Sei que meu kiky tem resistência a dor, em várias batalhas nossas antigamente cheguei a arrancar o braço e até as pernas dele e ele não esboçava nenhuma dor, principalmente quando ele não tomava nenhuma das suas tintas, aí ele não sentia nada, mas aquilo ali, já estava me assustando.

Eu segurava as mãos de Ink enquanto ele estava deitado na maca tremendo esperando por science! Sans que viria correndo para fazer uma cesariana de emergência, eu ouvia os ossos na pélvis dele rachando e quebrando, eu poderia ouvir os "Crack" e os "Creck", mas Ink no máximo lacrimejava ou suspirava, as vezes eu esqueço o quão assustador meu marido pode ser.

— Huff, huff... Ah, ele tá chegando?— Suspirou me olhando com os olhos cheios de lágrimas logo ouvi mais um crack novamente teriam de mudar os lençóis que estavam sujos de tinta(sangue) e água da bolsa.— A-Ahh!~— Finalmente ele gritou, e apertou minhas falanges com força, largando uma das mãos da minha, tocando o próprio peito, nosso bebê havia dado mais um chute em sua "alma".

— Au! Au! Ink! Ink calma! Eu não estava pronto! Larga minha mão!

— Aahhh! Seu filho tá me chutando e você quer soltar minha mão?!

— Miluz! Por Toby Fox isso é hora de chutar sua mãe?!— Reclamei gritando junto com Ink enquanto ele novamente apertava minha mão agora finalmente alertando os médicos que quase dormiam ao nosso lado pela calma de Ink.

— Cheguei! Cheguei!— Berrou Scientist entrando pela porta do quarto em que estávamos, revelando todos que nós esperava lá fora.— Aí céus, não me diga que-

— É ele tá saindo por conta própria e ainda tem força pra me chut-aahhh! Tira! Tira ele de dentro de mim!— Chorou meu amado me apertando novamente a mão e eu me encolhi.

— Ah! Amor! Amor! Minha mão! M-minha mão— Falei cada vez mais baixo sentindo ele me apertar mais.

— Inkling! Respire vai dar tudo certo!— Gritou Top do lado de fora do quarto abraçando Zephyr que estava perto da janela gravando tudo com seus olhos cheios de lágrima.

— Eu acho que quem precisa de força é o mano Error, ele vai perder a mão assim cara.— Falou Fresh rindo enquanto meu irmão, Reaper e os amigos de Ink nos olhavam preocupados.

—Certo! Fechem a porta pra mim!— Ordenou Science que chegou perto de Ink e me afastou de leve finalmente minhas mãos tiveram descanso, mas agora Ink apertava as barras de ferro da cama e as amassava de leve, o sans de óculos puxou o lençol e olhou o ectobody do meu amado.— Merda ele já tá coroando.

— O-O que isso significa?— Perguntei abraçando minha mão que estava rachada e sangrando um pouco.— C-Coroando?

— Significa que não temos como fazer uma cesariana, ele já abriu espaço ele vai sair por baixo mesm- ah!— Gritou sentindo Ink lhe puxar pelos jaleco.

— A não! Nada disso! Você vai cortar meu ectobody agora mesmo! E vai tirar ele por onde ele deveria sair, eu não quero meu filho nascendo pelo meu cu! Tá me ouvindo?!

— Mas ele já est-

— Não interessa! Corte! Corte lo- aahhh!— Chorou alto soltando a roupa do Scientist.— Merda! Tira! Tira!

— Se acalme! Eu não posso tirar ele assim! Ele já está saindo por baixo não tem jei— Ele se calou após ouvir um crack alto e logo depois Ink gritando.— Misericórdia.

— Agora eu vou pedir!— Disse me levantando da cadeira que estava ao lado da maca do meu amado.— Tira meu filho de dentro dele!— Gritei com scientist que olhou para os médicos chamando eles para levar Ink para a emergência, eu me aproximei de Ink e lhe beijei a testa.— Você é forte meu amor, respire, respire.

—Aaahh! Error! Eu tô morrendo! Eu tô morrendo cacete como dói! Tá doendo tudo! Esse menino vai me matar! Eu juro que tô sentindo dor na alma que eu não tenho!— Chorou apertando as barras da cama as fazendo ranger.

