Notas iniciais
Aos poucos estou conseguindo chegar nas minhas cenas estrelas, hoje depois de muito tempo, alcancei minha primeira cena estrela, que desde o começo foi um dos meus objetivos para o enredo da história! Espero que Gostem, boa leitura.

Já estava de madrugada. Kiara sentou na cama sem conseguir dormir, chovia muito lá fora, os ventos estavam intensos. O quartinho de madeira parecia que ia desabar a qualquer momento.

Ao olhar pela janela ao lado de sua cama, conseguiu ver apenas os contornos das árvores e as gotas de chuva na janela de madeira, que possuía duas placas de vidro na vertical.

— Kiara – escutou alguém lá fora chamar seu nome. ‘’que estranho’’, pensou.

Tentou ver alguém lá fora pela janela, mas não tinha ninguém. Um relâmpago iluminou o céu e dois olhos amarelos aparecem na janela encarando-a. Como reflexo, inclinou seu corpo para trás, assustada, distanciando-se daquela coisa com olhar perverso. Os olhos sumiram e começou a descer um líquido vermelho pela janela, que se assemelhava muito com sangue, era viscoso e denso. Desesperada, Kiara deitou de volta e se cobriu com o lençol, notou que sua cama estava úmida, ao olhar para as próprias mãos, viu que estava encharcada de sangue.

Kiara acordou gritando e suando. Sentiu um alívio quando percebeu que não passara de um pesadelo. Tomou um susto quando tocou com seus pés em algo úmido. A imagem sangrenta veio logo em sua cabeça, ‘’estou sangrando?”. Puxou o lençol rapidamente e viu que havia uma goteira ao final da cama. Agradeceu mentalmente pela chuva ser a única coisa real de seu sonho.

✞

Aquele pesadelo ficou em sua cabeça a manhã inteira, enquanto arrumava a goteira do telhado. Suas roupas de cama estavam todas estendidas no quintal que compartilhava com a Sra. Rosália. Devido ao clima quente, esperava que secasse rápido, estava receosa de cair outra chuva e não ter com o que se aquecer á noite. Kiara desceu do telhado toda suada, fazia tempo que não fazia tanto calor em Night End, nem parecia que estava caindo uma tempestade na noite anterior.

Malu estava bem empolgada com o clube de jornalismo, Kiara percebeu que ela até tinha deixando o NES, Kiara e Talita um pouco de lado, depois que começaram as atividades dos clubes. Por outro lado, Kiara até tinha gostado de dar uma pausa nas missões, tudo o que tentaram até agora deu errado, e serviu só para metê-la em encrencas.

Ryan não aparecia na escola já fazia uma semana, desde o apagão. Nenhuma das meninas sabiam onde o rapaz morava, isso as deixou preocupadas. A possibilidade de Ryan ter sido sequestrado, já estava entrando em questão. Kiara já estava cansada dos episódios que estavam acontecendo, nunta tiveram sido tão frequentes quanto agora. As coisas estavam se intensificando cada vez mais, a polícia nunca sabia de nada e os culpados nunca eram encontrados.

— Será que a gente consegue descobrir quem são os pais dele, indo na coordenação? – perguntou Talita

— Os pais dele morreram à 16 anos atrás. Ele foi pra um orfanato que a dona de lá adotou ele. – Kiara olhou rapidamente para Talita – É !! isso mesmo !! A gente pode ir lá perguntar por ele.

Talita e Kiara se levantaram do gramado e foram direto para o orfanato. Só havia esse na cidade, então com certeza deveria ter sido lá que Ryan cresceu. Acabaram gazeando os dois últimos horários, mas a preocupação das meninas não podia esperar.

O orfanato tinha três andares, era uma construção antiga, toda de madeira, cercada por grades de ferro que dava um ar de elegância. À frente do prédio havia um jardim com várias crianças brincando. Assim que as meninas chegaram ao portão, uma senhora alta, com traços finos, cabelos grisalhos presos em um coque alto, que estava observando as crianças da janela da casa, desceu para atendê-las. Possuía uma expressão séria e robusta.

— Sim? – Falou a senhora do outro lado da grade.

— Olá, gostaria de falar com a diretora do orfanato, ela se encontra? – disse Kiara com simpatia.

