Nine Little Kicks.( Nove Chutinhos)- Errorink preg
5 Fifth kick-That's what family is for.
Já se passou um mês e Error mudou da água pro vinho, se antes ele tinha medo de se quer tocar em meu ectobody, agora ele tocava até demais, no começo era chato, mas agora chegou a ser fofo.
Eu estava sentado no puff azul da nossa sala, coisa que era dele antes de casarmos agora ele virou nossa poltrona ao lado do sofá, Error estava deitado com a cabeça próximo ao meu ventre, eu repousei minha mão sobre a cabeça dele, pobre Ruru, estava exausto, não dormiu a noite toda comigo por que nosso pequeno parasitinha começou a se mover aqui dentro, foi fofo no começo até ele começar a me chutar, resultado, um inferno e olheiras maiores do que já tínhamos.
- Ooooah!~- Bocejei exausto, olhando Error dormindo pacificamente no meu colo, poucos acreditariam que aquele que ronca do casal sou eu.
Eu estava quase dormindo também, mas Error acordou ao sentir um pequeno chute vindo do pequeno ou pequena, finalmente estamos no quinto mês, eu já posso saber se é um garoto ou garota, já que é agora que as genitálias se formam, bem, no nosso caso podemos ver pelo tamanho da bacia, se for uma menina a bacia é mais larga e se for homem mais estreita, como a minha e a de Ruru, eu já imagino como deve ser o parto, o esqueleto das fêmeas são mais largos para passar a criança, mas querendo ou não meu esqueleto não é assim, as vezes temo em pensar no dia que ele ou ela viria a nascer.
- Hmm~ inky~ dói?- Me perguntou sem abrir os olhos direito eu ri e neguei com a cabeça quando ele pergunta do chute, ele levantou a mão preguiçoso e deu tapinhas na minha barriga que estava crescendo.- Moleque travesso... Deixe seu pai dormir... Senão eu lhe ponho de castigo.
- Castigo Ruru? Como?- Ri vendo ele bêbado de sono dando leves tapinhas no meu ventre.
- Eu... Oooah!~ eu vou botar ele no canto mais escuro do seu ectobody, pra ele deixar de ser ousado e incomodar meu sono sagrado.- Eu ri ainda mais, logo ele se sentou e me olhou esfregando os olhos.- Tô falando sério! Eu não dormi ontem por causa desse pestinha, me ouviu?! Pestinha! Esse vai ser seu nome se não se comportar aí dentro!
- Oh Error, creio que ele nem entenda o que a gente fala.- Disse tranquilo alisando minha barriga vendo Error indo até a cozinha para lavar o rosto.- Ah, acabei de lembrar, a gente tem que ir aos meus pais buscar por mais tinta.
- De novo? Mas e os potes novos que eu lhe dei?
- Já estão vazios Ruru, eu não pediria mais se os tivesse cheio.- Eu levantei com cuidado indo até ele que secava o rosto com um papel toalha.- Então, eu vou trocar de roupa e nos vamos?
- Nos? Não, Ink, a gente já conversou.
- Error eles são meus pais, eu não os vejo desde nosso casamento, por favor, deixe-me ir desta vez, até pra contar a notícia!- Sorri colocando as duas mãos sobre minha barriga.- por favor~- Disse fazendo uma carinha de cachorro, me esforçando pra deixar meus olhos brilhantes e fofos, Error me encara com desdém.- Ronry~ Ruru~ Errinho~ meu marido~
- Tá chega! Vamos juntos!- Eu gritou um " Yay!" Enquando pulo, mas ele me segurou pelas axilas antes que eu pisasse no chão.- Ink! Sem pulos! Não sacuda esse menino por favor!
- Ah! Certo, desculpa bebê...- Disse vendo ele me por no chão, eu vou até nosso quarto.- Agora por que chama ele de menino?!- Gritei lá de cima enquanto tirava minhas roupas, eu estava vestindo uma camisa velha do Ruru e um short folgado meu.
- Porque acho eu que será menino!- Gritou lá de baixo enquanto eu fiquei de frente ao espelho.- Você não tem ideia do que seja? Sei lá, li que mães sentem coisas assim!
- Não, na verdade não faço ideia!... É apenas uma criança pra mim, igual a frisk, sem gênero.- Disse olhando minha barriga, estava pequena ainda mas tinha uma pança redondinha saliente no meu ectobody, até que senti os seus chutes e então vi os pezinhos do pequeno passando pela minha pele mágica.
- Ah!...- Suspirei espantado e corado em ver aqueles pés miúdos e pretos empurrando a minha pele mágico.
