Notas iniciais
Me desculpem a demora para postar, é que meu pc está quebrado e não tinha como eu postar nada. O meu computador ainda está quebrado,mas dei um jeito de postar e aí vai mais capítulos.

Fomos para a sala de aula e sentamos nas nossas bancas juntos. O Corey nos olhou com uma péssima reação e deu ás costas sentando no seu lugar.
Na hora da chamada todos haviam sido chamados, menos o Tobby. Estranhei. O Corey também estranhou algo, mas o que seria?
Após as aulas se concluirem, fui falar com a Lindsey na passarela do colégio. Falei sobre o pontapé que o Corey me dera naquele dia.
— Não se pertube com isso. Você será uma mulher feita daqui a duas semanas. Ele não te merece.
— Você está certa, vem me ajudar com a festa? Ainda não preparei nada. — Ela arregalou os olhos incrédula.
— Você o quê? Vamos para a sua casa agora, mocinha! — Ri de esperança. A Lindsey era uma ótima melhor amiga, porém era meio estranha. Seus cabelos eram verdes da cor de uma planta e encaracolados como um miojo. Seus olhos eram da cor de um lindo oceano. Quando olhávamos para ela, dava a impressão de ver o paraíso. Seu corpo era estreito como uma árvore, a Lindsey até ganhou um apelido no ano anterior de Garota — Árvore. Sua maior qualidade era ser alegre e seu maior defeito, era ser uma pessoa alegre exageradamente. As vezes dava até raiva, mas ela tinha lá seus mistérios. A Lindsey era um livro fechado, mesmo depois de um ano de amizade, ela nunca me contara nada sobre a sua família ou sobre o sonho dela de ser uma artista musical. As vezes penso que o sonho dela e a família tinha alguma relação e não, era um absurdo esses pensamentos. Os pais dela eram super legais com a filha e suas amigas.

Em casa, sentamos na cadeira da mesa da sala de estar. Preparamos bebidas, comidas, artistas para tocar ( Demi Lovato, Avril Lavigne, 30 Second To Mars, Nickelback e Coldplay) E preparamos a lista de convidados. Lindsey percebeu que não coloquei o nome do Corey e me olhou desaprovada.
— Coloque o nome do Corey, mocinha. Ou vai deixar que ele perceba que você foi afetada pela separação?
— Mas isso é a verdade. Eu realmente estou afetada.
— E para não demonstrar isso, você vai convidá-lo.
— Na boa, odeio os seus conselhos. Eles sempre estão certos. — Ela riu enquanto eu acrescentava Corey Lights na lista. — Nessa vez seu olhar foi de aprovação. 200 convidados como o previsto.
Lindsey fez um comentário após minutos de silêncio:
— Essa vai ser uma festa épica.
Olhei para o chão desanimada e falei para mim mesma:
— É... Espero.
A Lindsey voltou para casa satiafeita pela ajuda que fizera.
As duas semanas se passaram num borrão e tudo estava a mesma coisa, exceto o meu relacionamento com o Tobby que havíamos virado Melhores Amigos Eternamente. Trê dias antes do aniversário, na saída do colégio, tento convencer o Corey a entregar o número de contato dos artistas. Ele hesita e não entrega.
— Ótimo! Fique aí se gabando então! Não preciso mais da sua ajuda.
— Ótimo. Por que não pede para o seu novo amiguinho lhe ajudar?
Dou ás costas para o Corey, mas viro logo em seguida ao se lembrar de algo. Ele me olha com um sorriso de deboche.
— O que aconteceu? Decidiu se desculpar pela ignorância? — Ignoro o comentário e ponho a mão dentro do meu casaco para pegar um envelope bege transparente com o nome do Corey escrito em letras cinzas e brilhosas. Lhe entrego o convite e ele recusa. — Eu não quero comparecer a essa droga! Pode substituir meu nome para o de seu amigo, aliás, aproveita e me substitui também. Ah, esqueci! Você já me substituiu né?
Um bolo se formou na minha garganta. Explodi de raiva:
— Foi você que me substituiu por várias garotas! — Quando percebo, já estou gritando com ele.
Estávamos na entrada do colégio onde o portão era preto, um jardim com várias plantas e um gramado ao redor. Assim que entra no prédio do ensino médio, duas passagens: Horizontal ( esquerda e direita) e vertical. As classes ficavam na vertical, os clubes, quarto dos zeladores e uma porta de passagem na horizontal esquerda. Toaletes e sala dos professores na direita.
Passando na porta da passagem horizontal da esquerda, haviam os prédios de outros níveis, duas piscinas: Rasa ( para os pequenos entre 6-11 anos) e funda ( Só para natação para todos entre 12-18 anos), o pátio e a cantina.

