Hm... – O encarei.
— Eu queria te dizer uma coisa... pensei que seria mais fácil, mas... – Ele sorrir de leve e eu retribuo, com o coração a mil – Faz um tempo que eu estou...
— Olha só quem chegou! Minha aluna preferida e o melhor jogador de quadribol de Hogwarts! – Diz professor Slughorn abrindo a porta – Pensei que não viriam mais. Venham, entrem! – Nos obedecemos. James pareceu um pouco constrangido. O que será que ele iria me falar? Poxa vida Slughorn, podia ter demorado só mais um pouco?
Entramos na festa, James continua colado mim, ele parece completamente perdido, talvez porque não seja acostumado com festas mais “intelectuais” e sim com as vitorias no quadribol.
Um momento, o professor me chama para conhecer uns dos seus convidados. A cara do James foi hilária, ele me olhou como se pedisse para não sair do lado dele. Murmurei um “Volto logo” e ele assentiu.
Coitado! Eu demorei uma eternidade, quando eu terminava uma conversa, Slughorn me chamava para outra, só conseguir sossego quando ele já estava bêbado e os convidados dançando.
Procurei por James, ele estava sentado em uma mesa distante, cabisbaixo. Fiquei com dó, normalmente, em festas, ele estar sempre pulando por aí junto dos amigos. Me aproximei e sentei ao seu lado.
— Desculpe a demora, Slughorn não me deixou parada – Disse timidamente.
— Tudo bem. – Dava de perceber que estava chateado.
Me inclinei e deu um beijo em sua bochecha. Por que? Também não sei.
— Quer dançar? – Perguntei me levantando e estendendo minha mão.
— Claro! – Disse se levantando com um pulo, sorrindo. Fomos até a pista, mas quando chegamos, começou a tocar uma música romântica.
“Ótimo!” , pensei ironicamente
— Se você não quiser... – Disse James, olhando para os lados, todos já estavam em pares.
— Não! Tudo bem. – Nos aproximamos, foi estranho. Um estranho bom. Nunca ficamos tão próximos assim, mas era confortável ficar rodeada em seus braços.
Tudo indo bem até que:
— Ai, James! Você pisou no meu pé! – Reclamei.
— Você perguntou se eu queria dançar, e não se eu sabia. – Se defendeu.
Antes, eu começaria a gritar com ele, como sempre acontecia, mas dessa vez a única coisa que conseguir fazer foi enterrar meu rosto em seu peito, murmurar “Idiota” e começar a rir. Continuávamos bailando abraçados. Comecei a pensar em todas nossas brigas que agora parecem que foram todas desnecessárias e infantis. O que o amor faz com as pessoas?
Muda completamente! Se a dois anos atrás me dissessem que eu dançaria colada com o “Potter”, eu iria começar a gargalhar e manda essa pessoa para o St. Mungus por ser um doido varrido.
— Hum... Lily? – James chamou, me tirando dos meus devaneios. Infelizmente, tive que me separar dele para conversar – Lembra que eu ia te contar uma coisa antes da festa? – Assenti – Desde que nos conhecemos, nós brigamos, mas eu sempre sentir uma por você que eu nunca sentir antes. Toda vez que você passava por perto eu mudava, para tentar te conquistar. Mas como você pode ver, não davam certo. – Ele suspirou – Pensei até que seria passageiro, mas com o tempo percebi que era mais duradouro, aquele sentimento não sairia de mim nunca mais.
“Tento parecer bom o suficiente para você, o melhor para você porque sei que é isso que você...”
Então percebi o que ele estava tentando me falar.
— Você é bom o suficiente para mim! – Disse o cortando, ele me olhou confuso.
— Um minuto... você quer dizer que...? – Perguntou com receio.
— Sim! – Sorri e ele retribuiu com aquele sorriso nem um pouco arrogante, aquele sorriso que eu amava. Ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e me olhou nos olhos – Pode me beijar, sabia?
— Estava esperando você gritar que era uma pegadinha.
— Idiota. – E o puxo para um beijo.
Foi O beijo, o melhor de toda minha vida, mas também foi rápido porque James interrompeu.
— Quer ir para outro lugar? – Perguntou risonho.
— Adoraria.
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