— Não fale besteira! Ink você já passou por coisa pior mas minhas mãos! Então resista! — Falei enquanto destravaram a maca dele.

— R-Ruru, isso dói... Ele tá, tá me chutando, e-eu vou desmaiar, eu vou...

— Ink!

[...]

Eu não fazia ideia de quanto tempo passou, mas eu tinha uma certeza, eu jamais queria passar por aqui de novo.

— Waahh!~ Wahh!~ Waah!— Um choro de bebê ecoava na minha cabeça, pelo visto o pequeno Miluz já nasceu.

Eu abri lentamente meus olhos e ainda estávamos no mesmo quarto de hospital, na verdade estávamos no meio da sala, parece que quando iriam me levar o pequeno saiu primeiro.

— Nasceu, nasceu graças a toby.— Choramingou scientist que apesar da minha visão embasada dava pra ver que ele estava parcialmente enforcado pelas linhas de Error que pegava nosso filho no colo ainda meio sujinho pois literalmente acabou de nascer.

— Miluz, meu filho... — Chorou meu bugadinho abraçando o bebê que chorava junto, o meu amado fungou e encostou seu crânio no do pequeno.— Você quase faz o papai matar seu médico sabia?

—Waah!~— A criança continuou chorando como se não ligasse para a saúde do sans que cuidou de sua saúde durante esses meses.

Eu pisquei recuperando melhor a minha visão, podendo finalmente vislumbrar a beleza do recém nascido, que tinha a bela cor escura do meu marido, seu crânio se dissolvia em tinta igual aos bugs de seu pai e suas bochechas haviam duas manchas amarelas e laranjas em cada lado.

— Hm~ Ruru... Miluz ele...

— Kiky! Amor! Acordou!— Me chamou preocupado e me segurou a mão com a sua mão livre.— Olha, olha amor, quem foi o responsável pelo seu sofrimento.— Brincou, mas eu o conhecia, sabia que ele estava emocionado, mais do que feliz, em ter nosso pequeno ali finalmente e saudável.

Eu olhei aquele pequeno pedacinho de problema e estendi minhas mãos alegre me esquecendo completamente a dor que senti a ponto de desmaiar, logo eles puxam minha cama para a por no lugar e Error me segue feito um carrapatinho com seus lindos olhos vidrados no bebê que chorava mais baixo agora.

— Onw... Deixe-me, deixe me pegar esse pedacinho de endorfina.— Disse enquanto Error me dava nosso pequeno em meus braços, assim ele finalmente se calou mexendo as mãozinhas enquanto Error lhe segurava uma delas.— Miluz...— O olhei em tom sério, mas o bebê chorou baixo e eu derreti.— Oh céus eu nem consigo brigar com ele, olhe só pra você, é o esqueletinho mais fofo de todas as aus...

— Ele é a copia cuspida do Paper Jam...— Disse meu marido todo bobo mexendo as maozinhas dele.— Mas também é tão diferente, olha, a mancha do rosto dele é mais laranja que a de pj.

— Heh... Sim, é nosso Miluz, diferente de todos os Paperjam's do multiverso, só nosso...— Falei suavemente enquanto beijava a testa do pequeno que sorriu banguelinha.

Scientist finalmente terminou de tirar as linhas de Error de seu pescoço e foi até a porta para deixar meus pais e os irmãos de Error apenas entrarem, porém teriam de ficar longe ainda já que o bebê acabou de chegar, eu olhei para Top e Zephyr que me olhavam emocionados e felizes, claro que meu papai estava mais alegre de que todos ali, afinal eu havia posto o nome que ele sonhava me dar.

Geno estava alegre pelo sobrinho e Fresh até tirou seus óculos para ver Miluz melhor, que se mexia no meu colo como se reclamasse por estar sujo ainda e se recebendo tantos beijos meus e de Ruru.

[...]

— Miluz! Não ponha isso na boca!— Ink chamou por nosso pequeno que estava no tapetinho da sala tentando botar na boca os frascos de Ink que ele havia deixado cair no chão sem querer.— Oh céus menino, não faça isso.— Reclamou limpando a boca do bebê que sorria abobado após tomar a tinta amarela de ink.

