Notas iniciais
MANDEM SEUS REVIEWS!

Fiquei sem reações ao saber da notícia. Era como se uma bomba estivesse prestes a se explodir a qualquer instante e naquele momento, a bomba se explodiu.

— Isso é impossível! Nós nem somos parecidas!

— Na verdade nós já fomos parecidas. Antes mesmo de te conhecer, meus cabelos eram louros e lisos.

— Não pode ser verdade, mas agora reparando nos seus olhos, eles parecem com os da minha... Nossa mãe. Quando e como você descobriu isso? -A Lindsey começou a contar sua história.

Enquanto você estava no hospital, lá em casa muitas coisas estranhas estavam acontecendo.

As atitudes dos meus pais adotivos estavam diferentes. Certo dia de madrugada, eu havia perdido o sono e estava com muita sede. Meu quarto é no meio do corredor, junto do quarto deles e a passagem dos quartos e banheiros dão para a sala de estar. Ao lado dessa sala, tem a cozinha.

Decidi ir à cozinha no meio da madrugada, porém, passando pelo quarto dos meus pais, ouvi uma conversa entre eles.

— Querida, nós temos que contar a verdade para a Lindsey. Já se passaram 18 anos que estamos enrolando. Está na hora de contar tudo para a nossa filha.

— Eu sei, querido. O meu medo é que ela queira procurar por eles que já estão mortos.

— A gente dá um jeito. Agora vamos dormir e amanhã no café da manhã, contaremos tudo.

Quando eles pararam de conversar, voltei para o meu quarto. A sede havia passado.

Deitei na cama e fiquei pensando. Que verdade meus pais me contariam no dia seguinte? Quem são esses "eles" que já estão mortos que meus pais tem tanto medo que eu procurasse?

Depois da conversa, não consegui mais dormir. Aquelas perguntas me atormentavam. Finalmente quando consigo dormir, o despertador toca. Só consegui adormecer por três horas.

Acordo, tomo banho e vou à cozinha. Meus pais já estão lá sentados, na cadeira, de braços cruzados e já me fitando. Os dois estão lado a lado. Respiro fundo e sento junto deles fingindo não saber de nada. Meu pai segura a minha mão delicadamente.

— Querida, eu e sua mãe precisamos ter uma conversa séria com você. — Como sempre, atuo do jeito empolgante. Do jeito que você já conhece.

— Conversa séria? Vocês vão se separar?

— Não, querida. — Falou minha mãe.

— Então se não é isso, não é uma conversa séria. — Pego um pão na cesta e devoro um pedaço.

— Lindsey, você já tem praticamente 18 anos. Será que dar pra parar de ser tão infantil? — Meu pai falou num tom sério, tirando as suas mãos da minha e fazendo gestos.

— Me desculpe, pai. Será que poderia me dizer o que vocês querem tanto me dizer? — Falo num tom baixo.

— Filha, seu pai e eu conversamos ontem a respeito de um assunto muito delicado. Talvez você nos odeie.

— Agora deixa que eu falo, amor. Lindsey, quando você era pequena, na maternidade, alguém lhe sequestrou e te colocaram na adoção. Essa pessoa que lhe sequestrou, queria vingança com...

Meu pai parou de falar e seus olhos se incharam.

— Com?

— Com os seus pais biológicos. — Completou minha mãe. — Você é adotada, Lindsey. Nós não somos a sua família verdadeira.

— Antes de falar qualquer coisa, deixa eu terminar de lhe contar a história. Seus pais biológicos estavam devendo dinheiro para uma quadrilha poderosa de políticos. Antigamente, só existia políticos corruptos que enganavam os cidadãos do país e roubavam nossos dinheiros. A gente era obrigado a pagar cada semana uma quantia de dinheiro. Seus pais já estavam quase falecidos e tentamos ajudar até um certo ponto. Eles não tinham mais dinheiro e nem nada. Seus filhos eram a única coisa que tinham. A Frie só tinha 4 anos de idade, não entendia nada do que estava acontecendo. Já você e a Caitlin, tinham apenas dois anos de idade. Seus pais tiveram que separar vocês porquê o governo fez uma proposta. Entregar uma de vocês para a adoção e você era a mais nova entre elas. Um ano se passou e o governo ainda cobrava a proposta, até que um dos políticos lhe viu dançar enquanto dormia. Eles ficaram tão encantados que lhe sequestraram. Seus pais sofreram muito até que um dia, visitaram a adoção e te encontraram. Eles não podiam pegar você de volta, então nos pediu para que a gente lhe adotasse. O governo soube da ideia e disse que se você encontrasse a Frie e a Caitlin naquela época, eles iriam matar vocês, ou até mesmo prender seus pais por 50 anos.