Pelo jeito ele vai puxar as cores escuras dos ossos de Ruru, eu conseguia ver a cor pois meu ectobody apesar de ser colorido vai ficando transparente na superfície me deixando ver o que está por dentro mesmo que bem embasado como um vidro fosco , " Tomara que puxe algo meu também." Pensei me olhando no espelho me sentindo meio estranho, meu corpo estava estranho, deve ser por isso.
Eu peguei minha roupa padrão e vesti, fazia tempo que não a usava, até que fica bem e mim e esconde minha barriga, será bom que seja surpresa para meus pais, logo desci e Error apenas foi vestir seu casaco e foi atrás de mim abrindo um portal para nós e então fomos para Undertop.
[...]
- Inkling! — Chamou Top correndo até mim e meu amado tirando a sua famosa cartola azul, assim que ele chegou ele abraçou inky e o levantou no ar, eu agi rápido e tentei impedir ele, mas somos sans, somos menores que qualquer gaster.- Que saudades eu tive meu filho!
- É-É bom lhe ver também Top.- Disse meu amado sufocando pra meu desespero.
- Senhor Top, ponha ele no chão por favor, Ink não está muito bem de saúde.- Disse , e então o gaster chefe de picadeiro olhou meu artista aflito e o pôs no chão.
Aliviado eu lhe segurei a mão preocupado com o bebê que foi apertado.
- Ele está doente? Por isso tantas tintas? Ink, nunca foi de ficar doente, o que está acontecendo com você?- Perguntou preocupado como o bom pai que ele era... Espero ser assim um dia, inky teve sorte de ter pais pra cuidar dele.
- Err, ficar eu já fiquei Top, só que não comunicava haha~- Sorriu amarelo recebendo apenas um olhar sério do gaster dono de circo, não sei até hoje por que Ink não o chama de pai na frente dele.
- Não sei por que estou surpreso, é do seu fetio nunca nos avisar nada, temos que adivinhar até se você vive.
- Topy, algo errado?- Perguntou o meu outro sogro vindo na nossa direção saindo da tenda de circo, ao bater os olhos em Ink ele começou a bater suas asas eu já me coloquei na frente dele para não apertarem seu ventre de novo, mas o resultado foi que o gaster meio pássaro nos pegou no colo os abraçando com carinho.- Miluz! Error! Vocês vieram nos ver! Eu senti tanta! Tanta saudade!
- A-Ah, O-Oi zepyr- Gemeu meu amado com dor.
- É -É bom soltar meu sogro....- Falei meio arfante sentindo o ar me abandonar.
- ! Aester, os ponha no chão, Ink não está bem!
- ?! Não está?!- Perguntou aflito olhando Ink apenas, logo ele folgou os braços deixando-me cair no chão, mas manteve Ink em seu colo.- Miluz! Está doente?
- E-Eu tô bem, s-so um pouco enjoado, juro.-Disse meu pintor sorrindo e tentando sair dos braços do gaster com asas.
Eu me levantei dolorido do chão, olhando o uke aflito pelo filho adotivo que estava tentando sair do colo dele sem sucesso, enquanto Zephyr lhe cutucava afim de verificar o corpo todo dele até puxando seu cachecol para ver as tatuagens dele.
- Miluz, por favor fique quietinho!- Disse preocupado e botando a mão na testa de Kiki que finalmente ficou quieto.- Mas ele parece bem querido!- Olhou o de cartola.- Nem febre tem!
- P-Papai, por favor me põe no chão, eu tô bem, é coisa boba.
Ambos dos gasters se olharam surpresos em ver Ink chamando Aester de papai, não era tão raro quanto chamar Top de pai, mas ainda sim estavam surpresos, não era do fetio do meu amado os chamar assim tão abertamente.
- M-Melhor eu por ele no chão...- Abaixou as asas aflito.
- Sim, ele está bem, ahem, ponha ele no chão.- Disse Top, fazendo o outro gaster finalmente colocar kiky no chão, eu o peguei no colo e o abracei.- Vamos ... Entrando, tá fazendo muito calor aqui fora.
- Certo.- Disse abraçando Ink e começando a andar.
- Ruru~ me põe no chão~- Gemeu manhoso fazendo um bico.
- Não amor, eles te apertaram muito, não quero que se force demais andando agora.- Eu sussurrei pra ele e lhe beijei a testa, logo entramos na tenda.