— O que quer falar com a diretora? – a senhora mantinha a expressão intacta.

— A gente gostaria de saber se está tudo bem com o Ryan. – Talita deu um passo à frente – Faz uma semana que ele não aparece na escola – acrescentou.

Kiara concordou com a cabeça.

— Eu não sei do que vocês estão falando, é melhor irem embora e esquecer isso. – disse rispidamente – entenderam? Agora saiam daqui.

— Mas, estamos preocupadas – tentou argumentar Talita, enquanto a senhora virava as costas e ia embora, mandando as crianças entrarem, ignorando as meninas.

Kiara dispensou Talita e foi para casa. Estava cansada disso tudo, não aguentava mais pensar em nada, toda essa baboseira de NES, Malu sempre ocupada, a Adaga que sumiu, agora Ryan desapareceu. Sabia que não suportaria a ideia de ter um amigo desaparecido. Sentiu-se amargurada por ter perdido um bem valioso para ele e não ter conseguido recuperar, tinha feito tudo certo, fazia tudo o que a mandavam fazer, mas nunca encontrava respostas para nada. Tinha passado a semana toda tomando mais cuidado ao vasculhar a mansão, tinha certeza que da próxima vez que tentasse uma loucura, seria demitida, e logo agora que estava prestes a receber o seu primeiro salário.

Allan havia estado ausente, durante toda a semana. Arthur aparecia as vezes para conversar e deixá-la desconfortável, mas já estava se acostumando com seu jeito galanteador.

Kiara havia arriscado perguntar para Nunzio sobre os outros andares, segundo ele, os andares eram restritos à família Monray. Ao pensar nisso, imaginou se lá em cima encontraria a Adaga de Ryan, alguma pista ou então até mesmo se Ryan estaria escondido lá. Qualquer coisa seria suficiente, só queria encontrar alguma resposta, estava cansada de tanto mistério.

Allan parecia cada vez mais suspeito, mas sabia que estava cega, não queria que Allan fosse o culpado de nada do que estava acontecendo. Ele tinha muito dinheiro, possuía tudo o que queria, tinha tudo aos seus pés, não conseguia encontrar nenhum motivo para ele ter alguma ligação com os acontecimentos estranhos. Uma pessoa com tanto dinheiro, não teria motivo para sair matando pessoas aleatórias, nem roubar objetos se podia comprá-los com facilidade. Sem contar que foi uma águia que levou a Adaga embora.

A cabeça de Kiara estava uma confusão, não conseguia ligar nada, nada fazia sentido, estava começando a achar que estava ficando maluca.

Kiara deitou-se na cama, e um estalo veio em sua mente. Será, se na verdade Ryan é o culpado de tudo isso e estava só me usando pra fazer o jogo sujo para ele? Allan pode ser inocente e Ryan quer incriminá-lo porque odeia a realeza! Então... a polícia pegou Ryan, ou então descobriram ele e então por isso ele fugiu?!

Kiara estava em choque, não queria acreditar que seu amigo era um monstro assassino. Mas aquilo tudo fazia sentido, ele na floresta, andando armado, sempre escondendo uma adaga que seria a arma do crime. Talvez ele soubesse que estavam procurando a mochila dele e guardou no armário de propósito e armou uma armadilha reversa... e uma águia apareceu? Não... essa parte não fazia muito sentido.

Kiara colocou a mão na cabeça violentamente prestes a puxar os cabelos, sentia raiva, angustia e tristeza, tudo misturado. Ryan e Allan não eram os culpados, eles não podiam ser os culpados. Mas porque?... foi então que percebeu... seu coração estava dividido.

✞

— Eu acho melhor a gente desistir do NES – disse Talita, sentada na cama de Kiara comendo uma maça.

— Eu já falei várias vezes que a gente vai voltar a investigar – disse Malu emburrada – Eu só estou um pouco ocupada com o jornal da escola, vamos lançar a primeira edição próximo final de semana.

— A gente já ouviu várias vezes mesmo que você ta ocupada, aliás a gente só ouve isso. – disse Kiara – Não entenda mal, não estamos reclamando ou achando ruim entende? Só achamos melhor deixar isso pra lá.

— Você não pode ta falando sério, justo agora que temos a Talita pra ajudar com os casos, temos acesso a várias coisas e...