— Que horror! E por quê vocês elegeram logo esses políticos?

— Não tínhamos escolha. Todo candidato tinha um contrato para que se um fosse eleito, o regime seria duro. Caso o candidato fizesse boas ações aos cidadães, ele seria imediatamente expulso do seu cargo e ainda por cima morto. As únicas boas ações que poderiam fazer, era melhorar o país com os seus problemas financeiros. Mas tudo isso com o próprio dinheiro das pessoas para o governo. — Falou minha mãe hipnotizada pelo flashback que emergira em seus pensamentos.

— E é por isso minha filha, que separamos vocês até recentemente. Quando você completou 14 anos, eu e sua mãe decidimos procurar pela sua família verdadeira. No jornal, uma notícia trágica sobre um acidente de um cruzeiro estava escrito na primeira manchete. Seus pais foram vítimas desse acidente e assim por diante decidimos ficar com você para sempre.

— Mas nossos planos falharam quando lhe colocamos no Colégio Halls e você finalmente reencontrara a sua irmã Caitlin. Até quisemos lhe contar logo que se conheceram, porém mudaria tudo na sua vida e atrapalharia sua amizade com ela. Esperamos vocês se tornarem melhores amigas, praticamente irmãs para depois contar.


Após a Lindsey contar a sua história, fiquei sem reações. Nunca imaginaria que isso fosse acontecer e o pior, é que a minha nova irmã não teve a oportunidade de conhecer os pais maravilhosos que eu tive. Levantamos da cama e nos abraçamos. Dessa vez eu chorei junto com ela. Nossos abraços eram como se fossem de saudades.

— Amiga... Quer dizer... Irmã, prometo não te deixar. Agora que nos reencontramos, quero aproveitar toda a minha vida ao seu lado. — Ela voltou ao seu jeito alegre de ser.

— E quem disse que a senhorita vai abandonar os seus sonhos para ficar ao meu lado? Nada disso. Você vai morar no Brasil sim.

— Eu que lhe digo. Acha mesmo que vou abandonar os meus sonhos? Você vai vim comigo e odeio ser rejeitada.

— É sério que você vai me levar junto? — Perguntou a minha irmã dando os seus pulinhos e batendo palmas.

— Super sério, mas só se você prometer não fazer mais isso. — Ela para e balança a cabeça em concordância. Depois foi embora.

Mas tarde, alguém toca a campainha. Me direciono à porta, giro a sua fechadura e novamente me deparo com aqueles lindos olhos verdes e cabelos ruivos.

— O que faz aqui? — Ele me olha com os olhos brilhando.

— Posso entrar? Preciso falar com você.

— Claro, agora que já está aqui... Entre.

— Obrigado. — O Corey sorriu. Sentamos no sofá da sala nos olhando por alguns minutos em silêncio.

— O que você quer falar comigo?

— Eu... preciso que tome conta da minha irmã. — A Frie chega, mas vai direto ao quarto depois de deparar com o Corey. — Eu, minha mãe e Frie iremos ao Brasil para fazer um curso de informática por três meses e não vai ter ninguém que tome conta da Shelby. Aliás, ela é super apegada a você.

— Claro que eu cuido dela. Quando vocês vão viajar?

— Amanhã.

— Droga. Sussurro para mim mesma. — E como você sabe que se formou?

— Hoje fui ao Colégio Halls para saber do resultado e sim, fui aprovado.

— Que ótimo! Aproveitem bastante sem mim. Podem até se beijar ás minhas custas novamente! — Grito.

— Como você sabe disso? — Perguntou o Corey confuso.

— Enquanto eu estava inconsciente no hospital, eu estava no mundo surreal onde várias coisas estranhas aconteceram. — Contei tudo o que houve naquele mundo, exceto a morte da sua irmã. — E também vi vocês tomando café da manhã juntos e dando aquele amasso que nossa, parecia até uma cena de novela.

— Eu não sabia o que estava fazendo naquele momento. Apenas a beijei, mas depois fiquei com a consciência pesada. Era como se eu estivesse lhe beijando. Estava sentindo sua falta na hora.

— Me poupe das suas mentiras. Uma hora diz que me ama, na outra me troca com a Frie. — Ele se levantou, foi pra porta, se virou para mim e concluiu:

— É uma pena que você acha que estou mentindo. Eu realmente sofri muito durante a sua ausência, até mesmo quando todos achamos que você estava morta. — E depois foi embora.

Notas finais
Gente cadê os reviews? A Miku tá ficando triste sem seus reviews. ~Sakebi~