Notas iniciais
Esse capítulo é meio dramático,mas é legal.

No dia seguinte acordei de ressaca e passando mal. Eu vomitava direto.

Shelby surgira na porta do meu quarto com uma bandeja que continha um copo d'água e duas embalagens de remédios.

— Você se sente bem? — Pergunta ela se aproximando da minha cama.

— Estou sim,só estou passando mal e de ressaca.

— A mamãe pediu para lhe trazer esses dois remédios. — Minha irmã mostra os remédios, me entrega e sai do quarto. Analiso eles. Era um para dor de cabeça e outro para enjoo. Tomo eles acompanhado de água e volto a dormir.

De tarde, acordo e me direciono à cozinha para comer algo. A Debby estava no salão de festas arrumando tudo. A Shelby chegara na cozinha para comer também. Sentamos na mesa da sala de jantar e começamos a comer. Após a sua primeira garfada, ela verifica as minhas expressões e logo pergunta:

— Melhorou? — Engulo a comida e respondo:

— Um pouco. Por dentro me sinto péssimo, acho que você não vai entender. — Shelby para de comer e fala:

— Corey, eu posso ter apenas 8 anos e ingênua, mas não sou burra. Eu sei o motivo de você se sentir assim.

— E qual é esse motivo? Aconteceu algo ontem?

— Não se lembra? A Caitlin saiu daqui de casa chorando. — Olhei-a confuso.

— Por quê?

— O motivo eu não sei. Tenta descobrir falando com ela.

— E a mãe sabe disso?

— Não. Ela também quer saber o motivo. Só sabemos é que ontem você se embriagou muito e por isso a Debby e a Caitlin lhe carregarram. Depois vocês ficaram a sós e mais tarde, ela saiu correndo e chorando. — É tudo culpa minha, eu não devia ter exagerado na bebida. Sou um babaca. A culpa me possuiu. Me levantei, me aproximei da minha irmã e a abracei forte. Uma poça de lágrimas invadiu o meu rosto.

Nos afastamos e Shelby continuou.

— Pede desculpas à ela. É o único jeito da culpa sumir. — Ela limpou minhas lágrimas com um guardanapo. — A Caitlin é importante para você. Noto nos seus olhos. — Um sorriso se formou no meu rosto. Segui o conselho da Shelby. Liguei para a Caitlin e só caía na caixa de mensagens. Decidi ir à sua casa, porém só a Frie estava.

— A Caitlin está? Ela não me atende.

— Ela saiu com um tal de Tobby. —

Fiquei confuso.

— Quem?

— Esse é aquele garoto com que a Caitlin dançou ontem. Quer deixar algum recado?

— Obrigado, depois falo com ela.

Dei-lhe um beijo no seu rosto. Logo um sorriso se estampou nos seus lábios.

Voltando para a mansão, tento o dia inteiro falar com a Caitlin. Nada dela atender.

Fui ao colégio no dia seguinte. Nas três primeiras aulas, nada da Caitlin aparecer. Sua amiga Lindsey veio falar comigo no intervalo.

— Ei, Corey, você tem notícias da Caitlin?

— Não. Queria saber o motivo de tantos olhares estranhos para mim.

— Não se lembra? Sexta-feira na festa, você tentou enforcar um menino que ninguém nunca viu. Ele foi ao hospital, sabia? Parece que o nome dele é Tobby.

— Ontem a Caitlin saiu com um tal de Tobby. Esse garoto não me parece confiável. Penso. Depois das aulas, novamente vou à residência da Caitlin. Nada dela aparecer. Uma semana se passa e ainda nenhuma notícia. O que será que aconteceu? .

Depois dessa uma semana ter se passado, volto pra casa da Caitlin. Eu e a Frie telefonamos para a polícia. Um policial baixo, gordo, com bigodes e careca interrogou a Frie.

— Quando foi a última vez que você viu ela? E o que essa garota estava fazendo? — Frie tentou relaxar e respondeu:

— Foi no dia 10. Caitlin saiu com um garoto que não me lembro a aparência.

— Certo. Você sabe o nome dele?

— Tobby.- Interrompo as interrogações do policial para caracterizar o Tobby.

— Seu policial, eu sei como ele é.

— Diga-me. — Ele ficou observando sua prancheta com um grafite. A medida que eu ia falando, o policial descrevia-o.

— Cabelos morenos, curtos, olhos azuis, pardo em pele, alto e forte.

— Certo. Por hoje é só. Eu e minha tropa iremos interrogá-lo.

O policial nos olhou sério. Tomou seu cappuccino e foi embora.