— OLHA! – interrompeu Kiara – Sabemos que nem a polícia que vive pra isso ta descobrindo alguma coisa, nós somos apenas três garotas curiosas que estamos colocando nossa vida em risco por uma coisa que a gente nem sabe o que é.

— O q...

— NÃO insista nisso – Kiara interrompeu Malu novamente – Agora Ryan some, que também tava meio envolvido nisso... Amanhã pode ser uma de nós, e eu não vou suportar que alguma de vocês sejam mortas ou sei lá o que. – Kiara se virou de costas, seus olhos estavam úmidos.

Talita se manteve em silêncio, comendo sua maça.

— Então se é assim que você quer. OK. Eu vou procurar o Ryan sozinha! Se vocês se importassem com ele, iriam atrás! Mas pelo visto não é o caso. – Malu saiu com raiva e bateu a porta.

— Não chore, sério – disse Talita triste

— Como ela pode dizer que a gente não se importa com Ryan? – os olhos de Kiara ficaram ainda mais marejados – Eu só estou protegendo vocês. – as lágrimas presas começaram a cair no rosto de Kiara.

Talita sem levantou sem hesitar para abraçar a amiga. – Eu sei que estamos passando por um momento difícil, mas precisamos manter a calma. Olha... eu prometo que vou continuar de olho nos arquivos da polícia, tem uns que meu pai não leva pra casa, se você quiser eu posso dar uma olhada lá, não fica longe de casa...

— Você quer fazer justamente o que eu não quero que a gente faça!

— Eu vou falar pro papai sobre o desaparecimento de Ryan, mas vou pedir pra eles não divulgarem no jornal, já que talvez ele só esteja em casa.

— A polícia pode investigar em silêncio? – perguntou Kiara

— Pode, nesse caso não temos certeza que ele ta desaparecido, já que nenhum parente se manifestou.

Kiara enxugou as lágrimas e concordou com a proposta da amiga.

— Vamos lá, hoje é sábado, se anime! – disse Talita, sorridente – Vamos dar uma volta na praça, ouvi dizer que o Candy Coffee reabriu, parece que um parente do dono assumiu o negócio.

Kiara vestiu a primeira roupa que viu a sua frente, não estava animada para se arrumar. Ao sair com Talita parou na caixa de correios na entrada, talvez já tivesse chegado alguma conta.

Haviam 4 correspondências, a primeira era uma carta para Sra. Rosália, a segunda e a terceira eram as contas de energia que haviam chegado. Kiara separou a sua conta, e a última era uma carta para Kiara, sem remetente.

Kiara franziu o cenho, a única pessoa que poderia mandar carta para ela seria sua Tia que morava em outra cidade. Mas isso com certeza nunca aconteceria, sabia que sua Tia não gostava dela.

Kiara entrou novamente em casa e Talita veio logo atrás.

— Será que você tem um admirador secreto? – brincou Talita

— Claro que não – riu Kiara.

Kiara abriu o envelope

Oi Kiara,

Desculpe desaparecer assim de repente, fiquei sabendo que você e a Talita foram lá no orfanato me procurar. Esqueci de te falar, mas o que lhe contei era um segredo. Nunca contei para mais ninguém sobre o orfanato, eu cresci lá em segredo, então por favor não conte para ninguém, e agora que Talita sabe, avise para ela que é segredo.

Saiba que eu estou bem, irei me ausentar da escola devido à alguns problemas e será permanentemente. Sobre a Adaga, continue procurando, é de extrema importância que ache ela. Tome cuidado com os Monray’s, não sei qual o motivo deles quererem você lá, mas qualquer coisa estranha, me avise e eu poderei te ajudar.

Caso queira me responder, coloque uma carta endereçada para ECV. Apenas ECV e os correios saberão onde entregar. O destinatário é R020, saberei que sou eu. Mande notícias se achar ou descobrir alguma coisa. Estarei aguardando. Ah, mais uma coisa. Queime essa carta quando terminar de ler, isso é importante.

Do seu amigo R020

— Mas o que é isso de R020? É algum código? ECV? Que lugar é esse? – disse Talita confusa.

