Nigth End
15 Uma Nova Moradora
Notas iniciais
— Uma carta de intimação?! – disse Arthur surpreso
— Você quer dar mesmo conta de tudo – Allan amassou a carta e jogou na lareira
— Vo... você não vai? – Arthur olhava para a carta queimando no meio do fogo e para Allan alternadamente
— Talvez eu vá... se eu tiver afim... – disse com desprezo
— Olha eu não sei quem é mais louco nessa história – Arthur se sentou quase se jogando em um sofá no centro do escritório – Se o conselho que te intima, ou se é você que não vai.
— Não fique se escondendo, irmão – disse Allan
— Que? – perguntou Arthur confuso
Uma gata preta subiu na mesa de Allan e começou a ronronar para ele
— Anastásia?! – Arthur inspecionou o local
Alucard apareceu nos fundos do cômodo, era alto, esbelto, tinha os cabelos negros, compridos até a cintura e suas características eram as mesmas de Allan, exceto pelo comprimento do cabelo e por ser alguns poucos centímetros mais alto.
— Hora, então os boatos eram verdadeiros... – Alucard sorriu – sinto a presença de uma humana
— Alucard! Por onde andou todo esse tempo – Arthur se apressou para ir ao encontro do irmão, abraça-lo
— Resolvendo uns problemas – disse retribuindo o abraço de Arthur
— Que surpresa ver você por aqui... tenho certeza que não veio somente para verificar boatos... – disse Allan
Alucard se sentou no sofá e Anastásia pulou em seu colo – É claro que eu fiquei curioso, mas... o conselho também me chamou.
— E tem ideia do que seja? – perguntou Allan franzindo o cenho
— Bem, mais ou menos... – Alucard acariciava a cabeça de Anastásia enquanto a gata se mantinha deitada em seu colo. – Na verdade... acho melhor esperar para ouvi-los, posso estar equivocado.
— Entendo...
Arthur se sentou ao lado de Alucard – Você nem nos avisou para fazermos uma festa de boas-vindas!
Alucard sorriu – Estou de passagem, não será necessário...
— Ah que chato! Ainda bem que o conselho não liga pra mim, ia ser muito chato esses caras no meu pé. Um bando de velhos chatos, que não tem o que fazer.
— Em parte sim, futuramente será o nosso grande irmão, com os “velhos chatos”.
— Só falta ele ficar velho então – disse Arthur provocando Allan enquanto chamava Anastásia balançando uma caneta.
Anastásia pulou do colo de seu dono e foi brincar com Arthur.
— Afinal, o que pretende dizer ao conselho? – perguntou Alucard
— Se eu for à reuniãozinha – Allan estava com a expressão séria
— Sabe que causará muitos problemas se não for... Poderemos perder o título de sucessão... não seja rebelde – Alucard se levantou e estalou a cervical – Bom, a viagem foi longa... vou me deitar um pouco.
Alucard se dirigiu para seu quarto, Arthur e Anastásia saíram correndo pela porta, brincando como gato e rato e Allan permaneceu na sala pensativo.
Poucas horas depois, Alucard estava com Gaspare indo para a reunião. A sede do conselho ficava em um castelo aparentemente abandonado no alto de uma montanha. O caminho era íngreme e de difícil acesso, depois de um certo ponto, apenas carruagens conseguiam passar, havia um grande penhasco na direta. Alucard chegou finalmente ao destino. Gaspare abriu a porta para seu senhor e este saiu da carruagem. Alucard estava de terno, vestido formalmente, sem perder tempo foi para a torre principal, a porta do salão era de ferro e tinha a cor vinho com detalhes em dourado. As portas se abriram para recebê-lo assim que se aproximou delas.
A sala de reuniões, diferente do restante da construção, estava bem cuidada e arejada. Havia muitas velas e um lustre no centro do salão. As mesas um ao lado da outra, formavam um grande círculo. Ao todo tinham 14 cadeiras ao longo das mesas, 10 dos conselheiros que já estavam todos em seus lugares, 2 para os convidados e a última era uma espécie de trono, onde seu tio Gregario estava sentado.