Então era isso? Eu não significava mais nada para o Corey? Eu não quero comparecer a essa droga! Essas palavras martelavam na minha mente. O bolo na garganta se desmoronava e uma bola de lágrimas surgiu no lugar. Elas ameaçavam a cair. Não chore, Caitlin, seja forte. Ordenava para mim mesma várias vezes.
Na hora do intervalo, corro para o pátio, mas no caminho esbarro com aqueles lindos olhos azuis.
— Você está bem? Seus olhos estão encharcados. — Perguntou Tobby acariciando meu rosto.
— Estava correndo em direção ao pátio para... Chorar. — Ele sussurrou no meu ouvido.
— Chorar em público não melhora em nada. — O Tobby estava certo. Enxuguei minhas lágrimas e sorri. Fomos ao pátio e sentamos num banco isolados. Contei o motivo de querer chorar e ele apenas me abraçou. — Esse cara não merece garotas maravilhosas como você.
Um sorriso tomou conta da minha tristeza.
Nos afastamos.
— Vá na minha festa. Sei que não lhe entreguei convite, mas por favor compareça.
— Claro que estarei lá, alías é o seu aniversário.

Quando as aulas daquele dia se concluíram, voltei para casa com a Lindsey. Chegando lá, a residência estava vazia.
— Engraçado, a Frie sempre me espera voltar do colégio para depois ir ao curso.
— Talvez ela tenha decidido ir mais cedo hoje.

~ Narração do Corey ~

Daqui a três dias a Caitlin completa 18 anos e não irei à sua festa por puro ciúmes do Tobby e a Caitlin é tão...
— Corey, você está aí? — Voz feminina e desconhecida, quem seria?
— Estou no meu quarto! — Finalmente uma imagem aparece na porta do meu quarto e... Era a Frie! Ela se aproximou de mim intimidada, peço para ela se sentar ao meu lado. Eu estava na beira da cama.
— Corey, hum... Droga! Não sei como dizer isso!
— Diga? É algum segredo? Sou bom em guardá-los. — Olho-a fixamente.
— Pior que sim, mas... Eu não posso lhe contar. — Fico confuso.
— Por que? — Frie me olha sem jeito.
— Porque você é o meu segredo.
— Como? Ainda não entendi. — Ela aproximou o seu rosto do meu e grudou os seus lábios no meu. Nos afastamos e ela falou envergonhada:
— Me desculpe, eu não devia ter feito isso. Espero que agora tenha entendido — Frie se afastava cada vez mais de mim até que foi embora. Fiquei hipnotizado com aquele beijo. Nunca havia ocorrido isso comigo. Será que era porquê ela é irmã da minha ex namorada?
Acabei desmaiando e só acordei no dia seguinte.

- Narração da Caitlin ~

Os três dias se passaram como um borrão. A minha irmã ficara estranha do nada comigo e o Corey o mesmo de sempre. Mas nada estragaria esse meu dia, o dia em que me tornarei uma adulta.
Será que o Corey continuaria se comportando como um moleque?
Hoje é 09 de Novembro, uma sexta- feira. A festa começa ás 22h.
Frie me chama ao quarto de hóspedes, na sua mão duas caixas grandes. Uma fina e outra grossa. Presentes nessa hora? Pensei que só fosse me entregar na festa.
— Olá, querida irmã. Feliz aniversário! — Dou-lhe um grande abraço de gratidão. Ela prossegue.
— Lembre-se que hoje você se torna uma adulta e terá que ser responsável, como arranjar um emprego de meio-período e cuidar muito mais do seu corpo.
Ela me abraça apertado cochichando.
— Minha pequena já está táo grande... Daqui a pouco até se casa.
— Como o tempo voa, né? Se lembra de quando eu urinava na cama quando ainda tinha 14 anos?
— Lembro. Aquilo era urina? Parecia uma poça d'água. — Peguei um travesseiro e atirei nela fazendo que ela derrubasse as caixas. Depois Frie pegou o mesmo travesseiro e atirou em mim. Caimos na gargalhada caindo de costas na cama. Ela se levantou, pegou as caixas e disse me entregando- as.
— Quero lhe dar o meu presente agora. Só não entrego na festa, pois é muito importante. — Peguei as caixas e abri a grande. Quando tiro, é um vestido tomara que caia com a parte de cima preta e de couro e a parte de baixo uma saia azul com estampa de flores. Na cintura havia uma faixa preta prendendo uma flor azul marinho.
— É tão... Lindo! Não posso aceitar. — Falei dobrando o vestido e guardando. Frie me impediu de guardá-lo pegando a caixa.
— É claro que pode! Ele é seu! Por que acha que não o usei?
— Não sei... — Respondi confusa.
— Boba, eu não usei para lhe dar hoje! Quero o melhor para a minha caçula. — Um sorriso se formou nos meus lábios. Na mesma caixa do vestido havia uma tiara brilhosa de rainha combinando e um colar de ouro com um símbolo do infinito.
Abri a outra caixa e vim um par de salto alto preto e em forma de sapatilha. Havia um coraçao nas pontas e era todo de couro.
— Gostou dos presentes? — Olhei para eles analisando.
— Os melhores! — Exclamei.

Notas finais
Quero agradecer aos quatro favoritos na fic. Vocês são demais!