Nightmares Tormentors
10 Final fight?
Notas iniciais
— Na... Nada, Lind. Eu disse que já deveria saber que isso iria acontecer, do jeito que o Corey é.
— Para tudo, Caitlin! Não foi isso que você disse, até foi mas, não foi exatamente isso. Antes disso você falou que não sabia nem o motivo de ter aceitado um namoro falso com ele, ou estou mentindo? — Não houve alternativa a não ser contar toda a verdade para a Lindsey. Após ter contado o motivo do falso namoro (que você já devem ter visto no capítulo 5), ficamos em silêncio por alguns segundos. O silêncio foi interrompido pela risada da Lindsey. – Deixe de ser tolinha! Isso nem existe!
— Por isso tive medo de lhe contar. Eu sabia que você não acreditaria e se é mentira por quê meu braço está machucado e a Frie desapareceu misteriosamente? Se é que você viu o jornal no dia do desaparecimento.
— Até que faz sentido, vamos esquecer essa história e esse traidor, mas me diga, por quê se apaixonou justamente pelo Corey?
— Eu pensava que ele havia mudado depois que me conheceu. Corey me disse até palavras lindas que jamais esquecerei. Quer dizer, ele me disse que me amava, mas na hora foi tão sincero...
— Acorde, Caitlin! Meninos feito o Corey jamais falarão que te amam sendo honestos! É por isso que você sofreu pelo Justin e agora está sofrendo pelo Corey! – Lindsey se aproximou de mim e me consolou com um abraço de irmã. Depois de um tempo decidi voltar para a mansão. No quarto do Corey, ele sentado na beira da cama com a cabeça abaixada.
Aproximei dele, o Corey me olhou no fundo dos olhos e dei um tapa em seu rosto. Com a mão no rosto, e se levantando da cama ele me olhou sem compreender nada.
- Você enlouqueceu? Por que fez isso? – Grunhiu o Corey.
— Isso é pra você aprender a não ferir um coração de uma menina! - Retruquei
— Como é que é? Você desliga o telefone sem me deixar responder, some, volta e ainda dar esse tapa no meu rosto?
— Me deixe explicar, caralho!
— Explicar o quê? Que só me conquistou para eu ser mais uma da sua lista?
— Não foi bem assim! – Falou o Corey diminuindo o tom da voz. – Admito que no começo eu quis só lhe conquistar para depois jogar fora.
- Você não presta mesmo!
— Mas depois que você me contou a história dos seus pais e ficamos próximos após ter acontecido o incidente do diário, eu me apaixonei por você.
— E para mais quantas garotas tipo eu você já deu essa explicação? Que garotos tipo você, essa frase já virou clichê.
— Acredite, você é a primeira garota que falo isso.
— Não acredito nisso. – Fiz expressão de desprezo e me direcionei até a porta do quarto do Corey. Ele veio atrás de mim e me virou.
— Por favor, acredite! Eu mudei... Eu realmente mudei
— Eu não acredito nessas suas palavras. Palavras não provam sem atitudes. Prove que mudou e depois venha falar comigo.- Novamente na casa da Lindsey, eu e ela nos arrumamos para nos encontrar com o Justin.
— Amiga, você está fantástica! Se divirta muito com o Justin e ai se não fizer o que estou mandando! – Falou a Lindsey num tom de brincadeira. Comecei a ri e retribui o elogio. Quando estávamos na praça da cidade, reparei que não havia ninguém. Tudo estava escuro e silencioso . – Onde será que ele está? Marcamos exatamente neste local e neste mesmo horário.
- Lindsey, acho que tem alguém nos observando! – Sussurrei. – Acho que é a coisa! Melhor sairmos daqui. – Antes que pudéssemos escapar, a fera surgiu na nossa frente, pegou a Lindsey e conseguiu escapar num piscar de olhos. Segui seus passos e...
Narração do Corey:
Deitado na cama, fiquei com os pensamentos na discução que tivera com a Caitlin. Eu sabia que aquela briga foi em vão, nada daquilo era minha culpa e sim do beijo roubado que a Krysta me dera. Mas como explicar isso para uma menina que estava revoltada? Liguei várias vezes para a Caitlin, mas sempre dava caixa postal e na última vez, deu fora de área. Em uma das vezes em que deu caixa postal, decidi deixar um recado:
— Caitlin, me perdoe. Eu não sou o culpado pela nossa discussão. Se lembra da Krysta? Ela se mudou pra cá e acabou me dando um beijo roubado sem eu estar preparado. Foi um beijo desprevinido, acredite em mim e me retorne após ouvir esta mensagem. – Horas se passaram e nada da Caitlin retornar as minhas ligações. O jeito seria criar novos planos para matar a coisa. Preparei a armadilha e novamente escrevi o que estava escrito na noite anterior. Me escondi no porão e quando a fera chegou na mansão, passou algum tempo me procurando. Peguei a espada, saí do esconderijo , me aproximei dela e quando finalmente estava prestes a enfiar a espada nas suas costas, a coisa se virou e me hipnotizou com aqueles olhos grandes e vermelhos. Só lembro de ter acordado em um local com grunhidos de pessoas pedindo socorro. Aquelas vozes me pareciam familiares.
Me levantei um pouco tonto e com dores fortes na cabeça. Quando fiquei mais atento, notei que eu estava amarrado em um tronco de árvore. O máximo que deu foi ficar agachado, o nó da corda era muito forte e estava apertando os meus pulsos. Por sorte, encontrei no chão uma garrafa com uma metade de álcool e ao lado um isqueiro. Os objetos estavam um pouco longe, mas com a ajuda das minhas pernas, consegui arrastá-los para perto de mim. Derramei um pouco de álcool na corda, acendi o isqueiro cuidadosamente e por desastre deixei que o fogo caisse na corda e na árvore. A minha mão já estava trêmula e soada. Coloquei os meus dois pés juntos do fogo para soltar a corda que faltava. A brasa do fogo pegou por acidente a minha mão esquerda. Peguei um pedaço de planta e a enrolei nela. As vozes familiares já estavam começando a ficar mais altas e mais medrosas. Seguí-as até uma parte daquele lugar estranho onde encontrei todas as pessoas desaparecidas inclusive a Caitlin.
Todas as pessoas que eu e a Caitlin amavam estavam presas no mesmo tipo de corda que eu estava. Os olhos delas já estavam começando a ficar brancas. Todas elas choravam muito e imploravam por socorro. Algo iria acontecer se eu não as tirasse a tempo, eu pressentia isso. Desamarrei primeiro a minha mãe, depois Shelby, Caitlin, Frie e Lindsey.
— Co... Co... Corey... Me perdoe... Eu... – A Caitlin tentava falar, mas seu medo e seu trauma os impedia de falar.
— Não precisa falar nada, vamos embora antes que a coisa volte.
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