— Seja bem-vindo meu querido sobrinho – disse Gregario se pondo de pé e em seguida todos os outros fizeram a mesma coisa – Junte-se a nós
— Será um prazer – Alucard se sentou em uma das cadeiras vazias
— Desculpe-nos convoca-lo para uma reunião de emergência assim tão repentina, creio que mal teve tempo para descansar. – Gregario e os demais se sentaram.
— Tive tempo suficiente para recompor minhas energias. Não se preocupe. – Alucard pegou uma taça que estava a sua frente e bebeu seu conteúdo viscoso – A que devo a honra do convite?
— Bem... eu e o conselho tomamos uma decisão importante sobre o nosso futuro. – Gregario juntou as mãos – Mas antes, iremos aguardar a chegada do príncipe Allan
— Quanto a isso... bem, talvez pudéssemos nos apressar sobre o assunto... – Alucard colocou a taça de volta
— Ah não será necessário, eu já previra sua resistência e tomei providências... – Gregario suspirou e projetou um sorriso frio
As portas do salão se escancararam de uma só vez, em um grande estrondo, fazendo os conselheiros pularem de susto, Gregario e Alucard foram os únicos a permanecerem estáticos como se nada tivesse acontecido. Allan entrou em passos largos, estava furioso. Logo atrás chegaram três guardas e cinco caçadores especiais, alguns chegaram tropeçando, bufando de cansaço outros pararam para respirar.
— Des... cul... pe – disse um deles com as mãos no joelho, parecendo que tinha acabado de correr uma maratona.
— Como se atreve a mandar esses vermes na minha casa?! – Allan trajava uma capa preta de viagem.
— Você veio sozinho?! Que surpresa... achei mesmo que cinco caçadores especiais não fosse o suficiente para trazê-lo a força. – Gregario se ajeitou na cadeira.
Os conselheiros cochichavam entre sim, alguns assustados com a entrada de Allan, outros o olhavam com admiração e ainda havia aqueles com olhares reprovativos.
— Eu espero não ter vindo aqui atoa – disse Allan encarando Gregario
— Com toda certeza não terá sido atoa – Gregario gesticulou com a mão para Allan sentar na cadeira que estava vazia.
Allan fez um gesto brusco com as mãos e a cadeira saiu voando e se espatifou na parede do recinto.
— Pois bem... Já que estão todos aqui, vamos direto ao ponto. Sabemos que depois da última guerra tivemos muitas perdas entre nós... hoje somos poucos comparado com antigamente. Soubemos que andou agindo por conta própria na busca de um Guardião... Aquele ataque na escola teria sido algo sensacional, se o inimigo não tivesse detectado sua chegada... – Gregario respirou fundo – Allan, suas habilidades são surpreendentes, nenhum de nós tem dúvidas... você descobriu primeiro que todos nós, que ainda existem Guardiões. Nossas buscas se intensificaram, estamos procurando onde eles se escondem.
— E o que podemos fazer por vocês – perguntou Alucard em um tom divinamente calmo
— Precisamos decidir o nosso futuro. Temos apenas cinco sangue puros... dentre eles, uma mulher... a princesa Valkyria da família Vitorian... Nosso futuro herdeiro precisa continuar a linhagem de Vartore o mais rápido possível.
— Sem chance – disse Allan rispidamente
— Como herdeiro do trono você vai precisar de herdeiros para continuar a linhagem, ou estaremos extintos. – disse Gregario firme.
Allan olhou de soslaio para Alucard, que retribuiu o olhar com um leve sorriso. O irmão já sabia o motivo daquela reunião, isso irritou Allan profundamente.
— Façam como quiserem – Allan deu meia volta para sair
— Fez o que lhe pedi? – perguntou Gregario antes que Allan saísse
Sem qualquer resposta Allan desapareceu na noite fria.
