Nine

7 Seven


Notas iniciais
OI! Sim, eu sei que falei que ia tentar postar mais cedo, mas não deu galera. Notícias tristes: minhas aulas voltaram (C H O R A N D O) então eu quero escrever logo os próximos capítulos, pq depois ficará MUITO corrido, afinal, é te-te-te-te-terceiro (okok parei). E Maah, MUITO OBRIGADA pela recomendação, ganhei o dia :') AH,GENTE, importanteeeee: Fiz um mapa do Acampamento para vocês entenderem como ele está aqui na fic: http://i.imgur.com/0elhhEY.png (tá parecendo o desenho de uma criança, tá, mas dá p captar a ideia ne KKK) Bjsss

— Olha pra isso — Clarke reclamou apontando para a blusa que ela vestia, uma camisa branca de Bellamy — Ela ficava tipo uma camisola antes. Agora, tá parecendo uma blusa qualquer!

— Bom, você sabia que algum dia sua barriga ia crescer né... — ele respondeu ainda deitado na cama, haviam acabado de acordar.

— Mas eu não esperava virar uma baleia desse jeito.

— Não tá uma baleia, baleia, por assim dizer... — Bellamy respondeu sentando-se na cama e indo até o lado dela, segurando Clarke pela cintura — Tá só uma baleinha...

— Bell! — ela broqueou e tentou se afastar, enquanto ele ria a puxando para si.

— Mas tá uma baleinha muito linda, minha baleinha...

— Ah, é? Você acha isso? — ela perguntou sentando de lado no colo dele – a única maneira que ela conseguia sentar com a barriga.

— Aham — ele assentiu e ela passou as mãos em torno no pescoço dele, enquanto ele ainda tinha as mãos em sua cintura — Eu acho.

Clarke se inclinou um pouco e os dois começaram a se beijar, evoluindo de um beijo calmo e lento para um mais agitado. Porém, foi interrompido pela loira.

— Não, não, temos que trabalhar. Já está tarde.

— Sério isso?

— Sim. Roma não foi construída em um dia, mas nossa Roma já está próxima de acabar com as obras, então, ninguém tá livre do trabalho hoje. — ela respondeu se levantando.

Clarke se referia a pequena vila que o acampamento estava se tornando. Desde do final da guerra, eles continuavam morando nas cabanas mas, com um ano depois disso, todos perceberam que não dava para passar o resto das vidas deles em cabanas de lona, então todos se organizaram para construir a vila, composta de um pavilhão central que servia de refeitório, ficava ao lado da antiga nave – o QG do acampamento e o local do hospital provisório. A nova “vila” também continha cerca de seis alojamentos compostos de vários quartos para abrigar a todos e uma pequena enfermaria. Tudo era feito de maneira rústica, com a madeira que eles conseguiam na floresta, mas era o melhor que conseguiriam e todos estavam muito contentes com o rumo que as obras iam tomando: pelos cálculos de Clarke, dentro de alguns meses tudo estaria pronto. No momento, os únicos prédios prontos eram o refeitório, dois alojamentos e uma cabana de madeira mais afastada, a cabana de Clark e Bellamy, construída pelos dois, a “Cabana dos Líderes”.

A loira caminhou até o local onde a enfermaria estava sendo construída para ver como estava a obra. Encontrou lá Jimmy e mais alguns meninos terminando de fazer algumas prateleiras e um armário. Ela já ia perguntando como as obras iam indo quando Octavia apareceu carregando um grande saco junto de Lincoln, que carregava um maior que o dela.

— Olha só o que a cunhadinha achou pra você. — ela disse apontando o saco.

— O que é isso?

— Ah, bem, em uma de minhas... caminhadas, com Lincoln, a gente achou um tipo de abrigo que ainda não tinha sido vasculhado, era como se fosse um bunker-pronto-socorro, e temos presentinhos pra sua enfermaria.

— Você tá brincando. — a loira disse pegando o saco menor e o abrindo.

Tinha tudo lá, agulhas, linhas, seringas, curativos, bandagens e gazes, muitas gazes, porta agulhas de todos os tipos... Todo o material cirúrgico que a enfermaria precisava e ainda não tinha.

— Ai meu Deus O, isso é ótimo! — ela disse abraçando a cunhada.

— Eu sei, você me ama, eu sei. Tinham alguns remédios e vidrinhos, mas tudo fora da validade. E ah, — ela apontou para os sacos que Lincoln trazia — Achamos uns cobertores e mais alguns suprimentos extras.

— Perfeito! Você é a melhor cunhada que eu tenho.