Acenamos para os integrantes do circo que estavam alegres em ver Inky depois de tantos tempo, mas eles não se aproximaram muito por minha causa, eles sabiam da minha afefobia e me respeitavam cumprimentando meu amado sem saírem de seus lugares, logo fomos para o palco e de lá entramos na outra parte da tenda, onde os artistas se arrumavam pra se apresentar e mais uma vez fomos saudados pelo resto dos integrantes, Kiki parecia radiantes em ver todos, seus olhos mudavam e brilhavam constantemente, isso me deixou feliz.
- Oi!- Acenou para um sans.- Cadê Papy?!
- Está lá fora na corda bamba! Vai fica quanto tempo?! Oi Error! Está cuidando bem do meu irmão?!- Falou de longe enquanto enfaixava as patas de Asriel que estava treinando usando uma espécie de vara.
- Claro que estou! — Sorri beijando a testa de Ink que corou, o sans riu do artista e acenou para nós.- Você é tão amado aqui.
- É... Aqui é o único lugar que independente do que eu faça eles continuam me amando.- Disse ele com um sorriso mas um tom melancólico, ele deve ter lembrando do X-event e outras coisas que aconteceram, realmente era difícil.
Muita gente deixou de acreditar em Ink, até eu briguei com ele naquela época, kiky sempre foi de tomar decisões precipitadas, até pelo desespero de salvar alguém ou até mesmo sua família, eu demorei pra enteder ele, mas para um ser sem alma era difícil acreditar que seus atos eram simplesmente por amor, as aus e a aqueles que acreditavam nele, ele realmente sentia algo.
Só passei a entender isso quando ele se declarou pra mim, demorei pra acreditar até ver as ações dele, agir feito bobo ou desesperado fazendo e falando até besteiras era uma forma bruta de dizer que me amava, mesmo que aquilo me irritasse eu sei que ele só estava fazendo tudo de si pra falar aquilo, que era pelo visto o único sentimento palpável que ele tinha, mesmo assim tão difícil de enteder.
- Chegamos.- Falou Zephyr abrindo a tenda, passamos por várias na parte de dentro somente pra evitar o sol, mas tivemos que sair quando a gigante tenda acabou e tivemos de ir até essas menores.
- Vocês ainda não fizeram uma casinha pra vocês.- Ink reclamou fazendo um bico.
- Hahah! O circo já é nossa casa Inkling, sabe disso.- Ele abriu a tenda e deu passagem para mim que estava com Ink no colo, ambos entraram logo depois.
A tenda por dentro parecia uma casa mesmo, uma casa sem divisória, mas tinha tudo lá dentro, um quarto, sala e cozinha, o banheiro e o fogão ficavam no lado de fora, e ainda tinha uma cortina colorida extra que dava em uma tenda acoplada ao lado, eu botei Ink no chão e ele se esticou.
- Ah! Aqui não mudou nadinha.
- Hahah! Claro que não...- Riu Aester se sentando na mesa de jantar que ficava no canto da sala perto de uma janela que dava pra ver o lado de fora, no horizonte bem lá longe dava pra ver o mar.- Error, nos conte, como vem passado? Miluz, não vem lhe dando trabalho né?
- Zephyr! Até parece que ele me adotou invez de se casar comigo!- Reclamou indo até o sofá e se deitando cruzando os braços, ele estava batendo o indicador no antebraço, ele estava enjoado.
- Que isso Inkling, hah, só estamos perguntando.- Riu Top botando sua cartola em um cabideiro de madeira indo até a cozinha abrindo a geladeira pra servir um suco.
Bom, eu ainda não me acostumei de que os dois tem nomes diferentes pra meu Ink, Miluz e Inkling, não vou mentir que gosto mais do segundo.
- Heh, não se preocupe, Ink tá mais quieto esses dias, até come sem reclamar.
- Hahahah! — O casal riu junto enquanto top servia suco e biscoitos para mim.
- Oh céus, essa é boa, Ink, não vem comer?
- Não, eu... Eu tô enjoado, não tô afim.
- Ahm, bem, sobre isso, o que ele tem Error?
- Ah, bem.- Olhei Aester pegando a caneca da mesa, eu já iria falar algo mas Ink deu um grito que me assustou, quase derrubei o suco que tinha ali.
- Ah! Que chato! Eu tô bem! Eu não posso ficar enjoado mais não?- Ele se levantou e foi para a cortina que era o que separava a casa da outra tenta que estava acoplada a essa.
- Miluz!
- Deixa que eu falo com ele.- Disse Top indo atrás do meu amado.
Eu suspirei olhando Aester que me olhava de volta aflito.
- Err... Bom por onde eu começo?..
[...]