Voltei para a mansão. Na minha cama, pensei na Caitlin e no seu misterioso desaparecimento. O que eu devo ter feito à ela?.

Dias se passaram e nada de notícias dela ou do Tobby. Decidi eu mesmo investigar o desaparecimento, começando por colocar a foto deles dançando em toda a parte de Nova York. Em cada cartaz com a foto continha: Desaparecidos. Recompensa: 25 mil dólares. Caso encontrá-los entre em contato. 555-0125.

No centro da cidade enquanto caminho, me deparo com a Krysta acompanhada por um menino louro, muito parecido com o ex-namorado da Caitlin. Me aproximo deles para ter certeza.

— Krysta?, Corey?.

— Corey, amor! Conhece meu novo namorado? — Ela aponta para o Justin. Ele sorriu ironizando.

— Como vocês se conheceram? — Fico confuso.

— Fazemos o mesmo curso. Fantástico, não? — Falou ela entusiasmada.

— É... Bem legal. Vão fazer curso para protistuição? Isso seria realmente fantástico. — Krysta ignorou o comentário e prosseguiu.

— Espero que não esteja incomodado.

— Claro que não. Eu desejo toda a felicidade para vocês. — Debocho. Saí daquela rua e continuei a missão. Fui ao apartamento da Frie e procurei saber notícias da Caitlin. Nada.

Estávamos sentados no sofá da sala de estar. O olhar da Frie estava vermelho de tanto chorar. Me aproximei dela e a abracei. Ficamos naquele abraço por um bom tempo até que nos afastamos. Ela enxugou as lágrimas e interrompeu o silêncio.

— Após a festa terminar, a Caitlin me acordou aos berros. Ela quis me enforcar e falou várias palavras horríveis.

— Por quê?

— Ela quis saber se era verdade que nós havíamos... Se beijado.

— E você não negou. Certo? — Ela balançou a cabeça em concordância. Depois prosseguiu.

— Caitlin me disse que tem nojo de mim e nojo de ser a minha irmã. — Frie voltou a chorar. Novamente volto a abraçá-la.

— Calma, Frie. Tenho certeza que assim que a encontrarmos ela vai se desculpar com você. — Ela se afasta de mim e fala com a cabeça baixa:

— Você não entende... — Frie pausa por um instante e depois prosseguiu,só que nessa vez aos berros. — A Caitlin me odeia! Eu a decepcionei, Corey! Ela até estava com os olhos vermelhos, literalmente!

Ela diminui o tom da voz.

— Nunca a vi daquele jeito, era como se tivesse sido possuída... Por um demônio.

Novamente a abraço no sofá e nessa vez em silêncio. Mais tarde, a Frie pega num sono e solta a minha mão. Ela dormia no meu colo. Acariciei seus cabelos até tarde e depois liguei pra casa avisando que naquela noite não voltaria.

Quando ficou tarde, carreguei a Frie no colo até o seu quarto, descarreguei-a na cama e a cobri.

Naquela noite estava frio, ventando e nevando muito. Fechei as janelas do seu quarto e deitei ao seu lado, acariciando seus cabelos. Fiquei com sono e dormi com ela de concha.

No dia seguinte acordo, me direciono à cozinha e preparo um café da manhã numa bandeja. Levo a bandeja para o quarto da Frie e a acordo com a surpresa. Ela me olha com um sorriso.

— Lhe trouxe o café da manhã. — Na bandeja continha pão com geléia, suco de goiaba, salsichas, café, leite, achocolatado, maçã, uva, ovos mexidos, queijo e presunto. Frie se ajeita na cama e me agradece.

— Oh, Corey! Muito obrigada. — Lhe entreguei a bandeja e comi junto com ela na cama. No fim, tudo já estava devorado.

Me aproximei dela, afastei a bandeja, me aproximei os meus lábios do seu e o selei com um amasso. Eu estava confuso com os meus sentimentos. Não sabia por quem estava apaixonado. Caitlin ou Frienny? Tenho medo de separar as duas irmãs ou simplesmente magoá-las. E se o que eu sentisse pela Frie fosse apenas carência por sentir falta da Caitlin? Eu não podia continuar com aquele beijo, precisava se afastar dela antes que fosse tarde demais. E se eu apenas saísse da sua vida? Não, eu a machucaria mesmo assim. Estou num poço sem fundo.

É aí que percebo que não sou mais o moleque de antigamente. Minhas atitudes já estavam começando a ser de um homem.

Notas finais
Vocês escolhem: Corey + Caitlin ou Corey + Frie? CC ou CF?