Nilfflhein
1 Berry
Notas iniciais
Mais um dia na escola Nirv, dia nublado, ainda duas da tarde. A aula está realmente entediante... 15/03/2012
Will: Eu odeio espanhol...
Berry: Nem é questão de matéria, esse professor é entediante demais!
Lia: Gente para de conversar, ele vai reparar.
Berry: Olha a concentração dele na aula. Acho que nem percebeu que a sala inteira está conversando.
Lia: A Ana está prestando atenção.
Will: Mas ela sempre presta atenção em todas as aulas né.
Berry: Aqui está mais barulhento que o centro da cidade! Esse cara tem sérios problemas auditivos.
Lia: Aii tadinho gente.
Berry: Tadinho nada.
Will: Tadinho de nós, isso sim.
Professor: Dispensados para o lanche.
Ana: Professor! Ainda são 02h30min, nosso intervalo é às 04:00h.
Professor: Hoje será prolongado, dispensados.
Todos se levantam de suas carteiras e vão para a cantina da escola, menos Téu, que foi chamado pelo Professor. Will e Berry saíram correndo para chegar primeiro no pátio sem fila de lanche.
Will: Cara, por pouco perderíamos a fila.
Berry: Do mesmo jeito, só a nossa sala foi liberada mais cedo. Nem ia ter tenta fila hoje.
Lia: Nossa... Vocês são muito rápidos... Estou cansada! Ufa... Gente vocês não acham estranho o professor liberar mais cedo?
Berry: De que importa?
Lia: DUAS horas mais cedo. Vamos ficar aqui por quase três horas livres.
Will: Tempo a mais não se discute.
Lia: Gente presta atenção! Tem algo errado nisso.
Will: Talvez você tenha razão, mas queria saber o que o Téu fez de errado.
Berry: Ele sempre foi arteiro, não duvido de nada desta vez.
Lia foi para o banheiro de meninas com suas amigas, Will apenas se sentou e saboreou seu lanche, Berry foi atrás do professor de espanhol procurar Téu, os dois eram grandes amigos, mas Berry não pretendia se influenciar pelo lado arteiro de Téu.
Após um tempo, Will de tanto esperar, decidiu se desabafar com Ana, que seria uma grande amiga dele.
Will: Eu estou com um problema... Preciso desabafar.
Ana: Como assim? Você anda sempre tão feliz, não parece sofrer nenhum tipo de problema no momento.
Will: É uma coisa que não pretendia contar a ninguém, mas está me perturbando muito.
Ana: Bem, pode me contar, eu te ajudo.
Will: Ando vendo espíritos... É muito estranho, são vultos e pessoas que nunca tinha visto antes. Havia um deles na sala de aula.
Ana: Acha que o professor viu um desses para nos dispensar mais cedo?
Will: É provável. E eu não contei para o Berry e Lia. Eles poderiam me achar... Esquisito.
Ana: Talvez você devesse prestar mais atenção em quais amigos te respeitam...
Will: Não sei se é bem respeito.
Téu e Berry descem para o pátio principal. Berry parecia um pouco irritado com seu amigo, mas Téu não prestava atenção na bronca que tomava.
Ana foi em direção aos dois.
Ana: Ei, algo errado?
Berry: Ele só se mete em confusão, se não fosse por mim seria expulso.
Téu: Eu já agradeci! O que mais você quer?
Berry: Se tomasse um pouco de cuidado talvez. Ajudaria muito.
Téu: Não foi nada demais. Eles que não aceitam brincadeira.
Will: O que houve para eles discutirem?
Ana: Eu não sei, só perguntei e começaram a brigar.
Berry: Ele bateu nos garotos do nono ano
Téu: Will nós não estamos brigando e nem discutindo
Ana: Bateu?! Como assim? Você está no primeiro médio! Deve tomar uma atitude mais madura!
Will: O que eles te fizeram?
Téu: Disseram que o Berry é idiota
Ana: Proteger o melhor amigo realmente é uma boa ação, mas não o suficiente para agredir os outros. E Berry não é “idiota”. Você não pode deixar as ações das pessoas te meterem em confusão.
Berry: Foi o mesmo que eu disse.
Will: Depois resolvemos isso, agora já está na hora de voltar para a sala de aula.
Ana: O tempo passa rápido no recreio
As aulas terminaram, estavam todos indo para suas casas. Os primeiros a saírem foram Berry e Téu que iam embora sozinhos. Os dois moravam na mesma rua, nem muito distante da escola, então era bom saírem juntos conversando. O fato de estar anoite não mudava nada, pois era um lugar seguro.
Berry: Hora de atravessar a rua, não apronte nada desta vez.
Téu: Eu não faço brincadeiras na rua...
Berry: Vamos, dá para atravessar agora.
Os dois passam a faixa de pedestre, mas o celular de Berry acabou caindo no meio da rua fazendo barulho de nova mensagem.
Berry: Putz... Deixei cair. Eu vou voltar, fica aqui.
Téu: Vou nessa lanchonete, quando voltar me procure na mesa de sempre.
Berry passa na rua novamente, desta vez o farol está vermelho, mas do mesmo jeito, não há nenhum carro. Pega seu celular do chão e rapidamente olha a hora. 19h00min. De dentro da lanchonete, ouve um barulho alto de buzina. Téu repara na demora de seu amigo, e sai da loja. Percebe ambulâncias, um carro policial e muito sangue no chão. Sem pensar duas vezes, corre e pergunta o que estava havendo.
Policial: Um garoto foi atropelado há pouco tempo. Parece que o motorista estava embriagado.
Téu: Não pode ser...
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