— Eu não faço a mínima ideia, mas não ta me parecendo coisa boa... mas pelo menos me sinto aliviada por ele estar bem. – disse Kiara dobrando a carta novamente, guardando em uma caixa cheia de papeis e colocando no fundo do guarda-roupa.

— Você não vai queimar a carta? – perguntou Talita

— Não, eu não acho que seja necessário, e eu to cansada de gente me dando ordens. – Kiara fechou o guarda-roupa. – Está na hora de agir como eu quiser.

✞

O céu já havia escurecido, estava uma noite agradável, hoje parecia que não iria chover. Kiara arrumava sua bolsa para ir ao trabalho, fez um sanduíche de atum para levar e colocou uma garrafa de suco de laranja. Já havia três dias que estava levando o próprio lanche, precisava voltar para sua dieta, embora não fosse mais atleta, não queria engordar com os biscoitos de Nunzio todos os dias. Estava se sentindo diferente hoje, depois de discutir com a amiga e desabafar com Talita, sentiu que tirou um peso enorme de suas costas. Agora não existia mais NES, nem Malu pra induzi-la a fazer nada, iria agir por sua conta, do jeito que quisesse e quando quisesse. Assim que Kiara estava quase fechando sua bolsa, olhou um fraco em cima da mesa, era o sonífero que Malu lhe dera, colocou-o dentro da bolsa mesmo duvidando muito que usaria.

Gaspare chegou, como sempre pontualmente, era incrível a sua capacidade de pontualidade, coisa que Kiara nunca conseguira durante toda sua vida.

Ao chegar na mansão, se dirigiu logo para o escritório de Allan, estava trabalhando à uma semana na separação de arquivos de propriedades, colocando todos em ordem, de acordo com as datas de emissão dos documentos. Era tanto papel, que quanto mais se organizava mais difícil ficava de encaixar os papeis restantes. Kiara desistiu de ver os locais das propriedades, inicialmente começara organizando por cidade, mas eram tantas cidades, umas que nem sabia sequer da existência, que desistiu da ideia de organizar assim.

Embora fosse um trabalho relativamente fácil para o que ganhava, já estava perdendo a paciência. Haviam papeis em estados lamentáveis, rasgados, manchados, amassados, sujos de tinta e além disso alguns tinham datas tão antigas, que poderiam estar em um museu como relíquia.

Nunzio bateu na porta e entrou.

— A senhorita quer que eu prepare algo para comer hoje ou trouxe de casa? Está na hora do lanche. – disse cordialmente

— Ah não, obrigada, eu trouxe sanduíche de atum hoje. – Kiara abriu sua mochila que estava perto do seu pé, ao lado da cadeira a qual estava sentada na escrivaninha de Allan e mostrou sorrindo para Nunzio.

— A senhorita não gostava dos biscoitos? Era só ter me dito eu poderia preparar outra coisa. – Nunzio tinha um jeito tão formal, que parecia estar falando com alguém da realeza, as vezes era meio robótico.

— Claro que não! Eles são maravilhosos, é que eu estou voltando à minha dieta, então fico um pouco seletiva para comer – se justificou

— Tudo bem, com licença – Nunzio acenou com a cabeça e saiu.

Kiara sabia que ele estava lá fora a vigiando como todas as outras vezes, para conseguir dar uma volta na mansão, era preciso fingir ir ao banheiro, e não podia demorar mais do que 10 minutos. Não dava para fazer muita coisa em 10 minutos.

Kiara tirou seu suco de laranja da bolsa e viu o pequeno frasco no fundo. Retirou o plástico do sanduíche e olhou o frasco novamente. Já havia observado que Nunzio andava com um molho de chaves no bolso. Sempre que precisava trabalhar em um local diferente, ele que abria. E se talvez...

O coração de Kiara acelerou ao pensar em usar o fármaco, e se ele descobrisse? Talvez fosse até presa por isso. Hesitou um pouco mas se rendeu a tentação. Seria o momento perfeito, Allan estava ausente durante toda a semana, Arthur estava na High Five e só Nunzio à vigiava.

Kiara derramou metade do antídoto no suco de laranja e fechou a tampa da garrafa novamente. Sentia seu coração pulsar e as mãos um pouco trêmulas. Se levantou da cadeira e se dirigiu à porta. Abriu a porta lentamente e colocou a cabeça para fora para procurar Nunzio.

