Ninguém está em casa
4 Leve-me embora
Nada é tão simples quanto deveria ser. O caos exterior combina perfeitamente com o desespero interior. Ela tenta se remontar, juntar suas partes, mesmo com as beiradas lascadas, ignorando o abaulado. Talvez aquelas peças não fossem feitas para se encaixar.
A casa construída sobre expectativas encontrou autodestruição em sua essência. Não se pode ver além da fachada. As luzes estão acesas, contudo não há ninguém.
Ela acredita saber por que está por um fio, prestes a queimar a única fonte de energia. Quando resta apenas a fraqueza, aquela piscante, pulsante e insana.
Ela espera ser levada. Desaparecer com o vento.
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