Nightmare in the castle
1 A viagem
Notas iniciais
Palavras são ditas
Profecias são concluídas
O espírito invade o coração do garoto, tornando-o sombrio
O garoto chora
O garoto está possuído
Ele recebe seus poderes
Este garoto é meu filho.
***
Eram oito e meia quando meu despertador me acordou. Minha vontade era de jogá-lo na parede, mas hoje é o dia da minha viagem á Londres. Meus amigos e eu vamos passar uns dias em um hotel incrível e tentar relaxar. Meus pais estão á um mês morando no Brasil e fiquei com a casa toda para mim, mas irei me despedir dela por uma semana. Levanto da cama e vou logo para o banheiro, que está todo sujo:
– Eu estou sozinho em casa, por que limparia o banheiro? -falo para mim mesmo.
Nossas malas já estão no carro, só preciso buscar eles. Escovo meus dentes, arrumo o cabelo, coloco uma roupa confortável e deço correndo para ir ao carro. Nem mesmo verifico se minha casa está totalmente trancada, mas sei que está. Já na estrada avisto nosso grupo, composto por eu Jake, Jennifer (Jenn), Beatrice (Bea), Nick e Jonatan (Jon):
– E aí galera? -pergunto.
– Oi Jake! -diz Jenn. Jennifer é linda, com seus olhos azuis e seu cabelo loiro faz qualquer homem ficar louco. Sou apaixonado por ela, mas não tenho coragem de me declarar, talvez algum dia eu faça isso.
– Tudo bem cara? -pergunta Nick. Nick é um cara legal, um pouco quieto as vezes.
– Tudo bem sim, animados para a viagem?
– Claro né, eu não consegui dormir por causa da ansiedade. -reponde Bea. Ela é uma garota linda também, talvez não tanto quanto a Jenn, ela tem os olhos castanhos e o cabelo da mesma cor, e um corpo maravilhoso.
– Velho, liga o carro e vamos! tá esperando o que? -exclamou Jon, o cara mais engraçado e feio do grupo. Não feio totalmente, mas ele não se cuidava tanto quanto o resto de nós.
– Vamos então!
Durante a viagem, a maioria dormiu. Exceto Jon, porque ele estava no banco do passageiro e fui conversando com ele:
– Jon, como é o hotel em que você fez as reservas?
– É um dos mais luxuosos de Londres, o hotel fica em uma floresta e é um castelo gigante!
– Castelo? Que f*da!
– Sim, muito. Afinal, quem fez as reservas? Eu, claro.
O sono estava me vencendo, fui pedir para o Jon dirigir quando percebo que estamos em uma cidade. Totalmente vazia, com uma única rua na qual segui até ela acabar:
– Como viemos parar aqui? -me perguntei. Falei um pouco alto e todos ouviram.
– Chegamos a Londres? -perguntou Bea.
– Não né! Jake estamos perdidos? -disse Nick
– Acho que sim, vou dar a ré e ir até a rua principal e continuar o trajeto.
Ao sairmos da tal cidade, vejo algo escrito em uma placa. Por algum motivo a placa me chama muito a atenção e nela diz: domos redirent,.
– Jake, pare naquele restaurante, por favor estou morrendo de fome. -diz Jenn
– Claro, também estou com fome!
– Todos estão. -diz Bea.
Estaciono o carro e descemos em direção ao restaurante que avistamos na estrada. Parecia um restaurante muito bom porque o cheiro era "delicioso". Sentamos na mesa mais próxima até que uma estranha garçonete vem até nós, ela era um pouco velha para uma garçonete e seus olhos eram quase interamente brancos, a não ser por um tom de roxo claro.
– O que vão querer? -pergunta a garçonete
– Dez sanduíches, dez cupcakes e 5 capuccinos. -diz Jenn
Então a garçonete sai e eu pergunto:
– Vocês perceberam como são os olhos da garçonete?
– Não, por que repararíamos nos olhos da garçonete afinal? -pergunta Nick
– Sei lá. Só perguntei calma.
Então a garçonete vem e entrega nossos pedidos, e me dá a comanda com a conta, abro para ver o preço total e vejo algo escrito. Aquela mesma frase: domos redirent,.
Ao sairmos do restaurante, vejo a tal garçonete piscar para mim:
– Galera, a garçonete está piscando pra mim. Desculpa vovó, já estou comprometido.
Todos riram.
– Jake, você nem tem namorada. -diz Beatrice
– Bom, acho que agora eu tenho.
Seguindo viagem ligo o rádio para dar uma descontraída, quando percebo que está tocando a nossa música preferida de todos os tempos: Up in the air — 30 Seconds to mars.
– É nossa música! -exclama Jon
– Cala a boca e ouve a música Jon! -diz Beatrice
I've been up in the air...
A música para e então o locutor da rádio com uma voz grossa, fala:
– Um grupo de jovens está desaparecido, eram 3 meninas e 4 meninos. Eles foram vistos pela ultima vez no hotel... (falha na transmissão).
***
– O hotel é um castelo? -pergunta Jenn
– É, e você saberia se não tivesse dormido no começo da viagem. -responde Jon
Saímos do carro e vamos direto ao hotel, que possui um nome estranho "Mortem,". O hotel tinha poucos carros no estacionamento algo que estranhei pois se tratava de um dos melhores hotéis de Londres segundo Jon, mas relevei isso pois eu só queria encontar uma rede wi-fi disponível para descobrir o que significa aquela palavra estranha no papel da garçonete e na placa da cidade. Entrando no hotel, percebemos o quão linda é a recepção, com tons de marrom e preto a sala tem uma grande lareira e uma TV enorme. O tempo em Londres estava péssimo, chovendo sem parar e muito frio. Então uma lareira seria o ideal neste momento:
– Em que posso ajudá-los? -pergunta a moça da recepção assustando todos nós
– Jon, você que fez as reservas, vai pegar logo a chave do quarto porque eu preciso de um banho quente. -diz Bea
– Eu também preciso de um banho quente com você Bea! -exclama Jon
– Idiota. -Bea retruca
Depois de toda a enrolação, vamos para nosso quarto, é um quarto único com 4 camas de casal, ou seja, alguém vai ter que dormir junto. É minha chance com a Jenn:
– Eu durmo com o Nick! -diz Jenn
Droga.
– Vou tomar meu banho nessa banheira maravilhosa! Jon, você acertou no hotel que escolheu. -diz Bea
– Eu sei. -responde Jon
Beatrice
– Que banheiro maravilhoso, estou louca por esse banho. -grito para todos ouvirem. — Vou colocar a água na temperatura máxima e encher a água com bolhas.
Entro então na gigante banheira a minha frente e aproveito cada segundo ali.
***
Acesso o wi-fi do hotel e procuro pelo significado daquela palavra e pelo significado do nome do hotel, ambos estão em latim e significam:
Domos redirent,: Voltem para suas casas.
Mortem,: Morte.
Fico paralisado. Era um sinal! Ou não. Como poderia saber? Como aquela velha garçonete poderia saber? Fico me perguntando e pensando até ouvir Bea gritando no banheiro. Entramos nós 4 (Jenn, Nick, Jon e eu) no banheiro e vemos aquela cena.
A gigante banheira repleta de sangue e o corpo de Beatrice submerso, sem fazer qualquer movimento.
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