✞
Sem saída, pareceu que era o fim, mas sem perceberem estavam presos e entrelaçados por um quarto elemento desconhecido. Este ser igual a todos e diferente de todos, veio para trazer a paz e a harmonia de volta.
Kiara não entendeu muito bem o que aquilo significava, como alguém pode ser igual a todos e ao mesmo tempo diferente de todos?! Aquele livro de contos era um pouco confuso.
Colocou o livro de volta à cabeceira e adormeceu.
No dia seguinte, foi acordada por Alice e Poline conversando.
— Eles estão só provocando o príncipe...
— Eu acho que estão falando sério e faz sentido que seja assim, afinal, sempre foi assim
— Mas obrigar alguém a se casar devia ser proibido – disse Alice em protesto – exceto se me obrigassem a me casar com os príncipes. – disse dando risinhos
— Fale baixo Alice, o príncipe Alucard também está por aqui! – repreendeu Poline
— Na verdade estão obrigando-o...
Kiara se sentou na cama e bocejou – Bom dia meninas...
— AH! Pobre Kiara – Alice se juntou a Kiara na cama e segurou suas mãos – Como deve ser doloroso perder o amado.
— Que? – Kiara ainda estava zonza sem entender do que estavam falando
— A princesa Valkyria irá chegar hoje na mansão... – disse Poline
— E em breve se casará com seu amado Allan – completou Alice angustiada
Kiara puxou sua mão – Allan não é meu amado, não fale tolices
— Não tente nos enganar – disse Alice
— Meus parabéns se ele vai se casar, eu não tenho nada ver com isso. – Kiara se deitou e se cobriu até o pescoço.
— Não seja orgulhosa, eu posso parecer tola, mas entendo muito os segredos do coração – disse Alice se levantando
— Eu quero dormir! Saiam.
Alice e Poline se entreolharam e saíram logo em seguida.
Kiara não sabia o motivo de estar tão irritada, se convenceu que odiava ser acordada no meio do sono. Tentou dormir novamente, mas não adiantou, se mexeu e se revirou na cama várias vezes e quanto mais se mexia parecia que a cama ficava menos confortável.
Desistiu de tentar dormir e se levantou, tomou banho e colocou um vestido branco de renda. Se sentiu mal depois que lembrou de como tratara suas amas, precisava se desculpar. Deu uma última olhada no espelho e saiu para procurá-las.
Estava de tarde e a mansão parecia movimentada, haviam muitos funcionários para cima e para baixo, arrumando e limpando tudo. Muitos a olhavam mal-encarados e sabia o motivo, simplesmente pelo fato de não ser uma vampira como eles. Escolheu um que não a olhou com desprezo e o abordou
— Olá, o senhor poderia me dizer se viu Alice ou Poline?
— Não, senhorita humana
— Ta bom, obrigada. – disse Kiara se retirando. Senhorita humana? Qual o problema desses vampiros...
Kiara desistiu de sua procura e foi para a biblioteca do segundo andar, finalmente havia encontrado um lugar calmo e sem vampiros para incomodá-la.
Pegou alguns livros para folhear, mas não conseguiu ler absolutamente nada, não conseguia se concentrar em nenhuma palavra sequer. Kiara se dirigiu à janela e percebeu que não havia movimento lá fora. Pelo visto, os vampiros não gostavam mesmo da luz do sol, os jardineiros só trabalhavam durante a noite e a mansão era limpa durante o dia e a tarde para os Monray’s a aproveitarem durante a noite e a madrugada.
— O que faz uma donzela aqui sozinha?
Por um instante, ao ver o rapaz, Kiara achou que fosse Allan, mas os cabelos eram compridos demais para ser ele.
— Nada... apenas passando o tempo... Sr...
— Quanta grosseria a minha, muito prazer, meu nome é Alucard – disse pegando a mão de Kiara e levando aos seus lábios.
— Prazer, me chamo Kiara – disse um pouco desajeitada
— Então você é a humana que meu irmão esconde – Alucard soltou delicadamente a mão de Kiara
— Me mantém prisioneira você quis dizer
Alucard sorriu docilmente – É, uma prisão bem amigável, não acha?!