— Você só tem a mim de cunhada.

— Por isso mesmo que você é a melhor, amor!

— Eu vou colocar esses cobertores lá na nave. — a morena respondeu depois de virar os olhos com uma pequena risada.

— Ok. E Lincoln, muito obrigada também!

— Eu devo a você muito mais do que uma dúzia de cobertores e travesseiros pode pagar, Clarke.

— Obrigada, mesmo. — ela repetiu antes dos dois se retirarem.

Os meninos voltaram a trabalhar no armário e Clarke puxou um banco para sentar-se junto a parede, separando os materiais da enfermaria que Octavia trouxera. Ela acabou a tarefa em poucos instantes e ficou sentada no banco, consumida pelo tédio e irritada sem fazer nada. Quando não aguentou mais, levantou sem ninguém ver e pegou uma das prateleiras de madeira para parafusar. Não era grande, nem tão pesada, mas ela sabia que se o marido a visse ali ele teria um ataque.

— Ei, ei, ei mocinha, o que pensa que está fazendo? — Grey apareceu e correu para pegar a prateleira da mão dela.

— Não tá muito pesada. — ela protestou, tentando se fazer útil, e Grey arqueou as sobrancelhas cético.

— Eu só queria fazer alguma coisa para ajudar. — Clarke disse quando ele pegou a madeira.

— Bom, Sam está terminando de fazer o almoço com as meninas, por que não vai ajudar ela lá?

— Sério? Nunca fui de cozinha.

— Mas também nunca teve que carregar um filho na barriga e, olha só.

A loira revirou os olhos abusada.

— Ok, ok, tchau, Grey.

— Espera! Onde o Bellamy tá?

— Não sei, última vez que eu o vi foi quando acordei.

— Ok. Tchau, mamãe. — ele respondeu enquanto Clarke caminhava contrariada até o refeitório tentar ajudar em alguma coisa pro almoço.

Clarke estava acabando de almoçar quando Bellamy sentou-se ao lado dela numa das mesas.

— Hey, foi mal, eu ia te esperar mas tava com muita fome... — ela disse tomando um gole de suco.

— Tudo bem, não tô com fome mesmo. Na verdade, vim te chamar porque quero te mostrar um negócio...

— O quê?

— Surpresa... — ele brincou mostrando uma venda de tecido.

A loira arqueou as sobrancelhas e perguntou:

— Isso tem algo a ver com você ter sumido o dia todo?

— Surpresa... — Bellamy apenas repetiu.

Ele esperou ela terminar sua refeição e então a vendou, em seguida a guiando pelo acampamento até chegarem na frente de sua cabana.

— Ok, cuidado com o degrau... — ele advertiu a ajudando.

— Falta muito ainda?

— Espera... Deixa eu só abrir a porta... Pronto, entramos. Agora... — ele posicionou ela — Pode tirar a venda.

Clarke puxou o pano que cobria sua visão na mesma hora e não conseguiu conter a felicidade, emoção e surpresa. Na sua frente, tinha um pequeno berço de madeira, que ela tinha certeza que Bellamy fizera.

— Bell... — ela sussurrou sem saber o que dizer, sentido os olhos se encherem de lágrimas.

— Eu pensei que seria legal fazer um...

— Sim, seria legal. — ela assentiu ainda com um misto de emoção e felicidade, virando-se para ele percebendo que o mesmo parecia compartilhar desses mesmos sentimentos.

— Você vai ser um ótimo pai, Bell. — ela disse o abraçando.

— Nós seremos, princesa.

Os dois ficaram em silêncio por um instante até que Clarke sentiu algo se mexer dentro de seu ventre.

— Me dá sua mão. — ela pediu.

— Anh? Por quê? — ele perguntou estendendo a mão para ela, e a loira guiou a mão dele até sua barriga.

— Vem, sente. Tá mexendo. — ela respondeu enquanto ele colocava sua mão na barriga dela.

Os dois sorriam e tinham os olhos mareados e, naquele instante, Clarke soube que não precisava de mais nada além de sua família para ser feliz.

Notas finais
como sou uma pessoa muito fofa, sempre esbanjando fofura (ok n. meus amigos n pensam assim mas ok KKKKKK), esse final ficou bem fofinho, em? Bom, gente, vou responder os reviews jaja, mas deixa eu só agradecer a Maah mais uma vez, sua L I N D A, tiamu. Tentarei postar o mais rápido possivel :D PS: alguém aqui gosta de Marcelo Janeci?? Vou no show dele quarta *o* Xoxo