Eu ri e fui até eles abraçando Ink pela cintura para o confortar, nossa vida virou de cabeça pra baixo desde que soubermos da existência do nosso filho, ainda mais agora que ele estava finalmente aqui! Ele deve ter uma Duracell entre as costelas, por que se não está chorando, brincando ou botando as coisas na boca ele está como Ink, dormindo com os olhos abertos e a ainda pior, ele se senta na cama e fica assim, eu infelizmente não posso botar ele no berço senão ele abre o berreiro a noite toda, então eu meio que tenho que dividir a cama com esses dois psicopatas que eu amo.

— Bom ,o lado bom é que ele está crescendo rápido, olha só pra ele, nove meses e já fica sentado sozinho!— Exclamou kiky animado olhando nosso Miluz que o olhava curioso.

— Se você diz, meu amor, ainda sim acho melhor a gente levar ele no médico, pra ver se é realmente normal esse crescimento todo.— Falei preocupado com nosso bebê, porém Ink não parecia preocupado.

— Ruru, ele é filho da criação e da destruição personificados, ele é forte o suficiente para ficar enorme logo, até por que ele me custou bastente tinta não é mesmo Miluz?



— Heh, se você diz, kiky...— Sorri beijando sua testa.

— Heh, eu sei, eu tenho razão.— Ele me mostrou sua linguinha colorida dando uma piscadinha imitando o flowey, mas sinceramente aquela carinha travessa combina mais com meu artista que com aquela flor.— Então... Acha que ele vai falar papai ou mamãe primeiro?

— Eu gostaria que falasse papai.

— Anw você é tão arrogante, eu pari ele! Ele deveria falar mamãe primeiro! Não é Miluz?

— Nada disso! Ele vai falar papai, papai Miluz!

Ambos encaramos o bebê que se olhou como se a gente o tivesse olhado por ter alguma sujeira na roupa e depois dele rolar os olhos para seu cachecol e para nós, ele sorriu banguela.

— M-Milu.— Falou fofo nos olhando dando uma risada doce de bebê, enquanto eu e Ink torcemos a cara como se tivéssemos lambido um limão em ver que de todas as palavras Miluz disse o próprio nome.

É, nunca fomos uma família normal em nenhuma fanfic mesmo, nessa não seria diferente.






°•°•Fim~°•°

























— Pai! Papai! —Chamou o pequeno Miluz correndo da sala para o jardim praticamente tropeçando em suas pantufas macias, quase caindo de cara na grama colorida da sua casa, Error apanhou o garoto com as cordas antes que ele caísse o soltando em frente ao balanço de madeira que havia na varanda.

— Cuidado Miluz, vai cair desse jeito.— Repreendeu o senhor bugado enquanto arrumava Ink que dormia apoiado em seu ombro, ao ouvir a voz do filho o artista acordou e piscou os olhos sorrindo para o pequeno.

— Eu já sei! Já sei o que quero de aniversário, sei que me pediu para não falar antes da festa, mas eu estou muito animado!— Exclamou se pondo entre os mais velhos que abraçaram com carinho.

— hmm~ E o que você vai querer de presente meu querido? — Perguntou Ink beijando o topo da cabeça do filho com doçura o pequeno riu dos beijos do seu papai e se ajeitou entre eles sorridente.

— Quero um irmãozinho!— Riu feliz, na mesma hora o casal encarou o filho sério.— Ah... Não precisa ser menino, eu gosto de ter uma irmãzinha também!— Explicou achando que o motivo da cara deles era sobre o sexo do bebê.

— Hahahahahah!— Não demorou para que eles começassem a rir daquela situação, a criança estava confusa com aquilo.

— Ahm, eu, vou ganhar um irmão?— Perguntou inocente vendo os pais gargalhando.

— Não!— Gritaram em uníssono para o pequeno que se encolheu assutado com a mudança repentina de humor dos pais.

Mais tarde naquela semana.

Error estava segurando um teste de gravidez com uma cruz no meio indicando que era positivo, ele respirou fundo se ajeitando na tampa do vaso do banheiro onde acabara de fazer o teste.

—Porra....



+~+Fim(agora é de verdade)+~+

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.