Nii-san
12 Capítulo 12 - Entremeio
Notas iniciais
– Estou lhe ouvindo, Demônio Sangrento, o que podes me oferecer? – disse Luna som um sorriso maldoso no rosto.
Sentindo o peso do arrependimento pelo que fez Madara agarrando o corpo quase sem vida do irmão falou em meio aos seus murmúrios de dor:
– Pode levar tudo o que quiser de mim, só não deixa ele morrer.
– Abdicaria sua imortalidade e de todo o poder que conseguiu ao longo de tantos anos por um mero humano Madara-sama? Você conseguiu, está no auge de seu poder, ninguém mais pode pará-lo, sabe muito bem que meu feitiço foi quebrado e que pode colocar o mundo inteiro aos seus pés. – as palavras de Luna atiçavam um antigo desejo do rapaz, por um momento aquela voz suja e sombria do desejo sussurrava em seus ouvidos para que ele largasse o irmão e abrisse caminho para o todo poderoso Imperador Madara, seu sangue parecia ferver de ódio contra a Vila da Folha e por todos esses anos de sofrimento.
Madara olhou novamente para o irmão engasgando com o próprio sangue, ele seria o primeiro sacrifício em prol de seu império de sangue e poder, era necessário que ele morresse e levasse com ele todo amor que um dia existiu dentro do velho ninja.
Em um solavanco violento o rosto de Madara se curvou para trás, sentiu uma dor lasciva e, quando retornou a face para frente, topou com a imagem de Toph de punhos cerrados pronta para dar-lhe outro murro.
– SUA BICHA MAL COMIDA, ELE VAI MORRER SE NÃO FIZER NADA! – Berrou a garota com ódio e pronta para atacar novamente.
– Como você entrou aqui insolente? – disse Madara olhando para Luna, ele sabia que a bruxa havia transportado a menina cega para dentro da dimensão.
– Então é assim? Vai deixar Itachi-kun morrer por causa de poder? Vai fazer o que com tudo isso, enfiar no cú? – Toph não podia fazer nada ali a não ser luta corporal, sabia que era suicídio, mas pouco importava. – Vai viver sozinho com sua arrogância, vai matar a única pessoa que ama você? Então você não merece tanto poder.
– O que uma cega como você pode fazer quanto a isso, vai tentar me deter? – Madara zombou.
A garota andou firmemente até o rapaz encarou seu rosto e disse com raiva na voz:
– Eu poderia enfiar essa sua arrogância goela abaixo, mas eu tenho algo mais importante pra fazer.
“O que seria mais importante do que me desafiar?” Madara se perguntava observando ela chegar até Itachi.
Toph sentou-se calmamente e tocou as mãos trêmulas do ninja. Ela já podia sentir o ar frio da morte levando-o.
– Você deu o seu melhor Itachi-kun. – disse a garota de forma respeitosa. – Vai ser melhor você não ver o que vai acontecer mesmo.
Luna estava entediada e resolveu caminhar para fora do portal e ir embora quando sentiu um puxão em seu braço.
– Feito. – foi a única palavra dita por Madara, firme e sem ressentimento.
– Tem certeza? – Luna respondeu ironicamente.
– Leva tudo o que quiser de mim.
– Que assim seja, Uchiha-sama! – A última coisa que Madara viu foi Luna levar as mãos para o céu.
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Quando Itachi abriu os olhos Toph dormia calmamente em uma poltrona ali perto, estava no hospital, havia alguns desenhos rabiscados de Sasuke pendurados perto de sua cama, o ninja sorriu ao ver aquilo. Não demorou muito até que seu cérebro desse um pulso de lembranças intensas fazendo com que ele levantasse e saísse da cama de forma desengonçada:
– Madara... Maa-chan! – chamou mais alto.
– Calma Itachi-kun, ele tá ali – Toph amparou-o antes que ele caísse no chão, guio o rapaz até uma cama mais a frente com um garotinho de cara enfezada que dormia tranquilamente.
– Bom... não tá exatamente como você pensava que estaria, mas digamos que é uma versão compacta dele. – riu a garota.
Na verdade para Itachi Madara nunca havia crescido, era seu irmãozinho, então pouco importava o tamanho ou a idade que tivesse, era ele e estava vivo. Beijou-lhe a testa, segurou suas pequenas mãos e disse em seu ouvido:
– Eu te amo, pequeno. Vou cuidar de você Maa-chan, prometo.
Um sorriso inocente surgiu no canto do rosto de Madara, dias melhores e calmos estariam por vir naquela pequena vida que acabara de recomeçar.
FIM
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