Ali estava ele, sentado em uma cadeira no corredor como de costume, vigiando-a.

— Banheiro? – perguntou o senhor, abaixando o jornal e olhando-a

— N- Não! – percebeu que sua voz estava trêmula – Trouxe um suco para o senhor, estou testando meus dotes culinários, gostaria que provasse. – projetou um sorriso forçado.

Nunzio encarou a garota por uns segundos e se levantou. A mão de Kiara tremia, precisava se controlar. O senhor veio até ela e recebeu a garrafa, analisou e retirou a tampa.

— Vamos ver – Nunzio tomou um gole do suco e sorriu – Está muito bom.

Kiara forçou outro sorriso, seu nervosismo não deixou muito espaço para suas capacidades linguísticas. Ficou na dúvida do que fazia agora, se entrava de volta e fingia voltar ao trabalho, se esperava o efeito, não fazia ideia de quanto tempo levaria.

Nunzio agradeceu e voltou para sua cadeira, pegou o jornal e começou a lê-lo novamente. Kiara voltou para o escritório e fechou a porta. ‘’Bem, agora é só esperar, daqui a uns 10 minutos eu vou pedir para ir ao banheiro e vejo se tá fazendo efeito’’— pensou. Kiara estava ansiosa, ficou andando para o lado e para o outro no escritório impaciente.

Com 9 minutos depois, Kiara voltou ao corredor e viu Nunzio tomando o último gole da garrafinha. Se aproximou dele devagar, e viu que não estava tão atento quanto antes.

Kiara disse devagar – Vou ao banheiro... não vou demorar... vai ser rápido... – observava-o com as pálpebras quase fechadas. Foi andando o mais devagar que conseguia pelo corredor e parou ao ouvir um estampido. Nunzio havia caído de lado, com a cabeça apoiada em uma mesinha de apoio com um abajur, ao lado da cadeira que Nunzio estava. O jornal caiu no chão e seus braços relaxaram ao lado de seu corpo.

Kiara ficou surpresa, embora não soubesse o motivo de estar tão surpresa por isso, afinal era o que queria. Voltou correndo e começou a procurar nos bolsos de Nunzio o molho de chaves. Achou-as no bolso da frente da calça ao lado direito.

— Desculpe – disse baixinho – Mas vou pegar emprestado um pouquinho.

Kiara saiu correndo pelos corredores e parou em frente a grande escada na estrada principal. Agora se tocara que não sabia quanto tempo duraria o feito do sonífero, precisava ser rápida e objetiva, talvez essa fosse sua primeira e última chance de achar alguma coisa. Pensou em qual local iria primeiro, o dormitório de Allan veio logo em sua mente, subiu o primeiro degrau da escada mas hesitou, não queria ir para o dormitório de Allan, se sentiu inibida e com vergonha de fazer isso. “pensa, pensa”. Subiu as escadas devagar olhando as chaves, tentando encontrar um bom lugar. “Quarto dos Monrays não, Cozinha também não... tem muito lugar aqui dentro, vai ser impossível ver tudo em pouco tempo”. Kiara terminou de subir as escadas e decidiu que teria que ir aos quartos, era o local mais provável para guardar coisas pessoais, a imagem da sua caixa no fundo do seu guarda-roupas veio em sua mente. “Posso achar algo em uma gaveta... mas e se eu fosse naquela sala de reuniões... É! Então é isso”. Kiara foi correndo em direção a sala de reuniões. Quando estava quase chegando lá, parou abruptamente em uma porta que lhe era bem familiar, já tentara abri-la uma vez, mas estava trancada. Tentou abrir novamente e como da ultima vez, se mantinha fechada.

Começou a testar as chaves do molho de Nunzio, precisava ser rápida, testou a primeira, a segunda... quanto mais tentava e falhava, mais se arrependia de ter feito aquilo. Quando estava na décima terceira tentativa, a chave se encaixou e rodou perfeitamente. A porta se abriu, e ali estava, a biblioteca proibida do segundo andar.

Notas finais
É, tive que parar nessa cena, pois o capítulo já estava ficando muito grande, HAHAHA'. SORRY Prometo que não vou demorar pra postar o próximo