Eu entrei na cortina bufando, eu não queria ver a reação deles quando Error falasse que eu estava grávido, eu olhei pra meu antigo quarto vendo os desenhos na parede e espalhados pela mesinha que tinha no canto.
Lá era um pouco menor que a tenda principal mas era grande o suficiente pra caber cinco Aesters, as asas contam! Lá tinha uma rede colorida suja de manchas de tinta que eu mesmo fiz tinha até a marca da minha mão, eu não passei pela infância mas, eu posso dizer que cresci, minha mão marcada naquele travesseiro velho da rede era duas vezes menor que minha mão agora.
Ali também tinha um armário sem portas ao lado da janela que dava pra ver as tendas maiores, a floresta ao longe e as montanhas, naquele móvel havia brinquedos feitos por Asgore que eram miniaturas de todos do circo incluindo a mim e aos meus pais, eu cheguei perto e peguei uma fotografia que já estava meio empoeirada próxima á um poster meu de quando eu fiz parte das apresentações do circo e soprei olhando o quadro oval com um sorriso.
Eu sorri lacrimejando, eu não vou mentir que sentia falta deles, daquele tempo que eu nao havia decidido o que eu queria ser, ou que fazer era agoniante, mas ao menos eu me divertia e ria muito mais do que nos anos seguintes quando virei guardião das aus, não que tenha sido ruim ser quem eu sou, porém aqui sempre foi bom de fazer até o cara mais sério da plateia sorrir.
E eu sentia falta disso de certa forma, não sei por que essa melancolia toda por causa de uma foto, quem sabe a nostalgia aliada a essa criança esteja me deixando assim, eu deixei o quadro de volta no lugar e me sentei na rede que antes era minha cama, eu gostava de ficar no alto, por isso eles me deram uma rede ao invés de cama, assim eu parava de dormir na rede abaixo do picadeiro.
- Hm ... É uma boa foto.- Disse Top que sabia que eu estava ali parado olhando a foto, ele chegou perto da rede e me olhou.- Tem certeza que está bem Ink?
Eu respirei fundo, a minha relação com Top era a mais forte, não que Zephyr não fosse um bom pai, mas ele não me entendia tanto quanto o de cartola, ele se adequou mais a minha falta de alma que Aester, então se eu poderia desabafar com alguém era ele e ele sempre foi um bom ouvinte.
- Huff... Top, eu ... Tô, assustado.
- Está realmente doente?- Ele se sentou no chão me olhando deitado de lado na rede com o meu braço largado pra fora.- É algo grave?
- Nada do que eu já não tivesse antes... Só que.- Mordi os lábios.- Agora eu tenho, tenho uma alma que não é minha.
- Alma?- Ele me olhou surpreso.- De quem é essa alma?
- Do meu filho.- Disse abaixando o olhar sem querer olhar pra a cara dele.
- De qual? Você roubou essa alma Ink?- Ele perguntou segurando minha mão sério.
- Não, não é, dos meus filhos das aus, ahm... Apesar de que eu acho que vai ser um deles, mas, não, eu não roubei, pai... Eu ... Eu tô grávido.
- ?!... Grávido?!- Ele gritou surpreso em coro com Aester que gritou da sala, eu e ele olhamos para a cortina, mas depois nos encaramos.- Grávido? Ink, ahm, isso é impossível! Você não tem alma para ter uma criança!
- Vocês tem alma e não tiveram nenhuma criança.- Rebati e ele revirou os olhos.
- Nos não quisemos mais filhos por que tivemos você, você deu trabalho, nos fez pensar mil vezes antes de ter um bebê!
- Caralho eu era tão chato assim?- Normalmente eu levaria na brincadeira, o que é, mas eu estava sensível, então lacrimejei.
- Haha! Claro que era! Lembra de quando vo-... Inkling.- Ele parou de brincar ao me ver chorando.- Huff... Aqueles potes todos... Pra que são? Como... Como essa criança vive? Sem você ter alma, como ela está viven-
- De mim... Ela tá tirando a única coisa que encontra nesse corpo vazio... Minha única fonte de magia e de vida, por isso tantas tintas, tenho que tomar o triplo por causa dela, sem contar nos sintomas da gravidez, as dietas, tudo... Isso ... Tá me apavorando pai.- O olhei, o mesmo continuou segurando minha mão.- Pai ... Como foi me ter?
- Ahm...- Ele olhou pra baixo um pouco pensando, depois ele puxou um lenço do bolso e largou minha mão para limpar meu rosto.- Um desafio, não estávamos muito prontos para ter um filho, mas Comyet lhe trouxe e você era adorável Ink, não poderíamos negar você.