— Não muito... – disse Kiara desajeitada, Alucard era muito parecido com Allan, tinha os mesmos olhos que ele, o mesmo tom de pele e cabelo e seu rosto só não parecia tão igual, porque Allan dificilmente sorria e tinha expressões gentis.
— Creio que já conhece nossos segredos Srta. Kiara... – Jogou verde
— Talvez alguns...
— Então é por isso que não pode voltar... se não soubesse deles eu a ajudaria voltar para casa
Alucard era um vampiro atípico, parecia gentil e respeitoso, mas apesar do que parecesse, deveria tomar cuidado, nenhum vampiro era confiável, nem mesmo Arthur, Alice ou Poline, ou qualquer outro que Kiara tivesse alguma intimidade.
— Bom... a deixarei em paz – Alucard se virou e saiu lentamente deixando Kiara na biblioteca sozinha novamente.
Depois de passar várias horas vasculhando livros, Poline e Alice entraram na biblioteca apressadas.
— Você está aqui! – disse Poline se dirigindo à Kiara que estava sentada em uma mesa com uma pilha de livros ao redor.
— Estamos te procurando a horas! Eu disse para gente vir aqui na biblioteca antes – disse Alice para Poline
— O que importa é que achamos ela, vamos, depressa...
— Espera, pra que essa pressa? – Perguntou Kiara enquanto Poline e Alice à puxavam.
— Explicamos no caminho – respondeu Poline
No caminho, Kiara soube que precisava se arrumar para receber a princesa, Kiara não sabia porque também deveria estar presente, se não era da família e muito menos uma vampira. Na verdade, não era nem bem-vinda no ambiente.
Como de costume, Kiara deixou que suas amas à banhassem e à arrumassem. Estava acostumada com a presença das duas, e percebeu o quão divertido era estar com elas. Aproveitou o momento para se desculpar do que havia dito mais cedo e tudo ficou bem, apesar delas parecerem não ter ligado muito pro mal humor de Kiara.
Pareceu um pouco exagerado se arrumar tanto para receber uma pessoa, mesmo que esta fosse uma princesa. Kiara estava usando um vestido longo azul marinho, com uma faixa preta na cintura.
Quando chegou à entrada principal, parou ao lado de Arthur e Alucard, que estavam posicionados à esquerda da porta principal, do outro lado estava alguns de seus empregados e as duas amas de Kiara.
— Você está linda – disse Arthur ao vê-la
— Obrigada, você também. – Retribuiu Kiara
Allan estava ao pé da escada, de frente para a porta. Nunzio abriu a porta e uma mulher alta, de cabelos ruivos ondulados e compridos, olhos verdes bem claros entrou de cabeça erguida e sorrindo.
— Continua Bela como sempre princesa – disse Alucard beijando a mão de Valkyria
— Ah Alucard – disse Valkyria lisonjeada – Sem muitas cerimônias, a vampira se dirigiu à Allan e fez uma longa reverência – É uma honra estar aqui majestade. – Depois de terminar sua reverência, Valkyria estendeu sua mão para receber os comprimentos de Allan, assim como já tivera recebido de Alucard.
Allan observou a mulher, sem dizer nenhuma palavra nem fazer qualquer movimento.
Valkyria baixou sua mão sem jeito e sorriu.
Alucard se apressou em tomar uma atitude e pediu para a moça o acompanhar até seus aposentos. Logo atrás a comitiva que veio acompanhando-a, também foram levados pelos empregados dos Monray’s
Allan observou todos irem embora, exceto Arthur e Kiara.
Arthur parecia se divertir com a ocasião. Allan se aproximou
— O que Kiara faz aqui? – perguntou para Arthur
— Ué? Por que está me perguntando? – disse Arthur
Allan encarou Arthur sério.
— Tá bom... Eu achei que como agora ela é parte da nossa família, ela deveria vir também...
Allan suspirou, não disse mais nada e saiu, não adiantava falar nada para Arthur, sempre que tivesse a oportunidade de provocá-lo iria fazer.
— Então foi você que mandou eu vir?! – disse Kiara
— É claro, você mora aqui agora, é nossa irmãzinha
Aquilo a fez sentir algo confortável dentro de si, nunca tivera uma família antes, não sabia o que era ter uma... embora fossem vampiros, era tratada muito bem e talvez ter uma família diferente, não fosse tão ruim assim.
— Sabe o que eu mais gosto no Allan? – perguntou Arthur
— O que?
— Ele vive conforme as próprias regras – disse Arthur com os olhos brilhando
— Que regras você está falando? – perguntou Kiara
— Um dia você vai entender... Um dia você vai ver do que ele é capaz...
✞
Kiara pegou seu livro de contos e foi para o jardim. Procurou um lugar confortável que tivesse iluminação suficiente para sua leitura, embora nenhuma delas fosse adequada. Lá estava tranquilo, nem parecia que durante o dia inteiro a mansão estava agitada, finalmente encontrou um lugar de descanso.
O segundo conto, era um romance, Kiara pulou para o próximo, não estava afim de ler coisas românticas. O terceiro conto já estava mais adequado para o seu atual estado de humor, contava sobre a aventura de dois vampiros no mundo dos humanos de uma maneira um pouco cômica. Chegando fazer até Kiara rir em alguns trechos.
Isso a fez lembrar das aventuras dela e de Malu, por um instante preferiu não ter lembrado, não sabia quando ou se algum dia iria ver a amiga novamente.
Kiara escutou alguma coisa se mexendo no mato a uns quatro metros de distância, já estava começando a se acostumar com coisas repentinas, se fosse antigamente, tinha certeza que teria se assustado.
Para a surpresa de Kiara uma raposa saiu do meio de uma moita, nunca havia visto uma. Era um animal bonito, elegante e tinha as cores clássicas, laranja e branco. A raposa se aproximou lentamente de Kiara, fazendo-a ficar imóvel. Não sabia o que fazer.
Quando estava prestes a correr alguém apareceu
— Ah você está aqui querida! – disse Valkyria pegando-a no colo – Não some assim, te procurei tanto...
Valkyria percebeu a presença de Kiara e colocou a raposa de volta no chão – Olha quem está aqui... – se aproximou – Você é a humana de quem todos falam!?
— Não sei... – disse Kiara olhando para os lados
— O que você tem com o príncipe afinal? – perguntou Valkyria desconfiada
— Como assim? Do que você está...
Valkyria puxou Kiara levantando-a, jogou seus cabelos para trás e olhou toda a extensão do seu pescoço analisando. Depois puxou os braços e analisou.
— Entendo... – disse sorrindo – Pobre humana, vamos Florence – Valkyria saiu e a raposa foi logo atrás, seguindo-a
Kiara olhou os próprios pulsos, eles estavam intactos, como ela descobriu? E porque isso era de interesse dela?! Isso a irritou, quem ela pensava que era pra tratá-la assim?
Kiara pegou seu livro e foi para a mansão pisando fundo. Ao subir as escadas escutou passos e parou. Sorrateiramente espiou e viu a borda do vestido de Valkyria virando o corredor. Sem perceber, seguiu-a, ao se deparar para onde estavam indo, Kiara diminuiu os passos. Havia estado ali pouquíssimas vezes.
Valkyria sem nenhum freio, entrou nos dormitórios dos Monray’s e sumiu. Kiara deu a meia volta e foi para o seu quarto, não entraria sem permissão no quarto dos meninos.
Entrou no quarto e fechou a porta, finalmente se sentiu em casa, seu quarto era confortante. Ao pensar isso parou para analisar, quando foi que começou a se sentir tão em casa... Era estranho, mas, sentia-se estranhamente em casa, embora aquele ali não fosse o seu lugar, na verdade era o último lugar de Night End que deveria chamar de lar.
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