- Só por que eu era fofo?- Limpei o rosto pegando o pano da mão dele depois devolvi após respirar fundo.
- Também hah, mas, por que a gente se apaixonou por você quando ela nos deu você no colo, não tinha como não amar, aqueles olhos brilhantes e curiosos, seu sorriso.- Ele riu.- Sabíamos que iria dar trabalho, é normal, você parecia uma criança, andou com Papy e sans quando eles eram menores que você, nem nossa língua você falava hah, tivemos de te ensinar tudo e claro que isso foi custoso, mas, vale a pena, eu digo que valeu tudo a pena Inkling.
- ... Mesmo ... Mesmo quando eu fui embora e não vinha ver vocês? Mesmo... Quando eu me esquecia de vocês?
- É, era triste, sabermos que você nos esqueceu, mas você sempre teve essa memória ruim, esperávamos algo assim quando você fosse embora, por isso demoramos tanto a deixar você partir, mas , valeu a pena ainda sim, há você aqui de novo, sei que sempre que lembrar da gente, você vai voltar.
- A-Acha, que eu vou ser uma boa mãe?
- Claro que vai.
- E se meu filho se esquecer de mim também? Eu... Eu não cuidei direito dos meus outros filhos é normal não gostarem de mim , mas eles já vieram grandes! N-Não tinha muito o que mostrar ou ensinar, mas... Mas esse aqui vai vir pequeno e dependente de mim, não vai saber de nada! Eu vou ter que ficar com ele por anos e anos até ele crescer e se tornar alguém, eu... Eu não sei ... Eu não sei o que vou fazer, se caso aconteça algo com ele, o-ou, se caso ele chorar demais! Ou se ele gritar comigo! E se Error se irritar com ele de que lado eu fico?! Eu-
- Ink, Ink... Respire, ou vai vomitar tinta.- Ele falou limpando minhas lágrimas novamente.- Você tá pensando em coisa demais, quando você pegar ele no colo já vai saber o que fazer, é aquela coisa que chama de instinto materno, eu e Zephyr temos isso, quando você estava aprontando a gente já sentia mesmo que você estivesse longe, você vai saber o que fazer, não precisa ter esse medo todo, e se você tiver dúvida, Error também vai ter o instinto dele, vocês dois vão criar essa criança juntos não vão?- Afirmei com a cabeça e ele sorriu me fazendo um cafuné.- Então, não precisa ter tanto medo, você não tá sozinho, não precisa mais decidir tudo assim na pressa ou no desespero.
Eu solucei e ele me abraçou de lado sem me tirar da rede, eu lhe abracei e ficamos um tempo calados conseguindo ouvir de leve a conversa entre Error e Aester, eu respirei fundo me acalmando um pouco, ouvido as batidas da alma do meu pai, funguei limpando meus olhos na roupa dele.
- ... Tem quantos meses assim Inkling?
- Cinco ... Cinco meses e uma semana.- Respirei fundo de novo.- Ele já se mexe, heh... Ele, vai puxar a Error pelo visto, tem a cor dos ossos dele.
- Verdade?- Afirmei com a cabeça, ele sorriu.- Será que ele vai puxar seus olhos então?
- Não sei... Mas, tô feliz que ele tem uma alma, não vai ser como eu fui, eu não vou deixar.
- Esse é o espírito inkling.- Eu estendi os braços e ele me deu sua mão livre e eu repousei ela sobre meu ventre pra ele sentir a criança se mexendo.- Oh... Ele se mexe.
- Demais hah... Será que ele tá dizendo oi?
- Não sei se ele nos entende pra me dizer oi.
- Eu falei o mesmo pra Error, mas ele disse que ele entende, até falou que colocaria ele de castigo se continuasse atrapalhando a gente de dormir.- Ri junto com ele, vendo Error e Zephyr abrindo a cortina e nos olhando.
Ruru me olhou sorrindo, chegando perto de mim com Aester, eu desci da rede com ajuda de Top e me coloquei no meio dos dois que me abraçaram com carinho.
-Nao se preocupe Miluz, qualquer coisa, estaremos aqui pra vocês.
- Hmhum, fique tranquilo, aposto que Error e você serão bons pais.
- Assim você me lisojea meu sogro.- Respondeu Error olhando para mim sorrindo doce.
- Que isso Error... Família é pra isso.- Disse o Gaster com asas puxando meu amado pelo braço Error quase travava mas ao sentir eu o abraçar em conjunto ele se acalmou e se juntou ao abraço familiar.
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